Termine o que começou

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Costumo repetir para meus alunos: termine o que começou. Alguns alegam: está muito complicado, tem muita coisa para fazer. Minha resposta é sempre a mesma: simplesmente faça; não fique olhando o volume, a quantidade, os prazos… Faça!

É incrível como essa ideia é poderosa. Eu apliquei isso em vários momentos da minha vida acadêmica. Escrever artigos científicos, dissertação, tese é desgastante. Principalmente porque a vida não para pra gente estudar, pesquisar.

Aí a gente olha tudo que tem pra fazer, os prazos acabando e bate o desespero. A sensação é justamente esta: não vou dar conta!

É preciso ter forças para agir.

E o sucesso está justamente na disposição de fazer/executar sem ficar olhando para a quantidade de tarefas, para os prazos e para todas as outras dificuldades.

Na prática, a coisa funciona assim: você senta diante do computador, abre um arquivo e escreve. Cada linha escrita te coloca mais perto do final.

Foi assim que, mesmo casado, com filhos, com trabalho e uma série de outras atividades, cursei a faculdade, especialização, mestrado e doutorado.

Pensei em desistir em alguns momentos. Tive que tomar uns remedinhos para aliviar a pressão emocional. Mas persisti e dei conta.

Quando começamos um projeto, precisamos entender que em alguns momentos teremos tantas demandas que desistir sempre será a opção mais simples.

Entretanto, é fundamental ter em mente algumas coisas. Primeira, se você desistir, terá optado por um estilo de vida que nunca permitirá que conclua um projeto do qual poderá sentir orgulho.

Segunda coisa que precisa sempre recordar: a vida nunca é fácil. Nada acontece sem muito esforço ou luta. Para escrever a sua história, haverá lágrimas.

Terceira, o sucesso de ontem não garante o sucesso de hoje. Isso quer dizer que cada novo projeto requer novas estratégias, novas lutas.

E a quarta e última coisa, só os resilientes são vitoriosos. É preciso ser flexível, se adaptar as circunstâncias, ter disposição para mudar a rota algumas vezes, refazer os planos… A rigidez incapacita, engessa.

No final, sempre valerá a máxima “o melhor não é trabalho perfeito, é o trabalho feito”.

Você não tem o controle de tudo

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Um discurso recorrente entre muitos coachs e profissionais que atuam como mentores de carreiras é de que você está no controle de sua vida, é você que escreve seu destino. Noutras palavras, você é o responsável por seu sucesso ou fracasso.

Aqui do meu cantinho costumo repetir: tem coisas que a gente não controla.

O discurso de que estamos no controle tem sim sua importância. Afinal, muita gente se acomoda e parece esperar um milagre do Céu para tornar realidade os seus sonhos.

A pessoa segue o mantra do “deixa a vida me levar” ou fica o tempo todo se lamentando da má sorte.

Gente assim tem pouca chance de conquistar alguma coisa, de fazer a diferença na vida.

É necessário assumir as responsabilidades e trabalhar pelos seus sonhos.

Porém, isso não quer dizer que você tem o controle de tudo. Na verdade, o tempo todo estamos sujeitos a ventos e tempestades.

Eu estou aqui, fazendo o melhor que posso. Teoricamente, estou no controle. Entretanto, posso sair daqui a pouco do trabalho e sofrer um acidente. Isso pode me tirar da rota que desenhei por algumas horas, dias ou até mesmo mudar completamente minha vida.

Talvez você esteja aí tentando viver a ideia de que está no controle de sua vida. Porém, também não controla acidentes, uma mãe doente, a perda de um filho… Não controla o humor do seu chefe, o sucesso financeiro da empresa para a qual trabalha, nem mesmo é capaz de dizer se sua atividade profissional será relevante daqui a 10 anos. Você pode e deve escolher seus amigos, mas não tem garantia da fidelidade deles.

A ideia de que estamos no controle tem limites. A realidade se impõe e muita coisa não depende de nós.

Ensinar exige alegria e esperança

Este é o 17o episódio da série “Aprendendo com Paulo Freire”.

