Europa em crise e sobras de comida para pagar contas

Tem alguma coisa errada no mundo… Não é só um problema econômico. Uma crise. Quem poderia vislumbrar que encontraríamos notícias como esta?

Holandeses vendem sobras de comida para driblar crise

Não, não vou discutir economia. Nem sustentar que estamos “nos fins dos tempos”. Entretanto, não dá para dizer que é só reflexo da crise que desestabiliza os países ricos da Europa.

Confesso que ler essa notícia me incomodou profundamente. No Brasil, em especial na região onde moramos, muita gente desperdiça. E o desperdício começa no campo. Parte da safra fica na terra, parte nas estradas e também há perdas nos armazéns das cooperativas. E não são raros os casos de pessoas que jogam comida fora.

Não é o que está acontecendo na Holanda.

Para levantar uma graninha extra, as pessoas comem e vendem as sobras. É o exercício pleno da criatividade e do completo aproveitamento dos alimentos. Também cresce a procura por bares que permitem que os clientes levem de casa a própria refeição.

Nos “bancos de alimentos”, há filas. E uma em cada seis famílias está com dificuldades para pagar as contas dos supermercados.

Dá para imaginar esse cenário? Em nada lembra a Holanda de tempos atrás, país que também recebia brasileiros interessados em acumular euros e retornar com algum patrimônio.

O cenário também não faz parte da imagem que projetamos dos países desenvolvidos.

Seria a crise do capitalismo? Não sei. De tempos em tempos, passamos por crises. Faz parte de um ciclo natural. Porém, há algo de diferente no ar.

Sei apenas que o que acontece na Holanda e noutros países da Europa sugere que vivemos um momento de redefinição das forças econômicas, com a construção de um novo mundo – ainda desconhecido, e que não dá para apostar se será melhor ou pior do que o que conhecíamos.

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As revistas da semana

VEJA: Estamos devorando o planeta. Água, carne, peixe: o mundo já consome mais do que a Terra pode oferecer. Os donos do mundo e seus sábios reunidos em Copenhague ainda não se entenderam sobre como salvar o planeta. A COP15 já funcionou, porém, como uma martelada na cabeça dos líderes, alertando-os para a superlotação da Terra e a dramática escassez de recursos naturais. Ainda na edição, as pulserinhas que preocupam os pais. Nos Estados Unidos e Inglaterra, elas se tornaram uma espécie de jogo com conotação sexual. Cinema: Avatar, a revolução 3D do diretor de Titanic. Caos aéreo, o pesadelo pode voltar no Natal.

ÉPOCA: Uma semana para salvar o planeta. Por que chegar a um acordo na reunião de Copenhague é nossa maior esperança para deter o aquecimento global. Guia de compras high tech. A Época apresenta um guia completo e interativo para escolher entre aparelhos cada vez mais digitalizados. E 17 dicas para não cair na conversa do vendedor. Quem disse que Abilio Diniz estava velho? Ao unir Pão de Açúcar e Casas Bahia, o empresário chega aos 73 anos com um futuro mais promissor do que tinha aos 53.

ISTO É: A hora da virada. Conheça histórias inspiradoras de homens e mulheres que tiveram a coragem de mudar o curso de suas vidas. Em busca de popularidade: o PT reforça a imagem de Dilma como a escolhida de Lula para tentar reduzir rejeição à ministra. A máquina de fazer dinheiro da construtora Camargo Corrêa. Em seu mensalão particular, construtora teria movimentado mais de R$ 30 milhões.

CARTA CAPITAL: O mundo ou os bancos? Reduzir os efeitos do aquecimento global custaria 25% dos incentivos aplicados para enfrentar a crise financeira. Ainda na edição, os contratos sem licitação de R$ 530 mi do governo José Arruda. Petistas cogitam até Gabriel Chalita. O PT de São Paulo já tem seis nomes cotados para disputar o governo estadual mas nenhum que empolgue. Com isso, há quem lembre do ex-tucano, hoje no PSB.

Le Monde dá crédito à “marolinha” de Lula

Que o Lula se acha, a gente já sabe. Mas o que a gente às vezes não consegue reconhecer é que o presidente tem a simpatia do mundo – e até da imprensa internacional.

Hoje, por exemplo, o Lula está lá num artigo publicado no Le Monde. O diário francês é um dos mais respeitados do mundo. E nele o presidente é citado por ter tido a “visão correta” da crise quando falou que não passava de uma “marolinha”.

