Como dizer não?

Quem aprende a dizer não, torna-se livre e respeitado
Quem aprende a dizer não, torna-se livre e respeitado

Dizer não é uma das coisas mais difíceis na vida da gente. A mãe liga, faz um dengo e pede:
– Vem almoçar aqui no domingo?

Poxa, a agenda está cheia, você esteve com ela ainda no outro fim de semana, mas como dizer não?

Bom, acho que pra mãe a gente até diz um “não” com mais facilidade. O problema parece ser maior quando as pessoas não são tão próximas assim. Às vezes é a prima, o tio, um amigo, o patrão… O programa para o qual você está sendo convidado é chato, você se sentirá deslocado… Ou simplesmente, você já tinha se programado para fazer outra coisa.

Como dizer não?

É mesmo difícil. A gente projeta qual a expectativa que o outro tem de nós. Queremos agradar. Há um desejo de ser querido, amado, bem visto. E este desejo parece maior que a razão.

Por isso, tornamo-nos reféns de uma projeção. Sim, apenas uma projeção. Somos nós que projetamos o que supostamente o outro vai pensar. Não sabemos de fato como será sua reação. E, convenhamos, ainda que não seja muito simpática, o que perdemos ao dizer:
– “Me desculpe. Agradeço muito o convite, mas desta vez não poderei ir.”?

Talvez o outro fique um pouco chateado, descontente por um momento. Entretanto, gente de bom senso geralmente administra bem as frustrações. Se ficar magoado, talvez seja alguém com pouca sensibilidade, alguém não muito disposto a entender as limitações do próximo. Tem gente mimada demais que não sabe ouvir não. Porém, se esse é o tipo de pessoa que vai ouvir nosso não, qual o problema em dizê-lo? (Um “não” pra essas pessoas talvez até ajude a desenvolvê-las… Rsrs).

Por isso, embora entenda que precisamos ser sociáveis e, por vezes, até fazer coisas que não estamos dispostos a fazer, também defendo que não sejamos reféns das expectativas alheias. Não devemos ser egoístas, mas não dá pra complicar nossos dias, nem comprometer nossos programas apenas por medo de desagradar alguém. Quem sabe dizer não, torna-se livre, mais feliz e respeitado.

Um paparico faz bem ao coração

Quem não gosta de paparicos? De pequenos agrados? Os mais “durões” podem até não admitir, mas um gesto de carinho faz bem pra todo coração.

Quando a gente ama, não basta apenas amar. É preciso demonstrar. E os agrados diários verbalizam os sentimentos. E nem é preciso fazer muita coisa. Pode ser um bombom que você entrega pra namorada após o almoço. Um bilhete que deixa ao lado da cama. Quem sabe o pão de queijo que ela adora e você compra na padaria antes de ir pra casa. São atitudes simples que dizem: “eu me importo com você”.

É bom demais saber que o outro se importa, que lembra – mesmo quando está distante. Tem algo mais gostoso que estar numa reunião e receber uma mensagem dela no celular dizendo: “estou com saudade, queria estar com você!”?

Esses paparicos mostram que há sintonia, desejo, amor. Alimentam os sentimentos. Renovam a cada dia o relacionamento. Não é frescura. É o amor colocado em prática. E muitas vezes nem precisa ser através de “coisas”; uma frase, um elogio… já fazem diferença.

Não dá pra amar e abandonar. Conquistar e relaxar. No relacionamento, temos que nos fazer presentes à pessoa amada em gestos reais, notáveis, percebíveis, experimentáveis.

E com as tecnologias isso ficou ainda mais fácil. Vai a uma loja comprar uma camisa? Que tal fazer uma foto ainda no provador e mandar pra ela dizendo: “o que acha? Você gosta?”. Isso mostra que você divide, compartilha. Quer a opinião do outro.

Por que ela, quando vai ao shopping, ao comprar uma lingerie nova, não manda um recadinho:

– Comprei uma lingerie pensando em você. Vamos estrear hoje?

Não dá pra ser hoje? Que seja no fim de semana, no próximo mês… Sei lá. Mas paparique… Mostre-se ao outro. Diga que você existe e ele existe pra você.

PS- E se o seu parceiro paparica, aprenda a fazer o mesmo. Por mais que o amor verdadeiro não cobre nada em troca, amar sozinho cansa. Todo coração é carente. Todo coração pede carinho, agrados… atenção.