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É dever do educador manter-se alegre e promover a alegria entre seus alunos. Mais que isso, o professor deve ser um agente de esperança.

Esta filosofia é mais uma contribuição de Paulo Freire para a educação.

A ideia de que ensinar exige alegria está intimamente relacionada à esperança. Por ter esperança no futuro, existe alegria no presente.

Mas como ter esperança em meio ao caos, às injustiças, desigualdades e tantas outras mazelas que afetam inclusive o ambiente escolar?

Segundo Paulo Freire, o educador não deve ser um sujeito alienado. Observar a realidade, ser um crítico dela, permitir-se ter raiva das injustiças e lutar contra elas são atitudes inerentes ao trabalho do professor. Porém, justamente por atuar com a educação, o professor deve ser alguém que promove a esperança.

Afinal, se existe alguma razão para se alegrar num mundo injusto, violento, desigual, esta é a esperança de que o futuro pode ser melhor.

E como isso seria possível? Por meio da educação.

A educação muda as pessoas. E pessoas mudam o mundo, afirma Paulo Freire.

Se o ensino é a ferramenta principal da educação, todo professor é um instrumento que contribui para que as pessoas mudem e o mundo possa ser melhor.

Acreditar que a educação é transformadora e que o seu trabalho contribui para tornar o mundo mais justo, humano, tolerante e inclusivo faz com o que o professor tenha esperança e a promova entre os alunos, contagiando-os.

Essa esperança faz com que cada dia em sala de aula seja acompanhado do brilho dos olhos que nasce na confiança de que dá para ter menos desigualdade, menos corrupção, menos mentira…

É a esperança de um mundo que assegure relações mais justas, mais respeitosas… A esperança de um mundo assim alegra o coração. Faz com que o ato de ensinar tenha sentido, tenha um propósito real. Um propósito de vida para as pessoas. E sentir que a vida não é vazia, de que não precisa ser uma caminhada tão dolorosa faz as pessoas sorrirem hoje, mesmo em meio ao caos.

Escolha bem os seus amigos

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Acredito no princípio de que devemos amar todas as pessoas. Mas também entendo que posso escolher com quem vou conviver, com quais pessoas vou dividir minha vida.

Amar todas as pessoas significa desejar o bem a todas elas. E, em todas as oportunidades, tratá-las como minhas semelhantes. Amar o outro é incluí-lo e reconhecê-lo como parte da minha humanidade.

Entretanto, para a convivência diária, é necessário ser seletivo. Devemos escolher bem os nossos amigos. E, para isso, existem alguns critérios. Além da importância da simpatia mútua, devo lembrar que quem convive comigo influencia as minhas emoções, contribui para o meu desenvolvimento.

Quando você tem amizade e convive com gente que vive descontente, que reclama de tudo, sacrifica a sua estabilidade emocional. Pessoas que vivem zangadas, irritadas, falando mal das outras trazem toda essa energia pra nossa vida.

As interações com as pessoas não são apenas meros contatos. Há em cada interação uma troca de energias… Algumas podem trazer esperança, alegria, paciência, amor… Essas pessoas fazem emergir o que há de melhor em nós.

Por outro lado, tem gente que traz pessimismo, desconfiança, inveja, ansiedade e outros tantos sentimentos e emoções que nos esvaziam, que sugam tudo que existe de bom em nossa alma. Quando ficamos muito expostos a essas pessoas, nosso equilíbrio é comprometido.

Por isso, é fundamental escolher com cuidado quem faz parte de nossa vida. É fato que não convivemos apenas com quem escolhemos. Justamente por isso torna-se ainda mais importante fazer escolhas inteligentes. Afinal, se não podemos escolher todas as pessoas que passam pela nossa vida, que pelo menos as escolhidas possam ser boas influências, grandes fontes de inspiração.

Coloque seu cérebro para funcionar

As pesquisas a respeito do cérebro têm descoberto coisas incríveis. E uma das coisas lindas sobre o cérebro é a capacidade de continuar se expandindo durante toda a vida.

No passado, acreditava-se que, no início da fase adulta, o cérebro parava de se desenvolver. Hoje sabemos que, até o fim da vida, podemos continuar aprendendo coisas novas, podemos adquirir novas habilidades.

