Apaixone-se por alguém que te inspire

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Envolver-se com alguém deve ser também resultado de uma escolha. Por mais que a paixão nos surpreenda e nos faça perder a cabeça, deveríamos ter um pouco mais de cautela antes de nos envolvermos com alguém. E um dos critérios fundamentais na escolha do parceiro é que seja capaz de nos inspirar.

Mas inspirar o quê? Talvez você queira me fazer essa pergunta. E a resposta é simples: inspirar você a ser melhor do que você é. A gente deve dividir a vida da gente com quem não apenas nos cause calafrios… O parceiro certo é aquele que faz você querer ser uma pessoa ainda melhor. Alguém te impulsione a lutar pelos seus sonhos, que te faça desejar crescer profissionalmente, relacionar-se melhor com a família e com os amigos, que te ajude a superar seus próprios limites…

Gente que inspira é gente que motiva, que te tira do conforto da mesmice. Quando a pessoa amada é esse tipo de pessoa, você sabe que tem apoio, que vai ter ombro amigo. Gente que critica, reclama, coloca defeito é incapaz de comemorar contigo os seus êxitos. Na vida, precisamos de pessoas que fiquem felizes com nossa felicidade. 

Gente que inspira não significa ser aquele tipo de pessoa que parece estar um degrau acima de você e que, por isso mesmo, te olha como alguém inferior. Tem que inspirar por manter atitudes de amor, de acolhimento, de gentileza, de respeito, de altruísmo, de generosidade… Generosidade que se revela também num olhar de cumplicidade e admiração por você. Você se inspira no outro… E o outro se inspira em você. Existe troca.

Parece difícil encontrar alguém assim? Talvez. Porém, quando nos contentamos com pouco, agredimos a nós mesmos e perdemos a chance de nos tornarmos fontes de inspiração para outros. Ter medos, ter dúvidas não rouba nossa beleza interior. O que nos faz pequenos é deixarmos o coração se envolver pela primeira carinha bonita que aparece.

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É possível continuar a ser a pessoa interessante pela qual seu parceiro se apaixonou

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O tempo pode ser bastante cruel com o relacionamento. Não é nada fácil conservar os sentimentos pela pessoa que a gente ama. Muito menos fazer com que o outro continue apaixonado por você. Entretanto, eu acredito que quando a gente quer, a gente pode. É fato que não temos controle sobre o coração do outro. Porém, se continuarmos sendo a pessoa pela qual o parceiro um dia se apaixonou, há muita chance de preservar o romance.

Além de mantermos um comportamento ativo, de investimento na relação, é fundamental cuidarmos de nós mesmos. Existe um princípio básico na dinâmica da vida a dois: a gente ama quem a gente admira, a gente ama quem nos faz bem. E é com base nessa ideia que apresento alguns pontos que podem ajudar a manter o amor do outro por você.

Acredite em você. É muito mais fácil amar uma pessoa bem resolvida. E falo por mim, inclusive. O homem, por exemplo, sente-se muito mais atraído por uma mulher que não duvida de si mesma, de sua beleza, de suas qualidades. É chato conviver com gente insegura, que sofre com a síndrome do patinho feio, que se acha incapaz, que vive se comparando com outras pessoas.

Demonstre confiança no outro. Não é simples dizer ao outro: “Isso fica por sua conta… Tenho certeza que é capaz de fazer até melhor do que eu”. Mesmo no relacionamento, por vezes queremos estar no comando. Porém, quem quer investir no romance, deve ser capaz de demonstrar confiança no outro. Isso causa um sentimento positivo, de valorização… Algo do tipo “ela confia em mim”. E, melhor, quando a pessoa sente que está sendo digno da confiança alheia, a tendência é tentar honrar isso, provando que é capaz.

Ser compreensivo. Todo mundo falha. Os erros fazem parte de nossa vida. Por isso, quando a gente compreende os fracassos do parceiro, demonstra amor na prática, demonstra disposição em acolher. Pense em seus próprios erros: o que mais dói quando você erra? Além de lidar com a própria consciência, é horrível ter a pessoa que amamos apontando nossa falha, nos criticando pelo erro. Por isso, quem quer ser amado, pratica a compreensão. Poucas coisas fazem tão bem ao coração quanto saber que, depois de uma queda, existe alguém ao seu lado disposto a te estender a mão.

