Um fracasso não define quem somos

Tiago Volpi falhou. Uma falha horrorosa. O goleiro foi o responsável pelo gol sofrido pelo São Paulo diante do Ceará, em partida do Campeonato Brasileiro. As imagens da falha de Volpi foram reprisadas inúmeras vezes nos programas esportivos da TV. Ao longo de vários minutos, comentaristas falavam do erro do goleiro. Vídeos também circularam na internet e foram parar até no whatsapp.

Fiquei pensando: uma defesa espetacular do goleiro teria ganhado a mesma visibilidade? Provavelmente não – talvez se fosse no último minuto dos acréscimos da partida numa final de campeonato. Ainda assim, não impactaria tanto a vida do jogador.

Outro pensamento me ocorreu: por que dedicamos mais atenção aos erros do que aos acertos?

Parece-nos natural enxergar mais os defeitos do que observar as virtudes. Uma pessoa pode ser marcada por toda a vida por um pecado da juventude. Em nossa hipocrisia cotidiana, pessoas são avaliadas pelo que aparentam e usamos uma lupa para dar visibilidade às falhas. Um fracasso pode se tornar alvo eterno de nossos julgamentos.

Um erro grave tem tanto efeito que pode nos perseguir por toda uma vida. Norteia o olhar do outro sobre nós e, curiosamente, o nosso próprio olhar. Por vezes, não conseguimos nos livrar da culpa. Na tentativa de prosseguir, o fracasso está lá impedindo-nos de experimentar, de arriscar, de ousar, de surpreender, de viver. Uma lista de acertos, de coisas boas que já foram feitas parece insuficiente para apagar um episódio negro.

Entretanto, é preciso ressignificar essas quedas. Um erro não representa o que somos. Um fracasso ou outro não define qual é o nosso caráter, nossa competência, não pode definir nossa identidade.

Imagem: Marcello Zambrana/AGIF (UOL)

Como você reage quando erra feio?

O ser humano, naturalmente, foge da responsabilidade. Desde Adão e Eva é assim. De acordo com o relato bíblico, quando Eva pecou, transferiu a culpa para a serpente. E Adão colocou a culpa em Eva. Na verdade, Adão foi tão malandro que, ao responder Deus, nem disse o nome de Eva. Ele disse: “foi a mulher que tu me destes”. Na verdade, Adão até dividiu um pouco a culpa entre Eva e o próprio Deus. Malandro, né? 

E como será que Davi fez? No Salmo 7, versos 3 ao 5, tem uma fala de Davi para Deus que é impressionante. Davi estava diante de uma situação na qual, talvez, tenha cometido alguma injustiça. Então Davi chega pra Deus e diz: “Senhor, meu Deus, se assim procedi, se nas minhas mãos há injustiça, se fiz algum mal a um amigo ou se poupei sem motivo o meu adversário, persiga-me o meu inimigo até alcançar, no chão me pisoteie e aniquile a minha vida, lançando a minha honra no pó” (Salmos 7:3-5). 

Eu não sei se você notou, mas Davi não tentou se desculpar. Davi não ficou se justificando. E nem pediu apenas perdão. Davi se colocou numa condição em que assumiu completamente o erro. E, detalhe, ainda reforçou: “Senhor, estou aqui, assumo as consequências, pode enviar o meu inimigo sobre mim, pode deixar ele me humilhar. Se errei, deixa o meu inimigo acabar comigo”. 

Em Davi, não há nenhuma tentativa de fugir da responsabilidade. E ele nem pede clemência… Davi não diz: “Olha, Senhor, se errei, me perdoa, mas não deixa eu sofrer não, por favor”. Davi não faz isso. 

Sabe, a gente tem uma lição impressionante aqui. Davi é corajoso. Em primeiro lugar, ele fala com Deus, coloca-se à disposição do Senhor. Não há fuga e nem desculpas. Em segundo lugar, ele se coloca à disposição para sofrer as consequências do erro.  

