Se você não está bem, não se culpe!

Prefere ouvir? Dê o play e ouça o podcast!

Gente, este período de pandemia tem potencializado nossas incertezas. Você fica bem, emocionalmente, sem saber se amanhã a sua família estará toda reunida? Você fica tranquilo sem saber se amanhã ainda terá saúde? As incertezas dizem respeito à própria vida, às pessoas que amamos.

E isso, gente, mexe com nossas emoções. Sentir-se triste e até afundar num estado depressivo não são anormalidades e tampouco fraqueza. Trata-se de uma reação normal diante de um cenário incerto, de medo e muitas perdas.

Convivemos, diariamente, com a necessidade de prosseguir e, ao mesmo tempo, com o luto. E sem o tempo necessário para processarmos todas as dores do luto.

Por isso, meu recado pra você hoje é: não se sinta culpado(a) se você não estiver bem. Se você se sente desanimado, desmotivado, angustiado, é normal. Não se culpe! Não cobre de você um estado de espírito motivado, positivo.

Porém, quero te dar três sugestões: a primeira, tente não ver tantas notícias ruins e se afaste um pouco das redes sociais. Elas estão tomadas de informações sobre amigos que lutam pela vida nos hospitais e de outros tantos que já morreram. As notícias ruins são um fato. Mas tentar ver menos ajuda a não afundar de vez.

A segunda sugestão: não se isole neste momento. Manter o distanciamento social não pode significar deixar de falar com as pessoas, interagir. Procure manter uma rede de amigos e de pessoas com as quais você chora, mas também sorri.

E a última sugestão: procure se distrair. Coloque sua máscara e saia pra caminhar um pouco no bairro, pedale, corra… Veja árvores, animais, veja o céu azul, o verde… Veja as cores do mundo e respire ar puro. Também ouça boas músicas, ouça palavras abençoadoras, leia, veja bons filmes… Enfim, ocupe sua mente com coisas que renovem suas forças e sua fé.

Por ora é isso. Abraços do Ronaldo

Aceite a sua vulnerabilidade

Prefere ouvir? Clique e ouça o podcast!

Muitos de nós queremos ser imbatíveis. Não queremos expor nossas fraquezas. Num mundo de aparência, manter uma imagem perfeita, de uma pessoa que não fracassa, parece ser imperativo.

Entretanto, ninguém acerta sempre. O ser humano é falho. Por vezes, comete erros, cai… Inseguranças nos acompanham. A ansiedade faz parte de nós.

A ideia de pessoa confiante, segura, inabalável é um mito. O humano é humano quando tem medo, quando se esconde, quando não sabe como agir.

A pesquisadora e escritora Brené Brown, num de seus livros, defende a importância de aceitarmos a vulnerabilidade.

O que significa isso? Significa romper com a casca que criamos para nos proteger e permitir que o mundo nos veja como somos: pessoas que falham sim, que cometem erros, mas que lutam para acertar.

A escritora afirma:  “vulnerabilidade não é conhecer vitória ou derrota; é compreender a necessidade de ambas, é se envolver, se entregar por inteiro”.

Vulnerabilidade não é fraqueza. Vulnerabilidade é aceitar o risco de não dar certo e ser criticado, mas ainda assim dar tudo de si para realizar seus sonhos.

Gente, a tentativa de não ser vulnerável nos isola em relação à vida.

A busca por nos protegermos das críticas alheias, da avaliação dos outros, nos faz sacrificar relacionamentos, abrir mão de oportunidades, desperdiçar tempo.

Na prática, enquanto estamos tentando nos proteger, estamos desperdiçando nossos talentos, nossas habilidades e deixando a vida passar.

Portanto, aceite-se em suas contradições, em suas virtudes e defeitos. Aceite-se vulnerável e viva!

O debate nas redes tem algum valor?

Num dos inúmeros grupos de trabalho no whatsapp, a polêmica começou quando alguém divulgou um vídeo defendendo um determinado “tratamento inicial” para a covid-19. Rapidamente, o clima esquentou e notei que algumas pessoas se ofenderam.

O moderador do grupo procurou acalmar os ânimos e lembrou que todo debate é válido.

Cá com meus botões, fiquei pensando: será que o debate em grupos de whatsapp ou mesmo nas redes tem algum valor? Será que todo debate é válido?

