Gastar bem o tempo…

Um dos meus desafios diários é administrar bem o tempo. Não se trata de uma imposição dos meus diretores. Trata-se de uma cobrança pessoal. O dia tem 24 horas – esteja ou não esteja cheia a minha agenda. Este é o tempo que eu e você temos para cuidar de todas as nossas tarefas.

Em algumas ocasiões, para tentar mapear como gerencio o meu tempo, fiz anotações das atividades que estava desenvolvendo. Tipo, entrei no computador às 8h para escrever um texto para o blog. Escrevi em 20 minutos e outros 30 minutos fiquei navegando nas redes sociais. Tudo isso devidamente anotado.

Ao final do dia, as anotações das diferentes tarefas me permitiam observar quanto tempo estava dedicando a cada atividade e, principalmente, quantos minutos ou horas poderiam ser melhor aproveitados.

Dorie Clark, consultora em estratégia de marketing, num artigo para uma das revistas da Universidade de Harvard, fez observações sobre o que ela descobriu depois de alguns meses mapeando como gastava o tempo dela.

Dorie Clark foi muito mais disciplinada que eu. Eu nunca consegui fazer esse tipo de anotação por mais que uma semana. Também nunca fiz um levantamento preciso observando o tempo médio gasto em que cada coisa. Dorie Clark fez. Observou o tempo gasto diariamente respondendo e-mails, atendendo clientes, almoçando, saindo com amigos, dormindo… E o tempo que ficou nas redes sociais navegando à toa durante o mês.

A disciplina dessa consultora americana é uma lição pra nós. Não apenas sobre a necessidade de ter consciência sobre o uso do tempo, mas principalmente uma indicação de que a gestão do tempo é uma tarefa que cabe a cada um de nós. As 24 horas diárias vão passar de todo jeito, mas o que temos efetivamente feito com elas? Temos aproveitado cada minuto para crescermos como profissionais, como pessoas e nos relacionarmos melhor?

Creio que gastar bem o tempo seja o nosso maior desafio!

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O tempo não pára

Aline Yuri é colaboradora deste blog
Quantas coisas você já viveu? Quantas pessoas já passaram por sua vida? Ainda insisto, quantos planos você já fez e ainda, quantos deles você concretizou? São tantas perguntas e tantos dias que passam de forma tão rápida que, quando nos damos conta, já se foram.

Quantas coisas não conseguimos responder a nós mesmo. Vivemos todos os dias com a impressão de faltar horas, tempo pra fazer tudo que queremos para a vida. E a cada manhã levantamos com a ânsia de fazer mais, que por ventura da correria nos desculpamos.

Todas essas vontades de fazer sempre mais, querer alem do que podemos “abraçar” faz de nos insatisfeitos. O que quero colocar, é que o tempo não irá parar para nos satisfazer. Temos que filtrar o que realmente é importante pra nós. Vivemos na busca de agradar tudo e a todos, mas não é possível ter essa perfeição.

Existem pessoas importantes, lugares importantes, momentos únicos e dignos de atenção. Já os outros que não são tão relevantes assim, apenas deixe acontecer. O anseio de querer mais horas é devido não sabermos aproveitar os verdadeiros momentos.

Sobreviver não é o mesmo que viver.

Quantos anos mais vamos continuar sobrevivendo? Só temos uma vida, que, no entanto, vale valorizar. Curta intensamente as paixões, mesmo que elas não durem pra vida toda. Mas faça do tempo que durar o mais infinito possível; se dedique inteiramente a profissão que gosta, pois ela lhe trará gratidão e entusiasmo pra seguir muito mais adiante.

Cuide de seus pais! Eles são os únicos que realmente te amam sem limites e fronteiras. E um dia lhe farão falta. Preserve a natureza! É a prova da bondade de Deus conosco. Ame-se! Do contrário será impossível amar alguém.

Se alguém errar com você, perdoe, por mais que isso dure anos e anos até sarar; perdoar é tratar da ferida dia-a-dia. A mágoa não traz alegrias e sim amarguras. Lembre-se, um dia você precisara de perdão.

O tempo não pára! Faça de sua vida maravilhosa, mesmo que seja curta, pois não sabemos quando vamos partir. Tenha sempre em mente, longa ou curta precisamos viver e não sobreviver. O tempo não importa, quando fazemos dele apenas parte do mundo. Assim, chegará o dia em que olhará para traz e verá, minha vida valeu a pena!