Eu me encanto com essa atitude. É difícil demais vê-la reproduzida em nossas práticas. Por isso, peço que Deus nos ajude. Que a postura de Davi nos inspire inclusive nas situações cotidianas, sem fugir das responsabilidades, sem tentar escapar das consequências e nem tentar colocar a culpa nas costas dos outros.

Guarde essa palavra no coração!
Um grande abraço!

Afaste-se de pessoas mentirosas e bajuladoras!

Cada um mente ao seu próximo; seus lábios bajuladores falam com segundas intenções. Salmos 12:2

Você entendeu?

Eu tenho um texto antigo no blog, que até hoje é bastante lido pelas pessoas. Eu falo sobre o cuidado que a gente deve ter com gente muito boazinha. Sabe aquelas pessoas que só elogiam, que ficam o tempo agradando, paparicando?

Muitas dessas pessoas são bajuladoras. E todo bajulador é perigoso. 

O verso de hoje chama a nossa atenção para esse perigo! E eu destaco três coisas: primeira, a presença da mentira nos nossos relacionamentos. É triste saber que frequentemente não podemos confiar nas pessoas, porque elas podem estar mentindo pra nós.

A segunda coisa, é o mal da bajulação. Gente que bajula é gente que mente. Gente que bajula nos faz mal duas vezes. Engana com seus agrados e deixa de apontar nossas falhas, nossos erros – não nos ajuda a crescer.

E a terceira coisa, é que essa lógica da mentira, que se expressa por meio da bajulação, ocorre em função das más intenções humanas. As palavras mentirosas quase sempre são para tirar proveito, são para manter uma falsa proximidade, uma falsa amizade, sempre com a intenção de obter algo de nós. 

Portanto, meu amigo, minha amiga, que Deus nos dê sabedoria. Que o Senhor nos dê prudência para evitarmos os lábios mentirosos, bajuladores. 

Um grande abraço a você!

Deus, a dor e o sofrimento humano

Hoje, eu li o verso 14 do Salmo 10. O salmista diz: “Mas tu enxergas o sofrimento e a dor; observa-os para tomá-los em tuas mãos. A vítima deles entrega-se a ti; tu és o protetor do órfão”

Eu não sei se a simples leitura deste verso te impactou. Ainda assim, deixa eu tentar compartilhar um pouco da emoção que sinto ao ler esse verso… 

O sofrimento e a dor estão presentes em nossa vida. A gente sofre, a gente sente a dor. Em algumas ocasiões, eu gravo os vídeos também carregando as minhas dores, o meu sofrimento. Mas sabe o que diz o salmista? Que o Senhor observa o nosso sofrimento e nossa dor. E o que o Senhor faz? Ele observa para tomá-los nas mãos dEle. Consegue imaginar isso? Consegue imaginar Deus tomando o nosso sofrimento e nossa dor nas mãos dEle? Ele pega nas mãos o nosso sofrimento e nossa dor. Isso me emociona. Emociona imaginar que o Deus todo-poderoso toma minha dor, meu sofrimento nas mãos dEle. 

E o salmista diz mais… O salmista diz que a vítima desse sofrimento, a vítima da dor se entrega a Deus. Sim, meus amigos, mesmo em sofrimento e dor, só temos um lugar de segurança, só temos um lugar para o qual podemos nos voltar: para os braços de Deus. 

Guarde essa palavra no coração!
Abraços do prof. 

Foto: Canção Nova

Você gosta de sempre ter razão?

É bom ter razão, não é verdade? É bacana sentir-se dono da razão; achar que está certo faz bem para o ego. Mas quer saber de uma coisa? Se você deseja crescer como pessoa, se você deseja ser alguém que influencia pessoas, precisa deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas. 

