Não passei. E agora?

Depois de toda expectativa, chega o resultado do vestibular. E seu nome não está na lista dos aprovados. Bate aquela sensação de fracasso. Pior ainda é saber que vai ter recomeçar o processo de preparação.

Não há nada de divertido em ficar de fora. Por mais que as pessoas repitam “tudo tem seu tempo”, o que a gente queria mesmo é que o tempo fosse agora.

Ficar triste por não ter passado é uma reação normal. É importante inclusive para o amadurecimento pessoal.

Isso não significa, porém, se acomodar.

E então… O que fazer?

A primeira coisa é vencer aquela ideia boba, mas que machuca a gente: “ah… todo mundo passa; só eu que não consigo!”.

Num vestibular concorrido como o da UEM, na média, de cada 10 candidatos, um passa. Outros nove terão que tentar de novo.

A segunda coisa mais importante é se perguntar: “o que faltou para passar?”.

Responder esta pergunta de forma objetiva é fundamental. Vai te fazer entender se faltou empenho, mais horas de estudo, se o emocional tem prejudicado, se a base de conhecimentos que possui é insuficiente…

O próximo passo é definir as novas estratégias e identificar quem poderá te ajudar.

A caminhada em busca da aprovação não pode ser feita sozinha. É necessário contar com gente especializada e que se importe com você.

A equipe pedagógica do cursinho e os professores poderão auxiliar organizando um plano de estudos e te motivando.

E aí é só não perder tempo. Focar nos seus objetivos, não permitir que outras pessoas te influenciem negativamente e seguir em frente! A aprovação virá!

Anúncios

Viver é deixar o outro descontente

descontente

Vez ou outra, enquanto leio ou ouço alguma coisa, uma frase, uma simples frase ou um gesto me chamam a atenção. Remetem a uma ideia que nem sempre está sendo defendida pelo autor. Entretanto, a frase parece “gritar”, tenta dizer algo pra mim. Foi o que aconteceu quando “trombei” com esta afirmação:

– Não tenho que me preocupar com pessoas descontentes.

Gente, a ideia é muito forte. Pelo menos, pra mim. A gente vive sob a referência do outro. É o outro que mostra quem somos. Por isso, por vezes, abrimos mão de viver. Vivemos pelo que os outros vão achar de nós. Nossas ações são moduladas pelo outro. O outro é que nos significa.

Entretanto, viver não é isso. Viver é ser livre. E não para agradar sempre. Temos que fazer o bem, ser corretos, respeitar… Mas, se temos convicção do que queremos pra nós, devemos agir. E o simples fato de nos movimentarmos vai alterar o ambiente a nossa volta. Se altera, incomoda.

Por isso, ninguém, em momento algum, vai ser capaz de ter a aprovação para todas suas ações. Nem vai fazer todo mundo feliz. Gente que vibra, que curte ser feliz, que realiza… incomoda. Às vezes, deixa o outro descontente. E se formos nos preocupar com isso, tornamo-nos reféns. Reféns da expectativa alheia.

Sabe, algumas pessoas vão ser sempre assim. Vão tentar nos puxar pra trás. São aquelas que nada fazem-nas feliz. Você elogia, ela acha que o elogio veio no tempo errado; você convida pra sair, ela entende que você deveria ficar em casa; você diz pra ficar em casa, ela fala que você nunca sai; você entrega seu trabalho no prazo, ela acha que você está pensando em tomar o lugar do chefe; você curte um filme, ela entende que você deveria ter detestado o filme; você nota que ela está de sandália nova, ela reclama porque você não falou do cabelo; se emagrece, está magra demais; se engorda…

Conhece gente assim?

Elas estão espalhadas por todos os lados. Vivemos e convimos com gente assim. Se nos apegamos em tentar agradá-las, seremos eternos frustrados, pois são pessoas que nasceram descontentes. São pessoas que se incomodam com o seu sucesso, com o seu fracasso, com suas amizades, com suas inimizades, com seus relacionamentos, com o que você faz e com o que deixa de fazer.

Nem sempre dá pra evitar essas pessoas. Porém, elas não podem nos prender. Temos que viver. E viver, por vezes, é não se preocupar com pessoas descontentes.