A ilusão das aparências

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“Os sábios sabem que as coisas dificilmente são o que aparentam ser”. A frase não é minha; é de um dos líderes cristãos mais respeitados da atualidade, pastor Ed René Kivitz.

A frase resume uma das importantes verdades históricas: nem tudo é o que aparenta ser.
Esta ideia está conosco desde muito cedo. Ainda na infância, escutamos a respeito dos jogos de imagem e da necessidade de não nos iludirmos com a aparência das coisas.

Entretanto, a ausência de sabedoria parece fazer com que muitos de nós não assimilem essa verdade. O mundo continua avaliando pessoas, julgando os fatos pela aparência.

Quando Kivitz afirma que “os sábios sabem que as coisas dificilmente são o que aparentam ser”, a ideia que emerge é que apenas a sabedoria nos qualifica para, de fato, compreender que a aparência pode enganar.

Afinal, repetir a ideia nos faz papagaios e não necessariamente seres pensantes.

As mentiras que repetimos no campo da política, o funcionamento eficiente das fake news que transforma mentiras em verdades, as críticas a amigos, familiares, os julgamentos constantes a respeito de pessoas e coisas, a escolha equivocada de parceiros e parceiras para relacionamentos… Tudo isso confirma que a gente ainda avalia as coisas, as pessoas, o mundo pela aparência. Ou seja, isso se dá por não colocarmos em prática este saber: as coisas nem sempre são o que aparentam ser.

Apenas mulheres e homens sábios conseguem ter a prudência de não se deixarem enganar pelos jogos de imagem. Sim, meus caros, a sabedoria nos livra do engano, de decisões e escolhas erradas e da maldade de julgamentos injustos, baseados na aparência. Portanto, busquemos a sabedoria!