Sempre é possível aprender mais

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Estimular que as pessoas leiam mais, estudem mais, aprendam mais faz parte da minha rotina. Acho até que sou repetitivo e um pouco chato por insistir tanto nisso. Entretanto, tudo que fazemos pode ser aperfeiçoado e tornar-se melhor a partir do nosso investimento diário na busca por saber mais.

Veja só…

Cozinhar, parece-me, um dom. Mas, observe: as pessoas que nos surpreendem com seus pratos são justamente aquelas curiosas que conversam sobre receitas, pesquisam receitas, experimentam novos ingredientes, novos temperos… Ou seja, toda grande cozinheira também é uma grande pesquisadora.

Na construção civil, o pedreiro exerce uma atividade bastante técnica. E, se manusear bem as ferramentas, compreendendo a necessidade de respeitar medidas, proporcionalidade e usar os materiais adequados, com tempo e repetição das mesmas ações, certamente fará um trabalho bastante satisfatório.

Contudo, um bom pedreiro, se for curioso e desejar aprender mais, pode descobrir técnicas novas, soluções inovadoras na construção civil. Ganha ele, ganha o cliente. Vai se destacar na profissão, ser cada vez mais procurado e valorizado em sua remuneração.

Em todas as áreas, a lógica se repete. Quanto mais investimos em conhecimento, maior é nosso repertório. Com isso, tornamo-nos profissionais com habilidades amplas e capacidade para oferecer respostas diferenciadas e surpreendentes para nossos contratantes. Além disso, é gratificante aprender algo novo. Faz bem para o ego e nos estimula a querer crescer cada vez mais.

Portanto, tire um tempinho todos os dias para aprender um pouco mais. Seja para aplicar na cozinha, na limpeza de uma casa ou mesmo na liderança de sua empresa, sempre há espaço para novos conhecimentos, sempre é possível inovar.

O mundo exige que sejamos flexíveis

Flexibilidade não é apenas uma palavra da moda; trata-se de uma tática de sobrevivência no mundo contemporâneo. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, crítico do que ele mesmo denominou de mundo líquido, ressaltou em diferentes ocasiões que, embora a flexibilidade possa de alguma maneira agredir a natureza humana, quem permanece rígido e não aceita as mudanças é excluído.

A exclusão pode acontecer de várias maneiras, mas uma das mais dolorosas é a perda de um emprego ou de oportunidades de trabalho. Afinal, é por meio do trabalho que asseguramos a sobrevivência.

Neste período de pandemia, a flexibilidade se tornou sinônimo de adaptabilidade. É fundamental adaptar-se às circunstâncias para sobreviver.

Recordo que no início da pandemia, um jovem professor da faculdade em que leciono e sou coordenador, resistiu demais às mudanças que foram implementadas para manter as aulas. Ele queria a suspensão das aulas até o fim da pandemia. Isso foi em março do ano passado.

As aulas foram para a internet, ao vivo. O professor não se adaptou. No final de abril, pediu demissão. Hoje, um ano depois, as aulas continuam sendo no sistema remoto. A pandemia não acabou. E, sem adaptar-se, parece-me que o meu colega continua sem dar aulas, sem emprego.

Dias atrás, li a história de um casal. No início da pandemia, foram demitidos. Batalharam por oportunidades por algumas semanas, mas as contas foram chegando… Quando o dinheiro estava acabando, assimilaram o princípio básico da flexibilidade: adaptar-se às circunstâncias. Perderam a vergonha e resolveram fazer bolos em casa para vender. Pesquisarem muitas receitas, fizeram testes, experiências e, há quase um ano, o jovem casal, com curso universitário e carreira em ascensão, agora faz bolos para ganhar a vida. Será este o futuro profissional deles? Nem eles sabem.

A vida neste mundo contemporâneo exige de todos nós a disposição de ser flexível. Adaptar-se hoje para, amanhã, talvez, largar tudo e começar algo completamente novo. E assim a cada nova situação que se colocar diante de nós.

Costumo repetir que, por vezes, a realidade se impõe. E quem não compreende isso e se flexibiliza para responder às circunstâncias, sofre muito mais e pode enfrentar sérias dificuldades até mesmo para sobreviver.

