Deus está conosco durante as tempestades da vida

No livro do profeta Isaías, no capítulo 43, versículo 2, lemos: “Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando passares pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”. Essa é uma promessa linda, né? Sei que tem gente que lê este texto e questiona: “ei, eu tô aqui na pior… e eu confio em Deus, mas tô na pior. Como assim? Deus não deveria me proteger dos problemas? Impedir que eu me desse mal?”
 
Desculpa aí… Mas não foi essa a promessa que lemos. Como começa o versículo? “Quando passares pelas águas, eu serei contigo…”. A promessa de Deus é passar conosco pelos momentos difíceis.

Na vida, existem tempestades, existe o fogo das provações, das perdas, das dores… E este momento que vivemos é estressante, instável e de muitas incertezas. Este é um momento de muita angústia. E você pode achar que está passando por isso sozinho. Mas não está! Deus vê o que você está passando. Deus se importa… Ele está bem ao seu lado e caminha contigo.

Não importa o que você está enfrentando agora ou enfrentará no futuro, você nunca estará sozinho. Deuteronômio 31: 6 diz: “Portanto, seja forte e corajoso! Não tenha medo e não entre em pânico. Eu, o Senhor, seu Deus, irei pessoalmente à sua frente”. Tenha certeza que Ele não te abandonará jamais. Tenha fé! 

O mundo vai plantar todos os tipos de dúvida e de medo em sua mente. Talvez você esteja se perguntando… “E se eu ficar doente?” ou, “E se a economia entrar em colapso de vez?” ou, “E se eu perder meu emprego?”… Eu posso assegurar: não faltarão motivos para você duvidar. Mas hoje eu quero te dizer: entregue esses medos a Jesus e lembre-se de que Deus prometeu nunca abandoná-lo. As aflições que o filho de Deus sofre são aflições momentâneas, como disse o apóstolo Paulo.

Meu amigo, minha amiga, concluo com uma frase do escritor Rick Warren: você não precisa saber o que o futuro reserva, porque você sabe quem mantém o futuro. 

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Tem alguém pra te ouvir?

amizade
Sim, alguém pra ouvir, pra te dar atenção. Um amigo disposto a escutar, simplesmente escutar. Chorar junto, se preciso. Abraçar, se necessário. Você tem alguém assim?

Às vezes acho que estamos presentes nas redes sociais porque queremos ser ouvidos. Como não tem ninguém que possa realmente nos dar atenção, saímos gritando pro mundo através de publicações eletrônicas. É nesse contexto que surgem as postagens sobre o estado de humor, como está se sentindo… Enfim. E aí, quando a pessoa coloca ali que está pra baixo, sempre aparece alguém pra comentar, demonstrando certa preocupação.

Entretanto, será que esse tipo de comentário preenche o vazio do coração? Supre a necessidade de um abraço?

Há momentos em que a angústia toma conta. É preciso verbalizar. “Botar pra fora”. Mas com quem contar?

A gente até acha um monte de “amigos” dispostos a dar palpites, preparados para dizer pra gente sair dessa, que tudo passa, que é só um momento… Também acha aqueles prontos pra criticar, apontar os erros, julgar.

O mundo hoje é individualista. Cada um cuida da sua vida. E, no olhar para o outro, frequentemente se tem a “receita” para que seja feliz. Por isso, é tão difícil encontrar alguém que ouça. Que escute, acolha, não julgue e muito menos transforme em “notícia” tudo o que ouviu.

Estamos ilhados em meio a um mar de pessoas. Poucos podem se orgulhar de ter um amigo de verdade. Alguém capaz de ouvir, simplesmente ouvir, abraçar, apoiar.

Ter alguém assim é como encontrar um diamante  em meio à aridez de um deserto.

Em quem você confia?

O ser humano nunca foi plenamente confiável

Este talvez seja um dos nossos grandes dilemas. Em quem confiar? Pai? Mãe? Esposa? Amigo? O chefe?

Quem é digno de nossa confiança? Quem é capaz de guardar um segredo? Entre as pessoas próximas, existe alguém que não fala mal de você quando você não está por perto?

