Você é persistente?

Como você definiria persistência? A definição do dicionário parece bastante satisfatória. Persistência é a característica de não desistir fácil. Logo, podemos dizer que é persistente quem insiste num determinado projeto; é persistente quem segue comprometido com o seu propósito e não desiste dele.

Eu diria que a persistência é uma característica de pessoas resistentes, resilientes e que mantêm a fé.

Sabe por quê? Porque sempre existirão mais motivos para desistir do que para persistir.

É fácil persistir quando os resultados são visíveis e vão se avolumando; difícil é persistir quando tudo parece vazio e seu esforço parece vão.

Nós somos imediatistas. Vivemos a cultura das recompensas.

Se fazemos algo, queremos a recompensa. Entretanto, para a maioria dos grandes projetos, as recompensas demoram demais para aparecer.

Vou dar um exemplo bem simples. Qual a recompensa de se evitar o açúcar? Talvez você seja rápido em responder: uma saúde melhor.

Concordo! Porém, quando é que notamos a recompensa de não consumirmos açúcar? Na maioria dos casos, o simples fato de se tirar o açúcar da dieta não traz benefícios visíveis. Não acontece nada mágico, perceptível.

Na prática, queremos tirar o açúcar hoje e, amanhã, queremos mudanças em nosso corpo, em nosso desempenho físico. Acontece que, para alguém jovem, tirar o açúcar hoje, talvez se revele uma decisão incrível apenas daqui a 40 anos.

A lógica da ausência de recompensa imediata ocorre para quase tudo na vida. Com frequência, uma dieta não traz resultados em poucos dias; a leitura não te forma um intelectual em semanas; o investimento num negócio próprio não te faz milionário em meses.

Por isso, é tão desafiador persistir. Também por isso apenas algumas pessoas conseguem realizar grandes projetos.

Quem são essas pessoas? São aquelas que persistiram. Persistência é disciplina; persistência é compromisso com seus projetos e sonhos. Persistência é também uma atitude de fé: é quando se vislumbra os resultados, mesmo quando não há nenhuma evidência deles.

Nossas carências podem nos colocar em risco

É fato que desejamos ser acolhidos, abraçados, amados. Cada um do seu jeito, cada um a sua maneira, quer sentir-se importante na vida de outras pessoas.

Acontece que nem sempre nosso desejo de ser amado é correspondido.

Primeiro, porque temos uma imagem estereotipada do que significa ser querido pelas outras pessoas. Essa imagem tem grande chance de ser exagerada e bastante irreal, causando um descompasso entre a expectativa alimentada em nossa mente e a realidade.

Segundo, porque vivemos um tempo em que cada pessoa está tão envolvida, tão focada em si mesma que mal sobra espaço para reparar nas outras pessoas. Ou seja, estamos cada vez mais individualistas, pouco atentos às pessoas que nos rodeiam. Há pouco espaço para amar, acolher, tocar…

Isso potencializa um forte sentimento de solidão e abandono. Por isso, quem está carente demais vive a busca constante por alguém que lhe diga: “ei, estou aqui, vou te ouvir, vou te amar”.

E qual é o risco? Simples: nem todas as pessoas são confiáveis.

Na corrida por se sentirem amadas, as pessoas expõem facilmente suas vidas, seus segredos, sua intimidade.

Há uma urgência para contar com alguém, para ter um amigo, uma amiga, ou mesmo um amor.

Por conta disso, muita gente abre o coração para a primeira pessoa que aparece. Acontece que nem sempre essa pessoa é digna de confiança. A carência torna-se uma ferramenta de manipulação, abuso psicológico, violência e exploração econômica.

Portanto, a dica de hoje é esta: por mais carente que você esteja, não abra seu coração e sua vida para as pessoas em seus primeiros contatos. Espere, aguarde. Busque conhecer!

Nunca esqueça do conselho bíblico: seja prudente!

Hoje, com a internet, tornou-se fácil demais encontrar alguém on-line aparentemente amável, generoso, carinhoso. Entretanto, só o tempo nos revela quem de fato são as pessoas.

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Deus, o maior artista

Você medita, você pensa nas obras do Senhor? Você dedica um tempo do seu dia para lembrar da grandeza de Deus, pensar, por exemplo, no que significou a abertura do mar vermelho… Ou o que foi aquela coisa incrível que Jesus fez num casamento, transformando água em vinho? Você pensa nessas coisas, medita nelas? Ou isso só acontece quando ouve um sermão na igreja?

Quando falo em meditar nas obras do Senhor, eu penso na atitude de alguém diante de uma obra de arte. Eu sou professor universitário e um dos temas de minhas aulas é o prazer estético, o prazer que se tem diante da beleza. A arte não tem função prática. A arte é alimento da alma. E a atitude de uma pessoa diante de uma obra de arte, para que a obra cumpra o seu papel, deve ser contemplação. Existe uma palavra para isso: fruição estética. Ou seja, diante de uma obra de arte eu me deixo levar, eu me abro para sentir, para imaginar, para ter prazer diante da obra… sem me preocupar com a necessidade dela realmente fazer sentido. Eu me deixo levar para outros mundos.

