Você torce pelo fracasso de alguém?

Você já se pegou torcendo contra? Torcendo pelo fracasso alheio? Torcendo para que a outra pessoa se dê mal?

Por diferentes motivos, vez ou outra, esse sentimento mesquinho se apossa de nós: queremos que tudo dê errado para o outro.

Isso acontece na empresa, na escola, no círculo de amigos e até na família. Por não aceitarmos determinada situação e até na esperança de que a outra pessoa aprenda uma lição, desejamos resultados ruins.

É curioso que, por vezes, nem nos importamos se vamos afundar juntos. Cegos, acreditamos que o fracasso pode trazer as mudanças que sonhamos. Ou que se faça justiça com a queda da outra pessoa.

Frequentemente, quando não temos o poder de alterar a ordem das coisas, e discordamos de algo, torcemos contra. Queremos que dê errado. Esta é nossa chance. Vislumbramos no fracasso a possibilidade do novo, ou de uma espécie de punição.

Outras vezes, silenciosamente, elegemos algumas pessoas como inimigas e queremos vê-las envergonhadas, rejeitadas. Podem não ter feito nada contra nós, mas ansiamos pela derrota. É nosso prêmio; uma espécie de vingança que alimentamos em nosso interior e que, quando se concretiza, saboreamos com muito prazer.

Não tem nada de altruísta. Pelo contrário, é mesquinho. Faz parte da maldade que nos é intrínseca. É característica nossa. Mostra quanto somos contraditórios. Revela nossa hipocrisia: a fachada de bons sujeitos, mas que esconde um coração perverso.

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