Eu confesso a você que esse é um enorme desafio pra mim. Sempre fui uma pessoa incomodada, que olha tudo com a perspectiva de que pode ser melhor, pode ser aperfeiçoado… Observo prós e contras em tudo. Isso é maravilhoso, porque estou sempre aberto para aprender. Mas, por outro lado, às vezes sou teimoso em defender as minhas posições… E, por vezes, me posiciono de maneira convencida que as minhas sugestões são as melhores. E sabe o que isso faz? Cria barreiras!

Poucas coisas incomodam tanto as pessoas do que se sentirem colocadas numa posição inferior, como se fossem menores do que a gente.

Portanto, feche a semana com este pensamento: procure deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas e tenha a humildade de também aceitar as ideias dos outros. 

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Nem todo mundo aprende com o sofrimento

Frequentemente eu falo de dor, de sofrimento… Falo também que tenha verdadeira aversão a esse discurso de que é só querer estar feliz, que a gente pode sair por aí super bem, animado… Não gosto desse discurso! Isso não é verdade. Tem dias que estamos tristes…

Eu até provoco pra gente sorrir, porque acredito que precisamos lutar contra aquilo que nos machuca, que nos magoa… Mas tem dias que a gente tá mal. E pronto! É assim que funciona. Entretanto, o que eu descobri é algo que preciso compartilhar.

O escritor e pesquisador Augusto Cury afirma num de seus livros que nem todo mundo cresce com a dor. E esse ensino é precioso, gente. É meio senso comum, mas a gente sai por aí repetindo que o sofrimento nos torna pessoas melhores. Augusto Cury não concorda com essa ideia. E eu concordo com ele.

Segundo o escritor, a dor só se torna uma mestra quando nos tornamos seu mestre, quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos. Caso contrário, a dor produz zonas de conflito, portanto será inútil, algoz. Ou seja, a dor só tem valor pra quem sabe lidar com a dor. A dor só tem valor pra quem se torna mestre da dor… Pra quem tem consciência crítica, pra quem tem disposição pra tentar entender as razões da dor, pra entender quem é… pra se conhecer de fato. Nem todo mundo consegue fazer isso.

Muita gente reclama, lamenta… passa pelo sofrimento e sai do sofrimento uma pessoa igual ou até pior. 

Portanto, dica de hoje: sofrer todo mundo sofre. Ter dor… todo mundo tem. Mas nem todo mundo cresce com a dor. Invista em você. Em conhecer-se para aprender todo o tempo a respeito de você mesmo, a respeito da outras pessoas e do próprio mundo. 

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Conhece gente deslumbrada

Você conhece gente que se acha? Deixa eu explicar melhor… Você conhece gente que tem uma visão distorcida de si mesmo? Que olha para as coisas que faz e acha tudo lindo? Eu conheço! Conheço um bocado de pessoas assim. São pessoas bacanas, que tem boas ideias… São pessoas criativas. Mas são pessoas que precisavam de um certo toque de realidade. Não significa que são toscas, que são burrinhas… Nada disso. Apenas são um tanto deslumbradas! Falta certa autocrítica! Falta autoconhecimento!!

Gente, quando eu defendo a importância de se conhecer, não é conversa de psicólogo, de filósofo… É uma necessidade! Quem se conhece não corre o risco de ter uma imagem distorcida a respeito de si mesmo. E qual a vantagem disso? A vantagem é que você pode tratar daquilo que falta em você e crescer como ser humano. Exemplo, você é uma pessoa que sempre deixa as coisas pra depois. Quando você percebe que isso é de fato um problema e para de ficar arrumando desculpas, você pode trabalhar isso em você e falhar menos.

Se você é uma pessoa que se acha inovadora, incrível, maravilhosa… Talvez você não tenha problema de autoestima. Mas certamente você perde a chance de fazer coisas ainda melhores. Porque deixa de reconhecer onde você poderia melhorar. E gente deslumbrada vive fora da realidade. Não presta não. 

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