Finalmente, estou vacinado!

Estou vacinado, graças a Deus! Sou grato, porque meu dia chegou e cheguei até aqui sem ter passado pelas dores e pelo sofrimento da covid-19.

Fui vacinado hoje por ser professor no ensino superior. Por idade, seria amanhã. Para quem esperou até agora, não faria diferença se esperasse mais um dia. Entretanto, ser educador é parte da minha identidade. É parte do que sou. Enfim, é simbólico pra mim: fui imunizado no dia 17 de junho por ser professor. E na UEM, a universidade que tanto amo e que me deu a chance de passar pelo mestrado e doutorado.

Desde o início da pandemia, respeitei todas as recomendações da ciência: evitei aglomerações, me ausentei de reuniões, das atividades religiosas, recusei convites, acho que acabei sendo “o chato” pra algumas pessoas… Usei máscara, muito álcool em gel, mantive uma atitude corporal 100% consciente. Fiz o que podia. E seguirei fazendo. Afinal, a pandemia não acabou.

O coração agradece aos céus, porque sei que outras tantas tiveram os mesmos cuidados, mas não escaparam da covid. Algumas adoeceram, algumas seguem com sequelas e inúmeras pessoas perderam a vida.

Hoje, enquanto aguardava ser chamado, tentei não pensar demais em tudo que já vivemos nesses últimos 16 meses. A espera durou cerca de uma hora e meia e dediquei esse tempo à leitura. Mas, vez ou outra, minha mente viajava. Pensei nas pessoas que amo, nos meus alunos e alunas – alguns deles com covid. Senti um misto de gratidão por ter chegado o meu dia, mas também tristeza por tudo que estamos vivendo. Tristeza por tanta gente ainda não estar imunizada.

Minha filha me monitorava pelo whatsapp. Queria saber como a fila estava, se já tinha chegado minha vez… Em casa, agora, ela é a única que segue sem ter tomado a vacina. Vai demorar mais alguns meses. No meu coração, preferia que ela estivesse em meu lugar. Os pais têm dessas coisas: preferem assumir o risco e proteger os filhos. E eu também preferia que a Duda tivesse tomado a vacina em meu lugar.

Quando fui chamado, não pedi foto, nada. Quis me manter conectado com aquele momento. Faltavam alguns minutos para as 11h da manhã… A responsável por me vacinar tinha um sorriso no rosto. Estava cansada, comentou que estava com dores nas pernas… O tempo todo em pé e já tinham passado por ali quase 600 pessoas – umas 150 só com ela. Ainda assim, sorria. Trocamos mais algumas palavras… Ela fez questão de comentar sobre a vacina, mostrar a quantidade de líquido na seringa e lembrar que devo ficar atento para não perder a segunda dose daqui a 84 dias.

Enquanto deixava o local, reparei nos rostos. Cada pessoa ali tem histórias pra contar dessa pandemia. Tem perdas pra enumerar. Mas em todas elas vi esperança. Vi gente rindo, contando histórias e até quem saiu gritando um “u-hul”.

Em tempos de negacionismo e rejeição ao saber científico, meu coração também sorriu.

E, assim, agradecido pelo conhecimento científico e pelo cuidado do Pai, peço a Deus que proteja minha moça. Peço a Deus que proteja quem vive a ansiedade da espera pela vacina. E peço ao Senhor que cuide de nossos corações.

Não há esforço sem erros e decepções

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Não há esforço sem erros e decepções. Esta afirmação fez parte do discurso do presidente  norte-americano Theodore Roosevelt, em 1910. E ela resume uma grande verdade: se há movimento, há riscos.

Frequentemente, a gente quer resultados, quer fazer algo incrível, mas, ao mesmo tempo, almeja não errar, não se decepcionar.

Ao querer evitar o fracasso e a a decepção, deixamos de fazer o que precisa ser feito para alcançar nossos objetivos. E, paralisados, nada é feito.

Dias atrás, uma ex-aluna minha do curso de Jornalismo mandou um recadinho que me deixou muito feliz. Ela conclui o curso há pouco de um ano.

No recadinho, ela lembrou das coisas que eu falava em aula. E eu costumo repetir que o mundo do trabalho mudou. As oportunidades precisam ser construídas. E quase sempre são construídas por quem se dispõe a ousar. Para essas pessoas, sempre há trabalho.