É… Muita gente vai ter que engolir mais esta – principalmente quem pegou a tal da “marolinha” para criticá-lo e dizer que Lula não tinha reconhecido as dimensões corretas da crise financeira global.

O Le Monde ainda sustenta que o governo brasileiro acertou em todas as medidas tomadas para livrar o país de uma possível recessão.

As manchetes do dia…

– Maringá monitora suspeito de gripe A
O jornal O Diário destaca o monitoramento de um caso da chamada gripe suína em Maringá. Um homem de 44 anos, vindo de Nagoya, no Japão, região onde já foram confirmados de contaminação da Influenza A foi internado sexta-feira no Hospital Municipal com sintomas da doença. No Paraná, outros dois casos estão sendo monitorados.

– Saúde monitora suspeita de gripe suína em Maringá
A manchete do jornal Hoje Notícias também trata do monitoramento de um caso de gripe suína em Maringá.

– Gripe suína: homem é monitorado na cidade
A manchete do Jornal do Povo fala do mesmo caso.

Diário do Noroeste
Ambulantes apontam queda nas vendas e reclamam da sensação de insegurança

Folha de Londrina
Preço do gás de cozinha aumentou quatro vezes

Gazeta do Povo
Carteira assinada. Paraná abre 7,9 mil vagas em abril

Jornal do Brasil
Oferta de empregos já supera demissões

O Globo
BB sobe juros um mês após Lula mandar cair

Valor Econômico
Mercado interno sustenta crescimento das empresas

O Estado de S.Paulo
Agronegócio e serviços sustentam alta do emprego

Folha de S.Paulo
Perdigão e Sadia fecham megafusão

As revistas da semana…

Veja: – A tentação do clique. Mensagens irresistíveis, imagens sedutoras e ofertas de produtos gratuitos arrastam para águas perigosas quem navega na internet. Os computadores brasileiros estão entre os mais infectados do mundo por programas que roubam senhas e vírus que destroem arquivos. O Brasil o quarto país do mundo mais contaminado por programas que furtam senhas. A edição desta semana volta a tratar de denúncias contra a governadora tucana Yeda Crusius. Papéis complicam mais a situação da governadora do Rio Grande do Sul. Também uma entrevista com o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Em entrevista à Veja, o prefeito disse que o romantismo social e o jeito de ser do carioca resultaram em bagunça e deterioração. Paes afirma que faz parte de uma geração que não conheceu o Rio como uma cidade maravilhosa.

Época: – Comer bem para viver melhor. O novo guia da alimentação que une a saúde ao prazer. As melhores dietas para prevenir o câncer, deter o diabetes, preservar o cérebro e o coração, salvar o planeta. A Época apresenta os efeitos de peixe, vinho, alho, maçã e arroz com feijão. Na edição, uma reportagem sobre o Jonas Brothers. Como o trio musical que prega castidade, estudo e solidariedade está transformando a nova geração pré adolescente. E um guia apresenta o que fazer com o dinheiro da poupança depois do anúncio do novo imposto.

Isto É: – A sociedade secreta dos novos nazistas brasileiros. Eles têm ligações internacionais, armas e até um plano de governo para dividir o país. O movimento não tem sede, página na internet, nem nada que o identifique perante a sociedade. Encontros, quando inevitáveis, acontecem sempre em lugares diferentes, para não levantar suspeitas. Não há amadorismo. Uma reportagem revela que as crianças são as campeãs de leitura. Estudo revela que o público mirim é o que mais lê no País e mostra a importância da família na criação deste hábito. A Isto É revela a gastança dos militares. A despesa das Forças Armadas cresce 300%. Em defesa? Não. Em hotéis, apartamentos funcionais, restaurantes, choperias e festas.

Carta Capital: – É hora de otimismo? Uma euforia inconsistente toma conta do planeta e alimenta a nova bolha de especulação. De repente, a pior crise financeira desde 1929 pareceu desfazer-se no ar. De dois meses para cá, os índices das bolsas se recuperaram de 30% a 40%, as commodities voltaram a subir, as manchetes dos noticiários econômicos mudaram de tom e de assunto e tudo parece se passar como se os negócios já estivessem de volta ao normal. A Carta Capital aponta para os riscos dessa percepção de que a crise já passou. Ainda na edição, uma entrevista com a ministra Dilma Roussef e a fusão Perdigão-Sadia.