Seis comportamentos que sabotam a felicidade

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Embora não faltem motivos externos para atrapalhar a vida da gente, com freqüência nossos comportamentos colocam tudo a perder. Ou, pelo menos, têm potencial de se transformarem num problema. É como se sabotássemos a nós mesmos.

Não temos controle de tudo. É impossível. Algumas coisas acontecem, alteram nossas rotinas e até nosso futuro. Pode ser uma demissão num momento delicado da vida, a morte de uma pessoa querida ou uma pandemia. São situações que não dependem de nossas escolhas.

Porém, mesmo não sendo possível fazer a vida seguir num cronograma perfeito, podemos evitar certos desacertos e, principalmente, garantir o prazer de viver ao abandonarmos certos hábitos.

Preparei para você uma lista de seis comportamentos que precisam ser evitados:

Primeiro, adiar as mudanças. Ter um pouco de medo, sentir-se inseguro diante do desconhecido é natural. Porém, não dá para deixar que o medo do desconhecido nos impeça de mudar. É fundamental investirmos no autoconhecimento, descobrirmos nossas habilidades e, com base nisso, acreditar em nosso potencial e ousar mudar aquilo que precisa ser mudado.

Segundo, conformar-se com um emprego que não gosta. É fato que às vezes é necessário tolerar… Porém, existe uma diferença entre permanecer um tempo num trabalho que não te dá prazer… E ficar anos e anos exercendo uma atividade que te consome, te entristece. Quem se obriga a trabalhar no que não gosta, produz menos do que poderia produzir e vive infeliz.

Terceiro, construir falsas expectativas. Sonhar faz bem, mas tem gente que perde a noção do real. Idealiza demais e deixa de viver a vida. A pessoa passa a vida achando que Harvard é a universidade da vida dela, mas tudo que pode fazer é um curso técnico do Senac. Precisamos aprender a lidar com nossas realidades e construir a vida a partir delas.

Quarto, tentar agradar a todos. Pois é… não dá. Quem vive a vida para agradar os outros, não vive. Não faz o outros felizes e nem é feliz. Não estou sugerindo que você atropele os sentimentos das pessoas, mas é necessário entender que nunca seremos capazes de agradar todo mundo.

Quinto, viver lamentando o que não fez. O princípio é básico, simples: o que passou, passou – coisas boas e coisas ruins. Oportunidades aproveitadas e oportunidades desperdiçadas. Quem fica lamentando o que deixou de fazer, vive apegado às perdas, abre mão do presente e deixa de construir o futuro.

Sexto, manter relacionamento com alguém que não te valoriza. Acho que não tem nada que machuque mais do que ser rejeitado. Tem gente que nos despreza, agride… Nesses casos, se não tiver como consertar essa relação, a solução é afastar-se, romper e seguir adiante. Não se trata de ser egoísta, mas de conectar-se apenas com quem você pode contar, com quem luta contigo, com quem sonha os seus sonhos.

E são apenas esses comportamentos que fazem mal? Claro que não! Talvez o que te prejudica não esteja nesta lista, mas se você é capaz de identificar, esta na hora de abandonar e seguir adiante. Certamente sua vida sera mais leve.

Nem sempre estamos animados, mas temos que fazer o que precisa ser feito

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Na vida, no trabalho e nos relacionamentos, nem sempre temos disposição para fazer algumas coisas. E, às vezes, até em função do nosso estado emocional, falta-nos ânimo para desempenhar nossas tarefas. Ainda assim, não podemos permitir que as emoções negativas nos sabotem.

Aceitar as limitações e seguir adiante

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Com muita frequência, a gente trava diante da vida em função dos nossos medos. Nos sentimos inseguros em assumir determinadas tarefas ou em desenvolver certos projetos, porque olhamos para nós mesmos e concluímos que não temos capacidade para aquilo.

Às vezes, nossas limitações ficam muito claras. Sabemos exatamente que elas estão ali… E que são parte do que somos.

Entretanto, também é fato que as limitações que possuímos só se tornam barreiras intransponíveis porque nós as superestimamos. As limitações se tornam gigantes e nos sentimos como pequenos insetos.

O escritor Austin Kleon, ao falar sobre a própria experiência dele, num percurso que o levou a ser um dos autores mais vendidos no mundo, lembra que é preciso aceitar as limitações e seguir adiante.

Note, a proposta aqui não é aceitar os limites e desistir; é aceitar os limites e prosseguir.

Nossas limitações talvez nos obriguem a um redirecionamento, a um esforço maior… Mas não são incapacitantes. Um baixinho que sonha ser jogador de basquete, provavelmente não vai conseguir jogar profissionalmente; a altura será um problema. Entretanto, ele pode se preparar, estudar e se tornar um excelente técnico de basquete, comandar equipes profissionais e até chegar a uma seleção.

Eu adoraria ser engraçado,  divertido… Talvez isso permitiria que meus textos, vídeos, podcasts tivessem milhares de visualizações. Mas isso não me faz desistir. Eu estudo muito, me preparo e compartilho conteúdos sérios. O público é menor, mas construí certa relevância nesse segmento. Minhas limitações poderiam me paralisar. Mas eu segui adiante e estou aqui com você hoje.

