As vitórias e também os fracassos começam em nossa mente

O que isso significa?

Simples, os nossos pensamentos condicionam nossas atitudes diante da vida. Se damos um passo achando que vamos cair, é bem provável que terminemos com a cara no chão.

Se damos um passo crendo na vitória, o fracasso até pode acontecer, mas nossa atitude será de vencedores e, certamente, a queda será momentânea, porque logo estaremos novamente de pé.

Eu tenho dito que ninguém está bem o tempo todo. Nossas emoções nos traem e, por vezes, nos sentimos péssimos.

Porém, tenho aprendido que necessitamos ser objetivos: quando começamos a afundar, devemos agir para não afundarmos emocionalmente.

Se deixarmos as emoções tomarem conta, nossa crença será de que não somos bons o suficiente e que a vida nunca dá certo para nós.

Por isso, é preciso dizer para dentro de si e fazer como o salmista: conversar com sua alma – ou, conversar consigo mesmo, dizendo: ei, você é um vencedor pela graça de Deus. Expulse seus pensamentos derrotistas, peça ajuda do Senhor e confie.

Manter uma atitude positiva não é garantia de vitória, mas pode ter certeza que atitudes pessimistas são garantia de derrota.

Portanto, cuide dos seus pensamentos. Podemos não vencer todas as batalhas, mas as vitórias começam com uma atitude confiante, de fé!

Finalmente, estou vacinado!

Estou vacinado, graças a Deus! Sou grato, porque meu dia chegou e cheguei até aqui sem ter passado pelas dores e pelo sofrimento da covid-19.

Fui vacinado hoje por ser professor no ensino superior. Por idade, seria amanhã. Para quem esperou até agora, não faria diferença se esperasse mais um dia. Entretanto, ser educador é parte da minha identidade. É parte do que sou. Enfim, é simbólico pra mim: fui imunizado no dia 17 de junho por ser professor. E na UEM, a universidade que tanto amo e que me deu a chance de passar pelo mestrado e doutorado.

Desde o início da pandemia, respeitei todas as recomendações da ciência: evitei aglomerações, me ausentei de reuniões, das atividades religiosas, recusei convites, acho que acabei sendo “o chato” pra algumas pessoas… Usei máscara, muito álcool em gel, mantive uma atitude corporal 100% consciente. Fiz o que podia. E seguirei fazendo. Afinal, a pandemia não acabou.

O coração agradece aos céus, porque sei que outras tantas tiveram os mesmos cuidados, mas não escaparam da covid. Algumas adoeceram, algumas seguem com sequelas e inúmeras pessoas perderam a vida.

Hoje, enquanto aguardava ser chamado, tentei não pensar demais em tudo que já vivemos nesses últimos 16 meses. A espera durou cerca de uma hora e meia e dediquei esse tempo à leitura. Mas, vez ou outra, minha mente viajava. Pensei nas pessoas que amo, nos meus alunos e alunas – alguns deles com covid. Senti um misto de gratidão por ter chegado o meu dia, mas também tristeza por tudo que estamos vivendo. Tristeza por tanta gente ainda não estar imunizada.

Minha filha me monitorava pelo whatsapp. Queria saber como a fila estava, se já tinha chegado minha vez… Em casa, agora, ela é a única que segue sem ter tomado a vacina. Vai demorar mais alguns meses. No meu coração, preferia que ela estivesse em meu lugar. Os pais têm dessas coisas: preferem assumir o risco e proteger os filhos. E eu também preferia que a Duda tivesse tomado a vacina em meu lugar.

Quando fui chamado, não pedi foto, nada. Quis me manter conectado com aquele momento. Faltavam alguns minutos para as 11h da manhã… A responsável por me vacinar tinha um sorriso no rosto. Estava cansada, comentou que estava com dores nas pernas… O tempo todo em pé e já tinham passado por ali quase 600 pessoas – umas 150 só com ela. Ainda assim, sorria. Trocamos mais algumas palavras… Ela fez questão de comentar sobre a vacina, mostrar a quantidade de líquido na seringa e lembrar que devo ficar atento para não perder a segunda dose daqui a 84 dias.

Enquanto deixava o local, reparei nos rostos. Cada pessoa ali tem histórias pra contar dessa pandemia. Tem perdas pra enumerar. Mas em todas elas vi esperança. Vi gente rindo, contando histórias e até quem saiu gritando um “u-hul”.

Em tempos de negacionismo e rejeição ao saber científico, meu coração também sorriu.

