Deus, o maior artista

Você medita, você pensa nas obras do Senhor? Você dedica um tempo do seu dia para lembrar da grandeza de Deus, pensar, por exemplo, no que significou a abertura do mar vermelho… Ou o que foi aquela coisa incrível que Jesus fez num casamento, transformando água em vinho? Você pensa nessas coisas, medita nelas? Ou isso só acontece quando ouve um sermão na igreja?

Quando falo em meditar nas obras do Senhor, eu penso na atitude de alguém diante de uma obra de arte. Eu sou professor universitário e um dos temas de minhas aulas é o prazer estético, o prazer que se tem diante da beleza. A arte não tem função prática. A arte é alimento da alma. E a atitude de uma pessoa diante de uma obra de arte, para que a obra cumpra o seu papel, deve ser contemplação. Existe uma palavra para isso: fruição estética. Ou seja, diante de uma obra de arte eu me deixo levar, eu me abro para sentir, para imaginar, para ter prazer diante da obra… sem me preocupar com a necessidade dela realmente fazer sentido. Eu me deixo levar para outros mundos.

Ao ler o Salmos 111:2, penso justamente nisso.

Grandes são as obras do Senhor; nelas meditam todos os que as apreciam.

As obras do Senhor são incríveis. São a expressão do desejo criativo do maior artista do universo. Deus é o maior artista. E Ele se alegra com suas obras. Tem prazer nelas – tanto é que, após ter concluído a criação, Ele disse que estava bom.

E nós?

A arte existe para ser contemplada. Mas, distraídos com o mundo, quase não dedicamos tempo a contemplação. O ato de contemplar requer que nos livremos das distrações… É preciso estar ali apenas você e a obra diante dos seus olhos.

A obra do Senhor também existe para ser contemplada e, para nos alegrarmos com as grandes obras dEle, é necessário livrar-se das distrações e dedicar toda a atenção apenas ao ato de meditar e ver o que Deus fez.

Quem faz isso? O final do verso dois responde: “aqueles que apreciam a obra do Senhor.”

Você aprecia? Dedique tempo, fuja das distrações e, como estando diante da maior obra de arte, permita-se viajar pela beleza das obras do Senhor.

Que Cristo eu mostro ao mundo?

Uma das razões de ter decidido me dedicar às gravações de vídeos com enfoque cristão é o incômodo que me causa parte do discurso religioso dominante.

Sou cristão e não me sinto confortável com as manifestações públicas de muitas pessoas que falam em nome de Deus.

Por outro lado, tbém entendo que não é correta a crítica generalista contra a comunidade cristã.

Fieis cristãos não são estúpidos e tampouco ignorantes. Existe sim muita gente simples, sem escolaridade… Mas todo cristão verdadeiro, ainda que desconheça as letras, é movido pelo amor.

Porém, o que dizer desse pessoal que agride, discrimina e usa o nome de Deus para atacar e tenta impor o modo de vida deles aos outros? Embora essas pessoas existam e estejam no meio de nós, penso que há descompasso entre o que praticam e aquilo que representa ser um seguidor de Cristo. Prestarão contas um dia ao Senhor. Ele é o juiz!

No meu vídeo hj, parto de um verso dos Salmos que acho precioso. Diz assim: “Não se decepcionem por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, Senhor dos Exércitos! Não se frustrem por minha causa os que te buscam, ó Deus de Israel!” (Salmos 69:2).

Qual era a preocupação do salmista Davi? Ele não queria que as pessoas se desviassem de Deus em função dele, em função da conduta dele. Hoje, esta também é minha oração.

Todos os dias me pergunto: nossas ações têm apresentado o Cristo verdadeiro ao mundo?

“Todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35).

Como Deus nos enxerga?

Eu, às vezes, me pego pensando: como Deus me olha? Será que Ele se dispõe a olhar pra mim e ainda sente alegria em me contemplar?

Confesso que tenho dificuldade em acreditar que existe algo em mim que agrade o Senhor. Gente, já se tornou clichê no meio cristão repetir a frase “nós somos pecadores”. A frase é tão repetida que perdeu boa parte do seu significado.

O fato é que nós somos maus.

Ei, Ronaldo, eu não sou uma pessoa má! – talvez você esteja retrucando aí.

Tenho certeza que você está longe de ser uma pessoa que comete os crimes que geralmente são cometidos por gente que consideramos maldosa, malvada. Certamente você não é uma pessoa perigosa. E eu também não sou.

Entretanto, quando olho para minhas práticas e contemplo a vida de Jesus Cristo, eu me sinto péssimo. Eu não conseguiria fazer nada, nada do que ele fazia pelas pessoas. E se o amor é o resumo da lei, minha vida de desamor revela o quanto sou falho diante de Deus.

