Três lições da Amazon para nossa vida

A Amazon é hoje uma das companhias mais poderosas do planeta. Jeff Bezos, seu criador, se tornou o homem mais rico do planeta. Uma das coisas que chama minha atenção nesta empresa é a filosofia que a norteia. Bezos é um homem que enxerga para além das aparências e obviedades. E, o mais importante, não se referencia nos concorrentes. Ele tem um propósito e não se deixa influenciar pelo que as demais empresas estão fazendo.

Após ler uma entrevista de Alex Szapiro, country manager da Amazon no Brasil, fiquei pensando nas nossas práticas pessoais e também no modelo de gestão de muitos negócios aqui no Brasil.

Segundo Szapiro, “uma empresa que olha muito para o concorrente pode cair no erro de sempre estar melhorando um serviço que já existia, em vez de pensar em algo novo”. Ele também afirma que um sentimento norteia todas as pessoas que trabalham na companhia: elas vivem como se todo dia fosse o primeiro. Por fim, ressalta que trabalham o tempo todo com a perspectiva de que é possível melhorar a convivência, as ofertas e o catálogo da empresa. Para isso, estão sempre de olho nos próprios números da empresa e nos indicadores oferecidos pelos clientes; o olhar nunca é para o que a concorrência está fazendo.

Essa filosofia implementada por Jeff Bezos nos ensina muitas coisas – tanto para a vida pessoal quanto para os negócios. A primeira lição é a de que se olharmos demais o que as outras pessoas estão fazendo, perderemos a oportunidade de fazer as coisas que acreditamos que deveriam ser feitas. Faremos comparações e perderemos a chance de sermos autênticos. Às vezes, temos uma excelente ideia, mas, norteados pelo que os outros fazem, achamos nossa ideia idiota e a engavetamos. Abrimos mão de fazer algo novo, diferente, original.

A segunda lição vem desse sentimento de viver todo dia como se fosse o primeiro. Isso seria fantástico na vida de todos nós. Começaríamos o dia abertos para experimentar cada momento como único, sem o ranço das experiências já vividas, sem os vícios do passado, sem ficar repetindo “ah… já vi isso”, “ah… já fiz e não deu certo”… Viver todo dia como se fosse o primeiro faz com que experimentemos a alegria da existência; faz com que estejamos dispostos a aprender, a observar tudo de novo, nos mantêm alertas para os novos movimentos da própria vida.

A terceira lição que podemos aprender é de que sempre há espaço para melhorar. Isso não significa viver ansiosos, nem insatisfeitos ou frustrados. Significa celebrar tudo que a gente faz de bacana, mas entender que aquilo pode ser aperfeiçoado. É como um atacante de futebol após ser o artilheiro do campeonato: ele comemora, curte muito, mas avalia cada jogo e sabe que talvez haja espaço para ser ainda mais participativo na equipe, para marcar mais gols, para se tornar um atleta ainda melhor. Não há frustração, sofrimento, apenas o sentimento de que “eu posso fazer mais, ser ainda melhor”. E esse sentimento não é referenciado pelo que os outros estão fazendo, mas pelo que eu sou capaz de fazer.

Lições preciosas, não é? Acredito que a filosofia da Amazon explica muito do sucesso da companhia. Essa forma de pensar me encanta. Afinal, também acredito que não devemos referenciar nossas ações pelo que as outras pessoas fazem, devemos viver cada dia intensamento, como se fosse o primeiro e, por fim, sempre há espaço para fazermos melhor, sermos melhor.

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