Espera-se que o eleitorado de Bolsonaro não o idolatre na presidência

Na política e em qualquer outra área, a idolatria é perigosa. É perigosa, porque cega.

Uma das minhas críticas a uma parcela do eleitorado do PT sempre foi a indisposição de vê-lo como responsável pelo desastre político e econômico em que se encontra o país.

As virtudes de seus governos e a proximidade com as classes mais pobres e com as minorias não justifica os erros do partido. Entretanto, muita gente inocenta suas lideranças e não consegue ter um olhar crítico, inclusive no que diz respeito à corrupção.

Esse tipo de atitude tem como raiz a idolatria.

E é o que também me preocupa na relação mantida pelo eleitorado de Jair Bolsonaro com o presidente eleito. Basta notar que durante boa parte da campanha ele foi chamado de mito.

Como eu disse, a idolatria cega. Ao cegar, impede que as falhas sejam observadas e as críticas sejam feitas. E se não há críticas, não existem questionamentos, tampouco a reavaliação de comportamentos, revisão de decisões…

Embora seja natural que o eleitorado de Bolsonaro ainda esteja em lua de mel com o presidente eleito, o brasileiro cometerá um erro grave se, nos próximos meses, não sair da condição de fã para reassumir o papel de cidadão.

Torcer para que o novo governo dê certo é algo bem diferente do que não querer ver possíveis erros. Ainda pior será se o eleitorado optar por criar um paredão de defesa do presidente atacando toda e qualquer pessoa que questione as decisões dele.

Meu mais sincero desejo é que isso não aconteça. O Brasil não merece!

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O blogueiro/youtuber é quem sabe tudo?

Nestes dias, retomei o estudo da obra de Darcy Ribeiro. O antropólogo, escritor e político brasileiro foi um dos maiores pesquisadores da identidade de nossa gente. Educador, homem comprometido com o ensino e responsável por reformas universitárias em vários países da América, Darcy Ribeiro deixou-nos vários livros que deveriam ser leitura obrigatória.

Ontem, enquanto relia alguns dos argumentos de Darcy Ribeiro, pensava em como estudos com tamanha profundidade são, hoje, descartados facilmente e desconstruídos com base em meia dúzia de frases de qualquer blogueiro ou youtuber que está alinhado a algum movimento político.

Por exemplo, se, para embasar alguns argumentos, eu retomasse as discussões feitas pelo antropólogo, certamente apareceria alguém para desqualificar Darcy Ribeiro.

Lamentavelmente, esse movimento tem sido recorrente. Especialistas e pesquisas respeitáveis, credibilidades têm sido colocadas em xeque por gente ignorante, que despreza o saber e desqualifica o conhecimento produzido em estudos sérios, profundos.

Um dos maiores educadores brasileiros, Paulo Freire, tem sido visto como nefasto para a educação do país. E a ignorância é tanta que essa gente sequer sabe que, infelizmente, a escola brasileira tem quase nada de Paulo Freire – se tivesse, talvez seria muito melhor.

Eu confesso que ando assustado com esse movimento: para rebater um argumento, pesquisadores são desqualificados. E o movimento se estende também ao universo informativo proposto pela imprensa profissional.

Se é publicada uma reportagem contundente, uma denúncia, por exemplo, e essa informação incomoda algum grupo político, rapidamente aparecem blogueiros, youtubers desqualificando o veículo de comunicação e até o jornalista.

Há uma indisposição para ouvir o contraditório – ainda que apresentado por uma pessoa séria, que passou anos se dedicando à pesquisa ou que tem um currículo invejável.

Durante a campanha eleitoral deste ano, vi isso várias vezes. Você pega duas ou três análises econômicas, feitas por doutores em economia, em gestão pública, manda pra uma pessoa e ela rebate tudo aquilo que está ali tomando como referência um argumento tosco usado por alguma figura que está na internet, às vezes, simpatizando de político ou ideologia política.

Isso é simplesmente assustador. E é assustador porque perpetua a ignorância, o desconhecimento… Porque há uma valorização do senso comum, do argumento raso, do mito em lugar da ciência.

E isso só confirma o que Darcy Ribeiro já dizia há quase 50 anos… No Brasil, parece haver certo conforto na ignorância.

Gostamos do discurso das regras, só não gostamos de respeitá-las

O brasileiro gosta do discurso sobre regras, mas não gosta de viver com regras. E isso começa nas pequenas coisas.

Quer um exemplo? O respeito ao horário.

Todos os dias eu vejo alunos chegando atrasados no colégio. Muitas vezes, por certo descuido deles; porém, na maioria das vezes, por conta dos pais.

E aí a mensagem que passam para os filhos é: respeitar os horários não é importante.

Ontem foi realizada a primeira prova do Enem. E, como acontece todos os anos, alguns candidatos ficaram do lado de fora. Não chegaram a tempo.

