A ciência é incapaz de criar um mundo bom

Desde o século 19, com a teoria evolucionista de Darwin e, principalmente, com todo o avanço das ciências que presenciamos nos últimos 200 anos, tem crescido o número de pessoas que não acredita em Deus. Aliado ao avanço da ciência e da descrença das pessoas, também avançam os desastres, as tragédias, os conflitos, as mortes, as doenças. 

Curiosamente, os homens tentaram matar a Deus, mas claramente não estão conseguindo criar um mundo melhor. As ciências são insuficientes para dar conta dos males do mundo. Na prática, as ciências têm produzido ainda mais tragédias.

O que dizer das armas? Da bomba atômica? O que dizer da automação desenfreada que toma o emprego das pessoas e amplia a desigualdade e a exclusão social? 

Tirar Deus de cena e cuidar do próprio destino, construindo a própria história; foi isso que muitos homens desejaram. É isso o que muitos homens seguem tentando fazer. 

No primeiro verso do Salmo 14, lemos: Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.

Quando o homem tira Deus de sua vida, ele perde as referências éticas, morais. As ciências, por elas mesmas, não são capazes de impedir os frutos do pecado: a ganância, o egoísmo, a cobiça, o orgulho… Por mais conhecimento que possua, sem Deus, o homem não tem força para ser bom.

A bondade humana só existe quando Deus habita em nós, de fato. 

Curiosamente, muitos que dizem o nome de Deus e que se dizem filhos de Deus, vivem como se Deus não existisse. Suas práticas, suas ações são maldosas. Por isso, o salmista diz: “não há ninguém que faça o bem”

O bem que fazemos é fruto do Espírito. Sem uma vida de comunhão real com Deus, podemos até falar o nome dEle, mas nossos frutos serão maus. Por isso, naquele dia, muitos escutarão do Senhor: apartai-vos de mim, porque não os conheço!

O STF e a liberdade religiosa

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O Supremo Tribunal Federal fez justiça ao julgar os casos que envolvendo dois adventistas. E digo isso não apenas como cristão adventista que sou, mas como um pesquisador que defende a liberdade dos cidadãos em suas mais diferentes vertentes. A liberdade é uma premissa bíblica. E um país que respeita seu povo é um país que respeita liberdade de expressão, a liberdade de manifestação, a liberdade de culto, a liberdade da prática religiosa. E a guarda específica de um dia da semana é parte dessas liberdades…

Ao longo dos últimos anos, o STF tem dado exemplo ao proteger as liberdades dos cidadãos . E confirmou isso no julgamento desta semana que fez valer o direito de adventistas não trabalharem no sábado e realizarem concurso público em dias alternativos ao sábado.

Na verdade, esse cuidado com os cidadãos sequer deveria ter chegado ao STF. Bastaria que o discurso de respeito ao outro, as diversidades, às minorias fosse, de fato, praticado em todas as instâncias públicas privadas e em nossas relações.

Curiosamente, muita gente ataca os direitos dados as minorias até que se descobre também parte do que, conceitualmente, chamamos de minorias. Cristãos ou outros religiosos que possuem um dia de guarda, por exemplo, também são minorias. E o STF cumpriu seu papel de respeitar um público que age e tem hábitos diferentes de boa parte da sociedade.