É fundamental preparar-se, mas o esforço só será recompensado se houver disposição para correr o risco de sofrer decepções, de fracassar em algumas tentativas.

Essa jovem vinha de van para a faculdade. Cerca de duas horas para vir e mais duas horas para voltar, todos os dias. A cidade dela não é grande e não tem muitas empresas de comunicação. Teoricamente, as oportunidades de trabalho são raríssimas.

Mas ainda assim ela se esforçou. E se esforçou muito. Enfrentou momentos difíceis, é verdade, mas, quando me enviou recadinho foi para dizer que tem trabalhado demais e já não pode assumir novos compromissos profissionais. Ela tem dois empregos e mais uma assessoria de imprensa.

A fala dessa minha ex-aluna foi: professor, faltam profissionais no mercado da comunicação; mais gente deveria fazer jornalismo.

Veja, ela mora numa cidade que parecia não ter emprego pra ela. Mas o esforço agora está sendo recompensado.

A caminhada foi difícil. Quando ela perdeu o primeiro emprego na área da comunicação, ficou decepcionada; pensou que tinha feito a escolha errada. Mas as quedas não a impediram de prosseguir. E os resultados estão aparecendo.

Portanto, lembre-se: “Não há esforço sem erros e decepções”. Porém, só não avança quem se deixa tomar pelo medo de errar, de se decepcionar.

Que Cristo eu mostro ao mundo?

Uma das razões de ter decidido me dedicar às gravações de vídeos com enfoque cristão é o incômodo que me causa parte do discurso religioso dominante.

Sou cristão e não me sinto confortável com as manifestações públicas de muitas pessoas que falam em nome de Deus.

Por outro lado, tbém entendo que não é correta a crítica generalista contra a comunidade cristã.

Fieis cristãos não são estúpidos e tampouco ignorantes. Existe sim muita gente simples, sem escolaridade… Mas todo cristão verdadeiro, ainda que desconheça as letras, é movido pelo amor.

Porém, o que dizer desse pessoal que agride, discrimina e usa o nome de Deus para atacar e tenta impor o modo de vida deles aos outros? Embora essas pessoas existam e estejam no meio de nós, penso que há descompasso entre o que praticam e aquilo que representa ser um seguidor de Cristo. Prestarão contas um dia ao Senhor. Ele é o juiz!

No meu vídeo hj, parto de um verso dos Salmos que acho precioso. Diz assim: “Não se decepcionem por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, Senhor dos Exércitos! Não se frustrem por minha causa os que te buscam, ó Deus de Israel!” (Salmos 69:2).

Qual era a preocupação do salmista Davi? Ele não queria que as pessoas se desviassem de Deus em função dele, em função da conduta dele. Hoje, esta também é minha oração.

Todos os dias me pergunto: nossas ações têm apresentado o Cristo verdadeiro ao mundo?

“Todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35).

Por que tenho gravado as inspirações com os Salmos?

Confesso a você que eu mesmo me fiz essa pergunta antes de começar a gravar: por que investiria tanto tempo escrevendo os textos, gravando e, depois, ainda compartilhando os vídeos? Afinal, dá um trabalhão!!

Sabe, eu creio que Deus pode tocar corações com essas inspirações. É fato que até tempos atrás eu não estaria dedicando tempo para escrever textos e gravar vídeos que falam das coisas espirituais.

Como muita gente sabe, eu sou jornalista há muitos anos, sou professor de faculdade, tenho especialização, mestrado, doutorado… E nesse universo intelectual, Deus é um assunto questionável, até duvidoso. Embora eu seja cristão desde criança, as minhas manifestações de fé,  de crença ficavam praticamente restritas apenas à igreja. Fora do templo, eu procurava não misturar a fé com meu trabalho, principalmente nas redes sociais.

Porém, pouco a pouco fui me sentindo constrangido a usar meus conhecimentos, meus dons para inspirar outras pessoas, fazê-las verem a vida sob uma ótica cristã, sob ótica espiritual. 

E veja só o que diz o salmista no primeiro verso do Salmo 9: Senhor , quero dar-te graças de todo o coração e falar de todas as tuas maravilhas. Sim, meus amigos, estar aqui é uma maneira de agradecer a Deus pelos dons que Ele meu deu.

