Não há justificativa para questionar as vacinas contra a Covid-19

Poucas vezes na história das ciências houve a necessidade de uma resposta tão urgente para um problema que afeta a sociedade. A pandemia de coronavírus impôs a obrigação de respostas rápidas. E o empenho de cientistas e laboratórios certamente entrará para a história.

A produção de uma vacina para assegurar a imunidade das pessoas é resultado de trabalho sério, que envolve milhares de pesquisadores em todo o mundo. Não se trata de uma pesquisa isolada, por iniciativa de um ou outro país. Cerca de dez países são responsáveis diretamente pelos principais estudos – Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia, Japão, Austrália, Alemanha, Índia, Canadá e Coreia do Sul. Entretanto, é preciso considerar que muitas outras nações firmaram parcerias, como é o caso do Brasil, por meio do Instituto Butantan com a Sinovac da China, e a Fiocruz com biofarmacêutica AstraZeneca do Reino Unido. Ou seja, o mundo das ciências está focado em assegurar uma vacina que garanta a imunização contra um vírus poderoso que já fez milhões de vítimas.

Contudo, apesar do empenho de milhares de cientistas em diferentes países do mundo e do investimento de bilhões de dólares, parcela da população brasileira rejeita a vacina. A atitude, que só pode ser considerada como ignorância de alguns e má fé de outros, não tem nenhuma justificativa racional. Quem hoje suspeita das vacinas e cria teorias conspiratórias não sabe do que fala, não conhece as ciências, certamente nunca passou um único ano dentro de um laboratório pesquisando sequer o funcionamento de uma célula.

Embora eu não seja da área de saúde, não atue na pesquisa médica, biomédica, farmacêutica ou química, conheço bem o rigor da metodologia científica. Fiz meu percurso pela graduação, especialização, mestrado e doutorado. Ainda lembro das sete cópias da tese de doutorado entregues para sete diferentes avaliadores(as) em fases de qualificação e defesa, após meses e anos de leitura, pesquisa e redação. O rigor que envolve a formação de um cientista chega a parecer insano e injusto. Há necessidade de muito comprometimento.

O longo e desgastante percurso assegura autoridade e conhecimento; por isso, só pode ser chamado de cientista alguém que vivenciou esse processo de formação e avaliação pelos pares. Por isso, sei que quem está dentro de um laboratório trabalhando no desenvolvimento da vacina não é um curioso ou inconsequente; são profissionais que têm, primeiro, um nome e uma carreira para zelar; segundo, trabalham com provas observáveis, testáveis; por fim, só se dão por satisfeito quando têm algo realmente consistente para apresentar.

Justamente pela complexidade, rigor e seriedade do percurso científico, deve ser rejeitada toda e qualquer suspeita que possa haver contra os diferentes tipos de vacina que estão chegando ao mercado. Tenho repetido que se a pessoa não é cientista, não tem formação específica e especializada na área, e não estudou por pelo menos mil horas sobre o vírus e as técnicas empregadas para a produção da vacina, deve calar-se. Não tem o direito de opinar. Tampouco de espalhar vídeos e mensagens que circulam na internet. Não é apenas irresponsável; é criminoso.

Ainda que duvidar seja um ato produtivo, e foi por meio de interrogações que o pensamento científico se desenvolveu, quem não domina o assunto, deve minimamente respeitar o trabalho que está sendo feito por gente que tem se empenhado oito, doze, dezesseis horas por dia nos últimos meses em busca de um imunizante que vai proteger todos nós de um vírus que é real, que causa uma enfermidade severa e que tem matado muita gente.

Ps. Apenas uma sugestão: se você tem dúvidas sobre a vacina, ao invés de alimentar-se de vídeos do Youtube, procure pesquisar literatura científica sobre o assunto e o currículo dos diferentes cientistas responsáveis pela produção das vacinas, o histórico e suas contribuições para a sociedade.

Como Deus nos enxerga?

Eu, às vezes, me pego pensando: como Deus me olha? Será que Ele se dispõe a olhar pra mim e ainda sente alegria em me contemplar?

Confesso que tenho dificuldade em acreditar que existe algo em mim que agrade o Senhor. Gente, já se tornou clichê no meio cristão repetir a frase “nós somos pecadores”. A frase é tão repetida que perdeu boa parte do seu significado.