Do ponto de vista conceitual, debates se distinguem do diálogo. Debates objetivam dar visibilidade aos posicionamentos das partes envolvidas. Não há concessões. O foco do debate é o enfrentamento. E, para ser bem sucedido no debate, o que vale não é necessariamente o conteúdo, mas o efeito das palavras a fim de desestabilizar os demais debatedores.

Na prática, o debate pouco acrescenta. Trata-se de um espetáculo verbal. Como gênero textual, o debate geralmente é interessante apenas para quem assiste. Pode até gerar algum aprendizado, mas se trata muito mais uma oportunidade para identificar quem organiza e defende melhor suas ideias do que para, de fato, ter a compreensão a respeito de um determinado tema.

Quando se trata de um “debate” num grupo de whatsapp ou nas redes sociais, o confronto é potencializado. Perde-se a referência do outro pela ausência física. O outro passa a ser somente um nome, uma imagem; a humanidade do outro é esvaziada. O outro torna-se um inimigo que precisa ser combatido e vencido. É necessário impor a sua ideia, a sua verdade, torná-la a verdade de todos. Nem sempre importa os custos disso. As emoções afloram, o coração acelera, falta oxigênio no cérebro e a razão escapa.

Nesses espaços virtuais, o debate dificilmente se abre para o aprendizado e para o questionamento das verdades que os envolvidos defendem. Na prática, tem grande chance de se tornar ofensivo e, por isso, não raras vezes, amizades se rompem, pessoas se distanciam. Aqueles que não participam – os espectadores – geralmente se sentem desconfortáveis e pouco absorvem os argumentos dos “debatedores”.

Por isso, se já tenho reservas aos debates pessoais, em locais e ocasiões que permitem a moderação, nos espaços virtuais, não vejo chance de haver mudanças no ponto de vista e opinião dos envolvidos. Pessoas fechadas em seus argumentos não escutam os argumentos alheios e tampouco colocam em xeque suas certezas. Quem assiste passivamente, raramente consegue acompanhar todas as informações que são relacionadas e estas, por estarem impregnadas de emoções negativas (raiva, vontade de destruir o argumento e até de ridicularizar o outro), não possuem a sensatez da racionalidade e tampouco fazem conexão com descobertas concretas e conhecimentos experimentados e comprovados.

Logo, entre participar desses debates ou assisti-los “de camarote”, prefiro ler um livro e/ou assistir uma aula.

Nada mais é previsível

Prefere ouvir? Dê o play no podcast!

O fim da idade média e o início da idade moderna trouxe uma das mudanças mais profundas no modo de vida humana: acabou a estabilidade. Durante centenas de anos, o jeito que os avós e bisavós viviam era o jeito que as pessoas viveriam e também os seus filhos. A modernidade pôs fim a isso.

Porém, se as mudanças passaram a fazer parte da sociedade, causando incertezas e insegurança, a era digital acelerou o processo de mudanças. Agora, você não tem certeza sequer se a blusa que você comprou na loja hoje estará na moda no ano que vem.

E as novidades estão em todos os lugares. Nos objetos que fazemos uso em nosso cotidiano, nos softwares que utilizamos para trabalhar e até mesmo na reconfiguração do mercado de trabalho.

O sociólogo da modernidade líquida, Zygmunt Bauman, afirma no livro 44 cartas do mundo líquido moderno que “as circunstâncias que nos cercam – com as quais ganhamos nosso sustento e tentamos planejar o futuro (…) também estão sempre mudando”.

Ainda esta semana, ao conversar com meus novos alunos de jornalismo e publicidade e propaganda , ressaltei: se vocês compreenderem que as técnicas que aprenderão na faculdade estarão defasadas no dia seguinte que deixarem o curso, vocês terão sucesso no mercado de trabalho.

E por quê? Porque as técnicas mudam, as profissões mudam.

Fazer um curso superior segue sendo fundamental. Mas não pelas técnicas que aprendemos. Segue fundamental pela abertura para novos mundos da intelectualidade e para romper com as explicações do senso-comum. Afinal, o pensamento profundo é valioso em qualquer tempo da história – inclusive para adaptar-se à lógica ilógica das constantes mudanças.

Portanto, meu amigo, minha amiga, se você se sente inseguro no mundo pela ausência de certezas, compreenda de uma vez por todas: a previsibilidade já não nos pertence mais. Caminhamos tateando no escuro tentando não tropeçar nas inúmeras novidades que nos cercam, buscando formas de seguirmos em frente em direção ao desconhecido.