Ao ler o Salmos 111:2, penso justamente nisso.

Grandes são as obras do Senhor; nelas meditam todos os que as apreciam.

As obras do Senhor são incríveis. São a expressão do desejo criativo do maior artista do universo. Deus é o maior artista. E Ele se alegra com suas obras. Tem prazer nelas – tanto é que, após ter concluído a criação, Ele disse que estava bom.

E nós?

A arte existe para ser contemplada. Mas, distraídos com o mundo, quase não dedicamos tempo a contemplação. O ato de contemplar requer que nos livremos das distrações… É preciso estar ali apenas você e a obra diante dos seus olhos.

A obra do Senhor também existe para ser contemplada e, para nos alegrarmos com as grandes obras dEle, é necessário livrar-se das distrações e dedicar toda a atenção apenas ao ato de meditar e ver o que Deus fez.

Quem faz isso? O final do verso dois responde: “aqueles que apreciam a obra do Senhor.”

Você aprecia? Dedique tempo, fuja das distrações e, como estando diante da maior obra de arte, permita-se viajar pela beleza das obras do Senhor.

A vida feliz ficou no passado?

Você é daquelas pessoas que acha que bom mesmo era o passado? Acha que, no passado, o mundo era feliz?

Essa é uma reação curiosa e que já foi demonstrado em vários estudos. Olhar para o passado e entender que o passado é que era bom não é coisa de gente do século 21.

Há em nós uma atitude um tanto generosa para com o passado. Nosso cérebro tem uma espécie de mecanismo que sublima as grandes dificuldades pelas quais passados e retém o que há de mais positivo. Até as dores do passado ficam como momentos importantes para a nossa vida. Além disso, nosso cérebro tende a criar uma imagem fantasiosa sobre a vida.

Sim, nosso passado não é o que acreditamos. Sim, nosso cérebro conta mentiras sobre nós, nossas experiências, nossas relações etc. O que acreditamos é uma projeção criada pela nossa mente. Há nessas imagens experiências reais e um bocado de fantasia.

Por isso, quem avalia o mundo sob uma perspectiva comparativa com o passado – ou seja, comparando a vida presente com a vida no passado – faz isso sem nenhuma base racional. Dizer que bom mesmo era o passado, ou que o mundo era feliz no passado, não passa de uma manifestação saudosista ilusória.

Da mesma forma que é um erro avaliar que a humanidade está sempre melhorando, tornando-se mais sábia, tolerante e racional, também é um erro classificar o passado – seja ele que período histórico for – como uma época mais feliz que os dias atuais.

Todo e qualquer período da história reserva às pessoas desafios muito particulares. Em todo o tempo, há coisas para se celebrar e beneficiar à sociedade e há outras tantas que provocam dor e sofrimento.

Por vezes, para não tentar assumir nossas responsabilidades, temos a mania de encontrar desculpas. Entre elas, a de que a vida boa era no passado e, como ficou lá atrás, não há nada mais a fazer – apenas lamentar e reclamar o retorno do passado no presente. Isso não passa de desculpa e de fuga da realidade.

Na verdade, o problema do passado ou do presente não está no tempo, está na maneira como enxergamos ou vivemos a vida que temos.

No passado ou no presente, é feliz quem grato pela vida e se concentra em viver sabendo que cada segundinho que temos é um presente dos céus, uma oportunidade de plantarmos sementinhas do bem no lugar onde estamos e no coração das pessoas que amamos.

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Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano

Gostamos de ter garantias. E faz sentido desejá-las em certas situações.

Por exemplo, você contrata alguém para arrumar o encanamento de sua casa: é necessário ter a garantia de que a pessoa contratada sabe o que vai fazer.

Você compra um produto pela internet: você quer a garantia de que receberá o produto solicitado.

Entretanto, na maioria dos casos, não há garantia alguma de que teremos o que desejamos.

Quando você diz “sim” a um pedido de casamento, deseja que aquele pedido seja o compromisso de amor eterno. Mas, infelizmente, você não tem controle do que irá acontecer amanhã em seu relacionamento.

Quando você escolhe ter um filho, sonha com uma criança saudável e que siga por bons caminhos na jornada da vida. Você não espera que essa criança nasça com sérios problemas de saúde, que se envolva com o tráfico na adolescência e muito menos que seja assassinada antes de completar 18 anos.

Esses são apenas alguns exemplos de que que vivemos num mundo de incertezas e cheio de perigos. E se você quiser evitar todos os riscos, você simplesmente deixará de viver.