O fato é que nós somos maus.

Ei, Ronaldo, eu não sou uma pessoa má! – talvez você esteja retrucando aí.

Tenho certeza que você está longe de ser uma pessoa que comete os crimes que geralmente são cometidos por gente que consideramos maldosa, malvada. Certamente você não é uma pessoa perigosa. E eu também não sou.

Entretanto, quando olho para minhas práticas e contemplo a vida de Jesus Cristo, eu me sinto péssimo. Eu não conseguiria fazer nada, nada do que ele fazia pelas pessoas. E se o amor é o resumo da lei, minha vida de desamor revela o quanto sou falho diante de Deus.

Talvez por isso o salmista disse nos versos 2 e 3, do Salmo 14.

“O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus. Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”, Salmos 14:2-3

A ausência de entendimento, ressaltada por Davi, trata da ausência de compreensão do que Deus é, do caráter do Senhor. E é por não entendermos quem Deus é, que achamos que somos bons e que nossas ações são virtuosas.

Não, meu amigo, não são! Nossas práticas são injustas, perversas, mesquinhas, egoístas. Não amamos, de fato, nossos irmãos. E, com o passar do tempo, tornamo-nos ainda mais cruéis. Nos corrompemos, como afirma o salmo.

É por isso que só a misericórdia de Deus, revelada pelo sacrífico de Cristo, pode nos reaproximar do Pai. Do contrário, por nossos méritos, nenhum de nós seríamos salvos.

Guarde essa palavra no coração!
Um abraço!

Idosa de 102 anos supera a covid pela segunda vez

Dona Angelina Friedman tem 102 anos. Sim, ela é uma mulher centenária. É uma pessoa que deu certo na vida. Eu acredito que dar certo na vida é ser alguém que cumpriu todos os ciclos da existência. 

E dona Angelina Friedman deu tanto certo na vida que venceu a covid pela segunda vez. Ela superou o coronavírus não apenas uma vez. Ela foi contaminada duas vezes e venceu a doença duas vezes. 

Qual o segredo de Angelina?

A sociedade está menos tolerante à corrupção

Uma pesquisa realizada pelo Ibope em São Paulo mostrou que oito em cada dez paulistanos consideram inadmissível um político envolvido com corrupção. Só esse número renderia uma série de reflexões. E embora eu não vá discutir todos os pontos aqui, já menciono um primeiro aspecto que a gente costuma ignorar: ainda que 8 de cada 10 paulistanos considerem inadmissível um político envolvido com corrupção, vale dizer que 2 de cada 10 parecem não se importar muito com isso. Teoricamente, uma sociedade pautada pela ética, não deveria tolerar a corrupção em hipótese alguma.

A pesquisa mostra que, se levarmos em conta essa minoria, os dois que faltam para o 10 da “tolerância zero” contra a corrupção, dá para eleger muitos corruptos ainda não julgados, né? E basta dar uma olhadinha no noticiário para notar que políticos suspeitos de corrupção seguem sendo eleitos.

Vejamos… Tendo Brasília como referência, o número de políticos envolvidos com corrupção tem diminuído. Para se ter uma ideia, até 2018, dos 81 senadores brasileiros, 42 eram investigados e respondiam a acusações criminais no Supremo Tribunal Federal, o STF. Com a eleição, em 2019, esse número caiu para 25. Entretanto, isso significa que temos quase um terço do Senado sob a mira da Justiça.

Na Câmara Federal, a situação é semelhante. Dos 513 parlamentares, 93 são suspeitos de crime. Porém, na Legislatura que encerrou em 2018, 178 deputados eram investigados pela Justiça.

Ou seja, o Brasil tem avançado no combate à corrupção. E a eleição tem sido um instrumento importante para tirar os corruptos da política. Porém, ainda existe certa tolerância de parte da população brasileira. Como mencionei, os números mostram isso. E a pesquisa realizada em São Paulo também.

O que a pesquisa não mostra é que, mesmo entre esses 8 que não aceitam políticos envolvidos com a corrupção, quando se trata daquele político de estimação, daquele que o cidadão cultua, os crimes são ignorados. Temos visto isso se repetir no Congresso Nacional, como mencionei, e também nas legislaturas estaduais, municipais e na composição dos quadros do executivo municipal, estadual e federal – até membros da família presidencial são investigados.