Talvez por isso o salmista disse nos versos 2 e 3, do Salmo 14.

“O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus. Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”, Salmos 14:2-3

A ausência de entendimento, ressaltada por Davi, trata da ausência de compreensão do que Deus é, do caráter do Senhor. E é por não entendermos quem Deus é, que achamos que somos bons e que nossas ações são virtuosas.

Não, meu amigo, não são! Nossas práticas são injustas, perversas, mesquinhas, egoístas. Não amamos, de fato, nossos irmãos. E, com o passar do tempo, tornamo-nos ainda mais cruéis. Nos corrompemos, como afirma o salmo.

É por isso que só a misericórdia de Deus, revelada pelo sacrífico de Cristo, pode nos reaproximar do Pai. Do contrário, por nossos méritos, nenhum de nós seríamos salvos.

Guarde essa palavra no coração!
Um abraço!

A ciência é incapaz de criar um mundo bom

Desde o século 19, com a teoria evolucionista de Darwin e, principalmente, com todo o avanço das ciências que presenciamos nos últimos 200 anos, tem crescido o número de pessoas que não acredita em Deus. Aliado ao avanço da ciência e da descrença das pessoas, também avançam os desastres, as tragédias, os conflitos, as mortes, as doenças. 

Curiosamente, os homens tentaram matar a Deus, mas claramente não estão conseguindo criar um mundo melhor. As ciências são insuficientes para dar conta dos males do mundo. Na prática, as ciências têm produzido ainda mais tragédias.

O que dizer das armas? Da bomba atômica? O que dizer da automação desenfreada que toma o emprego das pessoas e amplia a desigualdade e a exclusão social? 

Tirar Deus de cena e cuidar do próprio destino, construindo a própria história; foi isso que muitos homens desejaram. É isso o que muitos homens seguem tentando fazer. 

No primeiro verso do Salmo 14, lemos: Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.

Quando o homem tira Deus de sua vida, ele perde as referências éticas, morais. As ciências, por elas mesmas, não são capazes de impedir os frutos do pecado: a ganância, o egoísmo, a cobiça, o orgulho… Por mais conhecimento que possua, sem Deus, o homem não tem força para ser bom.

A bondade humana só existe quando Deus habita em nós, de fato. 

Curiosamente, muitos que dizem o nome de Deus e que se dizem filhos de Deus, vivem como se Deus não existisse. Suas práticas, suas ações são maldosas. Por isso, o salmista diz: “não há ninguém que faça o bem”

O bem que fazemos é fruto do Espírito. Sem uma vida de comunhão real com Deus, podemos até falar o nome dEle, mas nossos frutos serão maus. Por isso, naquele dia, muitos escutarão do Senhor: apartai-vos de mim, porque não os conheço!

O STF e a liberdade religiosa

Ouça o podcast!

O Supremo Tribunal Federal fez justiça ao julgar os casos que envolvendo dois adventistas. E digo isso não apenas como cristão adventista que sou, mas como um pesquisador que defende a liberdade dos cidadãos em suas mais diferentes vertentes. A liberdade é uma premissa bíblica. E um país que respeita seu povo é um país que respeita liberdade de expressão, a liberdade de manifestação, a liberdade de culto, a liberdade da prática religiosa. E a guarda específica de um dia da semana é parte dessas liberdades…

Ao longo dos últimos anos, o STF tem dado exemplo ao proteger as liberdades dos cidadãos . E confirmou isso no julgamento desta semana que fez valer o direito de adventistas não trabalharem no sábado e realizarem concurso público em dias alternativos ao sábado.

Na verdade, esse cuidado com os cidadãos sequer deveria ter chegado ao STF. Bastaria que o discurso de respeito ao outro, as diversidades, às minorias fosse, de fato, praticado em todas as instâncias públicas privadas e em nossas relações.

Curiosamente, muita gente ataca os direitos dados as minorias até que se descobre também parte do que, conceitualmente, chamamos de minorias. Cristãos ou outros religiosos que possuem um dia de guarda, por exemplo, também são minorias. E o STF cumpriu seu papel de respeitar um público que age e tem hábitos diferentes de boa parte da sociedade.

Como Deus olha os pobres e os oprimidos?

Como você acha que Deus olha para as pessoas mais pobres, as mais oprimidas, as mais sofridas? Sabe, eu nunca fui um militante político. Nunca fui eleitor da esquerda. Mas eu quero que você entenda uma coisa: o Deus da Bíblia é o Deus dos pobres, dos oprimidos.

Basta folhearmos o texto sagrado para notarmos o incômodo do Criador ao ver suas criaturas criando hierarquias sociais e explorando os próprios semelhantes.

