Você aceita ouvir críticas?

Estar disposto a abrir-se para avaliações externas é uma das estratégias mais importantes para o crescimento pessoal. Embora não seja a coisa mais agradável do mundo ouvir uma avaliação crítica, a atenção ao relato de possíveis falhas pode servir como alavanca para o nosso desenvolvimento.

Quando a gente não aceita escutar os questionamentos alheios, a gente se fecha para o mundo.

Este tipo de atitude acontece na esfera pessoal, nos relacionamentos e também nas corporações.

Às vezes, não estamos tendo sucesso nos relacionamentos. Achamos que todo mundo conspira contra nós. Porém, frequentemente, nos sabotamos sem perceber. Quem está de fora, geralmente enxerga o que não enxergamos. Ainda assim, é muito difícil alguém chegar em nós e dizer: “você está pisando na bola nisso, nisso e naquilo…”.

Por isso, quando uma pessoa se atreve a pontuar nossas falhas, deveríamos ser agradecidos. É necessário ter bastante ousadia para abordar criticamente alguém. Existe possibilidade da pessoa estar errada a nosso respeito? Claro que sim. Porém, se ela pensa assim, será que outras pessoas não pensam a mesma coisa? E se pensam, talvez estejamos nos comunicando mal; nossas ações estão construindo uma imagem distorcida de quem somos. Por isso, ouvir as críticas pode nos levar a mudar algumas de nossas práticas.

No mundo dos negócios, é a mesma coisa. Conheço gestores cheios de certeza, donos da verdade. Ser assertivo é fundamental para o sucesso de um empreendimento. Contudo, quando um empresário ignora as críticas externas, perde a chance de reavaliar suas ações. Ouvir gente reclamando, falando mal, causa desconforto. Ainda assim, é melhor ter pessoas apontando os defeitos que só ressaltando as virtudes. Elogios frequentes cegam.

Evidente que há necessidade de filtrarmos todas as críticas que nos são feitas. Entretanto, a maneira como o mundo nos enxerga informa como as pessoas estão nos vendo. Revela como acham que somos. Por isso, manter uma escuta atenta às avaliações externas nos ajuda a reavaliar atitudes e, por isso mesmo, permite o desenvolvimento.

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Quando começa o futuro?

A gente vive uma verdadeira revolução. Alguns a chamam de revolução 4.0. Na prática, ela significa muitas incertezas em relação ao futuro. Principalmente, se haverá emprego para todas as pessoas.

Justamente por isso, os mundos do trabalho e da educação estão sendo impactados pela impossibilidade de prever o que vai acontecer.

No trabalho, quais as profissões do futuro? Nada se sabe. Nossa imaginação não dá conta de prever que profissões serão criadas.

Quando começa o futuro? Já começou. Vemos todos os dias gente fazendo coisas que nunca imaginaríamos.

A educação é demandada a responder essa nova realidade. Como preparar os alunos para viver esta revolução? Que conteúdos deveriam ser trabalhados em sala? Que cursos deveriam ser criados?

Não existem respostas simples. É possível, porém, deduzir algumas coisas. Há necessidade de compreendermos que lidar bem com esse mundo novo passa muito mais por uma atitude individual do que pela espera de receitas, de respostas prontas.

As mudanças são rápidas demais. Quando concluímos um curso, o conhecimento adquirido está defasado.

O segredo é estar aberto para todas as possibilidades. Partir dos conhecimentos adquiridos, mobilizá-los diante do novo e ter a capacidade de aprender outras coisas a fim de nos reinventarmos. E uma reinvenção a cada dia.

Então quais pessoas serão bem-sucedidas? Aquelas que estão atentas às tendências do mercado. Não se trata de saber tudo, mas de sentir os movimentos que ocorrem no seu entorno e ter a flexibilidade para adaptar-se.

É fundamental ter agilidade no processo de aprendizagem. Quem não se interessa por estar sempre estudando, terá muitas dificuldades.

Também é preciso ser produtivo. Fazer mais, melhor e em menos tempo.

Outra característica: manter o foco. Em tempos tão plurais e de distrações múltiplas, quem sabe bem o que quer e mantém-se focado, faz mais e conquista melhores resultados.

Ser transparente. Com as redes sociais, tudo que falamos e fazemos pode ser observado. Se escondemos algo, será descoberto. A vida que se mostra precisa ser coerente com a vida vivida.

Por fim, devemos rir de nós mesmos. Espera-se que as pessoas sejam leves, cobrem-se menos, não tenham vergonha de seus fracassos, sejam capazes de fazer graça com seus defeitos.

