Cadê o entusiasmo?

Trombei numa frase, extraída de um livro, que defendia a importância do entusiasmo. O autor falava sobre o entusiasmo como a chave de uma visão otimista da vida, o entusiasmo como o motor para a ação e para o sucesso.

Acho a ideia ótima! Mas ela tem um problema: as emoções nem sempre são controláveis. Me incomoda o fato de sustentar que o ser humano dá conta de dizer para si mesmo: vou ficar animado agora. Essa tese parece ignorar que nem sempre se trata de querer estar entusiasmo.

Esse discurso motivacional, típico de livros de autoajuda e, mais recentemente de alguns coaches, me incomoda profundamente.

Às vezes, a pessoa adoraria acordar todos os dias no maior pique, super empolgada, entusiasmada… Entretanto, não existe botão de liga e desliga. Há momentos que você não quer nada além do próprio quarto, de sua cama… Não quer ver a cara de ninguém. Não sente vontade de fazer nada.

Por ser consciente e responsável, você levanta, vai lá e faz o que tem que fazer. Mas não dá pra contar com o entusiasmo. Você faz por saber que é preciso fazer. Faz por saber que a vida requer atitude e é necessário cumprir os compromissos. Porém, ter atitude não significa ter entusiasmo, ânimo o tempo todo.

Somos humanos, não robôs.