Concluo dizendo que há motivos para comemorar: estamos avançando no combate à corrupção. Isso é positivo. Mas ainda há muito por fazer. Se desejamos mudar de fato o Brasil, não pode haver margem para tolerância.

A ciência é incapaz de criar um mundo bom

Desde o século 19, com a teoria evolucionista de Darwin e, principalmente, com todo o avanço das ciências que presenciamos nos últimos 200 anos, tem crescido o número de pessoas que não acredita em Deus. Aliado ao avanço da ciência e da descrença das pessoas, também avançam os desastres, as tragédias, os conflitos, as mortes, as doenças. 

Curiosamente, os homens tentaram matar a Deus, mas claramente não estão conseguindo criar um mundo melhor. As ciências são insuficientes para dar conta dos males do mundo. Na prática, as ciências têm produzido ainda mais tragédias.

O que dizer das armas? Da bomba atômica? O que dizer da automação desenfreada que toma o emprego das pessoas e amplia a desigualdade e a exclusão social? 

Tirar Deus de cena e cuidar do próprio destino, construindo a própria história; foi isso que muitos homens desejaram. É isso o que muitos homens seguem tentando fazer. 

No primeiro verso do Salmo 14, lemos: Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.

Quando o homem tira Deus de sua vida, ele perde as referências éticas, morais. As ciências, por elas mesmas, não são capazes de impedir os frutos do pecado: a ganância, o egoísmo, a cobiça, o orgulho… Por mais conhecimento que possua, sem Deus, o homem não tem força para ser bom.

A bondade humana só existe quando Deus habita em nós, de fato. 

Curiosamente, muitos que dizem o nome de Deus e que se dizem filhos de Deus, vivem como se Deus não existisse. Suas práticas, suas ações são maldosas. Por isso, o salmista diz: “não há ninguém que faça o bem”

O bem que fazemos é fruto do Espírito. Sem uma vida de comunhão real com Deus, podemos até falar o nome dEle, mas nossos frutos serão maus. Por isso, naquele dia, muitos escutarão do Senhor: apartai-vos de mim, porque não os conheço!

O STF e a liberdade religiosa

Ouça o podcast!

O Supremo Tribunal Federal fez justiça ao julgar os casos que envolvendo dois adventistas. E digo isso não apenas como cristão adventista que sou, mas como um pesquisador que defende a liberdade dos cidadãos em suas mais diferentes vertentes. A liberdade é uma premissa bíblica. E um país que respeita seu povo é um país que respeita liberdade de expressão, a liberdade de manifestação, a liberdade de culto, a liberdade da prática religiosa. E a guarda específica de um dia da semana é parte dessas liberdades…

Ao longo dos últimos anos, o STF tem dado exemplo ao proteger as liberdades dos cidadãos . E confirmou isso no julgamento desta semana que fez valer o direito de adventistas não trabalharem no sábado e realizarem concurso público em dias alternativos ao sábado.

Na verdade, esse cuidado com os cidadãos sequer deveria ter chegado ao STF. Bastaria que o discurso de respeito ao outro, as diversidades, às minorias fosse, de fato, praticado em todas as instâncias públicas privadas e em nossas relações.

Curiosamente, muita gente ataca os direitos dados as minorias até que se descobre também parte do que, conceitualmente, chamamos de minorias. Cristãos ou outros religiosos que possuem um dia de guarda, por exemplo, também são minorias. E o STF cumpriu seu papel de respeitar um público que age e tem hábitos diferentes de boa parte da sociedade.

É possível ser grato mesmo em meio ao sofrimento?

Dias atrás, ao falar sobre a oração, eu comentei que a gente precisa falar com Deus, precisa conversar com Deus com toda a nossa sinceridade, sem meias palavras, sem fingimento. O Salmo 13 confirma isso. O salmo começa assim… Até quando, Senhor ? Para sempre te esquecerás de mim? 

Consegue perceber a intensidade das palavras de Davi? Ele continua… Até quando esconderás de mim o teu rosto?  Até quando terei inquietações e tristeza no coração dia após dia? Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim?  Olha para mim e responde, Senhor , meu Deus. Ilumina os meus olhos, ou do contrário dormirei o sono da morte.

