É preciso aprender a poupar

​Como regra, o brasileiro não tem o hábito de poupar. Em 2018, o Banco Mundial divulgou um ranking dos hábitos de poupança da população global que mostrou o Brasil na 101o. posição numa lista de 144 países.

O fato de nossa gente ser pobre não é desculpa. Países como Bolívia, Filipinas e Mali estão em posições muito melhores do que a nossa.

Falar sobre a necessidade de planejarmos o futuro financeiro tem se tornado uma obrigação de todo educador ou agente que influencia a opinião pública. As mudanças na previdência social impõem essa necessidade. Até mesmo as alterações nas regras do FGTS motivam essa discussão – afinal, quem aderir os saques anuais do fundo não terá acesso a todo volume do FGTS por ocasião de uma demissão. Ou seja, é preciso poupar para os dias mais difíceis.

Alguns especialistas em finanças recomendam que as pessoas deveriam ter uma poupança de pelo menos 6 vezes o salário que ganham. Essa reserva seria uma garantia para situações inesperadas: um familiar que precisa de uma internação emergencial, reparos mecânicos ou de funilaria no carro (resultantes de um acidente ou quebra sem causa) e até mesmo o desemprego.

Muita gente alega ter dificuldade de poupar em função dos baixos salários. E é fato que a maioria dos trabalhadores brasileiros ganha pouco. Entretanto, também é verdade que quase ninguém faz planejamento financeiro e sequer tem controle dos gastos.

É um tanto espartano ser rigoroso com as finanças. Não é fácil mesmo! Porém, o rigor é essencial para quem não quer sofrer com a falta de dinheiro. Planejar os gastos e controlar cada real podem mudar a vida das pessoas.

Trata-se de estipular quanto vai gastar em cada ocasião e, depois de o salário recebido, fazer conta até da bala comprada na cantina.

Quando fazemos isso, identificamos pequenas brechas que, mesmo entre aqueles que têm baixos salários, permitem fazer uma poupança.

Sabe o que confirma isso que estou falando? Apesar dos indicadores que mostram que o brasileiro raramente poupa, houve um considerável aumento no percentual de pessoas que passou a guardar dinheiro desde 2014. A forte crise econômica do país, a retração da economia motivou muita gente a começar a guardar dinheiro. Ou seja, quando há consciência de que é necessário poupar, mesmo no aperto financeiro, encontramos formas de reservar um dinheirinho para o futuro.

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