Toque o coração de alguém com um gesto gentil

Eu quero te fazer um desafio: toque o coração de alguém com um gesto gentil.

Estamos vivendo tempos difíceis. Para a nossa geração, talvez nunca houve um período tão sombrio.

As perdas se acumulam. Perdemos a rotina, perdemos renda, trabalho… Perdemos muitos de nossos planos. Se houve um tempo em que não é possível ter nenhum vislumbre sobre como será o amanhã, o tempo é este.

Também perdemos pessoas. Pessoas que amamos, pessoas que deixaram um grande vazio.

Perdemos sorrisos, perdemos a saúde emocional.

Entretanto, há três coisas que não podemos perder: a gentileza, a compaixão e a esperança.

Por isso, num gesto de gentileza, independente de como está seu coração hoje, você tem a chance de demonstrar compaixão e regar a sementinha da esperança no coração de alguém.

Escolha uma pessoa próxima e faça um carinho nesta pessoa. Como você pode fazer isso? Eu te dou uma sugestão: faça um bolo gostoso e dê para esta pessoa. Pode ser outra coisa, Ronaldo? Pode. Mas faça algo que dê um pouco de sabor e permita que a pessoa experimente um momento diferente, agradável – sozinha ou com a família dela – neste fim de semana.

Neste tempo de pandemia, estamos machucados, feridos e gestos gentis têm um efeito imenso sobre nossos corações. São como bálsamo para alma. tenho certeza que você colocará um sorriso no rosto de alguém e poderá renovar os ânimos de uma alma aflita.

Não esqueça, amor bom é amor prático.

Você já se sentiu um verme?

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Já se sentiu um verme? Um lixo? Um nada?

Eu já me senti. E quando a gente se sente um nada é horrível. Parece que nenhuma palavra conforta.

E sabe o que é pior?

Quando a gente está se sentindo um verme, sempre aparece alguém pra dizer:

“ei… Deus está triste com você! Ele faz você e você nem é agradecido!”.
“é pecado se sentir assim”.

Vamos falar sobre isso? Dê o play e ouça o podcast.

Minha dor é maior do que a sua

Conhece gente que parece sempre ter vivido uma experiência mais dramática do que você?

Você está lá contando a sua história… Nela, talvez você tenha vivido ou esteja vivendo um momento muito doloroso. Foi difícil demais (está sendo difícil demais) pra você.

Quando você termina de abrir seu coração, a pessoa diz:

Ah… Isso não é nada. Você precisa saber o que eu passei.

E aí ela desfila uma série de situações que, embora façam muito sentido e, provavelmente, tenham sido experiências de dor, não ajudam nenhum pouco a amenizar o seu sofrimento. Na prática, só fazem você se sentir pior.

Pois é… Esse tipo de coisa acontece. E com muita frequência. E, às vezes, somos nós os protagonistas desses enredos.

Todos nós temos nossas dores. E a dor que mais dói é a dor que a gente sente; nunca é a dor do vizinho. A gente só consegue entender a nossa dor. A dor do vizinho é do vizinho e, por isso, temos a impressão que é menor do que a nossa.

Por isso, existe uma palavrinha chave que devemos não apenas conhecê-la, mas aprender a praticá-la: empatia.

Sim, a palavra chave é empatia.

Empatia é a capacidade de tentar compreender o que significa o drama do outro. E respeitar a experiência dolorosa do outro.

É muito natural olharmos para a outra pessoa e acharmos que o sofrimento dela é coisa pequena perto do que já passamos ou perto daquilo que algum personagem que conhecemos já experimentou.

Essa é uma reação natural, pois estamos fora da vida daquela pessoa.

Entretanto, se desenvolvemos a empatia e a colocamos em prática, nós ouvimos o relato do outro e acolhemos. Acolher é respeitar e, se não sabemos como ajudar, oferecemos nosso abraço, nossos ombros.

Lembre-se que não há nada pior quando estamos sofrendo do que não encontrar alguém que nos entenda, que nos acolha. Portanto, procure não cair na armadilha de sempre ter uma história mais dramática para contar a alguém que sofre. Pode apostar: isso não ajuda.

Você se sente cansado de lutar e não ver resultados?

Você se sente cansado de lutar e não ver resultados? Tem dado o seu melhor e não consegue se sentir satisfeito?

Talvez uma das grandes frustrações da vida adulta seja a falta dos resultados desejados no trabalho, nos estudos e até nos relacionamentos.

Não entramos em nenhum projeto de vida sem levar conosco algumas expectativas.

Se começamos num trabalho, temos expectativas em relação ao salário, colegas de serviço, chefes, promoções… Imaginamos possibilidades de ascensão profissional ou até de que aquele emprego sirva de trampolim ou projeção para uma nova oportunidade profissional.

Se entramos num relacionamento, temos expectativas em relação ao cuidado do outro conosco, com a nossa família… Esperamos que a pessoa faça certas coisas por nós, pelas pessoas que amamos… E também tenha disposição para ser nossa companhia em diferentes ocasiões.