O medo de ser abandonado após casar-se, pode te levar a fechar-se para o amor. E não há nada mais incrível do que a experiência de dividir a vida com uma pessoa especial.

O medo do que pode acontecer com um filho, pode te impedir de experimentar o amor mais gratuito e generoso que existe: o da maternidade, o da paternidade.

Amigos e amigas, o que quero te dizer hoje é bastante simples: viver é arriscar-se, viver é assumir riscos. Se temos Deus como guia, entregamos nossa vida a Ele, fazemos escolhas sob orientação dEle e simplesmente nos permitimos viver.

Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano. Portanto, viva!

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Se você está sofrendo, permita-se sofrer

A gente vive sob pressão para estar bem. E eu confesso a você que me incomodo demais com o discurso de que a gente tem que controlar as emoções e a gente precisa ficar bem.

Eu não gosto disso. E não gosto porque sei que isso é conversa fiada.
 
E também é conversa fiada essa história de você pode, você consegue… Esse tipo de discurso produz em nós uma culpa imensa quando não estamos bem. A gente não está bem e ainda se sente culpado por não estar bem.

A gente até diz… “eu não podia estar assim”.

Um dos mais importantes filósofos da contemporaneidade, o coreano Byung-Chul Han afirma que vivemos numa sociedade do desempenho. E nessa sociedade assimilamos como verdade que cada um de nós é responsável pelo seu sucesso.

Na sociedade do desempenho, vigiamos a nós mesmos. A gente passa o tempo todo se cobrando para estar bem, para fazer as coisas certas, para ter sucesso.

E sabe o que acontece quando não estamos bem? Quando estamos sofrendo? Nos sentimos um fracasso. Nos achamos as piores pessoas do mundo. Nos culpamos!
 
Na prática, a gente sofre duas vezes. A primeira por não estarmos bem, por estarmos sofrendo e a segunda porque não admitimos que temos direito de sofrer.

Então hoje eu quero te dar uma boa notícia!

A Bíblia nos ensina a viver o sofrimento.

Veja esse verso:
Sou pobre e necessitado e, no íntimo, o meu coração está abatido (Salmos 109:22).

E quem disse isso? Davi. Estamos falando do rei Davi!! Sim, ele estava abatido.

Portanto, amigo e amiga, se hoje você está sofrendo, permita-se sofrer. Leve seu sofrimento aos pés do Senhor e não se cobre se hoje você não está conseguindo fazer o que tinha planejado fazer. Não se culpe por não estar bem.

Apenas conte tudo ao Senhor. Aceite sua dor!

No tempo certo, Deus vai agir em seu coração e você vai voltar a sorrir. E se a dor está insuportável e já dura muito tempo, procure ajuda. Deus capacitou homens e mulheres com inteligência para produzirem conhecimentos que, hoje, nos auxiliam a viver bem. Não tenha medo! A ciência também pode ser bênção de Deus para cuidar, para curar.  

Amém?

Sempre é possível aprender mais

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Estimular que as pessoas leiam mais, estudem mais, aprendam mais faz parte da minha rotina. Acho até que sou repetitivo e um pouco chato por insistir tanto nisso. Entretanto, tudo que fazemos pode ser aperfeiçoado e tornar-se melhor a partir do nosso investimento diário na busca por saber mais.

Veja só…

Cozinhar, parece-me, um dom. Mas, observe: as pessoas que nos surpreendem com seus pratos são justamente aquelas curiosas que conversam sobre receitas, pesquisam receitas, experimentam novos ingredientes, novos temperos… Ou seja, toda grande cozinheira também é uma grande pesquisadora.

Na construção civil, o pedreiro exerce uma atividade bastante técnica. E, se manusear bem as ferramentas, compreendendo a necessidade de respeitar medidas, proporcionalidade e usar os materiais adequados, com tempo e repetição das mesmas ações, certamente fará um trabalho bastante satisfatório.

Contudo, um bom pedreiro, se for curioso e desejar aprender mais, pode descobrir técnicas novas, soluções inovadoras na construção civil. Ganha ele, ganha o cliente. Vai se destacar na profissão, ser cada vez mais procurado e valorizado em sua remuneração.

Em todas as áreas, a lógica se repete. Quanto mais investimos em conhecimento, maior é nosso repertório. Com isso, tornamo-nos profissionais com habilidades amplas e capacidade para oferecer respostas diferenciadas e surpreendentes para nossos contratantes. Além disso, é gratificante aprender algo novo. Faz bem para o ego e nos estimula a querer crescer cada vez mais.

Portanto, tire um tempinho todos os dias para aprender um pouco mais. Seja para aplicar na cozinha, na limpeza de uma casa ou mesmo na liderança de sua empresa, sempre há espaço para novos conhecimentos, sempre é possível inovar.