Nada que tenho é meu. Se Deus tirar minha vida agora, não sobra nada. Só a saudade em algumas poucas pessoas que me amam. E apenas por algum tempo, porque um dia também elas deixarão este mundo. Mas, na verdade, Deus não precisa tirar minha vida para eu deixar de ser o que sou. Eu posso perder a capacidade de raciocinar, a habilidade intelectual, cognitiva… Posso perder a voz… Enfim, posso perder o trabalho que me habilita ter certo conforto, não conseguir outro emprego… Ou seja, nada é meu. Tudo que tenho posso deixar de ter daqui a pouco. O personagem Jó, da Bíblia, experimentou exatamente isso.

Por isso, semelhante a Davi, hoje sou grato por tudo. O tempo todo. Eu nada mereço. E por ser grato, tenho procurado dividir um pouco do sei sobre as maravilhas de Deus para amigos e amigas que me acompanham nas redes. E peço a Deus que Ele fale com você em cada um desses vídeos. 

O que falar sobre paternidade?

Uma amiga querida tem me estimulado a falar sobre a paternidade. Brinquei com ela que o estímulo está mais para uma insistência… Afinal, a cada novo texto ou vídeo que compartilho nas redes, ela ressalta o que gostou, mas me lembra sobre a importância de expor minhas reflexões sobre o papel ou o significado de ser pai.

Nesta última semana, respondi que talvez nunca falei especificamente sobre o assunto por não me sentir totalmente confortável. Sinto que sou um pai comum, bem comum, cheio de falhas e, por me cobrar tanto, carrego culpas e arrependimentos por falhas que tive ao longo da formação de meus filhos. Entretanto, há algo que não falei para ela: eu me olho como pai e lembro do meu pai. Quando faço isso, me sinto uma criança – um menino diante de um homem.

Meu pai – ainda vivo, graças a Deus – é um gigante. Sinceramente, não consigo traduzir em palavras o que o “seo Francisco” representa. Pensar nele como pai faz meus olhos lacrimejarem, dá um aperto no peito e a voz embarga. Ele foi a expressão mais perfeita da disciplina e do afeto. Amava e disciplinava. Fazia as duas coisas de maneira tão incrível que eu o temia, mas me sentia plenamente amado. Nunca tive dúvida sobre o amor de meu pai. Claro que eu o frustrei em vários momentos. Fui grosseiro e estúpido em algumas situações. Esses poucos momentos de desobediência e confrontos nunca saíram de minha mente e, se pudesse, faria tudo diferente para não decepcioná-lo.

O olhar que tenho para meu pai é de profunda admiração. “Seo Francisco” deu valor ao que tinha valor: a família e Deus. Confesso que, na adolescência e nos primeiros anos da vida adulta, geralmente comentava em casa sobre a ausência de ambição e do fato de meu pai ter pouca gana para ganhar dinheiro. Entretanto, mesmo esse suposto “comodismo” me trouxe uma das referências mais importantes: ainda que o dinheiro seja necessário para viver, não é o tamanho da conta bancária que nos assegura o sorriso no rosto e a paz no coração.

As lições deixadas por meu pai, e que ainda acontecem toda vez que eu o encontro, são tantas que me sinto pequeno demais no relacionamento com meus filhos. É fato que hoje vejo neles coisas que aprendi e reproduzi em minhas práticas de vida. Tenho orgulho de ver que o Victor, caminhando para completar 24 anos, e a Duda, com 19, são pessoas de caráter, sem preconceitos de cor, gênero ou religião, possuem sensibilidade social, não hierarquizam os outros pela conta bancária e nem valorizam o jogo de aparências que domina o mundo contemporâneo. Influenciei para que isso acontecesse? Não sei. Sei apenas que sou grato pela oportunidade que tive de ter nascido filho do “seo Francisco” e, talvez, ter sido, mesmo que por “acidente”, um pouquinho do que ele sempre foi para mim.

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A criança que mora em mim

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Não me considero velho… Tenho 45 anos e pretendo viver até os 120. Mas é fato que estou um bocado distante da juventude. E, por isso, na faculdade, brinco com meus alunos que sou velho. Tenho idade para ser pai de quase todos eles. Quando eu tinha a idade deles, os 45 anos pareciam estar longe. Mas eles chegaram e, às vezes, tenho dificuldade de lembrar disso. 