Por isso, volto a dizer… Nossas limitações podem trazer inseguranças. Mas é preciso aceitá-las e seguir adiante em busca de nossos sonhos.

Não espere as oportunidades…

O filósofo francês Denis Diderot escreveu “não esperes que as oportunidades venham sozinhas; você tem que fazer isso acontecer”.

Embora seja uma frase curta, a afirmação do filósofo resume uma ideia preciosa: precisamos construir nossas oportunidades.

É fato que algumas acontecem naturalmente.

Talvez você encontre um amigo na rua, um cara que gosta bastante de você… Há meses não se falavam. Vocês se encontram, conversam dez minutos e ele diga: fulano, a minha empresa abriu uma vaga para um profissional que tem o seu perfil. Te encontrar aqui foi uma coincidência maravilhosa. Você tem interesse na vaga?

Sim, essas coisas podem acontecer. São oportunidades que surgem quando não esperamos.

Entretanto, a regra não é essa. As oportunidades geralmente não batem a nossa porta. Precisamos construir o cenário para que aconteçam.

Você não se tornará diretor de uma empresa sem, primeiro, buscar a formação e o preparo necessários para a função. Depois, é fundamental entregar seu currículo, tentar estabelecer vínculos com pessoas que trabalham no local, manter contato, estar disponível para outras funções, ter presença ativa no LinkedIn e não deixar de demonstrar, sempre que possível, que é uma pessoa que reúne as habilidades desejadas para o bom exercício profissional.

Isso vale para todas as outras áreas da vida. Tem gente que vive amores platônicos… Ama, mas nunca se relaciona com a pessoa amada. Parece esperar que a outra pessoa venha bater na sua porta pra dizer: ei, eu também amo você!

Desculpa aí, mas isso dificilmente vai acontecer.

As oportunidades que sonhamos estarão ao nosso alcance se agirmos. Somos nós que fazemos as oportunidades acontecerem.

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Persista em seus sonhos

Só quem persiste transforma sonhos em realidade. Não existe receita mágica. O universo conspira a favor daqueles que se esforçam, que trabalham. É verdade que alguns parecem ter tudo “de mão beijada”, são os que “têm sorte”. Entretanto, essa não é a regra. Nossos projetos se tornam reais quando estamos dispostos a lutar por eles. E o momento para fazer isso é agora.

Sabe, não é nada fácil olhar para o mundo e ver gente brilhando, conquistando e você se sentir um fracassado. E o mundo premia os vencedores. Portanto, todos os holofotes são para eles. Logo, se a gente não consegue, é impossível evitar a tristeza, a decepção…

A amiga está ali com o corpo deslumbrante, perfeito. Fez academia, tratamento estético, perdeu peso… Está deslumbrante. O colega de trabalho ganhou a promoção, trocou de carro, está negociando um apartamento novo… É o modelo de profissional bem sucedido.

Quando a gente olha para as conquistas do outro, nossos fracassos tornam-se ainda mais dolorosos. Entretanto, a primeira coisa que precisamos compreender é que a medida do nosso sucesso não é a medida do sucesso alheio. Devemos ter nossas próprias metas. E dentro da nossa realidade. Devemos caminhar de acordo com nossos limites e tentar superá-los pouco a pouco. É assim que a gente vence.

Ter pressa nos leva a tropeçar. E às vezes recuperar-se do tombo é mais difícil que subir um degrau de cada vez (está aí o exemplo de Eike Batista, o brasileiro que queria ser o homem mais rico do planeta e agora está bem enrolado com a Justiça, além de ter sido desmoralizado).

Não existe esforço sem resultado. E se o resultado esperado ainda não apareceu é porque é preciso persistir um pouco mais; significa que o caminho é mais longo do que imaginávamos, significa que é necessário um pouco mais de empenho.

Deixa eu contar uma história pessoal… Em 2004, tentei pela primeira vez o mestrado. No ano anterior, tinha saído da graduação como melhor aluno. Tinha a melhor média entre todos os cursos. Sonhava com a vida acadêmica e, por isso, achei que estava preparado para ingressar na pós. Estudei, fiz meu projeto. Mas reprovei. Faltou um ponto. Aquilo mexeu comigo. Embora tenha começado a dar aulas pouco depois, relutava tentar de novo. Nos últimos três anos, porém, alguns amigos mais próximos começaram a insistir “você merece o mestrado”. Eu lembrava do fracasso e tinha a impressão que aquilo não era pra mim. Apenas no segundo semestre de 2012, fui realmente tocado a tentar.

Mais maduro, percebi meus limites e fiz um planejamento. Não adiantava achar que meus conhecimentos eram suficientes para garantir a aprovação na primeira tentativa. Aceitei os sacrifícios e resolvi apostar em duas frentes, Educação e Letras. Participei do processo de seleção em Educação a fim de conhecer as políticas do departamento e para cursar como aluno especial; também busquei informações em Letras para fazer disciplinas na área… E trabalhei com afinco ao longo de 14 meses nesse projeto pessoal. Aos poucos, os resultados começaram a aparecer. Conquistei professores simpatizantes aos meus projetos, passei nas provas escritas. Por fim, saíram os editais. Eu estava lá entre os aprovados e no topo das listas, em primeiro lugar.

