O que realmente importa?

Saber o que é importante para você é a condição primeira para a felicidade.

É fato que a gente quer muitas coisas da vida. Quer experimentar, sentir, tocar, estar… Possuir.

A gente quer conhecer lugares, pessoas… Sentir determinados gostos… Vestir certas roupas…

Quer possuir alguns tipos de celular, modelos de carro… E até viver determinadas experiências profissionais, pessoais e, por que não dizer, amorosas.

Mas tem um detalhe, a quantidade de coisas, de experiências, de lugares, de pessoas e até de profissões que está a nossa disposição é infinitamente maior do que as possibilidades que temos de vivenciá-las.

Por isso é fundamental saber o que é de fato importante para você. Há um universo de opções, mas nem tudo pode ser nosso. É preciso escolher. Toda escolha envolve uma perda, uma renúncia. E quando se renuncia, é necessário conviver bem com a ausência.

Por exemplo, se eu escolho ter um pouco de tempo para estar em casa, para me cuidar e cuidar da minha família, provavelmente perderei dinheiro. E, ao diminuir minha renda, deixarei de ter alguns confortos que hoje tenho. Vou dar conta de viver bem como essa renúncia e ainda assim me sentir realizado?

Então, o que realmente é importante para você? Saber o que importa ajuda a ter foco e passamos a não gastar energias, e principalmente tempo, naquilo que não acrescenta em nossa vida.

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Tudo tem um custo…

Quando queremos muito alguma coisa, precisamos nos dedicar para conquistá-la. Isso vale para todas as áreas da nossa vida. Uma carreira, por exemplo, não é construída por acaso.

A frase é clichê, mas é um fato: nada cai do céu. Nada é de graça. É necessário empenho para que nos tornemos excelentes naquilo que desejamos ser ou fazer.

Claro, desenvolvemos certas habilidades e algumas atividades podem parecer mais simples de realizar. Mas ainda assim, a excelência se conquista no investimento diário, na busca de conhecimento, no treinamento…

O que somos, temos ou fazemos bem é resultado de muito trabalho – por vezes, até suor e lágrimas.

Aproveite o presente, mas não ignore o amanhã

Viver de olho no futuro deixando de viver o presente é um grande erro que podemos cometer. Outro ainda maior é viver o hoje não se preparando para o amanhã.

Não é fácil encontrar o equilíbrio, claro. Mas é necessário. Afinal, investir todas as energias no futuro pode fazer com que você simplesmente deixe de viver o presente. E curtir apenas o hoje pode fazer com que você não tenha amanhã.

Como a gente faz isso? Ou seja, como encontramos o equilíbrio?

Eu diria que a gente encontra o equilíbrio descobrindo o que é prioridade para cada um de nós. E, ao fazer isso, usando bem o tempo.

Viver bem o hoje, aproveitando a vida agora, não significa desperdiçar tempo.

Por exemplo, precisamos nos divertir, nos distrair. Mas existe alguma justificativa para alguém passar uma ou duas horas diante da tela de um celular navegando pelas redes sociais?

Parece-me que isso está bem distante da ideia de se aproveitar bem a vida presente.

E o que dizer de quem assiste temporadas inteiras das séries preferidas num único fim de semana?

Repito, isso não tem nada a ver com aproveitar o hoje.

Isso é jogar tempo fora.

E jogar tempo fora é jogar aprendizado fora; é jogar dinheiro fora; é jogar o futuro fora. São horas desperdiçadas que poderiam ser investidas na preparação de algum projeto específico, no desenvolvimento de habilidades emocionais e profissionais, na aquisição de um novo conhecimento…

Sem contar o investimento que pode ser feito na saúde, com atividade física, o preparo de uma alimentação mais adequada… E até o cuidado com as pessoas que a gente ama e que, por vezes, são ignoradas ao longo de nossos dias.

Portanto, entenda uma coisa: quem vive bem de fato o presente é quem aproveita o melhor dos seus dias, administrando o tempo… Fazendo o que é obrigação, também divertindo, mas plantando sementes que permitirão uma boa colheita amanhã.

Você tem medo?

O medo é um dos nossos maiores inimigos. É capaz de silenciar o que há de melhor em nós.

Nas mais diferentes áreas da vida, sonhamos realizar determinadas coisas e, por vezes, esses sonhos permanecem sendo apenas isso: sonhos.

Isso acontece por diferentes motivos. Às vezes, as circunstâncias são impeditivas – simplesmente, não dá, por mais que a gente tente. Mas outras tantas vezes esbarramos no próprio medo.

Medo de tentar, medo de se expor, medo do que os outros vão pensar, medo de revelar nossas fraquezas.

Todos nós temos uma espécie de instinto de preservação. Em maior ou menor medida, não queremos correr certos riscos.

E, para a busca de um sonho, é necessário se mexer. Ao se mexer, o mundo que está ao entorno também se move e nota que você está tentando fazer algo diferente.