Sabe, quando somos jovens, temos a impressão que nos tornaremos outra pessoa ao longo do tempo. E é fato que isso, de certo modo, acontece. Os anos vão nos dando experiência, adquirimos novos hábitos, abandonamos certas coisas e até achamos ridículo o que fazíamos no passado. 
Mas esse processo de mudança não é tão perceptível interiormente. 

Deixa eu tentar explicar… Dentro da cabeça da gente, ainda vive aquele menino que idealizava a vida adulta, que tinha certas inseguranças e imaginava que, quando se tornasse homem feito, seria diferente. 

Na prática, a vida adulta chega e nem nos damos conta. As responsabilidades aumenta, o corpo envelhece, as rugas e os cabelos brancos se espalham… Mas, dentro desse corpo, que já não tem mais a mesma vitalidade, ainda existe o menino que esperava por uma enorme mudança quando a fase adulta chegasse. 

É fato que as mudanças chegaram. Mudanças na forma de responsabilidades, de compromissos, de demandas que antes não tinha. Entretanto, na cabeça de um homem ou de uma mulher adulta, ainda reside um menino ou uma menina esperando crescer. 

Minha mãe, que é uma mulher de 70 anos, mas muito ativa, inquieta, ansiosa… Ela sempre diz que a mente não envelhece. O que ela tenta explicar é que num corpo idoso ainda mora aquela jovenzinha que se casou aos 17 anos cheia de sonhos e expectativas para a vida. 

Hoje, por compreender um pouco o que sou e como todos nós somos, eu me cobro menos. Aquele menino que idealizava a vida adulta ainda mora aqui. Ele se assusta quando, diante do espelho, são refletidas as rugas, cabelos brancos e a expressão um tanto cansada. 

Nessas horas, procuro lembrar que não é preciso silenciar essa criança que ainda existe em nós. Talvez essa criança seja o que temos de mais belo, pois ainda preserva a ingenuidade, a simplicidade, a criatividade, a generosidade, a disposição para brincar, rir, se alegrar, doar-se… Tem menos vergonha de pagar mico e, por isso, se permite viver. 

Talvez, ao invés de tentarmos matar essa criança que carregamos na mente, deveríamos permitir que ela apareça mais em nossas atitudes. Quem sabe seríamos mais humanos, humildes, menos preconceituosos… Mais dispostos a reconhecer nossos erros, abertos ao aprendizado e déssemos mais valor a vida. 

Talvez estaríamos mais próximos de Cristo, já que Ele disse que delas, das crianças, é o reino dos céus. 

Tente não desistir…

Você já abriu não de algum sonho ou deixou de fazer algo que você gostava muito? Neste vídeo, conto sobre uma das minhas grandes paixões e do arrependimento que sinto por ter desistido

Talvez por imaturidade ou ingenuidade, desistimos de algumas coisas que nos causam arrependimento no futuro. Como as escolhas são referenciadas pelo conhecimento e contexto que temos no momento de decisão, não vislumbramos todos os cenários e, depois, nos arrependemos.

Por que digo isto? Porque eu tenho muitos arrependimentos. Fiz coisas no passado que hoje não faria.

No final de semana passado, minha esposa estava arrumando algumas coisas em casa. E ela tirou de cima de um guarda-roupas minha velha guitarra. Embora tenha comprado há cerca de 30 anos, ela segue linda. É vermelha e preta. Foi minha segunda guitarra. Comprei quando tinha uns 15, 16 anos, depois de “namorá-la” na vitrine da loja por várias semanas.

Comecei a tocar muito cedo. Tinha uns 10 anos de idade. E a guitarra era uma das minhas grandes paixões.

Mas, quando casei, praticamente ignorei tudo que tinha aprendido esqueci minha guitarra. Devo ter tocado menos de 10 vezes nesses últimos 27 anos.

Quando a Rute tirou a guitarra da capa e a reencontrei após tantos anos, comentei: esta é uma das coisas que me arrependo; não deveria ter parado de tocar. A Rute concordou. Não faz sentido ter abandonado.