O sentimento de ser aprovado nos dois mestrados foi especial. Hoje, com o doutorado também concluído, sinto-me recompensado.

Os anos de dúvida se eu era capaz, se eu dava conta trouxeram ensinamentos. Os questionamentos feitos por alguns de que eu era apenas um “atrevido” em sala de aula machucaram sim, mexeram com minha autoestima. Ter ouvido que eu apostava em tantas áreas e que por isso nunca seria bom em nenhuma delas também incomodou. As conquistas, no entanto, me ajudaram a perceber que não precisamos ser especialistas numa única coisa. Mas isso tem um custo, é claro. É fundamental ter um foco, a meta deve ser clara. Não dá para se dispersar. Mas vale a pena. Quando a gente acredita e se dispõe a pagar o preço, na hora certa a vitória vem.

As comparações sociais não são saudáveis

O mundo que a gente vive tem inúmeras oportunidades para medirmos nosso valor em relação às pessoas que nos rodeiam. Quase todo mundo está divulgando sua vida bem-sucedida nas redes. A gente até sabe que parte do sucesso divulgado é fake. Mas imagem é tudo, né?

O efeito desse conteúdo sobre nós pode ser bastante negativo.

Frequentemente, nos questionamos se somos bons o suficiente. E vamos listando uma série de defeitos que supostamente possuímos e que nos colocam pra baixo.

Se estou nas redes e meus vídeos não recebem tantas curtidas e nem são visualizados por milhares de pessoas, o problema deve ser minha falta de carisma.

Se sou professor e meus alunos não vivem curtindo minhas fotos e nem fazendo comentários bonitinhos em minhas postagens, talvez seja porque não gostam de mim.

Se você se pega fazendo essas comparações, saiba que faz um enorme mal à sua autoestima.

As comparações sociais não são saudáveis. Estudos demonstram que os prejuízos são grandes, principalmente para as mulheres – maiores vítimas desse tipo de comportamento.

Além dos efeitos emocionais, as comparações tiram os olhos de nossos objetivos, fazem com que nos sintamos mal com o que estamos fazendo, afinal sempre haverá alguém que parece mais feliz, mais saudável, mais bem-sucedido, mais amado.

Pesquisas mostram que pensar coisas do tipo “essa pessoa é melhor do que eu” alimenta a depressão e a inveja.

Comparar-se com quem tem menos sorte que você ou que tem uma vida supostamente menos afortunada, também não é legal. Geralmente, produz certo alívio, porque traz a sensação de “não estou tão mal assim”, mas, no fundo, você sabe que está se enganando, porque talvez seus objetivos não estão sendo alcançados e isso também causa frustração.

Portanto, ao invés de comparar-se com as outras pessoas, lembre-se de um princípio básico: as pessoas possuem habilidades distintas, histórias diferentes, conhecimentos que podem beneficiá-los. Portanto, se for para olhar para o outro, que seja para aprender com o outro, não para querer ser como o outro.

A única comparação útil é aquela que a gente faz com a gente mesmo: eu sei hoje mais do que ontem? Tenho realizado hoje coisas melhor que ontem? Observar atentamente nossos avanços e tentar compreender onde estamos falhando e onde estamos acertando é o tipo de atitude inteligente que devemos manter.

Não podemos perder nossos valores

Nas relações de trabalho ou nas relações pessoais, não podemos perder nossos valores.

O que são os valores? Considero como as nossas grandes verdades, aquelas que balizam, referenciam nossas ações.

Os valores nos identificam. Fazem parte de nossa identidade.

Quando nossos valores são confrontados, é preciso ser fiel ao que consideramos essencial – ainda que paguemos um preço por isso.

Entendo que todos devemos estar abertos para nos questionarmos, para refletirmos a respeito de nossas práticas e até colocarmos em xeque algumas de nossas crenças.

Mas existe uma distância entre a abertura para o questionamento e a relativização constante dos valores.

A abertura para o questionamento é necessária para nosso desenvolvimento. Permite que avancemos! Ajuda a nos atualizarmos, nos capacita para viver bem o tempo presente.

a fidelidade aos valores é o que assegura nossa coerência. Se notamos que algo que considerávamos relevante não é tão relevante assim, abandonamos e assumimos outro referencial de conduta. Porém, isso não significa mudar de postura diante das primeiras pressões.

Gente que não é fiel aos seus valores é gente que se corrompe facilmente, que não tem direção, não sabe onde quer chegar… Ou seja, é gente que não tem credibilidade, porque hoje age de uma maneira e amanhã de outra.

Os valores referenciam nossas atitudes em qualquer circunstância – seja dentro de casa, na empresa, na escola, na igreja… Se estamos com as contas em dia ou com problemas financeiros.

Os valores são o conjunto de crenças que revela quem, de fato, somos. Permitem que sejamos notados como gente que sabe o quer, que tem posicionamento e não é influenciado por modismos nem por cara feia!