A mesma beleza que abre portas pode punir

Numa sociedade que valoriza a aparência, pessoas consideradas bonitas também têm mais êxito profissional. Estudos desenvolvidos pelo economista e professor Daniel Hamermesh, da Universidade de Londres, revelam que, no Reino Unido, em média, os homens bonitos ganham cerca de 5% a mais; já os menos atrativos, 13% a menos. Em países orientais, as mulheres bonitas recebem 10% a mais e as consideradas menos atrativas, até 31% a menos.

Sabemos que a beleza importa. E é por isso que a maioria das pessoas gasta diariamente um tempo se arrumando. Afinal, a beleza pode ser produzida. Ou potencializada com roupas adequadas, cuidados com a pele, cabelos, maquiagem, exercícios físicos, alimentação etc.

O professor Daniel observou que os homens gastam aproximadamente 32 minutos por dia para cuidarem do asseio e se produzirem; as mulheres, cerca de 44 minutos.

Investimos tempo, energia e dinheiro na beleza. Os números da indústria estética confirmam que cuidar da aparência é uma de nossas prioridades. Basta observar que, em 2018, apesar de todas as dificuldades econômicas do país, o mercado da beleza cresceu 2,7% e projeta um aumento de vendas ainda mais significativo para este ano. O Brasil já é o terceiro maior faturamento da indústria da beleza mundial. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Mas a beleza que abre portas no mercado de trabalho também pune as pessoas consideradas belas. Elas são invejadas e, nas empresas, como frequentemente são as escolhidas para certos projetos, são as mais criticadas pelos colegas, porque se espera delas que também sejam as mais talentosas, as mais habilidosas.

Os estudos do professor Daniel Hamermesh ajudam a compreender como nossos julgamentos baseados nas aparências podem ser injustos. A vida das pessoas que não estão na lista das mais atrativas se torna bem mais difícil; já os bonitos podem até ter mais portas abertas, mas sofrem com a inveja, as cobranças e até os buchichos maldosos no cafezinho.

Pois é… As relações seriam bem mais simples se tratássemos as pessoas considerando apenas o fato de serem gente como a gente.

O que realmente importa?

Saber o que é importante para você é a condição primeira para a felicidade.

É fato que a gente quer muitas coisas da vida. Quer experimentar, sentir, tocar, estar… Possuir.

A gente quer conhecer lugares, pessoas… Sentir determinados gostos… Vestir certas roupas…

Quer possuir alguns tipos de celular, modelos de carro… E até viver determinadas experiências profissionais, pessoais e, por que não dizer, amorosas.

Mas tem um detalhe, a quantidade de coisas, de experiências, de lugares, de pessoas e até de profissões que está a nossa disposição é infinitamente maior do que as possibilidades que temos de vivenciá-las.

Por isso é fundamental saber o que é de fato importante para você. Há um universo de opções, mas nem tudo pode ser nosso. É preciso escolher. Toda escolha envolve uma perda, uma renúncia. E quando se renuncia, é necessário conviver bem com a ausência.

Por exemplo, se eu escolho ter um pouco de tempo para estar em casa, para me cuidar e cuidar da minha família, provavelmente perderei dinheiro. E, ao diminuir minha renda, deixarei de ter alguns confortos que hoje tenho. Vou dar conta de viver bem como essa renúncia e ainda assim me sentir realizado?

Então, o que realmente é importante para você? Saber o que importa ajuda a ter foco e passamos a não gastar energias, e principalmente tempo, naquilo que não acrescenta em nossa vida.

Tudo tem um custo…

Quando queremos muito alguma coisa, precisamos nos dedicar para conquistá-la. Isso vale para todas as áreas da nossa vida. Uma carreira, por exemplo, não é construída por acaso.

A frase é clichê, mas é um fato: nada cai do céu. Nada é de graça. É necessário empenho para que nos tornemos excelentes naquilo que desejamos ser ou fazer.

Claro, desenvolvemos certas habilidades e algumas atividades podem parecer mais simples de realizar. Mas ainda assim, a excelência se conquista no investimento diário, na busca de conhecimento, no treinamento…

O que somos, temos ou fazemos bem é resultado de muito trabalho – por vezes, até suor e lágrimas.

Aproveite o presente, mas não ignore o amanhã

Viver de olho no futuro deixando de viver o presente é um grande erro que podemos cometer. Outro ainda maior é viver o hoje não se preparando para o amanhã.

Não é fácil encontrar o equilíbrio, claro. Mas é necessário. Afinal, investir todas as energias no futuro pode fazer com que você simplesmente deixe de viver o presente. E curtir apenas o hoje pode fazer com que você não tenha amanhã.

Como a gente faz isso? Ou seja, como encontramos o equilíbrio?

Eu diria que a gente encontra o equilíbrio descobrindo o que é prioridade para cada um de nós. E, ao fazer isso, usando bem o tempo.