Entretanto, as pesquisas também descobriram que, as conexões neurais são como linhas de ônibus: “quando não há quantidade suficiente de tráfego e de passageiros, elas são suspensas” (J. B. CARVALHO). As chamadas sinapses são as pontes construídas entre os neurônios para transmitir informações. Se não estimulamos essas conexões, elas param. E pequenas áreas no nosso cérebro ficam inativas.

São os hábitos que cultivamos que mantêm essas linhas de conexão em funcionamento. E podem estimular inclusive outras conexões. Porque, ainda utilizando a metáfora das linhas de ônibus, novas demandas de tráfego podem estimular a criação de novas linhas de transporte de passageiros.

É assim com nosso cérebro. Quanto mais o estimulamos, mais se expande. Quanto menos estimulamos, mais se acomoda e envelhece.

E como estimular? Buscando aprender coisas novas sempre. Detalhe, o aprendizado deve causar certo incômodo inicial. Se fazemos algo com muita facilidade, significa que o caminho já é conhecido pelo cérebro. As novidades que tentamos assimilar geram estranhamento e colocam os neurônios para funcionar.

Por isso, quer ter seu cérebro sempre ativo e jovem? Aprenda coisas novas. Experimente fazer música, pintura, teatro, dança… Leia sempre – e sobre diferentes assuntos (se ama romances, não fique apenas neles; experimente outras leituras) -, faça exercícios físicos que te desafiem, atreva-se a criar pratos novos na cozinha, escolha caminhos alternativos para as mesmas rotas diárias do trânsito, faça cursos em áreas desconhecidas… Não se preocupe se as coisas serão úteis do ponto de vista profissional; invista em ter uma mente renovada, ativa e isso fará a diferença em todas as áreas da vida.

É dever de todo educador lutar por condições dignas e salários melhores

Este é mais um texto da Série “Aprendendo com Paulo Freire”.

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Ainda que o salário não seja a única maneira de reconhecer o trabalho de um profissional, a remuneração continua sendo uma importante medida para dizer que aquele trabalho e aquele trabalhador fazem a diferença.

Historicamente, a questão salarial é uma das grandes fragilidades da educação brasileira. Embora existam professores e trabalhadores do setor que sejam bem remunerados, principalmente em algumas instituições de ensino superior, a grande maioria dos professores e servidores – da educação infantil, ensinos fundamental e médio, além de certas faculdades – ganha um salário que está longe de assegurar o mínimo necessário para que o trabalhador se sinta relevante. E, principalmente, para que consiga investir em si mesmo como profissional.

Quando os setores público e privado pagam mal um trabalhador da educação, de certo modo, estão dizendo para a sociedade que aquele trabalho não importa. E uma das consequências imediatas é a desmotivação. Outra, talvez ainda pior, é o efeito sobre o restante da sociedade. De fora, as pessoas olham para quem é da educação como coitadinhos ou de maneira pouco respeitosa. Afinal, o dinheiro tem sido uma marca de sucesso. Isso acaba provocando uma terceira consequência: poucos adolescentes e jovens têm interesse em se tornarem professores, em trabalharem com a educação.

Para o educador Paulo Freire, justamente pela importância que o trabalho docente possui e em função do pouco reconhecimento salarial, é dever de todo trabalhador da educação lutar por condições dignas e salários melhores. Quando se silencia diante das injustiças salariais praticadas contra a categoria, torna-se co-responsável por tudo que acontece de negativo. Sua passividade ajuda a perpetuar o desrespeito, a indignidade a que são submetidos professores e servidores.

Por isso, para Paulo Freire, o comprometimento com a luta por salários e melhores condições de trabalho é um dever ético. Sua luta não é por um interesse meramente pessoal, individual; trata-se de luta em favor da dignidade da prática docente e da valorização da educação como um bem de toda a sociedade.

 Foto: Laís Semis/Nova Escola

Como lidar com a rejeição?

Você já foi rejeitado? Como se sentiu quando percebeu que a pessoa não gostava de você, que não te queria por perto?