Sabe, este arrependimento não me traz dor, não me faz sofrer. Mas foi uma das bobagens que fiz e hoje sinto falta. Sempre amei a música. E é claro que posso voltar a treinar, reaprender, ensaiar e até fazer alguns belos solos de guitarra.

Mas recomeçar, hoje, é muito mais difícil. Tenho uma rotina, tenho compromissos e não seria simples dedicar tempo para essa atividade. Teria sido muito mais simples ter continuado com aquilo que já fazia.

Por que conto essa história pra você? Porque quase todos os dias vejo pessoas desistindo de coisas, abrindo mão de sonhos em função de alguma dificuldade momentânea. Neste momento de pandemia de coronavírus, por exemplo, em função das aulas on-line, tenho visto alunos parando seus cursos na faculdade por que estão com dificuldade de se adaptarem.

Lamentavelmente, alguns talvez nunca retornem. É bem possível que irão se arrepender.

Costumo dizer que desistir sempre será uma possibilidade, uma escolha. Desistir é sempre mais fácil. Quando algo novo aparece, quando nossa rotina muda, a gente para a academia, deixa as aulas de inglês, tranca o curso, abandona as aulas de música, se distancia dos amigos, para de escrever pro blog, visita menos nossos pais… E a lista de desistências aparentemente inocentes ou normais pode ser acrescentada com muitos outros exemplos que talvez até já façam parte da história de sua vida.

Essas decisões, porém, talvez nos tragam arrependimentos futuros. Por isso, ainda que desistir seja uma opção, nenhuma escolha deve ser feita sem considerarmos muito se aquilo nos fará falta ou não no futuro. Ainda que nossa visão seja limitada no presente, cautela, diálogo, conselhos podem minimizar as chances de errarmos. Por isso, recomendo: persistir, insistir pode ser doloroso, mas geralmente é mais recompensador.

Como você celebra o Natal?

O Natal te faz feliz? Ou esse dia te deixa triste?

Como sou cristão, quero começar dizendo: eu não vejo problema em comemorar o Natal. Acho que a polêmica que algumas pessoas fazem em torno disso é uma grande bobagem. Coisa de fariseu. É fato que Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro, mas quem aí nunca comemorou o aniversário noutra data? Pra mim, se existe algum problema com o Natal, o problema está na maneira de celebrar o Natal.

Eu gosto dos sentimentos desta época do ano.

É verdade que durante muito tempo foi um período que não me trazia sentimentos bons. Mas o tempo me ajudou a lidar melhor com tudo e a ressignificar esta época do ano.
Eu tive uma infância simples. Nossa família era pobre. E eu via as grandes festas, as pessoas ganhando presentes e isso tudo me machucava bastante, porque nós não tínhamos nada daquilo. Meus pais sempre fizeram o melhor que podiam. Minha mãe cuidava dos presentes, mas existia uma distância entre a realidade e o desejo – entre o real e a imagem idealizada de Natal.

Depois, já adulto, quase todas as crises e dificuldades que vivi foram nesta época do ano. Então, dezembro me trazia dor no estômago.

Mas nos últimos anos tenho lidado melhor com o Natal. Ainda sofro com a desigualdade, com as dores por identificar tanta gente que sequer tem um prato de comida na ceia de Natal, mas tenho aprendido celebrar esta data como uma oportunidade de dividir, de estar junto das pessoas que amo, como uma dádiva de Deus pelo presente que é a família, que é a vida em Cristo Jesus, a razão do Natal.

Portanto, embora eu não saiba como você celebra o Natal, fica aqui meu convite para que ame o que você tem, ame as pessoas que estão com você, celebre com o que você possui, seja muito ou seja pouco. Mas celebre, principalmente porque o dono da festa também nasceu muito pobre, não tinha um quartinho, uma caminha confortável… O dono da festa nasceu para dizer aos pobres, aos que sofrem dores, desamparo, abandono.. Ele nasceu para dizer a todas as pessoas que esse mundo é mal, mas Ele existe para dar esperança, esperança de um mundo sem separações, sem barreiras, sem injustiça. Um mundo de amor e paz.

Então celebre sim. Celebre por Jesus!

Um Natal abençoado pra você e sua família,
Que Deus te abençoe.