Minha persistência em publicar nas redes sociais

Talvez seja utopia… Quem sabe, ilusão. Mas carrego comigo a crença (vou chamar assim) de que meus textos, meus vídeos e podcasts ajudam as pessoas. É isso que me motiva!

Confesso que, às vezes, faltam forças.

Eu mantenho um blog na rede há 16 anos. Sim, no comecinho deste mês de setembro, “comemorei” 16 anos do meu primeiro post. Na época, escrevia no “Blogspot” (ou blogger) – plataforma de blogs do Google. Entre idas e vindas, várias tentativas de experimentar coisas novas, parei no WordPress.

No começo, eram vários posts por dia. Ainda não tínhamos o Twitter. Então, cada recadinho se tornava uma publicação, uma postagem. Foi assim que os textos – inclusive, vários microtextos – foram se acumulando e, hoje, somados, certamente passam de 7 mil.

Neste período, vi muita gente começar a escrever. Vi muita gente desistir também. Acho que a persistência é uma virtude. Ou, no meu caso, uma teimosia. Afinal, onde já se viu alguém fazer, rotineiramente, uma coisa, dedicando tempo e atenção, sem ganhar nada?

E quer saber? Mesmo sem pensar em dinheiro, abri conta no Youtube, fui um dos primeiros no Twitter aqui em Maringá, no Facebook, no LinkedIn… Só demorei um pouco mais pra começar no Instagram. Mas também é verdade que demorei pra publicar no LinkedIn (ainda não sou fã da rede) e mais ainda para levar a sério os vídeos no Youtube. Esperava a oportunidade certa e, quando notei que o momento ideal não chegaria, resolvi apostar nos vídeos.

E qual a motivação? Compartilhar ideias, ajudar as pessoas a refletirem sobre os mais diferentes assuntos.

Pra algumas pessoas, o que eu faço aqui é um bocado estranho. Semanas atrás um amigo insistiu: – Entendi que quer levar bons conteúdos para as pessoas. Mas você precisa trabalhar nas redes para se tornar uma referência/autoridade num determinado segmento.

A fala deste amigo faz todo sentido. Desconheço quem está nas redes, produzindo conteúdos, e que não faz isso para, de alguma maneira, construir ou fortalecer uma determinada imagem. Essa é a lógica das redes. Porém, embora entenda essa lógica e inclusive trate do assunto com meus alunos e alunas, ensinando e recomendando que falem para um determinado nicho, particularmente, ainda não consigo me ajustar a isso. Eu escrevo como nos “velhos tempos”, quando escritores falavam do que estava no coração.

Pra complicar, sempre fui inquieto. Gosto de aprender sobre quase tudo. Isso me fez ser jornalista, com especialização em Psicopedagogia, mestrado em Letras/Linguística e doutorado em Educação. As áreas dialogam? Sim, mas existem conhecimentos distintos, autores e visões diferentes, tratando de questões específicas de cada área. Para completar – ou diversificar ainda mais -, também estudo assuntos ligados à religião, espiritualidade e filosofia.

O reflexo de todos esses saberes aparece aqui e nas minhas redes sociais: diversidade temática e publicações que, para muitas pessoas, fazem pouquíssimo sentido.

Ainda assim, sigo insistindo. E persistindo. Na esperança que algumas pessoas generosas e dispostas a aprender acompanhem meu trabalho nas redes.

Se você é uma dessas pessoas, sinta-se abraçado(a). Obrigado!!