O que faz um líder eficaz?


A consultora de liderança e cientista organizacional, doutora Sunnie Giles, num artigo publicado na Harvard Business Review, apresentou algumas conclusões bastante interessantes.

Quero compartilhar por aqui algumas delas. Escolhi três características que me parecem relevantes não apenas para chefes, diretores de empresas, empresários… Mas também para quem ocupa outras tantas funções e têm o papel de conseguir o comprometimento, envolvimento das pessoas.

A doutora Sunnie, depois de realizar um estudo em 15 países, notou que os grandes líderes demonstram uma ética sólida, proporcionam sensação de segurança aos colaboradores e criam um ambiente favorável no tratamento de acertos e erros.

Segundo o estudo, um líder com altos padrões éticos transmite compromisso com a justiça, instigando a confiança das pessoas de que as regras do jogo serão respeitadas, de que não haverá surpresas no meio do caminho. Isso motiva a equipe a se dedicar mais pela empresa.

Além disso, ao comunicarem suas expectativas de maneira clara, demonstrando ética, os líderes não confundem as pessoas, não geram ruídos no ambiente corporativo e os colaboradores podem relaxar. Isso faz com que a equipe dedique mais energia, e capacidade do cérebro, ao engajamento social, a inovação, criatividade e desejo de crescimento pessoal e da empresa.

Outra conclusão do estudo realizado pela doutora Sunnie, e que chamou minha atenção, é que os bons líderes oferecem segurança aos colaboradores, mesmo quando eles cometem erros.

Gente disposta a dar o melhor de si não é nada fácil de encontrar. Entretanto, muitos colaboradores não se doam completamente porque, quando são inexperientes numa função, se preocupam com a avaliação dos chefes e diretores. Receiam ser censurados. Quando experientes, às vezes não se atrevem a dar o melhor de si, porque nem sempre querem correr o risco de contrariar as práticas já estabelecidas no ambiente.

Falhas são comuns em todos os processos produtivos. E o fracasso é necessário para o aprendizado. Porém, se isso não ficar claro para a equipe, a busca pelos resultados desejados pode desencorajar os funcionários a se arriscarem. Para resolver este conflito, os líderes devem criar uma cultura que suporte a tomada de riscos.

São características aparentemente simples, mas que demonstram que há necessidade de uma grande mudança na mentalidade de quem deseja ocupar funções de liderança.

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O seu parceiro não te escuta?

dialogo

A boa comunicação num relacionamento é quase uma arte. Não é nada fácil se fazer entender. Por vezes, até temos boa vontade, mas nem sempre usamos as estratégias adequadas. Eu sei que para muitos casais o diálogo se tornou tarefa quase impossível. E, infelizmente, porque conversar passou a ser sinônimo de briga. Quando o outro diz “precisamos conversar”, dá frio na barriga e tudo que se deseja é sumir do mapa.

Para que o diálogo funcione e você seja efetivamente ouvido pelo parceiro, tenho algumas dicas que considero bastante relevantes. Talvez as dificuldades de comunicação na sua relação não sejam sua responsabilidade. Porém, partido da premissa de que devemos fazer o nosso melhor pela preservação do romance, sugiro quatro coisas.

Não altere a voz – Complicado, né? Principalmente, se estamos irritados, se nos sentimos contrariados. Acontece que, quando grita, você perde o controle e sua argumentação se fragiliza. Pior, quando grita, o outro se “arma”. A outra pessoa se sente atacada e não te ouve. O diálogo, na verdade, torna-se uma briga verbal. Luta-se para ver “quem vence”. E a relação só funciona quando os dois vencem.

Não use generalizações – Com frequência, generalizações são péssimas. E isso porque, quase sempre, são injustas. Quando você diz para o outro: “você sempre faz isso”, está excluindo toda e qualquer possibilidade de o outro ter feito algo diferente daquilo que está sendo mencionado. Tipo: “você nunca sai comigo!”. Será que é isso mesmo? O outro, de fato, nunca saiu com você? Ao usar generalizações do tipo “sempre” e “nunca”, você coloca o parceiro na defensiva, na obrigação de se explicar. E mais: vai te atacar dizendo que você nunca reconhece o que ele/ela faz. Por isso, o ideal é que sejamos pontuais, claros, objetivos. Diga o que realmente te incomoda e exemplifique. Tipo, ao invés de “você nunca sai comigo”, diga: “faz dois meses que não saímos. Gostaria de sair com você”.

Deixe o outro terminar de falar – Ouça os argumentos do parceiro. Da mesma forma que desejamos ser ouvidos, o outro também quer ser ouvido. Se não deixamos que o outro termine de falar, não existe diálogo. A ansiedade em querer resolver logo, não ajuda na conversa.

Não tenha discursos prontos – Se o objetivo é dialogar, dialoga-se com base na troca de argumentos. Quando temos um discurso pronto, não ouvimos o que o outro diz. Apenas queremos impor nosso ponto de vista.

Como eu disse anteriormente, sei que nem sempre somos os responsáveis pela ineficácia do diálogo. Porém, não custa lembrarmos que a maneira como agimos contribui – ou não – para o sucesso da comunicação no relacionamento.

Ps. O texto vale para homens e mulheres. Por isso, no lugar de parceiro, pode-se ler “parceira”.