O ser humano nunca foi plenamente confiável. Tem natureza má. Dos animais, provavelmente seja o mais perigoso. É capaz de sorrir, apertar sua mão, abraçar – dividir a mesma casa com você – e ainda assim, quando vira as costas, diz inverdades, cria factóides, faz comentários maliciosos. Prefere dizer ao outro a confrontar diretamente, recomendar, orientar… quem sabe, corrigir.

Por inocência, imprudência ou sei lá o quê, por vezes, as pessoas deixam suas vidas nas mãos de outros. Confessam segredos, dividem fofocas e, no dia seguinte, frustram-se ao descobrir que o melhor amigo traiu sua confiança.

As relações humanas são mesmo confusas; complexas, diria. E, como tenho dito, não somos ilhas; precisamos do outro. No trabalho, dividimos tarefas. O sucesso se garante por um trabalho de equipe. Na faculdade, não é diferente. Na família, também. Carecemos de afeto e os amigos são fundamentais.

Porém, falar dos outros, contar as falhas alheias nos dá prazer. Por isso, é cada vez mais raro encontrar alguém digno de confiança. Entre os nossos são poucos os que ainda são capazes de silenciar, evitar falar de pessoas e apenas discutir ideias.

Não deveria ser assim. No entanto, entre os humanos são raros os que se apóiam, se protegem, que amam de verdade. De alguma maneira, mesmo vítimas do falatório alheio, não aprendemos e optamos por seguir a multidão – mesmo quando justificamos que “não fofocamos, apenas retratamos a verdade”.

A pergunta que não consigo responder diante desse nosso hábito é muito objetiva: a quem interessa?

Enquanto não encontramos explicações, seguimos vivendo… e sem segurança, pois onde está aquele em quem se pode confiar?

Competitivos e destrutivos

Já notou o quanto somos competitivos? Não estou dizendo dos nossos potenciais como competidores. Mas sim do nosso desejo intrínseco de ser sempre o melhor.

É preciso ser melhor que o companheiro de empresa, melhor que o colega de faculdade, melhor amigo, melhor namorado, melhor amante… Enfim, não nos agrada a idéia de que alguém é melhor que a gente. Até nossos encontros precisam ser perfeitos. Em alguns momentos, a pessoa pode se sentir inferior – e até rejeitada – se souber que a namorada ou mulher (vale aqui também o inverno, no caso das garotas) teve um ex mais, digamos assim, competente.

Sabe, não há problema em ser competitivo. Faz parte da nossa natureza. Dizem que isso é culpa do mundo contemporâneo – ou do capitalismo. Isso é uma verdade parcial. Afinal, esse sentimento de conquista, de ser o melhor está diretamente relacionado à natureza humana. Somos assim.

Pensa naquela criança de dois brincando com os amiguinhos… Está dali, sem ainda ter noção de mundo, mas já é um competidor. Ele não quer perder para o amiguinho. E se na brincadeira sentir-se derrotado, vira o jogo aplicando no outro uma bela mordida (pode ser um tapa, um empurrão ou outro gesto violento qualquer que, nós pais, conhecemos muito bem).

Portanto, esse sentimento não é errado. Ou um pecado. O problema está no que fazemos com esse desejo de ser o melhor. Podemos ser impulsionados por ele para nos tornarmos pessoas de fato melhores ou ser consumidos pela inveja, cobiça, arrogância, prepotência ou ainda pelo sentimento de inferioridade, pela baixa auto-estima.

Nesses casos, fazemos mal ao outro e a nós mesmos. Fazemos mal ao outro porque nunca seremos sinceros com quem está próximo e acabamos por desenvolver comportamentos destrutivos. Fazemos mal a nós mesmos porque perdemos a confiança, a paz de espírito e até mesmo os amigos – ou a pessoa amada (imagine: o sujeito que está sempre se comparando ao ex da garota, onde ele vai parar?).

Desejar ser o melhor é natural, como disse. Competir é saudável, quando se respeita e há sinceridade. E aprender que todos têm seus limites – inclusive aqueles que invejamos – é a primeira atitude de sabedoria num processo de desenvolvimento para se viver bem.