Notou a aflição? Notou o quanto ele sofre? E ele se sente abandonado por Deus. Ele reclama que Deus escondeu o rosto dele. Que as inquietações e tristezas no coração o estão consumindo, estão machucando. 

Mas não sei se você notou outra coisa: apesar de estar incomodado com o silêncio de Deus, Davi segue batendo à porta dos Céus. Davi não desistiu. Davi não deixa de ter fé. Davi não sai murmurando e nem dizendo… “ah… Deus não existe”. Davi confia! É a Deus que o salmista busca. 

E veja que coisa linda é o final do Salmo 13. Versos 5 e 6: Eu, porém, confio em teu amor; o meu coração exulta em tua salvação.  Quero cantar ao Senhor pelo bem que me tem feito.

Uau!!!!

Davi está sofrendo. Davi está triste. Davi acha que Deus escondeu o rosto dele e não está vendo o sofrimento pelo qual está passando. Mas ainda assim Davi confia inteiramente no amor do Senhor. Não há dúvida no coração dele.

Davi sabe que, mesmo que a resposta não venha, mesmo que Deus continue em silêncio, ainda assim, se dispõe a louvar o nome do Senhor. Davi diz que vai cantar, que vai louvar, por tudo que já recebeu de Deus. Vai louvar a bondade do Senhor!!

Amém?

Você é capaz de passar pelas dificuldades com um louvor nos lábios? Confiando no amor de Deus? Louvando o Senhor por tudo que Ele já fez de bom pra você?

Eu peço a Deus que Ele me dê essa fé!

A corrupção é exaltada entre os homens

O que você sente quando olha para os homens que estão no poder? Os homens que comandam prefeituras, câmaras de vereadores, governos estaduais, o congresso nacional, o governo federal… ministros do Supremo… O que você sente? 

Preciso confessar que me sinto incomodado. Parece que nada atinge essa gente. Eles continuam desfilando poderosos, mesmo com denúncias que se acumulam ou até provas que são reveladas diante das câmeras. É currículo mentiroso, mas mesmo assim a pessoa ganha uma vaga de ministro; é dinheiro na cueca, mas mesmo assim o sujeito não perde o mandato… E, claro, estou aqui citando apenas alguns fatos recentes, midiáticos, que todo mundo lembra. Porém, o histórico de muitos desses homens que está no poder é sujo ou, no mínimo, questionável. Mas essas pessoas seguem tranquilas. Até sofrem denúncias, às vezes, mas nada acontece com elas. 

No Salmo 12, verso 8, nós lemos: “Os ímpios andam altivos por toda parte, quando a corrupção é exaltada entre os homens”. 

Sabe qual é o grande problema da impunidade em relação aos homens que estão no poder? É que toda a sociedade passa a ter a sensação de que a corrupção vale a pena, de que fazer o errado é a melhor estratégia. Ficamos com a impressão que não vale a pena ser honesto. Isso faz, como diz o salmista, os ímpios andarem altivos por toda a parte. Os homens ímpios sentem-se garantidos, seguros, intocáveis… E olham para as pessoas honestas como se os honestos não passassem de bobos, de tolos. 

Mas a Bíblia traz uma palavra de esperança: os olhos do Senhor observam tudo e Ele fará justiça! Hoje, eu e você, talvez nos sintamos mal com tudo que vemos. E, por isso, sentimos vontade de gritar, despejar nossa raiva nas redes sociais. Mas me parece que a melhor estratégia ainda é a ensinada por Davi nos Salmos: quando vemos os ímpios altivos, quando notamos a corrupção sendo exaltada pelos homens, devemos falar com Deus. É com Ele que desabafamos.

Lembre-se, nossos gritos para o mundo devem ser para apontar que a salvação vem apenas do Senhor. 

Isso não significa passividade. Devemos nos manter alertas e, principalmente, também sustentarmos uma conduta ética, honesta em nossas práticas cotidianas – inclusive escolhendo como nossos representantes políticos aquelas pessoas que possuem as credenciais necessárias para nos representar de maneira digna no Legislativo e no Executivo.