De novo, o problema em respeitar o horário.

Mas há outras tantas regras que são atropeladas diariamente. Na escola, é o uso do uniforme, levar todo o material para a sala de aula, não usar o celular durante a aula…

No trabalho, cada empresa tem sua dinâmica. E suas próprias regras. Porém, sempre existem pessoas que encontram formas de burlá-las. Sem contar que todo chefe que exige o rígido cumprimento das regras é tido como chato, intransigente. Na prática, o chefe está apenas tendo que lembrar os compromissos que todos deveriam cumprir.

Na campanha eleitoral deste ano, ganhou o presidenciável que mais repetiu a ideia que acabaria com a bagunça em Brasília – ou seja, alguém que prometeu fazer cumprir as regras.

Muita gente aplaudiu e aprovou, por meio do voto.

Entretanto, qual será efetivamente nossas ações? Impostos serão pagos? Documentos estarão sempre em dia? Afinal, mudaremos nossas práticas e respeitaremos todas as regras – sejam elas de convivência ou de obrigações com o Estado, para o bom funcionamento do país?

Eu espero que sim. Mas ainda sonho que a gente comece respeitando as pequenas regras – seguir os horários, não faltar ao trabalho, manter os documentos do carro em dia, não furar sinal vermelho, respeitar os limites de velocidade, dar sempre a nota fiscal, não jogar lixo fora do lixo, não pisar na grama – onde é proibido… Coisas simples, mas que revelam a essência do que somos.

A esquerda se julga superior

Um dos momentos que ouvi de outra pessoa aquilo que gostaria de falar durante a campanha presidencial foi quando Mano Brown criticou o PT num comício no Rio de Janeiro. Foi na noite do dia 23, uma terça-feira. O rapper foi preciso quando sustentou que a esquerda deixou de dialogar com as ruas e já não entende o que o povo realmente quer.

É fato que a vitória de Jair Bolsonaro foi capitaneada pela elite econômica do país – principalmente pelos poderosos do agronegócio. Também com apoio de lideranças religiosas conservadoras. Entretanto, ninguém conquista a presidência sem o voto das massas populares. E a desconfiança do povo com o PT não tinha só a ver com o desastre da política econômica de Dilma Rousseff.

O que aconteceu, na prática, é que a esquerda, que comandou o país até 2016, como disse Mano Brown, deixou de entender o que o povo quer.

Mas o quadro é ainda pior quando a gente analisa as reações e movimentos da esquerda. Na prática, a esquerda acredita que sabe o que o povo e o país precisam. Também tem certeza que é a única que representa as classes e causas populares.

Essa presunção pode ser notada em muitos dos comentários que recebo em meus textos de gente ligada à esquerda e nas publicações feitas nos perfis inclusive de intelectuais dessa esquerda.

Ao longo dos anos, a esquerda se tornou agressiva com toda e qualquer pessoa que questione e que critique suas ações. E o que mais me incomoda é que, nitidamente, é possível observar que há um discurso de cima pra baixo – como se o fato de estar ao lado de um projeto progressista colocasse essas pessoas num patamar superior.

O discurso que emerge é este: “a gente sabe das coisas, vocês são burros, ignorantes; são dominados e querem continuar nessa condição”. Desculpa, mas isso é um bocado agressivo.

Uma das dificuldades da esquerda de convencer aqueles eleitores que estavam propensos a votar em Bolsonaro foi justamente esta: as pessoas se sentiram o tempo todo agredidas. Sentiram-se classificadas como fascistas, homofóbicas, preconceituosas… Foram taxadas como idiotas por simpatizarem com Bolsonaro.

Isso fechou as portas para o diálogo.

Esse tipo de atitude presunçosa, superior, não começou na campanha deste ano. Eu já tinha visto aqui em Maringá, em 2004, por ocasião da campanha para prefeito, quando o PT administrava o município.

A esquerda da cidade já se colocava como a única força política capaz de fazer o bem, de atender as pessoas mais pobres, de cuidar de Maringá… Ou seja, o tempo todo esteve em funcionamento o discurso de que a esquerda é superior, quem vota na esquerda é mais inteligente, sabe mais… É mais esperto. É o discurso do “nós e eles”. “Nós somos os bonzinhos; eles são os vilões”.

Entretanto, embora tenha uma história de relação com os movimentos populares e, efetivamente, defenda pautas que representam a grande massa da população, a esquerda parece ter perdido a autocrítica, a disposição para o diálogo e, principalmente, tem enorme dificuldade em dividir o poder.

Se não voltar a ouvir as pessoas, perderá de vez a relação com o povo.

Bolsonaro precisa compreender o papel do líder

As últimas declarações de Jair Bolsonaro começam a indicar que existe certa diferença entre a retórica usada para vencer as eleições e o que, de fato, o presidente eleito pensa.