Fazer-se entender. Quem busca compreender o outro, é alguém que sabe escutar. Mas isso também pressupõe saber comunicar-se. Não é agradável conviver com alguém que é incapaz de dialogar sem gritar. Fazer-se entender é tentar não dar oportunidade a interpretações errôneas, mal entendidos… Uma série de problemas surge no relacionamento justamente porque nem sempre damos conta de tornar nossos pensamentos claros ao parceiro.

Ser divertido. O bom humor faz milagres no relacionamento. É fato que nem todos os dias estamos dispostos a sorrir. Muito menos a fazer rir. Porém, quem consegue levar a vida de forma mais leve, torna-se uma pessoa muito mais interessante. Sabe, faz um bem enorme para o romance ter um parceiro capaz de rir de si mesmo, capaz de brincar durante diferentes momentos do dia e te fazer sorrir. Portanto, vale a pena ver o lado bom das coisas e tentar não levar a vida tão a sério.

Cuidar de si e não perder a fé

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Vivemos preocupados com muitas coisas. Ficamos aflitos por causa dos problemas no trabalho, das inúmeras atividades da faculdade… Nos preocupamos com a comida, com a aparência física, com o relacionamento… Mas e o nosso interior? Sim, o que se passa com o nosso coração? Quando está sozinho (sozinha), quando tem alguns minutos livres, que atitudes tem com você mesmo (mesma)?

Sabe, olhamos para todos os lados, mas pouco olhamos para dentro de nós. O que pensamos a respeito de nossos defeitos? Alguma vez tentamos mudar atitudes que nos machucam ou machucam os outros? Ou o orgulho é tão grande que é incapaz de identificar as fragilidades?

Com um pouquinho de autocrítica, a gente identifica as atitudes e até os pensamentos que estão longe de serem maduros. É justamente essa disposição em olhar pra si, rever até mesmo alguns valores, que nos torna pessoas melhores.

E a gente pode começar fazendo isso pela parte espiritual. Nossas crenças, nossa fé, norteiam nossos procedimentos. E, nesse contexto, algumas questões são fundamentais.

Dar um tempo para si mesmo. Fala-se que a solidão não é boa conselheira. Porém, isso nem sempre é verdade. Geralmente os ruídos do dia – o trabalho, a televisão, o celular, a internet, redes sociais etc – servem como distração. Isso rouba a chance de nos aquietarmos. E é no silêncio que é possível falar com nós mesmos.

Observar o interior. O ponto principal é ser muito honesto consigo mesmo. É necessário fazer uma análise inclusive daquilo que as pessoas criticam em você. Muitas coisas que as pessoas falam da gente são motivadas por maldades – cobiça, inveja etc. Entretanto, nessas maldades podem existir pequenas verdades e crescemos quando identificamos nossos defeitos e tentamos melhorar nossas atitudes.

Controlar a ansiedade. E exercícios de respiração podem ajudar a obter uma relação mais efetiva até com seu próprio corpo. A correria, o excesso de atividades nem sempre permitem estar mais tranquilo. Parar e respirar fundo em alguns momentos do dia contribuem, inclusive, para oxigenar o cérebro. Quando o cérebro está oxigenado, funciona melhor, pensa melhor.

Ter fé. Embora diferentes cientistas questionem a existência de um ser superior, supremo, existem inúmeras pesquisas que sustentam a importância de acreditar em algo que é maior que nós. Aproximar-se de Deus de forma mais ativa, desenvolver a crença nEle, ajuda a ter mais força, mais disposição para viver.

Pois é… Por mais que o mundo pareça impor um modo de vida que traduz felicidade como sinônimo de ter dinheiro e ser popular, a existência não se resume nessa busca constante por coisas materiais. Cuidar de si é cuidar do coração, cuidar das emoções, dos sentimentos, das pessoas que você ama… É amar a si mesmo e nunca perder de vista a fé que nos faz até acreditar em milagres.

Como saber se o parceiro te maltrata psicologicamente

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Muitas vezes, a dependência do outro é antessala dos maltratos psíquicos e até físicos. A dependência total do outro nunca faz bem. Porém, há situações ainda piores. E, na verdade, é fundamental ter a capacidade de olhar para o relacionamento a fim de saber se trata-se apenas de um momento ruim ou de uma situação doentia que está destruindo sua saúde emocional.

Qualquer pessoa, seja homem ou mulher, que está numa relação e que aceita que seu parceiro (ou parceira) lhe insulte, falte com respeito, denigra ou humilhe é alguém que está sendo maltratado psicologicamente.

