Coca-cola e o veneno nosso de cada dia

Não sei se pra todo mundo, mas pelo menos pra mim esta notícia chamou a atenção:

Coca-Cola no Brasil tem substância suspeita de causar câncer

Eu gosto de Coca. Não sou daqueles que tomam todos os dias. Na verdade, nem todas as semanas. Entretanto, gosto de Coca e de outros refrigerantes. Mas me incomodou a informação de que o corante da bebida tem substâncias cancerígenas. E, detalhe, não adianta trocar a Coca pela Pepsi. Ambas têm o mesmo fornecedor do corante de caramelo que contém a tal química “venenosa”.

Mas, apesar de saber disso, sei que deixar de tomar a bebida não vai resolver muito o problema. Na verdade, todo produto que contém alguma química – e isso vale até para o pãozinho que a gente compra na padaria – traz consigo algum tipo de prejuízo para a saúde.

Na verdade, tenho a impressão que parte da epidemia de câncer, hipertensão e outras doenças que a sociedade enfrenta nesses últimos tem origem nos alimentos industrializados. É uma impressão. Mas é assim que me sinto todas as vezes que vou ao mercado, ao restaurante, lanchonete etc. Sempre acho que a comida da mesa é o “veneno nosso de cada dia”. E nem adianta correr muito. Se a gente foge dos industrializados e vai para as frutas, verduras etc, consome-se outro tipo de veneno, aqueles que vêm nos agrotóxicos.

Sinceramente, acho que morremos um pouco cada vez que comemos.

O que justifica ficar 10 horas na fila por um iPhone?

Os produtos da Apple são um sucesso. Objetos de desejo em todo o mundo. Entretanto, não entendo alguém que fica 10 horas numa fila para comprar um iPhone 4S. O cara que comprou o primeiro a ser vendido no Brasil chegou a dizer que era “como ganhar uma medalha”.

Gente, está tudo muito esquisito.

É verdade que o aparelho é uma herança de Steve Jobs. Também é verdade que é febre entre os fãs da Apple. Ainda é verdade que se trata de um equipamento único. Mas seria para tanto? Precisaria de horas numa fila? Por que isso?

Se alguém tiver resposta, me ajude. Eu não consigo entender.

Mais que uma simples foto…

Tem cenas que a gente vê e fica imaginando o que o outro estaria sentindo. Uma expressão pode falar muito. Nossos gestos são reveladores.

Entretanto, chefes de Estado, ministros, líderes políticos lidam o tempo todo com a imagem. Sabem que estão sendo vigiados. Por isso mesmo, quando vi essa foto fiquei pensando em qual seria o estado de espírito da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. O que teria motivado essa expressão de euforia ao encontrar-se com a birmanesa e ativista pró-democracia Aung San Suu Kyi?

Fazer bem a quem te quer bem

"É bom ser importante para alguém e também se sentir importante". Ouvi essa frase hoje quando conversava uma pessoa que considero bastante. Relacionamentos se constroem com base em vários fatores. Um deles, considero, é se sentir importante para o outro.

Quando a gente se envolve com alguém quer se sentir amado. E uma das formas de se sentir amado é percebendo que o outro se interessa por você. É triste quando a pessoa que você gosta esquece algo que para você é importante – data de aniversário, namoro, inclusive. Talvez num primeiro momento, você até desconsidere aquele "esquecimento". Entretanto, quando se torna frequente, a tendência é que vá criando uma mágoa, um vazio que ficam lá incomodando; aos poucos, construindo um muro entre duas pessoas que se amam. 

Por isso, quando a gente se envolve com uma pessoa é preciso gastar tempo. Não só o tempo do relógio, esse que a gente conta segundo a segundo; estou falando do tempo que pensamos no outro, no que importa para o outro e investimento tempo para pensar em como fazer bem para o outro. O tempo do relógio é importante. Não estar presente, não se fazer presente, também provoca o afastamento. No entanto, interessar-se pelas coisas que a pessoa gosta, lembrar disso, recordar de uma conversa que tiveram – e que foi importante para ela -, cumprir o que prometeu, fazer pequenas surpresas… São formas simples, mas fundamentais de se dizer "eu te amo". 

A bela matou a fera

Dia desses assistindo o filme “King Kong” ouvi uma frase que ficou guardada. Ao ver o corpo do enorme gorila caído no chão, inerte, sem vida, várias pessoas admiravam a “vitória” dos soldados contra aquele estranho e violento animal. Enquanto alguns estranhavam o fato dele ter sido abatido, um homem se aproximou e resumiu:

 

– A bela matou a fera.

 

King Kong foi pego e acabou morto por ter amado uma bela mulher. A fim de protegê-la, acabou se tornando presa fácil; foi acuado e morto pelos soldados. Por isso, a conclusão: “a bela matou a fera”.

 

Guardei a frase. Lembrei dela hoje quando conversava com uma pessoa. Recordei que às vezes temos a sensação de que somos imbatíveis. Agimos como vitoriosos, somos tratados como tais; outros, acreditam mesmo em sua importância e se comportam como verdadeiras feras – no trabalho, no relacionamento, na vida enfim.

 

Porém, ninguém está livre de ser derrotado. Às vezes, o que nos coloca no chão é algo muito simples. King Kong se tornou alvo fácil por estar encantado por uma bela mulher. Diante de sua imponência, força e agilidade, ela era frágil demais. E mesmo nunca tendo sido sua intenção, acabou minando as forças e resistências do poderoso gorila. Ela não o matou. Mas a atitude dele por ela foi a responsável por fazê-lo encontrar-se com a morte.

 

Nossa vida é mais ou menos assim. Coisas pequenas podem nos fragilizar, tirar o foco de nossa vida, cegar-nos a ponto de não percebermos que nossas muralhas estão ruindo. Quando ignoramos ou fechamos nossos olhos para isso, abrimos mão da vitória e colocamos em risco todo nosso projeto de felicidade.