Como manter a sanidade mental em tempos de quarentena?

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Neste tempo de quarentena, talvez a coisa mais difícil seja manter a sanidade mental. Não há nada de divertido em ficar em casa por obrigação, por dever.

A gente preza demais a liberdade. Embora a liberdade seja muito mais uma ideia do que um fato, gostamos de imaginar que podemos escolher o que fazer.

Se ficamos em casa, ficamos por opção, porque esta foi a nossa escolha. Pra ficar “de boa”; preguiçosamente, de preferência.

Mas, agora, não tem nada de escolha. Ficar em casa deixou inclusive de ser uma recomendação; passou a ser uma obrigação. E, no caso de Maringá, só falta uma sirene para o toque de recolher. Das nove da noite às cinco da manhã, as pessoas estão proibidas de saírem de casa. Socorro!

Além desse cenário em que perdemos até mesmo uma das liberdades mais básicas, não existe uma única certeza a respeito do futuro. Há indicações de caos na economia, de prejuízos financeiros, empresas quebradas, aumento do desemprego…

E o que dizer sobre o ano letivo? Professores e alunos não sabem quando voltam para a sala de aula. Todos tentam achar um jeito de manter a rotina de preparo de aulas e estudo. Mas a própria ausência de uma cultura autoinstrucional, autônoma, cria barreiras para um aprendizado efetivo.

Para completar, tem o medo de ser contaminado pelo novo coronavírus. Ainda que se fale que os sintomas sejam parecidos com uma gripe, qualquer dorzinha de cabeça ou de garganta, mal estar deixa-nos apreensivos. Sei de gente que anda tendo pesadelo com o vírus.

Sim, meu caro leitor, não está fácil manter o equilíbrio. Se você está em paz, parabéns!! E se você está ansioso, com medo, não se cobre por isso e nem se culpe. Tá difícil mesmo. E não é só pra você.

Apenas respire fundo, tente se lembrar que tudo passa. Essa pandemia, essa crise também vai passar.