A gente se perde na tela do computador

Nesta semana fiz uma rápida confidência no Twitter. Foi espontânea. Depois de publicá-la, comecei a refletir sobre o que havia acabado de escrever.

– Às vezes fico tanto tempo com os olhos fixos na tela do computador que tenho a impressão de estar desconectado do mundo…

Essa foi a frase. E ela retrata uma grande verdade. Uma verdade que está ligada a minha existência.

Nunca parei para pensar em quantas horas fico olhando para a tela do computador. Mas certamente gasto mais tempo fixado no monitor que olhando para outra coisa qualquer. Nenhum rosto, nenhum ambiente, coisa alguma recebe de meus olhos – e meu cérebro – mais atenção.

computadorGeralmente me conecto com o mundo virtual por volta das 7h30. Passo, portanto, no mínimo quatro horas e meia fixado na tela do computador. Isto só no período da manhã. Durante à tarde, são pelo menos outras três horas. À noite, muitas vezes também tenho a companhia de um computador.

Esta rotina não é privilégio meu. Minha realidade é semelhante a de milhões de pessoas. São pessoas iguais a mim que vêem o mundo pela tela do computador e nela estão ligados num universo que não se pode tocar.

Entretanto, o que acontece ao meu lado enquanto meus olhos estão fixos no monitor? Você já parou pra pensar? Essa pergunta ainda está martelando em minha mente. Certamente tenho deixado de ver muita coisa que se faz no mundo real. Deixo de ouvir coisas, de falar outras, de ver gente, de sorrir com o sorriso de pessoas que amo, de chorar o choro de alguém que precisa de ajuda.

O mundo virtual tem se tornado a minha realidade. Vejo o mundo e o que nele acontece pela tela do computador. Mas quem pode assegurar que o que vejo é mais importante do que aquilo que acontece ao meu lado?

A vida real é passageira. Cada hora diante dessa tela é uma hora não vivida. Semelhante a outros milhões de internautas, minha existência parece ganhar sentido enquanto meus olhos percorrem pelos textos, imagens e sons que desfilam na tela do computador. No entanto, o que minha vida significa quando a máquina é desligada?

Imagem: ECS

As revistas da semana…

Veja: – Aborto, os médicos rompem o silêncio. A decisão de pacientes de interromper a gravidez já prevalece sobre os dilemas éticos, religiosos e científicos. A Veja revela que os médicos brasileiros têm optado por ajudar suas pacientes decididas a interromper uma gravidez indesejada. Também na edição desta semana, uma reportagem sobre os 25 anos do MST. Segundo a revista, são 25 anos de crimes e impunidade. A reportagem revela que na cartilha secreta, apreendida pela polícia, o movimento sem-terra ensina como roubar, fraudar cadastros do governo e até fabricar bombas e trincheiras.

Época: – Como segurar seu emprego na crise. O Brasil vive a pior onda de demissões em sua história. O que você precisa fazer para sobreviver. A Época traz os conselhos de 16 especialistas em carreira e também a afirmação de Max Gehringer de que o momento atual não representa uma catástrofe. Na Época desta semana o que já mudou com a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos e o que ainda vai mudar.

Isto É: – Como usar seu tempo. Aprenda a evitar desperdícios e a adotar medidas para aproveitar bem o seu dia. A revista Isto É sustenta que tempo é dinheiro, carreira, família, lazer, amigos. De acordo com a reportagem, o tempo é um dos maiores luxos do mundo moderno. Na Isto É, aprenda a identificar como o tempo é desperdiçado no cotidiano e saiba que medidas adotar para viver melhor, e sem culpa, no trabalho e na vida pessoal. Ainda na edição da semana, Serra conquista apoio de Alckmin e une o PSDB de São Paulo, mas seu maior desafio para 2010 ainda é convencer Aécio Neves e a maioria do partido a desistir de prévias.

Carta Capital:
– Obama e a realidade. A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme no comando do governo dos Estados Unidos. Ainda na edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior.

Tempo para as celebridades…

Escrevi ontem sobre o divórcio da Madonna…
Hoje, resolvi refletir sobre o assunto para o programete que tenho na Novo Tempo.
Abaixo o texto:

Tenho dito aqui que estamos ocupados demais. Não são as raras as pessoas que gostariam que o dia tivesse 25… até 30 horas. A gente gostaria de ter mais tempo para poder viver.

Mas, por que isso acontece?
Para a maioria dos casos, a resposta é simples: administramos mal o nosso tempo.

Entretanto, neste contexto, tem um outro aspecto que gostaria de refletir com você.