Quer viver coisas grandes?

Prefere ouvir? Dê o play e ouça a versão em podcast!

Dias atrás, citei uma frase de um discurso do presidente norte-americano Theodore Roosevelt. O discurso foi feito em 1910. E foi impactante. Naquele mesmo discurso, ele também disse outra frase que me encanta: “se fracassar, ao menos fracasse ousando grandemente”.

Uau!!!

Se é pra fracassar, que seja pelo menos tentando algo realmente grandioso!

Faz sentido, não é?

A frase de Roosevelt é um lembrete importante para que sejamos pessoas com atitude diante da vida. Muita gente entende que, por ser cristão, por exemplo, deve deixar tudo nas mãos de Deus e ir vivendo. Na prática, a pessoa adota a máxima do “deixa a vida me levar”. Lembra da parábola dos talentos? A pessoa pega o talento e enterra com medo de perder.

Acontece que esse jeito de viver não funciona. Colocar a vida nas mãos de Deus não significa abrir mão de sonhar grande, de ter projetos, de tentar fazer a diferença nesta vida aqui.

Se você sonha ser médico, Deus não vai abrir a porta da universidade sem que você tenha feito a sua parte (estudar muito!). Se você quer ter seu próprio negócio, Deus não vai abrir a empresa e te colocar lá atrás da mesa de diretor. É preciso planejar, se preparar, organizar, fazer estudo de viabilidade de mercado… Enfim, viver é ter atitude. Viver é se dispor a agir.

Porém, a frase de Rossevelt traz ainda um alerta: quem está em movimento na vida vai fracassar, vai sofrer decepções. Então, se é para sofrer quedas, que os fracassos sejam por atitudes ousadas, por querer fazer a diferença de fato. Se é possível caminhar 10 quilômetros, não pare nos 100 metros.

Sempre haverá pessoas para nos desestimular. Mas sonhos existem para ser sonhados. E Deus nos dá a vida de presente para viver de forma ousada. Os discípulos eram apenas 12. Porém, a atitude ousada deles, a coragem daqueles homens impactou o mundo e mudou a história.

Quer viver coisas grandes? Não se acanhe diante dos obstáculos! Ouse!

A leitura não é natural para os humanos

Prefere ouvir? Dê o play no podcast!

Gente, eu sou apaixonado pelos livros. Leio todos os dias! E faço isso há muitos anos. Leio livros cristãos, leio os clássicos, literatura comercial e, claro, o que mais gosto: a produção filosófica e científica dos grandes pensadores da atualidade. Só nos dois últimos anos, acumulei mais de 100 livros lidos.

Entretanto, você sabia que a leitura não é algo natural para o ser humano? Os seres humanos não nasceram para ler. Eu brinco que algumas coisas vieram de fábrica, mas a leitura não. Talvez isso explique por que a leitura é tão difícil para tantas pessoas. A pesquisadora Maryanne Wolf afirma que “a aquisição do letramento é uma das façanhas epigenéticas mais importantes do homo sapiens”.

Incrível, né? Nosso cérebro é maravilhoso! Nós aprendemos a ler!

E, veja só, ao introduzirmos a leitura em nossos hábitos, as estruturas do nosso cérebro foram mudadas. Aprender a ler bem e em profundidade mudou as estruturas do nosso cérebro, as conexões do cérebro… E isso teve efeitos sobre a natureza do pensamento humano.

Com a aquisição da leitura, e a possibilidade de uma leitura profunda, nossa capacidade de pensar se ampliou. Foi potencializada, digamos assim. Afinal, quanto mais informações de qualidade nós adquirimos por meio da leitura, mais inferências, deduções conseguimos estabelecer por meio dos pensamentos. Até mesmo a análise dos fatos se torna muito mais rica.

Maryanne Wolf afirma que a “qualidade de nossa leitura não é somente um índice da qualidade de nosso pensamento, é o melhor meio que conhecemos para abrir novos caminhos na evolução cerebral de nossa espécie”. Ou seja, se investimos com seriedade num programa rotineiro de leitura, temos a chance de alimentar o desenvolvimento do cérebro, estimulando e mantendo ativas as conexões neurais.

Noutras palavras, nossos neurônios são exercitados por meio da leitura. E, com o aumento do repertório proporcionado pela leitura, a qualidade do pensamento se distingue. A leitura é a única forma de enriquecimento do nosso cérebro.