Quando permanecemos imóveis, ou nos deixamos levar pelo movimento natural da vida, quase não somos notados. Isso traz segurança. Até certo conforto. E gente invisível não incomoda e nem se torna vidraça.

Por isso, sentimos medo do que pode acontecer, caso tentemos alguma coisa fora do lugar que parece já estar reservado a nós.

Entretanto, se não houver ousadia, se não assumirmos riscos, permaneceremos no lugar de sempre. Nada novo ocorrerá em nossa vida.

Carreira, relacionamentos, viagens… Nada escapará do comum, porque não plantamos para sermos incomuns. 

Portanto, que possamos nos dispor a enfrentar nossos medos e sejamos ousados na realização de nossos sonhos.

Qual é o meu propósito de vida?

Ter um propósito e neste propósito estar presente a generosidade, o altruísmo, faz toda diferença na qualidade de vida.

Estudos desenvolvidos em diferentes universidades norte-americanas identificaram que pessoas que se dispõem a colaborar com as outras vivem mais.

O altruísmo seria uma recompensa muito mais importante que um prêmio de milhões na loteria. Até porque, segundo um estudo desenvolvido pelas universidades de Northwestern e Massachusetts, quem ganha na loteria tem enorme chance de desperdiçar o prêmio em pouco tempo.

Vale o mesmo para atletas que se aposentam. Mesmo tendo uma gorda conta bancária, muitos deles perdem rapidamente o dinheiro que ganharam.

Por outro lado, quem se dedica aos outros, mantem relacionamentos amigáveis, colaborativos, vive mais tempo, tem muito mais energia. Ou seja, vive muito melhor.

Esta, por sinal, é uma das principais características das pessoas que têm mais de 90 anos e estão ativas: são pessoas envolvidas, comprometidas em fazer o bem.

Outro estudo, conduzido por professores das universidades de Carolina do Norte e da Califórnia, identificou que pessoas altruístas são mais resistentes às doenças modernas (estresse, depressão, ansiedade etc.). Enquanto isso, gente hedonista, que investe na busca de seus prazeres, é mais suscetível às doenças.

Essas descobertas só confirmam o que os antigos filósofos gregos já falavam sobre viver uma vida virtuosa.

Portanto, que neste início de semana, possamos compreender a importância de ter um propósito de vida que transcenda a busca pessoal. Que este propósito seja mais que o nosso prazer, as nossas conquistas financeiras… Que possamos manter os olhos atentos às pessoas que estão próximas e o coração aberto para ajudar quem precisa.

Afinal, práticas generosas, um coração altruísta, garantem mais energia e vida longa.

Quem é o profissional do futuro?

Gosto de pensar neste assunto não necessariamente na perspectiva do pessoal que escreve sobre carreira, liderança… Esse pessoal que dá palestras pelo Brasil afora ou escreve no Linkedin.

Penso neste assunto observando os movimentos da sociedade, as novidades tecnológicas que se impõe a cada dia… E, principalmente, no surgimento de uma cultura fluída que tira toda estabilidade e rompe com as garantias que parecíamos ter no passado.

É indiscutível que o futuro é incerto. Mas há indicações de que o mercado se tornará cada vez mais seletivo e muita gente terá que se reinventar para conseguir uma oportunidade de trabalho.

Quem vai sobreviver a todas as mudanças?

Os especialistas indicam algumas características fundamentais. Todo trabalhador precisa ser também um empreendedor, alguém capaz de inovar – ou seja, fazer de forma diferente o que já faz.

É fundamental ter competência técnica em tecnologia. Gente que não consegue dialogar com as tecnologias, fazer uso delas de forma eficiente, dificilmente vai conseguir sobreviver.

Outra característica é a disposição para estudar as tendências do mercado. Não dá para viver alheio ao que está acontecendo… Muito menos ignorar como as mudanças tecnológicas, sociais e culturais afetam o mercado de trabalho.

O profissional do futuro é alguém capaz de duvidar de suas próprias convicções. É necessário estar sempre pensando e repensando suas práticas diárias e questionar se há maneiras de ser mais eficiente fazendo o que já faz. Ou seja, não há espaço confiar em suas crenças, achar que você está certo. Conheço gente que diz: “eu faço isso há 20 anos; sei o que estou fazendo?”. Sabe, isso é um risco muito grande. O certo de hoje pode estar errado amanhã.

Também é fundamental ser criativo. E aqui está um dos maiores dramas, na minha opinião. Só é criativo quem vive experiências para além das rotinas. Por exemplo, quem lê bons livros, assiste filmes, faz viagens, passeia no parque… Ou seja, vive experiências estéticas bastante ricas.

Difícil reunir todas essas características? Sim. Muito difícil. Mais ainda porque muita gente sofre de preguiça mental. Raramente estuda, raramente se questiona, raramente aceita viver experiências incômodas… Além disso, principalmente os mais jovens, querem apenas viver aquilo que dá prazer. O que é difícil, o que requer persistência, o que requer horas e horas de esforço, a leitura profunda tudo isso é descartado, porque é chato.

