As linguagens do amor: formas de servir

A primeira coisa a fazer aqui é superar os estereótipos sobre os supostos papeis que deveriam ser ocupados por homens e mulheres. As atitudes de serviço, de cuidado com o outro não podem ser pensados como coisas de homem ou de mulher. Tampouco essas imagens construídas historicamente devem impedir que um marido sirva à mulher em seus desejos e nem uma mulher deixe de servir ao seu homem.

As formas de servir são inúmeras, variadas. E, para muitas pessoas, o serviço é uma das maneiras de se sentirem amadas. Portanto, tire um tempinho e veja as dicas.

Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações!

Queremos ser amados

Talvez esta seja a nossa maior necessidade: nos sentirmos amados/as. Há uma carência que nos é intrínseca, está em nós: queremos saber que importamos para outra pessoa, que fazemos diferença na vida da outra pessoa. Embora cada pessoa manifeste esse desejo de um jeito, apenas gente “anormal” não se importa com o amor do outro.

Num momento tão delicado de nossa história, numa sociedade individualista, em que vivemos voltamos para os nossos próprios interesses, queremos nos sentir amados, mas nem sempre damos amor. E isso causa um descompasso: afinal, se cada um olha apenas para si, quem estará disponível para dar amor? Logo, quase todo mundo guarda em si certa carência; é como se estivesse com o tanque vazio de amor.

Diariamente, casamentos são desfeitos porque uma das partes – ou as duas – não estava se sentindo amada. E quando uma pessoa não se sente amada, imagina-se desprezada, ignorada, deixada de lado. Os conflitos vão se avolumando, as cobranças e, o pior, a pessoa fica vulnerável, aberta a qualquer abordagem externa. Logo, a traição se torna uma possibilidade.

Deixa eu repetir aqui algo que insisto sempre: amor é decisão. E fazer o outro sentir-se amado implica numa série de práticas cotidianas.

Tem muita gente por aí iludida com o amor. Acredita que aquela paixão dos primeiros meses do relacionamento era amor. Como a paixão vai embora – e sempre vai embora, sempre acaba -, a pessoa perde a disposição de agir para agradar o parceiro, a parceira.

A paixão motiva atitudes altruístas. Enquanto estamos apaixonados, nos doamos completamente. Fazemos tudo! Se pudéssemos, dávamos o céu e as estrelas para o outro. É óbvio que num cenário repleto de atitudes gentis, com pequenas surpresas, toques, palavras amorosas… Num cenário como este, não dá para se sentir carente.

Mas quando a paixão acaba, também acabam todas as atitudes maravilhosas que tocavam o coração da outra pessoa e a fazia sentir-se amada.

Então o que fazer para que nosso companheiro, nossa companheira siga sentindo-se amado/a? Só existe uma maneira: continuar agindo de forma propositiva, tentando agradar, agindo para fazê-lo/a feliz. Também por isso o amor é decisão. Noutras palavras, eu decido amar a outra pessoa todos os dias. E minha decisão se revela em práticas cotidianas de gentileza, de palavras amorosas, pequenos agrados, tempo de qualidade, surpresinhas… Respeito, acolhimento, tolerância, incentivo…

Diga-me: quando você recebe esse tipo de cuidado de outra pessoa não se sente amado/a? Não sente que sua vida, sua presença importa para ela/e?

Pois é… Sentimo-nos amados quando as pessoas demonstram, em práticas, que nos amam. Um “te amo” faz bem, mas parece vazio se nunca é demonstrado com atitudes. O “eu te amo” que não se traduz em ação, nada significa.

Portanto, se todos querem sentir-se amados, o que você tem feito para que o seu parceiro, sua parceira compreenda que você o/a ama?

As linguagens do amor: presentes

Você gosta de ganhar presente? Você sabia que em todas as culturas existe o hábito de presentear como forma de agradar, de agradecer, de expressar amor? E, no relacionamento, o presente é uma excelente maneira de demonstrar amor à pessoa amada.