A psicóloga e autora do livro “Cuando amar demasiado es depender”, Silvia Congost afirma que essas coisas não acontecem de uma hora para outra. Muitas vezes a dependência emocional precede o maltrato psicológico e até mesmo a agressão física. Nesses casos, a pessoa afetada costuma ser a última a se dar conta do que está acontecendo. E geralmente só nota isso quando recebe ajuda profissional ou de alguém mais experiente (e em quem confia). Ainda assim, não é fácil admitir o resultado da análise da relação.

O mais grave, segundo a psicóloga, é que o dependente geralmente se torna cada vez mais dependente. A pessoa passa a aceitar a agressão como algo natural, habitual, acostumando-se a isso a tal ponto que lhe custa muitíssimo abrir mão do relacionamento. A dependência do outro geralmente é tão grande que frequentemente a pessoa acha que o agressor pode estar certo. A vítima até quer sair do problema, mas a autoestima a confunde e não deixa.

Bom, mas vamos tentar identificar as características de um relacionamento em que há maltrato psicológico.

  • Anula a autoestima – quem maltrata geralmente diz coisas ou faz a vítima sentir que não serve para nada, que é um inútil, deprecia o parceiro. A situação chega ao ponto em que a pessoa não acredita em si mesma e pensa que, se abrir mão do relacionamento, não terá para onde ir, será incapaz de viver por conta própria.
  • Recebe ordens – o agressor geralmente dá ordens. Manda comprar pão, fazer a mesa, cuidar dos filhos… Reclama da limpeza da casa, da camisa “mal passada”, do presente que ganhou… E a vítima acha que não tem o que fazer. Pensa que deve aceitar as condições impostas pelo parceiro, porque, do contrário, a situação vai se tornar ainda pior. Há certo medo na dinâmica do relacionamento.
  • Não tem liberdade – a vítima não tem permissão para frequentar lugares que gosta, falar com pessoas que ama, que admira.
  • Distancia das pessoas que gosta – o agressor fala mal da família do outro, dos amigos e de todos que são contrários ao relacionamento.
  • Julga o que você faz, como faz, o que fala, como fala... Esse tipo de parceiro te obriga a mudar.
  • Quem maltrata culpa o outro pelas coisas ruins que acontecem (até naquelas questões totalmente irracionais). Frequentemente transfere para o parceiro as coisas negativas. Transforma o outro em responsável pelos acidentes cotidianos, mesmo quando não participou dos acontecimentos. Tipo… Ele bateu o carro. Ela nem estava junto. Mas o fato de terem brigado pela manhã faz com que o sujeito transfira para a mulher a culpa pelo que aconteceu.

Na dinâmica do relacionamento, as pessoas precisam ficar atentas. Todas as vezes que, em nome de um grande amor, toleram mais coisas do que deveriam tolerar, aceitam situações que não seriam aceitáveis – e isso por muito tempo -, tem algo errado acontecendo.

Como você se vê?

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A maneira como nos vemos tem reflexo em nossas ações. Na verdade, nem todo mundo investe tempo em si, em olhar para o seu interior, em tentar se conhecer. Entretanto, ainda assim, pelas palavras, pelo modo de agir é possível notar como a pessoa se reconhece como gente, como ser humano.

E é exatamente isso que faz a psicologia. Por que o terapeuta escuta, escuta e escuta o sujeito? Pra identificar, por meio das palavras, dos gestos, das expressões quem é aquela pessoa que está ali no consultório. Na verdade, o terapeuta identifica a maneira como a pessoa se vê e, a partir disso, atua para ajudá-la a se descobrir, a se tornar alguém que se ame.

Por diferentes motivos, muitas pessoas têm uma visão distorcida de si mesmas. Não conseguem ver a beleza que é a vida e o potencial que possuem para dar a cada dia um novo sentido.

Tem gente que se vê como fracassado, carrega um fardo de culpas… Isso gera insegurança, medo, vergonha, ansiedade. Tem gente que se vê como incapaz, infeliz, mal amado. E reage afastando pessoas, não assumindo tarefas importantes.

Sabe, isso tem muito a ver com a autoestima. E tratar desse tema é bastante complexo. Afinal, temos limitações. Ninguém é tão saudável emocionalmente a ponto de não possuir fragilidades. Entretanto, dá pra estar bem consigo mesmo. E o primeiro passo é se conhecer e se aceitar.