Nesta semana, uma das notícias mais acessadas na internet dizia respeito à cantora Madonna. Todos os sites de notícias do mundo falavam da rainha da música pop. E o assunto era o anúncio do divórcio da polêmica cantora.

Ao ver as notícias a respeito da Madonna no topo do ranking das mais acessadas na internet, fiquei pensando: “- o que motiva milhões de pessoas a gastarem seu tempo para saber se a Madonna vai ou não se divorciar?”.

Pense um pouco… Muda alguma coisa na sua vida saber que a Madonna vai se separar do marido?

Não. Não muda nada.

Mas milhões de pessoas estão curiosas… É verdade que o fato de algumas centenas de milhões de dólares estarem em jogo neste divórcio mexe com a gente.

Só que não é só a notícia da Madonna que faz a gente gastar tempo diante da tela de um computador ou de uma revista. Todos os dias, milhares de notícias sobre celebridades são consumidas em todo mundo.

As revistas sobre a vida dos artistas vendem aos milhares. Os sites especializados em fofocas de celebridades estão entre os mais acessados. Alguns deles se dedicam a cobrir a vida de um único artista.

Sabe amigo, não sou hipócrita a ponto de dizer que nunca dou olhada nessas notícias. Sempre tem uma ou outra pessoa do mundo dos espetáculos que chama a nossa atenção… Por isso, acho exagerado o discurso condenatório contra quem perde alguns minutos lendo essas bobagens.

O problema está no tempo que dedicamos a essas notícias. Muitos de nós ficamos horas diante do computador lendo sobre seus artistas preferidos. Outros, compram semanalmente revistas que tratam das celebridades pra saber quem casou com quem, quem separou, quais os artistas das novelas… E depois de ler tudo sobre as celebridades este passa a ser o assunto da conversa dessas pessoas. Discutem a vida dos artistas, falam da história das novelas…

E por que isso tudo?
Não sei. Sei apenas que, infelizmente, tem gente que perde a sua vida olhando a vida dos outros. Acompanhando a vida de um universo paralelo, o universo do espetáculo. Consomem o supérfluo e nem estão vendo o tempo passar.

Nosso louco jeito de viver…

Texto para o programete que faço para a Rede Novo Tempo:

Dia desses li uma reportagem sobre a luta de algumas pessoas contra o câncer. A temida doença está cada vez mais presente. Todos nós temos amigos ou parentes que já lutaram ou lutam contra o câncer. Felizmente, apesar de ser de difícil cura, os avanços da medicina têm garantido bons resultados no tratamento de alguns pacientes.

Mas, caro amigo, não tenho aqui a intenção de refletir sobre esta doença… Quero apenas compartilhar com você algo que tenho notado nas pessoas que conseguiram vencer o câncer.

Talvez você já tenha observado o mesmo que eu… Quem conseguiu vencer essa tão temida doença passa a ter uma vida totalmente diferente. A pessoa muda seu comportamento. Geralmente, deixa as preocupações de lado e vive cada momento intensamente.

Uma dessas pessoas que aprendeu que existe um outro jeito de viver é a atriz americana Kris Carr. Vítima de um tipo raro de câncer, a atriz disse recentemente a um repórter da revista Época: “o câncer te ensina a viver”.

Embora discorde dos princípios adotados pela atriz como modelo de vida, observo que outras pessoas que se livraram da doença tornaram-se verdadeiramente humanas. Deixaram de priorizar o trabalho, o dinheiro, a pressa e descobriram o valor da amizade, da família, da religião.

Sabe amigo, às vezes sinto medo disso tudo… Nosso modo de vida valoriza muitas coisas que deveriam ter menor valor… Ignoramos o grito de nossos filhos por atenção. Passamos meses sem gastar tempo com um amigo… Tudo porque temos pressa. Mas temos pressa pra fazer o quê? O que queremos conquistar? Aonde pretendemos chegar? Será que queremos reunir riquezas, bens, conforto, pra gozá-los no futuro, velhos, doentes?

É por isso que as vezes sinto medo… Tenho medo que Deus permita que doenças como o câncer tenham de atingir alguns de nós apenas para aprendermos a valorizar o que realmente tem valor.

Não estou aqui dizendo que, por nossa correria, Deus vai nos castigar. Não; não é essa minha intenção. Apenas quero dizer que em alguns momentos a vida nos prega algumas peças… Tudo para que percebamos que estamos jogando fora o nosso tempo, perdendo nossos filhos para o mundo, deixando de amar e ser amados.