E, assim, agradecido pelo conhecimento científico e pelo cuidado do Pai, peço a Deus que proteja minha moça. Peço a Deus que proteja quem vive a ansiedade da espera pela vacina. E peço ao Senhor que cuide de nossos corações.

Você se sente cansado de lutar e não ver resultados?

Você se sente cansado de lutar e não ver resultados? Tem dado o seu melhor e não consegue se sentir satisfeito?

Talvez uma das grandes frustrações da vida adulta seja a falta dos resultados desejados no trabalho, nos estudos e até nos relacionamentos.

Não entramos em nenhum projeto de vida sem levar conosco algumas expectativas.

Se começamos num trabalho, temos expectativas em relação ao salário, colegas de serviço, chefes, promoções… Imaginamos possibilidades de ascensão profissional ou até de que aquele emprego sirva de trampolim ou projeção para uma nova oportunidade profissional.

Se entramos num relacionamento, temos expectativas em relação ao cuidado do outro conosco, com a nossa família… Esperamos que a pessoa faça certas coisas por nós, pelas pessoas que amamos… E também tenha disposição para ser nossa companhia em diferentes ocasiões.

Essa é a nossa reação natural. Quem dá um passo espera que aquele passo leve a algum lugar.

Por isso, quando você caminha, luta, trabalha, se relaciona e nada daquilo que você esperava acontece, o sentimento é de frustração.

Há um vazio. Somos tomados por cansaço, desânimo.

Como lidar com isso?

Vou te responder como procuro responder pra mim mesmo:

Primeiro, Não podemos esperar que os outros façam por nós aquilo que desejamos. Não temos controle dos outros. Ainda que nossa vida esteja entrelaçada à vida das outras pessoas, não dá para esperar que elas realizem nossos sonhos.

Segundo, faça tudo que fizer como se fosse para o Senhor. Sim, este é um conselho bíblico. Tudo que fizer, todo o seu empenho, todo o seu esforço, dedique ao Senhor. Faça para louvor do Senhor.

Os resultados sonhados vão começar a aparecer? Algo mágico vai acontecer? Provavelmente não! Mas suas expectativas serão redirecionadas. Seu olhar deixará de ser para si mesmo e para os outros; seu olhar estará voltado ao louvor e a glória do Pai. E você cobrará menos das pessoas e até de si mesmo!

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Faz bem importar-se com os sentimentos do outro

Sentir que o outro se importa com nossos sentimentos faz toda a diferença num relacionamento. Isso vale para o relacionamento amoroso, mas também para o relacionamento entre pais e filhos, amigos e para os relacionamentos profissionais.

A gente quer perceber que o outro se importa conosco. Mas essa é uma via de mão dupla. Eu quero que o outro me enxergue, mas também devo enxergá-lo. Eu cuido do outro, mas o outro também cuida de mim.

Esse importar-se se traduz em diferentes atitudes.

Por exemplo, no relacionamento profissional, chefes geralmente desejam que seus colaboradores se importem com a empresa e sejam gratos pelo emprego.

Por outro lado, faz bem quando o chefe percebe que um colaborador fez algo que não estava previsto. Dias atrás, uma pessoa que conheço acordou mais cedo, resolveu levar tapete e pano de chão da casa dela para a empresa. Mobilizou uma colega e fizeram uma faxina na agência em que trabalham. O tapete foi colocado no banheiro e tudo ficou arrumadinho. Elas tomaram a iniciativa, porque a empresa está sem zeladora ou diarista.

Acontece que os chefes chegaram para trabalhar, passaram por elas e sequer disseram obrigado. Um deles, horas depois, ainda reclamou que elas tinham acabado com o detergente.

Acho que não preciso dizer que a atitude deles foi um balde de água fria sobre elas.

No relacionamento amoroso, importar-se pode se traduzir pela capacidade de perceber que a parceira ou parceiro está aborrecido, não está num bom momento. E, ao notar que algo não vai bem com a pessoa, ser acolhedor ou simplesmente não cobrar alguma coisa que talvez tenha deixado de ser feita.

Ter a capacidade de reparar no que o outro faz ou perceber como a outra pessoa está, suaviza as relações. Costumo dizer que relacionamento é troca. Às vezes, estamos tão focados em nossas expectativas e desejos, que não enxergamos as atitudes do outro e tampouco seu estado emocional.