E mais… Cuidar de si, reconhecer as virtudes, os valores, o que temos de bom são atitudes fundamentais para que a gente se aceite, se ame. Quem se sente patinho feio, age como patinho feio. E o mundo em que vivemos não tolera pessoas mal resolvidas. Coitadinhos são rejeitados, são tratados com desprezo… No máximo, com pena.

Portanto, num mundo duro, cruel, egoísta, se não cuidarmos de nossas emoções, se não tratarmos do nosso coração, dificilmente alguém vai olhar e estender a mão pra ajudar. Vamos viver um eterno vazio existencial e nunca saberemos o que é felicidade.

Dependentes emocionais

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Orbitar em torno do parceiro é mais comum do que a gente imagina. Muitas pessoas se anulam no relacionamento. Entretanto, a situação pode se tornar ainda pior. Tem aquelas que só se sentem completas se estão com o outro. São pessoas que não encontram sentido para a vida fora do relacionamento. Elas se tornam dependentes emocionais.

Quem precisa do outro para ser feliz não tem vida própria. Não faz bem a si mesmo e nem ao parceiro. E não estou dizendo que duas pessoas que se amam não estejam conectadas, em sintonia, não se sintam parte uma da outra. Estou falando de gente mal resolvida emocionalmente e que não dá conta de entender que a vida transcende as possibilidades de um relacionamento.

Ninguém se torna dependente emocional de uma hora pra outra. A origem, como de quase tudo que se revela na fase adulta, está na infância. O problema começa na educação dada pelos pais. A dependência emocional, segundo lembra a psicóloga Adriana Furlan, começa com pais superprotetores ou muito críticos, exigentes. Quando os pais protegem demais, a criança não desenvolve autonomia, torna-se mimada, frágil, incapaz de administrar suas próprias vontades. Quando são críticos, também fragilizam. A criança não cresce. Torna-se um jovem, um adulto inseguro, com baixa autoestima, por vezes, até infantilizado.

O efeito da superproteção ou das críticas desmedidas é bastante negativo. A pessoa carece de auxílio para resolver seus problemas; nunca se acha merecedora, digna de um elogio, cobra-se demais. A personalidade é abafada como resultado de uma educação doentia.

Dependentes emocionais também podem desenvolver transtornos psicológicos. Algumas delas se tornam dependentes a ponto de fazerem de tudo para não serem abandonadas. Ou seja, anulam-se completamente. Também podem ter síndrome do pânico e se tornarem incapazes de ficar sozinhas.

Não é tão simples superar a dependência. A primeira, e talvez maior dificuldade, é o reconhecimento de que não se trata simplesmente de amor. Dependentes emocionais acham que amam demais. Dificilmente reconhecem que se trata de uma fragilidade psicológica.

Mas, se a pessoa admite que tem um problema, a terapeuta Adriana Furlan dá cinco dicas:

Recuperar o espaço – tentar fazer, sozinha, atividades que dê prazer; retomar as amizades.

Ser realista – não idolatrar o parceiro, a parceira. Ele/a tem defeitos. Reconheça isso.

Expressar-se – é fundamental se sentir igual, semelhante ao outro. Seu parceiro, sua parceira não é mais importante que você. E nem sempre é dono da razão.

Repensar a relação – lembre-se de como você era antes da relação. Sente-se melhor agora? A dinâmica do romance valoriza seus sentimentos? Vocês dividem tarefas, ideias, programas?

Recuperar a autoestima – dependentes emocionais têm baixa autoestima. É preciso trabalhar para melhorar a auto imagem, para valorizar-se mais. Talvez seja necessário contar com ajuda profissional.

Sem deixar a vida passar

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Não acredito em fracassos permanentes. Acredito que há pessoas que se deixam afundar na derrota e desistem de lutar. Entretanto, quem olha para si e identifica os fatores que motivaram a perda consegue se erguer e tornar-se vencedor.

Pensava nisto enquanto lia a coluna “Meu erro”, da Época. O último entrevistado foi o técnico Tite, do Corinthians. Embora seja hoje um profissional respeitado e um dos melhores treinadores de futebol do país, ele admite: “falhei como técnico”.

Cheguei a pensar que encerrara minha carreira como técnico profissional. (…) Estava desempregado. Minha autoestima não era das melhores. (…) Pensava, todos os dias, no que tinha feito de errado.