Este é o tema de mais um vídeo da série sobre relacionamentos. Inspirado pelo livro “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman, apresento pra você mais uma forma de investir em seu relacionamento.

Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações dos próximos vídeos!

As linguagens do amor: qualidade de tempo

Na semana dos namorados, preparei uma série de vídeos sobre relacionamentos. E nesta sequência baseada no livro “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman, falo sobre a segunda maneira de comunicarmos amor à pessoa amada: por meio do tempo, do tempo de qualidade. Portanto, se você quer ter um casamento feliz, invista uns minutinhos neste vídeo.

Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações!

Casamento feliz se constrói diariamente

casal_2

Ninguém começa o casamento esperando dias, semanas ou até meses e anos ruins. Quase sempre, alimenta-se a expectativa “vou casar e ser feliz”. Como já escrevi noutras ocasiões, essa expectativa é faz parte da lista dos grandes enganos que geralmente provocam o desgaste do relacionamento.

Por isso, seguindo a tese de que um casamento feliz se constrói diariamente (apesar dos problemas que todos casados enfrentam ou vão enfrentar), selecionei mais algumas dicas aos leitores.

É fundamental entender que o casamento é um projeto em que se tem que investir diariamente. A relação não se sustenta apenas nos sentimentos, apenas no amor. É necessário cuidar, dar atenção, separar um tempo para o outro, paparicar…

E quem paparica, diz coisas bonitas, agradáveis à pessoa amada. Palavras agradáveis ajudam a manter um bom ambiente entre os dois. E além disso, é mais barato e garante melhores resultados que dar presentes (embora estes não devam ser ignorados).

Investir no relacionamento é dispor de tempo exclusivo para o parceiro – sem filhos ou amigos. O ideal é que isso aconteça pelo menos uma vez por semana, para que o casal possa falar tranquilamente de temas mais pessoais e sem interrupções.

Também é muito importante que o casal não se perca na monotonia do dia a dia. É importante que consigam ser espontâneos e vez ou outra surpreendam a pessoa amada. E sabe aqueles detalhes que a gente se preocupa tanto antes do casamento? Tipo… estar bonito para o outro, passar um perfume, usar a melhor roupa, organizar a casa… Isso não pode ser perdido. Como também não podem ser esquecidos os gestos gentis, os sorrisos… Muito menos pode ser abandonado o beijo de boa noite, o cumprimento carinhoso antes de sair, na hora de encontrar…

Por fim, uma última dica: o casal deve manter contato físico e espaços de intimidade. Isto se torna ainda mais importante após a chegada dos filhos. É necessário encontrar momentos para valorizar o romance e impedir que o relacionamento caia na rotina. Afinal, faz bem sentir-se ainda atraente e desejado pela pessoa amada.

Casamento é mais que viver juntos

casar

Para um casamento dar certo, o objetivo deve ser o bem estar afetivo, a felicidade de ambos. Embora isso pareça óbvio demais, é negligenciado por muitos casais. Na verdade, profissionais especializados em relacionamentos apontam que a maioria das pessoas se casa com um objetivo prioritário, provavelmente inconsciente: viver juntos.

Vou explicar… Frequentemente, casais assumem um relacionamento mais sério quase de maneira improvisada. Sim, as pessoas planejam um monte de coisas – inclusive gastam milhares de reais na festa. Porém, no que diz respeito ao casamento de fato, ao significado do que é esse “viver juntos”, parecem seguir a regra do improviso: primeiro, a gente casa, depois a gente vê o que acontece.

Muitas pessoas se casam sem um projeto de vida, sem ter um plano construído de forma consensual entre as duas partes. Depois dá tudo errado e culpam a instituição casamento… Como se o casamento fosse um modelo falido ou qualquer coisa do tipo.

As pessoas deveriam saber que, viver juntos, não é um indicativo de estabilidade emocional e nem resultado apenas da qualidade da relação na cama. A convivência a dois carece de intimidade psicológica, de compatibilidade.