Entretanto, há algo nocivo na retórica que foi usada: a agressividade verbal do então candidato – e, principalmente, do que ele disse em situações passadas durante o exercício de seus mandatos parlamentares – funcionou como uma espécie de despertar do que existe de mais cruel em algumas pessoas.

Não são muitos os casos, mas são visíveis os episódios de violência verbal e até física de seguidores de Bolsonaro.

Já tivemos o registro de pessoas agredidas e até mortas, gente mostrando armas na internet, declarações homofóbicas e até ameaças contra gays, inclusive dentro de escolas e universidades.

Não, eu não acredito que o presidente eleito aprovaria qualquer uma dessas práticas. Também rejeito a ideia de que os mais de 57 milhões de eleitores que votaram nele são fascistas, são preconceituosos, intolerantes, violentos.

Porém, existe sim uma parcela da sociedade – pequena, penso – que, ao ouvir Bolsonaro, sentiu-se autorizada a manifestar todo o tipo de sentimento ruim e vontade de agredir, violentar, matar.

Essas pessoas nunca foram boas, amáveis, pacientes, tolerantes… Na verdade, o ódio contra o diferente, o desejo de eliminar quem não se encaixa nos padrões delas, esses sentimentos ruins sempre existiram nelas.

No entanto, o discurso do respeito, o cuidado com as minorias, o peso da legislação funcionaram como instrumentos de vigilância. Essas pessoas eram como cães raivosos, presos e sob o cuidado de um adestrador forte que pune os excessos.

As falas de Bolsonaro, porém, mexeram com essas pessoas, que começaram a vislumbrar a chance de verbalizar e até praticar tudo que estava reprimido (os cães raivosos acreditaram que seriam libertados).

O que acontece agora? O presidente eleito terá que demonstrar que vai trabalhar para impedir toda e qualquer ação de violência verbal ou física contra os grupos que correm mais riscos.

Diferente do que fez no passado, Bolsonaro necessita compreender qual o papel do líder. O bom líder acalma, modera, inspira sentimentos positivos em seus seguidores. Todo líder traz consigo uma massa de pessoas que nem sempre pensa por elas mesmas. São influenciadas pelas atitudes de quem está à frente delas.

O presidente deve entender que, se deseja construir uma nação unida e fazer nossa gente feliz (como tem prometido), deverá ser o líder que o Brasil precisa, um homem capaz de dar exemplo, inspirando boas atitudes.

O povo quis derrotar o PT

A vitória de Jair Bolsonaro não foi a vitória de um projeto político, de um projeto de país. Foi a derrota de um projeto de poder, o do PT de Lula.

A eleição de 2018 é atípica em vários sentidos – e talvez o mais significativo seja justamente este: muita gente escolheu Bolsonaro por entender que ele representava um ponto final na presença do PT no comando do país.

Domingo, nas urnas, a maior derrota foi justamente do PT.

Há bastante tempo, o PT perdeu o contato com as ruas. Deixou de entender a alma do povo brasileiro. Em sua arrogância, o partido achava que sabia tudo que o país precisava. Não notou o descontentamento com várias medidas e, principalmente, apostou na política do medo. Foi essa política que venceu em 2010 e 2014. Porém, em 2014, o partido já havia perdido sua força e, com a crise econômica e o insucesso de Dilma na presidência, veio a derrocada.

Porém, o PT achou que o fracasso do que foi chamado de governo golpista de Michel Temer seria suficiente para levá-lo de volta ao Planalto. Lula e seu grupo não perceberam que o sentimento anti-PT era muito maior que a rejeição a tudo que Bolsonaro representava.

O partido também apostou que, no segundo turno, todas as forças democráticas abraçariam a candidatura de Fernando Haddad para “salvar o país do fascismo”. E que haveria uma grande aliança democrática nacional. Ledo engano.

Qualquer pessoa com o mínimo de percepção a respeito das estratégias do PT sabe que as lideranças da sigla são autoritárias, arrogantes, incapazes da autocrítica e, principalmente, não estão interessadas em abrir mão do poder. Muito menos estão abertas à alternância no poder. Basta notar que Lula, mesmo da prisão, costurou um acordo político que isolou Ciro Gomes no primeiro turno, quando este era o nome mais forte da esquerda na corrida presidencial. Teria sido mais fácil derrotar Bolsonaro apoiando Ciro. Mas o PT preferiu atropelar antigos aliados a abrir mão de uma candidatura própria.

A vitória de Bolsonaro no último domingo foi só mais um dos efeitos nocivos das práticas políticas do PT.

Com a vitória de Bolsonaro, o Brasil espera ter um novo começo

O Brasil começa a viver um novo momento político. Com a vitória de Jair Bolsonaro à presidência da República, há a expectativa da escrita de um capítulo distinto em nossa história.