Pois é… O problema é que todas as características do profissional do futuro demandam força, energia e, principalmente, disposição para romper com todo e qualquer tipo de conforto pessoal.

Desconectar-se após as 18h…

O chefe da Amazon na Índia não quer e-mails de trabalho depois das 18 horas. Ami Agarwal defende que a equipe dele se desconecte… Segundo ele, que as pessoas vivam a vida.

Hoje, é cada vez mais difícil deixar o trabalho no fim da tarde e se desconectar. Com frequência, a gente leva trabalho pra casa. Outras pessoas fazem mais que isso: efetivamente, trabalham no período da noite. Gente como eu… que trabalha por três turnos, diariamente.

É fato que cada pessoa faz o que precisa fazer para sobreviver. Temos contas a pagar. E o modo de vida contemporâneo não se resume apenas à comida na mesa. É bem mais que isso e tudo tem um custo alto.

Porém, a gente não paga contas com dinheiro. A gente paga com minutos, horas, dias, meses da nossa vida. Cada produto que compramos são horas da nossa existência gastas na aquisição daquele bem.

Enquanto isso, a vida passa.

E se é verdade que muita gente precisa trabalhar além das 18 horas para sobreviver, também é verdade que algumas coisas poderiam ser melhor administradas para que pudéssemos ter mais tempo para nós, para fazer coisas que gostamos, para ter lazer… para viver.

Os e-mails de trabalho, as dezenas de recados no whatsapp, os diálogos nas redes sociais… Muito disso, relacionado ao dia a dia da empresa, deveria ficar na empresa.

A ideia do chefe da Amazon deveria servir de parâmetro para todos nós. Deveríamos fazer o nosso melhor, com todo nosso empenho, no tempo em que estamos trabalhando. Porém, fora da empresa, deveríamos nos desconectar.

Isso asseguraria mais qualidade de vida. E certamente muito mais produtividade.

Parece uma ideia revolucionária nos tempos em que vivemos. Entretanto, se a gente quiser ter saúde, e principalmente saúde emocional, desconectar do trabalho deve se tornar uma de nossas prioridades.

Os desafios nossos de cada dia

desafios

A vida traz bons e maus desafios. Os bons são aqueles que, mesmo sabendo que você vai encarar uma tremenda dificuldade pela frente, vai perder noites de sono, os resultados poderão ser satisfatórios. Os maus são conhecidos e não trazem nenhuma alegria. Mas não dá para fugir deles.

Os “maus desafios” são as grandes perdas da vida. Perder uma mãe, por exemplo, é dolorido demais e impõe desafios pela frente: entre eles o de se organizar para viver sem a pessoa que provavelmente mais te amou. Você sabe que vai ter que encarar a vida com esse enorme vazio. Ainda assim terá que lidar com isso.

Os “bons desafios” são aqueles que, embora não mostrem de imediato quais podem ser as recompensas, sinalizam que podem mudar sua vida.

Esta é uma das situações que estou vivendo. Meses atrás surgiu um convite inesperado para comandar um telejornal regional, na Band de Maringá. Embora me considere um jornalista razoavelmente experiente, nunca havia trabalhado efetivamente em televisão. Para ficar um pouco mais complicado, tratava-se de um projeto completamente novo e que eu deveria formatar do zero. Não vou negar: não foi fácil e ainda não está sendo fácil. Porém, depois de duas semanas no ar, sempre às 7h da manhã, os primeiros resultados começam a aparecer. Impossível não se sentir recompensado.

Nos meus pouco mais de 40 anos, aprendi a gostar dos desafios. Sejam eles quais forem. Quando algo se coloca diante de você, parecendo ser uma grande obstáculo, é necessário se mexer, aprender coisas novas… É simples? Nenhum pouco. É preciso assumir riscos, dedicar tempo, concentrar forças, energias. E, principalmente, se expor. Isso dá medo, é claro. E, não vou negar, muitas vezes, parece mais simples continuar fazendo o que se conhece melhor, principalmente se a novidade impõe riscos – inclusive de perder tudo que já foi construído.

Sabe, situações como essa mostram que a vida é feita de desafios diários. Ninguém tem controle de tudo. Não dá para planejar uma vida inteira. Justamente por isso precisamos lidar com os desafios – bons e ruins – com maturidade e não abrindo mão das oportunidades. O que é novo pra gente pode ensinar muita coisa e até nos proporcionar crescimento.

É claro que diante de algo novo, é preciso agir com sabedoria. É necessário controlar a ansiedade, não ter vergonha de pedir ajuda, de perguntar… Tropeços vão acontecer, haverá momentos em que o desânimo vai tomar conta e a mente será tomada pela vontade de desistir. Ao lado da gente, sempre vão existir pessoas desestimulando, criticando… Porém, nessas horas é fundamental lembrar que os vencedores são aqueles que ousam superar seus próprios limites e não desistem diante das primeiras dificuldades.