Muita gente admira os intelectuais. E embora os intelectuais possam ter algumas habilidades diferenciadas, na maioria dos casos, são apenas pessoas que investiram profundamente na leitura e isso as tornou brilhantes, donas de ideias invejáveis.

Portanto, se você ainda não é leitor(a), comece hoje! Não esqueça que a própria Bíblia lembra que “bem-aventurado é aquele que lê”.

Persistência é diferente de teimosia Saber+

Às vezes, nossa insistência na busca de um sonho nada tem a ver com persistência; pode ser apenas teimosia. E, nesses casos, talvez seja necessário desistir de tentar
  1. Persistência é diferente de teimosia
  2. Uma educação de qualidade é responsabilidade de todos nós
  3. Você não se acha bom o bastante?
  4. Quatro razões para ler todos os dias
  5. É sexta-feira Santa… E aí?

Não há esforço sem erros e decepções

Prefere ouvir? Dê o play no podcast!

Não há esforço sem erros e decepções. Esta afirmação fez parte do discurso do presidente  norte-americano Theodore Roosevelt, em 1910. E ela resume uma grande verdade: se há movimento, há riscos.

Frequentemente, a gente quer resultados, quer fazer algo incrível, mas, ao mesmo tempo, almeja não errar, não se decepcionar.

Ao querer evitar o fracasso e a a decepção, deixamos de fazer o que precisa ser feito para alcançar nossos objetivos. E, paralisados, nada é feito.

Dias atrás, uma ex-aluna minha do curso de Jornalismo mandou um recadinho que me deixou muito feliz. Ela conclui o curso há pouco de um ano.

No recadinho, ela lembrou das coisas que eu falava em aula. E eu costumo repetir que o mundo do trabalho mudou. As oportunidades precisam ser construídas. E quase sempre são construídas por quem se dispõe a ousar. Para essas pessoas, sempre há trabalho.

É fundamental preparar-se, mas o esforço só será recompensado se houver disposição para correr o risco de sofrer decepções, de fracassar em algumas tentativas.

Essa jovem vinha de van para a faculdade. Cerca de duas horas para vir e mais duas horas para voltar, todos os dias. A cidade dela não é grande e não tem muitas empresas de comunicação. Teoricamente, as oportunidades de trabalho são raríssimas.

Mas ainda assim ela se esforçou. E se esforçou muito. Enfrentou momentos difíceis, é verdade, mas, quando me enviou recadinho foi para dizer que tem trabalhado demais e já não pode assumir novos compromissos profissionais. Ela tem dois empregos e mais uma assessoria de imprensa.

A fala dessa minha ex-aluna foi: professor, faltam profissionais no mercado da comunicação; mais gente deveria fazer jornalismo.

Veja, ela mora numa cidade que parecia não ter emprego pra ela. Mas o esforço agora está sendo recompensado.

A caminhada foi difícil. Quando ela perdeu o primeiro emprego na área da comunicação, ficou decepcionada; pensou que tinha feito a escolha errada. Mas as quedas não a impediram de prosseguir. E os resultados estão aparecendo.

Portanto, lembre-se: “Não há esforço sem erros e decepções”. Porém, só não avança quem se deixa tomar pelo medo de errar, de se decepcionar.

Medo de estar errado!

Quem aí não tem medo de errar? Eu tenho!

E tenho ainda mais medo de estar errado!

Alguns de nossos erros são segredos nossos. Por vezes, nem se tornam públicos.

Porém, estar errado geralmente significa ter dado visibilidade ao erro e ter sido descoberto.

Se estou errado, significa que fiz escolhas erradas, julgamentos errados, apostei em projetos errados.

A sensação de ter seu erro descoberto é horrível!

A impressão é de o problema todo sou eu.

Quase sempre, estar errado é o mesmo que ter os dedos alheios apontados para você!

Entretanto, é este medo de estar errado que frequentemente nos paralisa e nos impede de fazer algo ousado, de experimentar coisas novas e, principalmente, de tomar a iniciativa.

O escritor Seth Godin afirma: “o segredo de se estar errado não é evitar estar errado; o segredo é estar disposto a estar errado, […] é se dar conta de que estar errado não é fatal”.

Em tempo de tantas mudanças, aceitar vez ou outra estar errado pode ser a diferença entre a estagnação/retrocesso e o desenvolvimento/sucesso pessoal.