Nem todo mundo aprende com o sofrimento

Frequentemente eu falo de dor, de sofrimento… Falo também que tenha verdadeira aversão a esse discurso de que é só querer estar feliz, que a gente pode sair por aí super bem, animado… Não gosto desse discurso! Isso não é verdade. Tem dias que estamos tristes…

Eu até provoco pra gente sorrir, porque acredito que precisamos lutar contra aquilo que nos machuca, que nos magoa… Mas tem dias que a gente tá mal. E pronto! É assim que funciona. Entretanto, o que eu descobri é algo que preciso compartilhar.

O escritor e pesquisador Augusto Cury afirma num de seus livros que nem todo mundo cresce com a dor. E esse ensino é precioso, gente. É meio senso comum, mas a gente sai por aí repetindo que o sofrimento nos torna pessoas melhores. Augusto Cury não concorda com essa ideia. E eu concordo com ele.

Segundo o escritor, a dor só se torna uma mestra quando nos tornamos seu mestre, quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos. Caso contrário, a dor produz zonas de conflito, portanto será inútil, algoz. Ou seja, a dor só tem valor pra quem sabe lidar com a dor. A dor só tem valor pra quem se torna mestre da dor… Pra quem tem consciência crítica, pra quem tem disposição pra tentar entender as razões da dor, pra entender quem é… pra se conhecer de fato. Nem todo mundo consegue fazer isso.

Muita gente reclama, lamenta… passa pelo sofrimento e sai do sofrimento uma pessoa igual ou até pior. 

Portanto, dica de hoje: sofrer todo mundo sofre. Ter dor… todo mundo tem. Mas nem todo mundo cresce com a dor. Invista em você. Em conhecer-se para aprender todo o tempo a respeito de você mesmo, a respeito da outras pessoas e do próprio mundo. 

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