As comparações sociais não são saudáveis

O mundo que a gente vive tem inúmeras oportunidades para medirmos nosso valor em relação às pessoas que nos rodeiam. Quase todo mundo está divulgando sua vida bem-sucedida nas redes. A gente até sabe que parte do sucesso divulgado é fake. Mas imagem é tudo, né?

O efeito desse conteúdo sobre nós pode ser bastante negativo.

Frequentemente, nos questionamos se somos bons o suficiente. E vamos listando uma série de defeitos que supostamente possuímos e que nos colocam pra baixo.

Se estou nas redes e meus vídeos não recebem tantas curtidas e nem são visualizados por milhares de pessoas, o problema deve ser minha falta de carisma.

Se sou professor e meus alunos não vivem curtindo minhas fotos e nem fazendo comentários bonitinhos em minhas postagens, talvez seja porque não gostam de mim.

Se você se pega fazendo essas comparações, saiba que faz um enorme mal à sua autoestima.

As comparações sociais não são saudáveis. Estudos demonstram que os prejuízos são grandes, principalmente para as mulheres – maiores vítimas desse tipo de comportamento.

Além dos efeitos emocionais, as comparações tiram os olhos de nossos objetivos, fazem com que nos sintamos mal com o que estamos fazendo, afinal sempre haverá alguém que parece mais feliz, mais saudável, mais bem-sucedido, mais amado.

Pesquisas mostram que pensar coisas do tipo “essa pessoa é melhor do que eu” alimenta a depressão e a inveja.

Comparar-se com quem tem menos sorte que você ou que tem uma vida supostamente menos afortunada, também não é legal. Geralmente, produz certo alívio, porque traz a sensação de “não estou tão mal assim”, mas, no fundo, você sabe que está se enganando, porque talvez seus objetivos não estão sendo alcançados e isso também causa frustração.

Portanto, ao invés de comparar-se com as outras pessoas, lembre-se de um princípio básico: as pessoas possuem habilidades distintas, histórias diferentes, conhecimentos que podem beneficiá-los. Portanto, se for para olhar para o outro, que seja para aprender com o outro, não para querer ser como o outro.

A única comparação útil é aquela que a gente faz com a gente mesmo: eu sei hoje mais do que ontem? Tenho realizado hoje coisas melhor que ontem? Observar atentamente nossos avanços e tentar compreender onde estamos falhando e onde estamos acertando é o tipo de atitude inteligente que devemos manter.

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