Nos primeiros anos de trabalho, Tite fracassou. Mas a volta por cima aconteceu porque contou com o apoio da família e, principalmente, porque não perdeu a capacidade de olhar para si mesmo e aprender com os próprios erros.

Tentar encontrar o erro foi muito importante para mim e para minha carreira. Descobri que falhei como técnico. Percebi que não tive preparo suficiente (…). Faltava conhecimento sobre os jogadores e sobre como liderar uma equipe. A metodologia de trabalho era fraca. Era hora de estudar mais, de evoluir. Busquei todo tipo de aperfeiçoamento. Estudei.

Um dos grandes problemas de quem perde é transferir para o outro, transferir para o mundo a culpa. É mais fácil. Se a carreira não dá certo, o problema é do chefe; se a promoção não saiu, foi o colega que “puxou o tapete”. Se reprovou na faculdade; o professor é injusto; se o casamento acabou, o parceiro é que não soube amar.

A gente prefere não ver o que impede, o que está em nós e nos bloqueia. Não gostamos de reconhecer nossas limitações, nossas falhas, o que falta em nós. Optamos por lamentar e atribuir ao universo tudo de ruim que acontece, como se este conspirasse contra nós.

Acontece que a vida não é para os fracos. Não existem selecionados, escolhidos para vencer. Entretanto, os erros cometidos não são para ser lamentados, são caminhos naturais do aprendizado. Por isso, insistir no negativismo é retardar – ou abrir mão – o crescimento.

Como diz a música “Caderno”:

A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer?

A gente tem a escolha de refletir, aprender, corrigir a rota e fazer diferente. Ou estacionar e perder a chance de ser feliz.

O que você prefere: ter atitude ou encolher e deixar a vida passar?

Por que não te calas?

Nossas palavras deveriam promover o bem
Nossas palavras deveriam promover o bem

Conheço gente que tem a capacidade de fazer mal para os outros. Parece ter uma energia negativa. E nem se toca. Não faz nada pra mudar. Na maioria das vezes, essas pessoas ferem porque não sabem usar as palavras. Falam o que pensam num tom que atropela o bom senso e ignora os sentimentos alheios.

Dias atrás, encontrei uma amiga arrasada. Vi lágrimas em seus olhos. Minutos antes, uma colega tinha acabado com sua autoestima. Mal tinham se encontrado, e a outra saiu disparando:

– Que blusa horrorosa. Não tem outra para vestir não? Como você sai de casa sem passar maquiagem, batom? Está largada, é isso?

Além da grosseria, ignorou que nem sempre as coisas são o que parecem ser. Minha amiga tinha tido um dia difícil. Passou a manhã fora de casa, mal teve tempo para almoçar, teve problemas com a mãe na hora do almoço, foi obrigada a escolher entre tomar um banho e comer, e sequer teve tempo de se olhar no espelho. Com a correria, pegou a bolsa e nem lembrou do batom.

Naquele dia, estava triste. Tinha tido problemas. E ainda estava achando-se desleixada. Com vergonha de si mesma. Para piorar, no fim da tarde, encontrou essa colega que a fez sentir-se ainda pior.

Sabe, tem gente que parece ter prazer em fazer o outro sofrer. Alguém aí acha que uma mulher desconhece o estrago que vai causar ao comentar sobre a imagem de uma amiga?

Criticar cabelo, maquiagem, roupas… Ou falar de peso…

– Você engordou um pouquinho?

Deveriam ser assuntos proibidos entre as mulheres. É maldade. Ou inveja. E quem deu autoridade para dizer o que é bonito ou feio? Se a roupa veste ou não veste bem? Se o cabelo está ou não bem arrumado? 

E nem me venha com aquela história de “boa intenção”. Até pode haver o desejo de ajudar. Reconheço que há ocasiões em que nossos amigos precisam de um “chacoalhão”. Entretanto, tem coisas que a gente não fala. E, se precisa dizer, tem que encontrar o jeito certo.

Mentir não faz bem. Mas há verdades que é melhor serem silenciadas. Ou, se forem necessárias, carecem de estratégia para serem verbalizadas. Sem contar que muitas vezes a gente conclui coisas e julga sem saber o contexto que envolve o outro. Por isso, toda palavra que dirigimos ao outro deveria passar antes pelo filtro do amor. Quem ama faz bem. Não transforma palavras em feridas.