Os dois tipos de erro

Gente, de maneira até simplória, poderíamos dizer que existem dois grandes tipos de erro: o erro por negligência, displicência, certa preguiça em tentar compreender o contexto, a tarefa a ser executada, e o erro que se comete na tentativa de acertar, na busca por explorar, por tentar solucionar.

O primeiro tipo de erro deve ser combatido e, em algumas ocasiões, até punido – principalmente, quando se trata de uma prática recorrente e a pessoa já foi avisada, alertada.

O segundo tipo de erro deve ser valorizado – não porque o erro é bom, mas porque se trata da busca por soluções inovadoras.

E por que falo sobre isso?

O erro nos acompanha; em todos os ambientes cometem-se erros. Entretanto, a ausência de compreensão sobre a diferença entre esses dois tipos de erros pode comprometer o processo de desenvolvimento pessoal, profissional e até educacional.

Por exemplo, numa empresa, alguém que erra sempre por displicência, precisa ser punido – talvez, seja o caso até mesmo de ser demitido. Por outro lado, aquele colaborador ousado, que se empenha, busca soluções, faz propostas inovadoras, também vai errar, mas, se for punido ou constantemente repreendido, provavelmente vai se acomodar e deixará de contribuir para o crescimento da empresa.

Isso também vale em casa e na escola. Ambos ambientes são educativos. Uma criança que é preguiçosa e faz as tarefas solicitadas pela mãe ou pela professora de maneira displicente, precisa ser disciplinada; mas uma criança pró-ativa, questionadora, que toma iniciativa, cria projetos, que vai pra cozinha tentar suas receitas, ela precisa ser estimulada. Ela vai falhar, claro. Provavelmente, causará alguns prejuízos e estragos. Entretanto, se for reprimida, deixará de ser criativa e inovadora.

Gosto da frase de Brené Brown: quando errar não é uma opção, não existe aprendizado, criatividade ou inovação.

Portanto, compreenda que nem todo erro é um problema; há erros que refletem a ousadia das boas atitudes e que podem proporcionar desenvolvimento, mudanças, inovação.

Somos carentes de vínculos, mas o individualismo nos separa

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Em nossa busca por encontrar nosso lugarzinho ao sol, colocamo-nos como competidores e desenvolvemos nossas táticas de sobrevivência. Cada um deseja seu pedacinho do bolo e luta para alcançá-lo. Uma luta que nem sempre se traduz em disputa justa. Por vezes, se atropela os outros e até mesmo os relacionamentos são construídos baseados em interesses.

Num de seus livros, a escritora Brené Brown afirma que: “estamos aqui para criar vínculos com as pessoas. Fomos concebidos para nos conectar uns com os outros. Esse contato é o que dá propósito e sentido à nossa vida, e, sem ele, sofremos”.

Parece muito maluco, mas, ainda que sejamos carentes de vínculos, a busca pela vida boa tem afastado muita gente. Tornamo-nos cada vez mais individualistas. Olhamos para nossos interesses e são eles que parecem os mais importantes. Com isso, entre os nossos interesses ou a preservação de um relacionamento, colocamo-nos em primeiro lugar. A lógica bíblica do servir é simplesmente esquecida.

Observamos isso em todas as práticas cotidianas. Vemos nas empresas, vemos nos relacionamentos familiares e até mesmo em situações simples do dia – quem aí nunca viu alguém furando fila para ser atendido mais rápido?

Nesse período de pandemia, pra muita gente, vale mais um churrasco com amigos ou passeio na praia, atropelado todas as orientações médicas, do que o cuidado para não se contaminar ou contaminar outras pessoas com o vírus da covid-19.

Acontece que, como diz Brené Brown, e a Bíblia mostra há muitos séculos, vivemos para a glória de Deus e para abençoar outras pessoas. A ideia de uma vida em que os meus interesses sejam os mais importantes não combina com a doutrina bíblica e tampouco faz sentido nos estudos das ciências humanas e sociais.

É por meio do respeito ao outro, do desejo de me conectar com as outras pessoas e de conviver harmonicamente com elas que a minha vida ganha sentido e sinto alegria de viver. Pense nisso! Crie vínculos! Faça conexões! Ame mais!

Aceite a sua vulnerabilidade

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Muitos de nós queremos ser imbatíveis. Não queremos expor nossas fraquezas. Num mundo de aparência, manter uma imagem perfeita, de uma pessoa que não fracassa, parece ser imperativo.