É dolorido demais ser rejeitado. Mas todo mundo já foi ou ainda vai ser rejeitado um dia.

E o que estou chamando aqui de rejeitado?

Entendo rejeitado de uma forma ampla… Pode acontecer quando você quer muito fazer parte de um grupo de amizades e ninguém ali parece te aceitar no grupo. Pode ser acontecer quando quer se integrar com a família do seu marido, da sua esposa e não rola, não dá certo; todas às vezes que entra na casa, senta na mesa, sente-se um estranho ali; ninguém faz nada pra demonstrar que é bem vindo/a.

Vejo isso o tempo todo em sala. Vejo alunos sendo rejeitados por colegas. Não precisa ter bullying, piadas grosseiras… Nada disso. A pessoa simplesmente não é bem vinda no grupo, não encontra colegas que aceitem fazer trabalhos com ela… Enfim, a pessoa é rejeitada.

A rejeição machuca porque você sente que não é amado, que não é querido, que não é desejado. A pessoa, o grupo não gosta de você.

A rejeição exerce uma força enorme sobre nossa autoestima. As nossas emoções são afetadas quando sentimos a rejeição. E isso acontece porque desejamos ser amados.

A rejeição dói.

Mas sabe qual a novidade? Não dá pra evitar que isso aconteça. Todos nós seremos rejeitados em algum momento.

Não sei se você conhece bem a história de Jesus Cristo. Mas Cristo chegou a ser rejeitado por seus próprios irmãos; eles o ridicularizam. A Bíblia registra que, numa outra ocasião, um homem questionou o valor de Jesus por ele ser de Nazaré!

Sabe o que isso nos mostra? Que a rejeição nem sempre tem a ver com o que somos; tem a ver com o julgamento que as outras pessoas fazem de nós em função do lugar onde moramos, da cidade onde nascemos, da família que temos…

Não controlamos o sentimento que os outros têm a nosso respeito.

Já pensou se Cristo ficasse preocupado, se encolhesse em virtude de todas as portas que se fecharam para ele? Eu acredito que Jesus sofreu… A rejeição doeu no coração dEle. Mas Ele seguiu adiante. Cristo sabia quem era, qual era a missão dEle. E, por isso, seguiu adiante.

Então hoje eu quero que você grave essa palavra: gente que sabe quem é, gente que sabe qual é sua missão, segue em frente! A rejeição pode doer, mas a pessoa sabe qual é o seu valor. E por isso mantém os olhos firmes em seu propósito.

Por isso, quero te dizer: conheça quem você é, saiba o seu valor, conheça sua missão e siga em frente. Ainda que você seja rejeitado por algumas pessoas, e você será rejeitado em alguns momentos, não pare, não fique se lamentando, não tente agradar a todos. Siga em frente!

Preparação sem ação é inútil

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Talvez um dos principais motivos de falharmos na busca de nossos sonhos seja permanecermos nos preparando e deixarmos de agir.

Preparar-se para um projeto e até mesmo para exercer uma determinada função numa empresa, ou quem sabe para certa carreira, é o mínimo que se espera de alguém que queira cumprir com excelência o seu trabalho.

A preparação também é fundamental para quem deseja ter um bom relacionamento, ser bom pai, boa mãe….

Ou seja, ninguém faz nada bem e nem alcança o sucesso desejado se não tiver se preparado para aquilo.

Entretanto, muita gente se ilude achando que, em algum momento, se sentirá e estará totalmente pronto. “A preparação não significa o conhecimento de todos os fatos”.

É um enorme erro pensar que haverá um momento em que você estará pronto. Ninguém nunca está totalmente pronto para o novo. O novo traz o inesperado, o incerto…

Se você esperar estar pronto para ser músico, para ser um cantor, para começar o próprio negócio ou mesmo para pedir aquela moça em casamento, você nunca vai se mexer…

É necessário ter em mente que o primeiro passo sempre será um salto no escuro!

Embora o planejamento, o treinamento, os estudos para um determinado projeto seja importante, é necessário ter a ousadia de começar.

O investimento na preparação deve ter a função de promover a confiança e motivar a ação.