Medo de estar errado!

Quem aí não tem medo de errar? Eu tenho!

E tenho ainda mais medo de estar errado!

Alguns de nossos erros são segredos nossos. Por vezes, nem se tornam públicos.

Porém, estar errado geralmente significa ter dado visibilidade ao erro e ter sido descoberto.

Se estou errado, significa que fiz escolhas erradas, julgamentos errados, apostei em projetos errados.

A sensação de ter seu erro descoberto é horrível!

A impressão é de o problema todo sou eu.

Quase sempre, estar errado é o mesmo que ter os dedos alheios apontados para você!

Entretanto, é este medo de estar errado que frequentemente nos paralisa e nos impede de fazer algo ousado, de experimentar coisas novas e, principalmente, de tomar a iniciativa.

O escritor Seth Godin afirma: “o segredo de se estar errado não é evitar estar errado; o segredo é estar disposto a estar errado, […] é se dar conta de que estar errado não é fatal”.

Em tempo de tantas mudanças, aceitar vez ou outra estar errado pode ser a diferença entre a estagnação/retrocesso e o desenvolvimento/sucesso pessoal.

Seis comportamentos que sabotam a felicidade

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Embora não faltem motivos externos para atrapalhar a vida da gente, com freqüência nossos comportamentos colocam tudo a perder. Ou, pelo menos, têm potencial de se transformarem num problema. É como se sabotássemos a nós mesmos.

Não temos controle de tudo. É impossível. Algumas coisas acontecem, alteram nossas rotinas e até nosso futuro. Pode ser uma demissão num momento delicado da vida, a morte de uma pessoa querida ou uma pandemia. São situações que não dependem de nossas escolhas.

Porém, mesmo não sendo possível fazer a vida seguir num cronograma perfeito, podemos evitar certos desacertos e, principalmente, garantir o prazer de viver ao abandonarmos certos hábitos.

Preparei para você uma lista de seis comportamentos que precisam ser evitados:

Primeiro, adiar as mudanças. Ter um pouco de medo, sentir-se inseguro diante do desconhecido é natural. Porém, não dá para deixar que o medo do desconhecido nos impeça de mudar. É fundamental investirmos no autoconhecimento, descobrirmos nossas habilidades e, com base nisso, acreditar em nosso potencial e ousar mudar aquilo que precisa ser mudado.

Segundo, conformar-se com um emprego que não gosta. É fato que às vezes é necessário tolerar… Porém, existe uma diferença entre permanecer um tempo num trabalho que não te dá prazer… E ficar anos e anos exercendo uma atividade que te consome, te entristece. Quem se obriga a trabalhar no que não gosta, produz menos do que poderia produzir e vive infeliz.

Terceiro, construir falsas expectativas. Sonhar faz bem, mas tem gente que perde a noção do real. Idealiza demais e deixa de viver a vida. A pessoa passa a vida achando que Harvard é a universidade da vida dela, mas tudo que pode fazer é um curso técnico do Senac. Precisamos aprender a lidar com nossas realidades e construir a vida a partir delas.

Quarto, tentar agradar a todos. Pois é… não dá. Quem vive a vida para agradar os outros, não vive. Não faz o outros felizes e nem é feliz. Não estou sugerindo que você atropele os sentimentos das pessoas, mas é necessário entender que nunca seremos capazes de agradar todo mundo.

Quinto, viver lamentando o que não fez. O princípio é básico, simples: o que passou, passou – coisas boas e coisas ruins. Oportunidades aproveitadas e oportunidades desperdiçadas. Quem fica lamentando o que deixou de fazer, vive apegado às perdas, abre mão do presente e deixa de construir o futuro.

Sexto, manter relacionamento com alguém que não te valoriza. Acho que não tem nada que machuque mais do que ser rejeitado. Tem gente que nos despreza, agride… Nesses casos, se não tiver como consertar essa relação, a solução é afastar-se, romper e seguir adiante. Não se trata de ser egoísta, mas de conectar-se apenas com quem você pode contar, com quem luta contigo, com quem sonha os seus sonhos.