Portanto, faça sua avaliação, nas suas relações, você tem se importado com as pessoas com as quais convive? Ou tem sentido que alguém não tem se importado com seus sentimentos? Se isso tem acontecido, procure dialogar e expor como você se sente.

Lembre-se, a ausência de um olhar mais atento às pessoas com as quais nos relacionamos revela nosso descompromisso com a relação. E este é um dos primeiros passos em direção ao afastamento e ruptura com o outro.

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Você é persistente?

Como você definiria persistência? A definição do dicionário parece bastante satisfatória. Persistência é a característica de não desistir fácil. Logo, podemos dizer que é persistente quem insiste num determinado projeto; é persistente quem segue comprometido com o seu propósito e não desiste dele.

Eu diria que a persistência é uma característica de pessoas resistentes, resilientes e que mantêm a fé.

Sabe por quê? Porque sempre existirão mais motivos para desistir do que para persistir.

É fácil persistir quando os resultados são visíveis e vão se avolumando; difícil é persistir quando tudo parece vazio e seu esforço parece vão.

Nós somos imediatistas. Vivemos a cultura das recompensas.

Se fazemos algo, queremos a recompensa. Entretanto, para a maioria dos grandes projetos, as recompensas demoram demais para aparecer.

Vou dar um exemplo bem simples. Qual a recompensa de se evitar o açúcar? Talvez você seja rápido em responder: uma saúde melhor.

Concordo! Porém, quando é que notamos a recompensa de não consumirmos açúcar? Na maioria dos casos, o simples fato de se tirar o açúcar da dieta não traz benefícios visíveis. Não acontece nada mágico, perceptível.

Na prática, queremos tirar o açúcar hoje e, amanhã, queremos mudanças em nosso corpo, em nosso desempenho físico. Acontece que, para alguém jovem, tirar o açúcar hoje, talvez se revele uma decisão incrível apenas daqui a 40 anos.

A lógica da ausência de recompensa imediata ocorre para quase tudo na vida. Com frequência, uma dieta não traz resultados em poucos dias; a leitura não te forma um intelectual em semanas; o investimento num negócio próprio não te faz milionário em meses.

Por isso, é tão desafiador persistir. Também por isso apenas algumas pessoas conseguem realizar grandes projetos.

Quem são essas pessoas? São aquelas que persistiram. Persistência é disciplina; persistência é compromisso com seus projetos e sonhos. Persistência é também uma atitude de fé: é quando se vislumbra os resultados, mesmo quando não há nenhuma evidência deles.

Nossas carências podem nos colocar em risco

É fato que desejamos ser acolhidos, abraçados, amados. Cada um do seu jeito, cada um a sua maneira, quer sentir-se importante na vida de outras pessoas.

Acontece que nem sempre nosso desejo de ser amado é correspondido.

Primeiro, porque temos uma imagem estereotipada do que significa ser querido pelas outras pessoas. Essa imagem tem grande chance de ser exagerada e bastante irreal, causando um descompasso entre a expectativa alimentada em nossa mente e a realidade.

Segundo, porque vivemos um tempo em que cada pessoa está tão envolvida, tão focada em si mesma que mal sobra espaço para reparar nas outras pessoas. Ou seja, estamos cada vez mais individualistas, pouco atentos às pessoas que nos rodeiam. Há pouco espaço para amar, acolher, tocar…

Isso potencializa um forte sentimento de solidão e abandono. Por isso, quem está carente demais vive a busca constante por alguém que lhe diga: “ei, estou aqui, vou te ouvir, vou te amar”.

E qual é o risco? Simples: nem todas as pessoas são confiáveis.

Na corrida por se sentirem amadas, as pessoas expõem facilmente suas vidas, seus segredos, sua intimidade.

Há uma urgência para contar com alguém, para ter um amigo, uma amiga, ou mesmo um amor.

Por conta disso, muita gente abre o coração para a primeira pessoa que aparece. Acontece que nem sempre essa pessoa é digna de confiança. A carência torna-se uma ferramenta de manipulação, abuso psicológico, violência e exploração econômica.

Portanto, a dica de hoje é esta: por mais carente que você esteja, não abra seu coração e sua vida para as pessoas em seus primeiros contatos. Espere, aguarde. Busque conhecer!

Nunca esqueça do conselho bíblico: seja prudente!

Hoje, com a internet, tornou-se fácil demais encontrar alguém on-line aparentemente amável, generoso, carinhoso. Entretanto, só o tempo nos revela quem de fato são as pessoas.