Viver bem o hoje, aproveitando a vida agora, não significa desperdiçar tempo.

Por exemplo, precisamos nos divertir, nos distrair. Mas existe alguma justificativa para alguém passar uma ou duas horas diante da tela de um celular navegando pelas redes sociais?

Parece-me que isso está bem distante da ideia de se aproveitar bem a vida presente.

E o que dizer de quem assiste temporadas inteiras das séries preferidas num único fim de semana?

Repito, isso não tem nada a ver com aproveitar o hoje.

Isso é jogar tempo fora.

E jogar tempo fora é jogar aprendizado fora; é jogar dinheiro fora; é jogar o futuro fora. São horas desperdiçadas que poderiam ser investidas na preparação de algum projeto específico, no desenvolvimento de habilidades emocionais e profissionais, na aquisição de um novo conhecimento…

Sem contar o investimento que pode ser feito na saúde, com atividade física, o preparo de uma alimentação mais adequada… E até o cuidado com as pessoas que a gente ama e que, por vezes, são ignoradas ao longo de nossos dias.

Portanto, entenda uma coisa: quem vive bem de fato o presente é quem aproveita o melhor dos seus dias, administrando o tempo… Fazendo o que é obrigação, também divertindo, mas plantando sementes que permitirão uma boa colheita amanhã.

Você tem medo?

O medo é um dos nossos maiores inimigos. É capaz de silenciar o que há de melhor em nós.

Nas mais diferentes áreas da vida, sonhamos realizar determinadas coisas e, por vezes, esses sonhos permanecem sendo apenas isso: sonhos.

Isso acontece por diferentes motivos. Às vezes, as circunstâncias são impeditivas – simplesmente, não dá, por mais que a gente tente. Mas outras tantas vezes esbarramos no próprio medo.

Medo de tentar, medo de se expor, medo do que os outros vão pensar, medo de revelar nossas fraquezas.

Todos nós temos uma espécie de instinto de preservação. Em maior ou menor medida, não queremos correr certos riscos.

E, para a busca de um sonho, é necessário se mexer. Ao se mexer, o mundo que está ao entorno também se move e nota que você está tentando fazer algo diferente.

Quando permanecemos imóveis, ou nos deixamos levar pelo movimento natural da vida, quase não somos notados. Isso traz segurança. Até certo conforto. E gente invisível não incomoda e nem se torna vidraça.

Por isso, sentimos medo do que pode acontecer, caso tentemos alguma coisa fora do lugar que parece já estar reservado a nós.

Entretanto, se não houver ousadia, se não assumirmos riscos, permaneceremos no lugar de sempre. Nada novo ocorrerá em nossa vida.

Carreira, relacionamentos, viagens… Nada escapará do comum, porque não plantamos para sermos incomuns. 

Portanto, que possamos nos dispor a enfrentar nossos medos e sejamos ousados na realização de nossos sonhos.

Qual é o meu propósito de vida?

Ter um propósito e neste propósito estar presente a generosidade, o altruísmo, faz toda diferença na qualidade de vida.

Estudos desenvolvidos em diferentes universidades norte-americanas identificaram que pessoas que se dispõem a colaborar com as outras vivem mais.

O altruísmo seria uma recompensa muito mais importante que um prêmio de milhões na loteria. Até porque, segundo um estudo desenvolvido pelas universidades de Northwestern e Massachusetts, quem ganha na loteria tem enorme chance de desperdiçar o prêmio em pouco tempo.

Vale o mesmo para atletas que se aposentam. Mesmo tendo uma gorda conta bancária, muitos deles perdem rapidamente o dinheiro que ganharam.

Por outro lado, quem se dedica aos outros, mantem relacionamentos amigáveis, colaborativos, vive mais tempo, tem muito mais energia. Ou seja, vive muito melhor.

Esta, por sinal, é uma das principais características das pessoas que têm mais de 90 anos e estão ativas: são pessoas envolvidas, comprometidas em fazer o bem.

Outro estudo, conduzido por professores das universidades de Carolina do Norte e da Califórnia, identificou que pessoas altruístas são mais resistentes às doenças modernas (estresse, depressão, ansiedade etc.). Enquanto isso, gente hedonista, que investe na busca de seus prazeres, é mais suscetível às doenças.

Essas descobertas só confirmam o que os antigos filósofos gregos já falavam sobre viver uma vida virtuosa.

Portanto, que neste início de semana, possamos compreender a importância de ter um propósito de vida que transcenda a busca pessoal. Que este propósito seja mais que o nosso prazer, as nossas conquistas financeiras… Que possamos manter os olhos atentos às pessoas que estão próximas e o coração aberto para ajudar quem precisa.

Afinal, práticas generosas, um coração altruísta, garantem mais energia e vida longa.