32,9% dos trabalhadores brasileiros são autônomos: estratégia de sobrevivência

O Brasil aparece no ranking mundial como o terceiro país com maior número de trabalhadores autônomos. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, cerca de 32,9% da força de trabalho do país atua de forma autônoma.

Em países desenvolvidos como os Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra… Esse modelo de ocupação pode significar coisas positivas – tipo: empreendedorismo, flexibilidade e qualidade de vida.

No caso do Brasil, significa “luta pela sobrevivência”.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o trabalho autônomo, no Brasil, representa a tentativa das pessoas de se manterem ativas. Geralmente são trabalhadores desempregados em busca de alguma renda ou de gente que tenta complementar a renda.

E, por aqui, vou repetir: são 32,9% de trabalhadores atuando de forma autônoma. É muita gente.

Não é difícil compreender o cenário. No final de 2017, economistas e o governo brasileiro apostavam que seriam abertos 1 milhão de postos de trabalho neste ano. Hoje, acredita-se que 80% das vagas previstas não serão abertas. Apenas 200 mil empregos poderão ser criados.

Também não há perspectivas futuras. Estimava-se que o crescimento econômico pudesse chegar a 3% neste ano. Várias revisões já foram feitas e, hoje, a projeção de crescimento do PIB não passa de 1,5%.

A greve dos caminhoneiros, apoiada pela população, também contribuiu – e muito – para ampliar a crise do país. O Brasil produziu muito menos em maio, a inflação subiu e os prejuízos são bilionários – atingindo toda a população, mas principalmente a massa trabalhadora.

Tenho insistido em falar sobre essas questões, pois este é o Brasil real. O Brasil que precisa de respostas urgentes. Não apenas de discursos de efeito – moralistas, militaristas, mas vazios de propostas concretas.

Podcast da Band News. 

Medo do desemprego é o maior em 22 anos

A CNI, Confederação Nacional da Indústria, apresenta, mensalmente, um indicador que mede o medo do desemprego no país. E esse indicador atingiu um índice recorde, o maior em 22 anos. O nível de insegurança do trabalhador subiu 4,2 pontos e atingiu 67,9 pontos – um recorde.

A insegurança aumentou principalmente entre os homens. Para eles, o medo de perder o emprego subiu 5,6 pontos, contra uma alta 2,8 para as mulheres.

O maior receio entre os homens é justificado. Num país em que a cultura ainda é de um homem-provedor, aquele que coloca comida na mesa, estar desempregado significa expor a família a riscos.

O medo do desemprego é maior entre os trabalhadores do Nordeste brasileiro, mas também atinge os jovens com idade de 16 e 24 anos e afeta mais aqueles que ganham até um salário mínimo.

Esse índice recorde no indicador medido pela CNI se deve à falta de confiança na retomada econômica. O Brasil está há cinco anos passando por momentos muito difíceis na economia. Neste período, foram três anos de recessão, um crescimento medíocre em 2017 e, 2018, deve repetir o cenário do ano passado.

Michel Temer assumiu a presidência com o discurso de que tinha a receita para colocar o Brasil na rota do crescimento. Promoveu reformas importantes, mas acabou engolido pela naturalização na corrupção no seu governo, incompetência na gestão de crises, como a recente paralisação dos caminhoneiros – características que, em síntese, tiram toda credibilidade, tão necessária para o bom funcionamento da gestão pública e confiança dos investidores.

Podcast da Band News. 

Ricos, pobres, desigualdade

O rico gasta em três dias o que o pobre gasta em um ano. Este é o retrato da desigualdade revelado nas primeiras análises feitas pelo Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com base nos dados do Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE.

Quando vi a notícia, republiquei no Twitter. Acrescentei um breve comentário. Apontei: é revoltante. Não, não fico revoltado com os gastos dos ricos. Reconheço que muitos esbanjam, jogam dinheiro fora. Entretanto, o que leva à indignação é a desigualdade. Enquanto alguns têm muito, outros têm tão pouco. E os que vivem com pouco são a maioria.

Esta semana conversei com um pós-doutor em Economia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Falávamos sobre a diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico. As duas coisas, conceitualmente, são diferentes. Historicamente, o Brasil é uma máquina de crescimento. Entretanto, segue patinando quando o assunto é desenvolvimento.

O crescimento implica na geração de riquezas. O tamanho do PIB, o Produto Interno Bruto. Mas, quando não disciplinado, planejado, não beneficia a todos.

Já desenvolvimento é algo mais complexo, amplo. Estamos falando do crescimento de riquezas que resulta na promoção humana, que dá garantia mínima de acesso de um povo aos bens e serviços gerados por uma nação. E isto efetivamente não ocorre no país.