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Deus, o maior artista

Você medita, você pensa nas obras do Senhor? Você dedica um tempo do seu dia para lembrar da grandeza de Deus, pensar, por exemplo, no que significou a abertura do mar vermelho… Ou o que foi aquela coisa incrível que Jesus fez num casamento, transformando água em vinho? Você pensa nessas coisas, medita nelas? Ou isso só acontece quando ouve um sermão na igreja?

Quando falo em meditar nas obras do Senhor, eu penso na atitude de alguém diante de uma obra de arte. Eu sou professor universitário e um dos temas de minhas aulas é o prazer estético, o prazer que se tem diante da beleza. A arte não tem função prática. A arte é alimento da alma. E a atitude de uma pessoa diante de uma obra de arte, para que a obra cumpra o seu papel, deve ser contemplação. Existe uma palavra para isso: fruição estética. Ou seja, diante de uma obra de arte eu me deixo levar, eu me abro para sentir, para imaginar, para ter prazer diante da obra… sem me preocupar com a necessidade dela realmente fazer sentido. Eu me deixo levar para outros mundos.

Ao ler o Salmos 111:2, penso justamente nisso.

Grandes são as obras do Senhor; nelas meditam todos os que as apreciam.

As obras do Senhor são incríveis. São a expressão do desejo criativo do maior artista do universo. Deus é o maior artista. E Ele se alegra com suas obras. Tem prazer nelas – tanto é que, após ter concluído a criação, Ele disse que estava bom.

E nós?

A arte existe para ser contemplada. Mas, distraídos com o mundo, quase não dedicamos tempo a contemplação. O ato de contemplar requer que nos livremos das distrações… É preciso estar ali apenas você e a obra diante dos seus olhos.

A obra do Senhor também existe para ser contemplada e, para nos alegrarmos com as grandes obras dEle, é necessário livrar-se das distrações e dedicar toda a atenção apenas ao ato de meditar e ver o que Deus fez.

Quem faz isso? O final do verso dois responde: “aqueles que apreciam a obra do Senhor.”

Você aprecia? Dedique tempo, fuja das distrações e, como estando diante da maior obra de arte, permita-se viajar pela beleza das obras do Senhor.

A vida feliz ficou no passado?

Você é daquelas pessoas que acha que bom mesmo era o passado? Acha que, no passado, o mundo era feliz?

Essa é uma reação curiosa e que já foi demonstrado em vários estudos. Olhar para o passado e entender que o passado é que era bom não é coisa de gente do século 21.

Há em nós uma atitude um tanto generosa para com o passado. Nosso cérebro tem uma espécie de mecanismo que sublima as grandes dificuldades pelas quais passados e retém o que há de mais positivo. Até as dores do passado ficam como momentos importantes para a nossa vida. Além disso, nosso cérebro tende a criar uma imagem fantasiosa sobre a vida.

Sim, nosso passado não é o que acreditamos. Sim, nosso cérebro conta mentiras sobre nós, nossas experiências, nossas relações etc. O que acreditamos é uma projeção criada pela nossa mente. Há nessas imagens experiências reais e um bocado de fantasia.

Por isso, quem avalia o mundo sob uma perspectiva comparativa com o passado – ou seja, comparando a vida presente com a vida no passado – faz isso sem nenhuma base racional. Dizer que bom mesmo era o passado, ou que o mundo era feliz no passado, não passa de uma manifestação saudosista ilusória.

Da mesma forma que é um erro avaliar que a humanidade está sempre melhorando, tornando-se mais sábia, tolerante e racional, também é um erro classificar o passado – seja ele que período histórico for – como uma época mais feliz que os dias atuais.

Todo e qualquer período da história reserva às pessoas desafios muito particulares. Em todo o tempo, há coisas para se celebrar e beneficiar à sociedade e há outras tantas que provocam dor e sofrimento.

Por vezes, para não tentar assumir nossas responsabilidades, temos a mania de encontrar desculpas. Entre elas, a de que a vida boa era no passado e, como ficou lá atrás, não há nada mais a fazer – apenas lamentar e reclamar o retorno do passado no presente. Isso não passa de desculpa e de fuga da realidade.

Na verdade, o problema do passado ou do presente não está no tempo, está na maneira como enxergamos ou vivemos a vida que temos.

No passado ou no presente, é feliz quem grato pela vida e se concentra em viver sabendo que cada segundinho que temos é um presente dos céus, uma oportunidade de plantarmos sementinhas do bem no lugar onde estamos e no coração das pessoas que amamos.

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