Essa é a nossa reação natural. Quem dá um passo espera que aquele passo leve a algum lugar.

Por isso, quando você caminha, luta, trabalha, se relaciona e nada daquilo que você esperava acontece, o sentimento é de frustração.

Há um vazio. Somos tomados por cansaço, desânimo.

Como lidar com isso?

Vou te responder como procuro responder pra mim mesmo:

Primeiro, Não podemos esperar que os outros façam por nós aquilo que desejamos. Não temos controle dos outros. Ainda que nossa vida esteja entrelaçada à vida das outras pessoas, não dá para esperar que elas realizem nossos sonhos.

Segundo, faça tudo que fizer como se fosse para o Senhor. Sim, este é um conselho bíblico. Tudo que fizer, todo o seu empenho, todo o seu esforço, dedique ao Senhor. Faça para louvor do Senhor.

Os resultados sonhados vão começar a aparecer? Algo mágico vai acontecer? Provavelmente não! Mas suas expectativas serão redirecionadas. Seu olhar deixará de ser para si mesmo e para os outros; seu olhar estará voltado ao louvor e a glória do Pai. E você cobrará menos das pessoas e até de si mesmo!

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Faz bem importar-se com os sentimentos do outro

Sentir que o outro se importa com nossos sentimentos faz toda a diferença num relacionamento. Isso vale para o relacionamento amoroso, mas também para o relacionamento entre pais e filhos, amigos e para os relacionamentos profissionais.

A gente quer perceber que o outro se importa conosco. Mas essa é uma via de mão dupla. Eu quero que o outro me enxergue, mas também devo enxergá-lo. Eu cuido do outro, mas o outro também cuida de mim.

Esse importar-se se traduz em diferentes atitudes.

Por exemplo, no relacionamento profissional, chefes geralmente desejam que seus colaboradores se importem com a empresa e sejam gratos pelo emprego.

Por outro lado, faz bem quando o chefe percebe que um colaborador fez algo que não estava previsto. Dias atrás, uma pessoa que conheço acordou mais cedo, resolveu levar tapete e pano de chão da casa dela para a empresa. Mobilizou uma colega e fizeram uma faxina na agência em que trabalham. O tapete foi colocado no banheiro e tudo ficou arrumadinho. Elas tomaram a iniciativa, porque a empresa está sem zeladora ou diarista.

Acontece que os chefes chegaram para trabalhar, passaram por elas e sequer disseram obrigado. Um deles, horas depois, ainda reclamou que elas tinham acabado com o detergente.

Acho que não preciso dizer que a atitude deles foi um balde de água fria sobre elas.

No relacionamento amoroso, importar-se pode se traduzir pela capacidade de perceber que a parceira ou parceiro está aborrecido, não está num bom momento. E, ao notar que algo não vai bem com a pessoa, ser acolhedor ou simplesmente não cobrar alguma coisa que talvez tenha deixado de ser feita.

Ter a capacidade de reparar no que o outro faz ou perceber como a outra pessoa está, suaviza as relações. Costumo dizer que relacionamento é troca. Às vezes, estamos tão focados em nossas expectativas e desejos, que não enxergamos as atitudes do outro e tampouco seu estado emocional.

Portanto, faça sua avaliação, nas suas relações, você tem se importado com as pessoas com as quais convive? Ou tem sentido que alguém não tem se importado com seus sentimentos? Se isso tem acontecido, procure dialogar e expor como você se sente.

Lembre-se, a ausência de um olhar mais atento às pessoas com as quais nos relacionamos revela nosso descompromisso com a relação. E este é um dos primeiros passos em direção ao afastamento e ruptura com o outro.

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Nossas carências podem nos colocar em risco

É fato que desejamos ser acolhidos, abraçados, amados. Cada um do seu jeito, cada um a sua maneira, quer sentir-se importante na vida de outras pessoas.

Acontece que nem sempre nosso desejo de ser amado é correspondido.

Primeiro, porque temos uma imagem estereotipada do que significa ser querido pelas outras pessoas. Essa imagem tem grande chance de ser exagerada e bastante irreal, causando um descompasso entre a expectativa alimentada em nossa mente e a realidade.

Segundo, porque vivemos um tempo em que cada pessoa está tão envolvida, tão focada em si mesma que mal sobra espaço para reparar nas outras pessoas. Ou seja, estamos cada vez mais individualistas, pouco atentos às pessoas que nos rodeiam. Há pouco espaço para amar, acolher, tocar…

Isso potencializa um forte sentimento de solidão e abandono. Por isso, quem está carente demais vive a busca constante por alguém que lhe diga: “ei, estou aqui, vou te ouvir, vou te amar”.

E qual é o risco? Simples: nem todas as pessoas são confiáveis.