E são apenas esses comportamentos que fazem mal? Claro que não! Talvez o que te prejudica não esteja nesta lista, mas se você é capaz de identificar, esta na hora de abandonar e seguir adiante. Certamente sua vida sera mais leve.

Nem sempre estamos animados, mas temos que fazer o que precisa ser feito

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Na vida, no trabalho e nos relacionamentos, nem sempre temos disposição para fazer algumas coisas. E, às vezes, até em função do nosso estado emocional, falta-nos ânimo para desempenhar nossas tarefas. Ainda assim, não podemos permitir que as emoções negativas nos sabotem.

Aceitar as limitações e seguir adiante

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Com muita frequência, a gente trava diante da vida em função dos nossos medos. Nos sentimos inseguros em assumir determinadas tarefas ou em desenvolver certos projetos, porque olhamos para nós mesmos e concluímos que não temos capacidade para aquilo.

Às vezes, nossas limitações ficam muito claras. Sabemos exatamente que elas estão ali… E que são parte do que somos.

Entretanto, também é fato que as limitações que possuímos só se tornam barreiras intransponíveis porque nós as superestimamos. As limitações se tornam gigantes e nos sentimos como pequenos insetos.

O escritor Austin Kleon, ao falar sobre a própria experiência dele, num percurso que o levou a ser um dos autores mais vendidos no mundo, lembra que é preciso aceitar as limitações e seguir adiante.

Note, a proposta aqui não é aceitar os limites e desistir; é aceitar os limites e prosseguir.

Nossas limitações talvez nos obriguem a um redirecionamento, a um esforço maior… Mas não são incapacitantes. Um baixinho que sonha ser jogador de basquete, provavelmente não vai conseguir jogar profissionalmente; a altura será um problema. Entretanto, ele pode se preparar, estudar e se tornar um excelente técnico de basquete, comandar equipes profissionais e até chegar a uma seleção.

Eu adoraria ser engraçado,  divertido… Talvez isso permitiria que meus textos, vídeos, podcasts tivessem milhares de visualizações. Mas isso não me faz desistir. Eu estudo muito, me preparo e compartilho conteúdos sérios. O público é menor, mas construí certa relevância nesse segmento. Minhas limitações poderiam me paralisar. Mas eu segui adiante e estou aqui com você hoje.

Por isso, volto a dizer… Nossas limitações podem trazer inseguranças. Mas é preciso aceitá-las e seguir adiante em busca de nossos sonhos.

Não espere as oportunidades…

O filósofo francês Denis Diderot escreveu “não esperes que as oportunidades venham sozinhas; você tem que fazer isso acontecer”.

Embora seja uma frase curta, a afirmação do filósofo resume uma ideia preciosa: precisamos construir nossas oportunidades.

É fato que algumas acontecem naturalmente.

Talvez você encontre um amigo na rua, um cara que gosta bastante de você… Há meses não se falavam. Vocês se encontram, conversam dez minutos e ele diga: fulano, a minha empresa abriu uma vaga para um profissional que tem o seu perfil. Te encontrar aqui foi uma coincidência maravilhosa. Você tem interesse na vaga?

Sim, essas coisas podem acontecer. São oportunidades que surgem quando não esperamos.

Entretanto, a regra não é essa. As oportunidades geralmente não batem a nossa porta. Precisamos construir o cenário para que aconteçam.

Você não se tornará diretor de uma empresa sem, primeiro, buscar a formação e o preparo necessários para a função. Depois, é fundamental entregar seu currículo, tentar estabelecer vínculos com pessoas que trabalham no local, manter contato, estar disponível para outras funções, ter presença ativa no LinkedIn e não deixar de demonstrar, sempre que possível, que é uma pessoa que reúne as habilidades desejadas para o bom exercício profissional.

Isso vale para todas as outras áreas da vida. Tem gente que vive amores platônicos… Ama, mas nunca se relaciona com a pessoa amada. Parece esperar que a outra pessoa venha bater na sua porta pra dizer: ei, eu também amo você!

Desculpa aí, mas isso dificilmente vai acontecer.

As oportunidades que sonhamos estarão ao nosso alcance se agirmos. Somos nós que fazemos as oportunidades acontecerem.

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