O verso 9 do Salmo 9 diz: “o Senhor é refúgio para os oprimidos”. No verso 12 do mesmo Salmo, lemos que “ele [Deus] não ignora o clamor dos oprimidos”

Hoje, enquanto vivemos neste mundo, Deus não interfere nas escolhas humanas. Ele permite que o homem exercita sua liberdade. Mas nada entristece mais a Deus do que ver pessoas feitas da mesma matéria, gente que é do mesmo pó, criando classificações, maltratando umas às outras… 

Mas o salmo que lemos traz uma promessa: Deus não ignora o clamor dos oprimidos. Deus é o refúgio dos oprimidos. É o consolo, é a certeza de que um dia será feito justiça.

Veja só o que diz o verso 18: “Mas os pobres nunca serão esquecidos, nem se frustrará esperança dos necessitados”

Guarde essa palavra no coração! 

De que valem as conspirações e tramas humanas?

O Salmo 2 é um daqueles textos que abrem diferentes possibilidades de interpretação. E eu amo a Bíblia porque em cada oportunidade que lemos o texto sagrado, sob a luz do Espírito Santo, eu creio que podemos aprender coisas novas. E não apenas aprender, mas podemos entender coisas diferentes. É como se ouvíssemos de Deus aquilo que precisamos ouvir naquele momento. Não significa encaixar a Bíblia em nossas ideias… Tem gente que quer ler a Bíblia para encaixar Deus num deus que a própria pessoa criou. Eu falo de ir ao texto sagrado e se permitir ouvir o que Deus nos fala. E o primeiro verso do Salmo 2 me inspira de uma forma muito especial O salmista afirma: Por que se amotinam as nações e os povos tramam em vão? 

Gente, veja isso!! Veja que incrível! O texto poético traz Deus dizendo… “ei, qual a razão das nações se amotinarem? Qual o motivo das pessoas tramarem coisas?”. 

De cara, Deus diz que as nações se amotinando, os povos tramando… De cara, Deus diz que isso é em vão. Ou seja, é serviço jogado fora! É tempo perdido!E por quê? Porque Deus é soberano! Nada que as nações desejarem fazer, nada que os povos desejarem se concretizará se Deus não permitir.

Homens e mulheres, governantes e governados, têm liberdade. Podem tramar, planejar, escolher, executar. E colhem as consequências de suas decisões. Porém, os homens não têm o controle da história.

Veja só este ano de 2020… Nações tinham planos para 2020, povos tinham planos para 2020, mas tudo caiu por terra quando a pandemia de coronavírus veio sobre todos nós. 

Portanto, meu caro amigo, minha cara amiga, o salmo 2 é um convite pra nos lembrarmos da soberania de Deus e de que nada daquilo que homens e nações desejam acontecerá se Deus não permitir que aconteça. Nós, humanos, não temos controle sobre nossos planos. Por isso, para tudo, e em tudo, peça a aprovação do Senhor. 

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Meditar na lei de Deus dia e noite

No verso primeiro do salmo 1, a gente entendeu que não é feliz quem não tem identidade, quem anda pela cabeça dos outros… Enfim, se você não assistiu o vídeo, assista; se não leu o texto, leia!

Mas então… o que o salmista segue dizendo? Ele afirma, que é feliz quem tem satisfação, quem encontra satisfação na lei do Senhor e medita nela dia e noite. 

Aí você diz pro prof: Ronaldo, isso é muito interessante. Mas sejamos sinceros? Quem dá conta de ficar lendo a lei de Deus o dia todo, a noite toda? Isso vai ficar muito cansativo… E além disso, quando vou ter tempo pra trabalhar, pra cuidar da família? 

Deixa eu dizer algo pra você: eu não acredito que foi essa a ideia do salmista. Quando a gente lê que é feliz quem encontra satisfação na lei do Senhor e medita nela dia e noite, eu acredito é feliz de verdade aquela pessoa tem a Palavra do Senhor como guia, como referência pra sua vida. 

Meditar dia e noite na lei do Senhor significa nortear seus pensamentos, suas decisões de acordo com o “assim diz o Senhor”.

Deixa eu dar um exemplo bem básico: “vou enviar um recadinho no grupo do whatsapp da família. Então questiono: o que diria o Senhor? Isso abençoaria as pessoas? Ajudaria as pessoas no crescimento delas?… Estou espalhando amor? Ou estou espalhando ódio, raiva? O que estou fazendo?”. 

Para mim, esta é a ideia do salmista. O salmista diz que é feliz quem referencia sua vida, suas escolhas, suas decisões em sintonia com a lei de Deus. E não faz isso por obrigação, faz por prazer. Por confiar que a vida é melhor quando está em harmonia com a vontade do Pai. 

Amém? 

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