Por isso, antes de assumir um compromisso mais sério (casamento, por exemplo), é fundamental:

  • Dar tempo ao tempo… Dar-se o tempo necessário para se conhecerem. Em outras palavras, gastar tempo a fim de conhecer o parceiro mais a fundo;
  • Saber se são compatíveis na convivência. Afinal, aquela loucura toda dos primeiros meses do romance vai embora. Fica a realidade – com seus altos e baixos. E a rotina do casamento é desgastante. Por isso, ter sintonia na convivência é essencial para fazer dar certo;
  • Saber que lugar ocupam as famílias de origem, os ex (namorados, namoradas, maridos, esposas etc), o passatempo, a diversão e o trabalho em sua nova vida. Tem gente que casa e, depois, se surpreende com a sogra indo todos os dias em casa. Isso só acontece, porque as coisas não ficaram claras antes…
  • Traçar projetos comuns e metas consensuais.

Sabe, infelizmente, muita gente se casa sem ter certas questões acordadas, sem conhecer de fato o parceiro. Tem gente que está tão egoisticamente ocupado em ser feliz que esquece que o relacionamento, para funcionar, precisa que ambos estejam satisfeitos. Tem gente que “diz sim” mas nem dialogou antes sobre filhos. “Queremos filhos?”, “Para quando serão os filhos?”, “Quando nascer, quem vai cuidar?”, “Como vamos educar?”, “Você acha certo das umas palmadas na criança?”… Isso tudo é importante, tem que ser conversado, mas por vezes é silenciado.

E, para concluir, ainda vale pensar:

  • Para que exista intimidade afetiva, e de qualidade, deve haver espaço para que cada uma das partes possa se expressar, possa dizer o que sente e, principalmente, esteja confortável na dinâmica do relacionamento, encarregando-se de sua própria felicidade, sem esperar que o outro faça algo por si para que esteja bem;
  • O casamento é feito por duas pessoas. Logo, ambos devem se pronunciar sobre experiências felizes, sobre as coisas que fazem bem. O investimento no romance deve ser mútuo.

Num ambiente assim, os objetivos propostos poderão se desenvolver, pois o terreno é fértil, propício… E assegura boas chances de funcionarem e resultarem num casamento feliz.

O que sustenta o amor

200403415-001
Em 2009, a Pixar lançou uma animação que encantou crianças e adultos. Além da história principal – envolvendo um velho ranzinza e um garoto, “Up – altas aventuras” trazia a beleza de um relacionamento que havia começado na infância. Carl Fredericksen, um vendedor de balões, e sua esposa Ellie, viveram juntos até que a morte os separou.

Essa história, que aparece no início do filme, ainda inspira muita gente a falar de um relacionamento “para sempre”. A imagem do casal serve de inspiração para a circulação de frases inspiradoras na internet. Uma das últimas que encontrei foi esta:

pensamento

Uma frase apenas, mas cheia de verdade. Muita gente aposta tudo no amor. Acredita que o amor é a razão de tudo. E eu concordo. Entretanto, não há amor que sobreviva se não for alimentado. E o que sustenta – e até nos faz amar – é o modo como nos relacionamos com a pessoa amada. Para mim, é nisso que consiste o verdadeiro amor: uma prática diária, consciente, de fazer bem, de se querer bem.

Tem gente que diz amar, mas se distancia, usa palavras ásperas, é agressivo. Tem gente que diz amar, mas não valoriza, não elogia, não admira. Tem gente que diz amar, mas não fica junto, não participa, não auxilia. Tem gente que diz amar, mas esquece datas, não dá presentes, não sabe ouvir. Esse tipo de amor não toca, não conforta, não acalma. O coração fica carente, o relacionamento se esvazia. A gente ama quando é amado.

Quando quer viver um relacionamento pleno, a gente se esforça. Aceita, tolera, se humilha. E, por vezes, nega as próprias vontades. Há sacrifício, disposição, perdão. E nessa prática de vida, nesse modo de se relacionar, sustenta-se o amor.