Entre 1930 e 1980, o Brasil foi um dos campeões mundiais em crescimento econômico. Superamos até mesmo o Japão, uma das mais importantes economias do mundo. Mas quanto avançamos na distribuição de nossas riquezas?

Boa parte da população não tem trabalho digno. Não tem renda suficiente para atender as necessidades básicas do homem – alimento, moradia, saúde, educação. Aqui não relacionamos sequer o direito ao lazer, fundamental para que a vida não se torne um fardo.

O governo federal argumenta que gasta bilhões em políticas públicas de promoção humana. O Bolsa Família é uma dessas alternativas. É preciso reconhecer, as pessoas atendidas ao menos conseguem ter alimento na mesa. E há, teoricamente, a contrapartida da educação. Mas é suficiente? Não. Chega ser uma agressão ao ser humano acreditar que o Estado cumpre seu dever ao oferecer, em média, 50 dólares/mês às famílias em situação de risco.

O dever do Estado é reduzir a distância entre ricos e pobres. Isto não se faz acabando com os ricos, como se tentou fazer no passado nos chamados países comunistas. Faz-se como resultado de políticas públicas que garantam condições iguais a ricos e pobres, e de intervenção direta em questões fundamentais como, por exemplo, o acesso à moradia. A contradição chega ser intrigante. Quem pode pagar, tem casa; quem não pode, depende do aluguel – ou vive de favor ou ainda nas favelas.

E os tributos? Um estudo recente revelou: o pobre é quem, proporcionalmente, paga mais impostos. E a educação? Os menos favorecidos dependem da educação pública, que, lamentavelmente, tem pouca qualidade. Na saúde? Vai para o SUS. Quando precisa de tratamento especializado, fica meses até anos na fila de espera.

Superar tamanha desigualdade deve ser vista como prioridade. Não apenas pelo governo. Deveríamos nos sentir responsáveis. As consequências afetam a nação. E o maior exemplo é a escalada da violência.

As manchetes do dia…

– Maringá monitora suspeito de gripe A
O jornal O Diário destaca o monitoramento de um caso da chamada gripe suína em Maringá. Um homem de 44 anos, vindo de Nagoya, no Japão, região onde já foram confirmados de contaminação da Influenza A foi internado sexta-feira no Hospital Municipal com sintomas da doença. No Paraná, outros dois casos estão sendo monitorados.

– Saúde monitora suspeita de gripe suína em Maringá
A manchete do jornal Hoje Notícias também trata do monitoramento de um caso de gripe suína em Maringá.

– Gripe suína: homem é monitorado na cidade
A manchete do Jornal do Povo fala do mesmo caso.

Diário do Noroeste
Ambulantes apontam queda nas vendas e reclamam da sensação de insegurança

Folha de Londrina
Preço do gás de cozinha aumentou quatro vezes

Gazeta do Povo
Carteira assinada. Paraná abre 7,9 mil vagas em abril

Jornal do Brasil
Oferta de empregos já supera demissões

O Globo
BB sobe juros um mês após Lula mandar cair

Valor Econômico
Mercado interno sustenta crescimento das empresas

O Estado de S.Paulo
Agronegócio e serviços sustentam alta do emprego

Folha de S.Paulo
Perdigão e Sadia fecham megafusão

As manchetes do dia…

– Emagrecedor leva médico à prisão por tráfico de drogas
O jornal O Diário destaca a prisão do médico maringaense José Carlos Ramires. O médico foi preso ontem por agentes do Nurce em sua clínica. Ele é acusado de prescrever e comercializar medicamentos para emagrecer sem a habilitação profissional específica. O médico era clínico geral, mas atuava como endocrinologista. Ramires vai responder por tráfico de drogas.

– MP instaura inquérito para apurar gastos da Câmara com veículos
A manchete do jornal Hoje Notícias trata do inquérito aberto pelo Ministério Público para verificar se houve irregularidades nos gastos com veículos durante os anos de 2007 e 2008. O inquérito foi instalado pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, José Aparecido da Cruz. A intenção é investigar as compras de pneus, combustíveis e outros equipamentos para a frota de veículos da Câmara durante a presidência do vereador John Alves Correa.

– Etapa de rodeios começa hoje na Expoingá
A manchete do Jornal do Povo fala dos rodeios da feira de exposição agropecuária de Maringá. Os rodeios em touros e cavalos começam hoje às 20h e seguem até domingo, último dia da Expoingá.