Entretanto, ninguém acerta sempre. O ser humano é falho. Por vezes, comete erros, cai… Inseguranças nos acompanham. A ansiedade faz parte de nós.

A ideia de pessoa confiante, segura, inabalável é um mito. O humano é humano quando tem medo, quando se esconde, quando não sabe como agir.

A pesquisadora e escritora Brené Brown, num de seus livros, defende a importância de aceitarmos a vulnerabilidade.

O que significa isso? Significa romper com a casca que criamos para nos proteger e permitir que o mundo nos veja como somos: pessoas que falham sim, que cometem erros, mas que lutam para acertar.

A escritora afirma:  “vulnerabilidade não é conhecer vitória ou derrota; é compreender a necessidade de ambas, é se envolver, se entregar por inteiro”.

Vulnerabilidade não é fraqueza. Vulnerabilidade é aceitar o risco de não dar certo e ser criticado, mas ainda assim dar tudo de si para realizar seus sonhos.

Gente, a tentativa de não ser vulnerável nos isola em relação à vida.

A busca por nos protegermos das críticas alheias, da avaliação dos outros, nos faz sacrificar relacionamentos, abrir mão de oportunidades, desperdiçar tempo.

Na prática, enquanto estamos tentando nos proteger, estamos desperdiçando nossos talentos, nossas habilidades e deixando a vida passar.

Portanto, aceite-se em suas contradições, em suas virtudes e defeitos. Aceite-se vulnerável e viva!

Quer viver coisas grandes?

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Dias atrás, citei uma frase de um discurso do presidente norte-americano Theodore Roosevelt. O discurso foi feito em 1910. E foi impactante. Naquele mesmo discurso, ele também disse outra frase que me encanta: “se fracassar, ao menos fracasse ousando grandemente”.

Uau!!!

Se é pra fracassar, que seja pelo menos tentando algo realmente grandioso!

Faz sentido, não é?

A frase de Roosevelt é um lembrete importante para que sejamos pessoas com atitude diante da vida. Muita gente entende que, por ser cristão, por exemplo, deve deixar tudo nas mãos de Deus e ir vivendo. Na prática, a pessoa adota a máxima do “deixa a vida me levar”. Lembra da parábola dos talentos? A pessoa pega o talento e enterra com medo de perder.

Acontece que esse jeito de viver não funciona. Colocar a vida nas mãos de Deus não significa abrir mão de sonhar grande, de ter projetos, de tentar fazer a diferença nesta vida aqui.

Se você sonha ser médico, Deus não vai abrir a porta da universidade sem que você tenha feito a sua parte (estudar muito!). Se você quer ter seu próprio negócio, Deus não vai abrir a empresa e te colocar lá atrás da mesa de diretor. É preciso planejar, se preparar, organizar, fazer estudo de viabilidade de mercado… Enfim, viver é ter atitude. Viver é se dispor a agir.

Porém, a frase de Rossevelt traz ainda um alerta: quem está em movimento na vida vai fracassar, vai sofrer decepções. Então, se é para sofrer quedas, que os fracassos sejam por atitudes ousadas, por querer fazer a diferença de fato. Se é possível caminhar 10 quilômetros, não pare nos 100 metros.

Sempre haverá pessoas para nos desestimular. Mas sonhos existem para ser sonhados. E Deus nos dá a vida de presente para viver de forma ousada. Os discípulos eram apenas 12. Porém, a atitude ousada deles, a coragem daqueles homens impactou o mundo e mudou a história.

Quer viver coisas grandes? Não se acanhe diante dos obstáculos! Ouse!

Você gosta de sempre ter razão?

É bom ter razão, não é verdade? É bacana sentir-se dono da razão; achar que está certo faz bem para o ego. Mas quer saber de uma coisa? Se você deseja crescer como pessoa, se você deseja ser alguém que influencia pessoas, precisa deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas. 

Eu confesso a você que esse é um enorme desafio pra mim. Sempre fui uma pessoa incomodada, que olha tudo com a perspectiva de que pode ser melhor, pode ser aperfeiçoado… Observo prós e contras em tudo. Isso é maravilhoso, porque estou sempre aberto para aprender. Mas, por outro lado, às vezes sou teimoso em defender as minhas posições… E, por vezes, me posiciono de maneira convencida que as minhas sugestões são as melhores. E sabe o que isso faz? Cria barreiras!

Poucas coisas incomodam tanto as pessoas do que se sentirem colocadas numa posição inferior, como se fossem menores do que a gente.

Portanto, feche a semana com este pensamento: procure deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas e tenha a humildade de também aceitar as ideias dos outros. 

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