Na corrida por se sentirem amadas, as pessoas expõem facilmente suas vidas, seus segredos, sua intimidade.

Há uma urgência para contar com alguém, para ter um amigo, uma amiga, ou mesmo um amor.

Por conta disso, muita gente abre o coração para a primeira pessoa que aparece. Acontece que nem sempre essa pessoa é digna de confiança. A carência torna-se uma ferramenta de manipulação, abuso psicológico, violência e exploração econômica.

Portanto, a dica de hoje é esta: por mais carente que você esteja, não abra seu coração e sua vida para as pessoas em seus primeiros contatos. Espere, aguarde. Busque conhecer!

Nunca esqueça do conselho bíblico: seja prudente!

Hoje, com a internet, tornou-se fácil demais encontrar alguém on-line aparentemente amável, generoso, carinhoso. Entretanto, só o tempo nos revela quem de fato são as pessoas.

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Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano

Gostamos de ter garantias. E faz sentido desejá-las em certas situações.

Por exemplo, você contrata alguém para arrumar o encanamento de sua casa: é necessário ter a garantia de que a pessoa contratada sabe o que vai fazer.

Você compra um produto pela internet: você quer a garantia de que receberá o produto solicitado.

Entretanto, na maioria dos casos, não há garantia alguma de que teremos o que desejamos.

Quando você diz “sim” a um pedido de casamento, deseja que aquele pedido seja o compromisso de amor eterno. Mas, infelizmente, você não tem controle do que irá acontecer amanhã em seu relacionamento.

Quando você escolhe ter um filho, sonha com uma criança saudável e que siga por bons caminhos na jornada da vida. Você não espera que essa criança nasça com sérios problemas de saúde, que se envolva com o tráfico na adolescência e muito menos que seja assassinada antes de completar 18 anos.

Esses são apenas alguns exemplos de que que vivemos num mundo de incertezas e cheio de perigos. E se você quiser evitar todos os riscos, você simplesmente deixará de viver.

O medo de ser abandonado após casar-se, pode te levar a fechar-se para o amor. E não há nada mais incrível do que a experiência de dividir a vida com uma pessoa especial.

O medo do que pode acontecer com um filho, pode te impedir de experimentar o amor mais gratuito e generoso que existe: o da maternidade, o da paternidade.

Amigos e amigas, o que quero te dizer hoje é bastante simples: viver é arriscar-se, viver é assumir riscos. Se temos Deus como guia, entregamos nossa vida a Ele, fazemos escolhas sob orientação dEle e simplesmente nos permitimos viver.

Somos vulneráveis, mas temos um Pai que é soberano. Portanto, viva!

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Se você está sofrendo, permita-se sofrer

A gente vive sob pressão para estar bem. E eu confesso a você que me incomodo demais com o discurso de que a gente tem que controlar as emoções e a gente precisa ficar bem.

Eu não gosto disso. E não gosto porque sei que isso é conversa fiada.
 
E também é conversa fiada essa história de você pode, você consegue… Esse tipo de discurso produz em nós uma culpa imensa quando não estamos bem. A gente não está bem e ainda se sente culpado por não estar bem.

A gente até diz… “eu não podia estar assim”.

Um dos mais importantes filósofos da contemporaneidade, o coreano Byung-Chul Han afirma que vivemos numa sociedade do desempenho. E nessa sociedade assimilamos como verdade que cada um de nós é responsável pelo seu sucesso.

Na sociedade do desempenho, vigiamos a nós mesmos. A gente passa o tempo todo se cobrando para estar bem, para fazer as coisas certas, para ter sucesso.

E sabe o que acontece quando não estamos bem? Quando estamos sofrendo? Nos sentimos um fracasso. Nos achamos as piores pessoas do mundo. Nos culpamos!
 
Na prática, a gente sofre duas vezes. A primeira por não estarmos bem, por estarmos sofrendo e a segunda porque não admitimos que temos direito de sofrer.

Então hoje eu quero te dar uma boa notícia!

A Bíblia nos ensina a viver o sofrimento.

Veja esse verso:
Sou pobre e necessitado e, no íntimo, o meu coração está abatido (Salmos 109:22).

E quem disse isso? Davi. Estamos falando do rei Davi!! Sim, ele estava abatido.

Portanto, amigo e amiga, se hoje você está sofrendo, permita-se sofrer. Leve seu sofrimento aos pés do Senhor e não se cobre se hoje você não está conseguindo fazer o que tinha planejado fazer. Não se culpe por não estar bem.

Apenas conte tudo ao Senhor. Aceite sua dor!

No tempo certo, Deus vai agir em seu coração e você vai voltar a sorrir. E se a dor está insuportável e já dura muito tempo, procure ajuda. Deus capacitou homens e mulheres com inteligência para produzirem conhecimentos que, hoje, nos auxiliam a viver bem. Não tenha medo! A ciência também pode ser bênção de Deus para cuidar, para curar.  

Amém?