Neste sentido, há certa semelhança com o que ocorreu em 1985, 1989 e 2002.

Em 1985, tínhamos a reabertura democrática, com a eleição indireta de Tancredo Neves. Em 1989, depois de quase 30 anos sem escolhermos um presidente, os brasileiros elegeram Fernando Collor. Já em 2002, o país optava por Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro presidente operário, alguém que parecia efetivamente identificado com o povo.

Nesses três momentos históricos, havia muita expectativa. Tratava-se de uma espécie de ruptura com um modelo de governo que havia se esgotado. Tinha-se o sentimento de poderíamos começar tudo de novo. Havia também um gostinho de “agora vai!!”.

Não sei se esse “agora vai” está presente no sentimento do nosso povo após a eleição deste ano. Porém, é certo que a vitória de Bolsonaro foi construída em função de uma enorme insatisfação com tudo que o país vem vivendo nos últimos anos.

Quem observou atentamente as manifestações de 2013 percebeu que a paciência das pessoas já estava se esgotando. Mas a classe política parece ter achado que seria fácil acalmar as pessoas.

A aposta no impeachment de Dilma foi uma estratégia da elite política do país para retomar o controle do povo. Entretanto, estes pouco mais de dois anos de (des)governo Michel Temer ajudaram a confirmar que as práticas políticas eram as mesmas de sempre. E a população também não poderia acreditar nos partidos tradicionais, principais responsáveis pela queda do PT – entre eles, o PSDB, que durante anos foi o maior opositor de Lula e Dilma.

Bolsonaro, embora tenha feito carreira ao lado de muitos políticos conhecidos, mantendo-se filiado a partidos que transitam pelo poder há anos, como é o caso do PP, o agora presidente eleito nunca foi efetivamente do alto clero da Câmara Federal, tampouco teve prestígio e poder nas máquinas administrativas.

O novo presidente, com isso, conseguiu manter sua imagem descolada das tradições políticas e se firmou como personagem que se opõe a tudo que Brasília tem representado ao longo das últimas décadas.

Ele será, de fato, o que seus mais de 57 milhões de eleitores esperam? Talvez não. Mas, para muita gente, já terá sido significativa a vitória de Bolsonaro por ter impedido o retorno do PT.

Incentivo ao uso da bicicleta

Vez ou outra me alegro ao ver iniciativas que incentivam o uso de meios alternativos de transporte. Hoje, fiquei sabendo que a bela cidade de Bolonha, no norte da Itália, criou um projeto para estimular as pessoas a andarem de bicicleta ou fazerem uso do transporte público.

O objetivo é reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Afinal, como a gente sabe, os gases emitidos pelos veículos são um dos causadores do aquecimento do planeta.

Pensando nisso, a cidade de Bolonha criou um sistema de recompensas para quem optar pela bicicleta. Nada muito grande ou custoso… A iniciativa premia quem deixa o carro em casa com sorvetes, cerveja, ingressos de cinema e outros brindes para quem prefere pedalar.

Eu me alegro quando vejo iniciativas como essa porque confirmam que não é preciso fazer muito para mobilizar as pessoas em torno de algo realmente relevante.

Nas médias e grandes cidades brasileiras, o número de veículos nas ruas e avenidas já se constitui um problema grave. Mas, pelo menos por aqui, ainda pouco tem sido feito. Com frequência, as políticas públicas se restringem a construção de ciclovias e ciclofaixas. Embora essa iniciativa seja importante, faltam programas que estimulem de fato as pessoas a usarem a bicicleta.

Em Maringá, por exemplo, as ciclovias estão cada vez mais presentes no cenário urbano. Isso tem levado muita gente a pedalar, inclusive para ir ao trabalho ou à escola. Mas o movimento ainda é tímido, diante do potencial que a cidade tem.

O que ocorre é que faltam campanhas que incentivem as pessoas a usarem menos os veículos. A criação de uma nova cultura necessidade de estímulos. Recompensas, como em Bolonha, na Itália, são uma estratégia importante para lembrar as pessoas que é bacana pedalar.

Parece pequeno dar brindes como sorvetes, ingressos… Entretanto, é o tipo de ação, de baixo custo, que coloca o assunto em pauta. E mexe principalmente com os mais jovens, que são as pessoas mais abertas a incorporarem novos hábitos.

Ah… E a ideia em Bolonha nem surgiu na prefeitura. Foi um urbanista que motivou a cidade a aderir a proposta e implementá-la – inclusive com a participação do empresariado.

Isso mostra que cuidar de uma cidade, cuidar do planeta, envolve todo mundo – mas que há necessidade do empenho principalmente daqueles que comandam cidades, empresas, associações, organizações das mais diversas. Mais que pensar apenas nos dividendos políticos e, no caso dos empresários, em seus lucros, é fundamental lideranças pensarem em ações que transformem a cidade em que vivem.