Umuarama Ilustrado
Acusado de vender remédio para emagrecer, médico é preso

O Diário do Noroeste
Cresce número de denúncias de abusos contra crianças e adolescentes em Paranavaí

Folha de Londrina
Doenças parasitárias ainda matam no Paraná

Gazeta do Povo
Promotor diz que Carli Filho estava embriagado e em alta velocidade

O Estado do Paraná
Aperta cerco a Carli Filho

Jornal do Brasil
Informais e ilegais lucram com a crise

O Globo
Lista de chefe da milícia mostra propina para PMs

Valor Econômico
Cade avaliará a fusão de Sadia e Perdigão

O Estado de S.Paulo
Governo adia mudança no IR dos fundos de investimento

Folha de S.Paulo
Crescimento pode ser zero neste ano, admite governo

As manchetes…

– Indústria local sente primeiros sinais da crise
O jornal O Diário de hoje destaca que, pela primeira vez no ano, a indústria maringaense contratou menos do que demitiu. A afirmação é baseada em dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho. Segundo a reportagem, o setor têxtil foi o que mais sentiu os efeitos da crise global.

– Investimento recorde e consumo elevam PIB
A manchete do Hoje Notícias trata dos resultados da economia brasileira no terceiro trimestre. O PIB brasileiro cresceu 6,8%, em comparação com igual período de 2007. A construção civil e os bens de capital teriam puxado o aumento do PIB. Também cresceu de forma significativa o consumo entre os brasileiros.

– Aula prática em estradas gera polêmica
A manchete do Jornal do Povo ressalta o projeto que obriga as auto-escolas a ministrarem aulas de direção em rodovias estaduais e federais. O projeto foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Paraná. Embora aprovado pelos deputados, o projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador Roberto Requião.

Umuarama Ilustrado
Árvores no chão e telhas nos ares

Diário do Noroeste de Paranavaí
Câmara inicia discussão pública sobre a possibilidade de fusão Fafipa/UEM

O Estado do Paraná
“Aliado” pode complicar minirreforma de Requião

Folha de Londrina
TSE indica novo 2º turno em Londrina

Gazeta do Povo
PIB registra crescimento de 6,8% no 3.º trimestre

Jornal do Brasil
País cresce, apesar da crise

O Globo
Crise freia país no auge do seu crescimento econômico

Valor Econômico
País atrai talentos globais que tentam fugir da crise

Folha de S.Paulo
Antes da crise, economia cresce 6,8%

O Estado de S.Paulo
PIB surpreende e cresce 6,8%

As revistas…

Veja: – A luta pela vida. A revista Veja desta semana traz o drama do ator Fábio Assunção. Ele foi afastado na semana passada da novela Negócio da China, da Rede Globo. Conforme a reportagem, o drama de Fábio Assunção para se livrar da cocaína é um alerta aos que minimizam o poder destruidor das drogas. O ator já tinha dificuldades para decorar os textos. Ainda nesta semana, a Veja fala dos bolivianos que, para fugir do presidente Evo Morales, se refulgiam no estado do Acre. Também na Veja três cenários possíveis para a economia brasileira em 2009. A reportagem aponta que o crescimento econômico pode variar de 2,6% a 4,1% do ano que vem.

Época: – Oitenta blogs que você não pode perder. Um novo guia para navegar pela blogosfera – política, humor, tecnologia, cultura e comportamento. A lista da Época foi feita com a ajuda dos 25 blogueiros de maior sucesso na rede mundial. A revista ressalta que até George W. Bush está esperando Obama. O presidente eleito só entrou na Casa Branca para uma visita de cortesia – mas os Estados Unidos estão impacientes para que o novo presidente comece a agir. Uma outra reportagem questiona: você sabe ler um rosto? Um novo estudo mostra que as expressões do corpo valem mais que mil palavras.

Isto É: – Mulheres infiéis. Pesquisas mostram por que elas estão traindo mais e como identificar sinais de infidelidade. Na geração até 25 anos, metade das mulheres assume que já foi infiel e o ambiente de trabalho é o local que mais favorece as escapadas. Na edição desta semana ainda um estudo sobre o novo fator de risco para o coração e a lei que pode fazer crianças repetir o ano.

Carta Capital: – Nos domínios de Gilmar. A Carta Capital revela que, em Diamantino (MT), a família do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, exerce o poder à moda antiga. E tira proveito. A reportagem de capa desta edição levará o leitor a conhecer a influência política do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em sua terra natal. O Gilmar de Diamantino parece não poupar esforços por manter no poder o grupo político encabeçado por sua família. Ainda na edição, a juíza paulista que vazou informações para a turma de Daniel Dantas.

Brasil, superpotência…

Vamos nos tornar uma superpotência. É isso que diz uma reportagem publicada pelo jornal europeu Financial Times. O principal jornal de economia e política da Europa enumera num artigo os pontos positivos do Brasil. A publicação ressalta que o país reúne boas condições para se tornar uma potência mundial. Entretanto, o Financial Times aponta a infra-estrutura como o ponto frágil do Brasil. O jornal chega a classificar a infra-estrutura do país como uma “bagunça”.