Os erros de julgamento

Parece ser da natureza humana a disposição para julgar, avaliar, criticar. Algumas pessoas mais, outras menos, mas praticamente todo mundo tem sempre uma observação a respeito de algo que foi feito ou deixado de fazer.

Aquelas pessoas mais maduras geralmente questionam o próprio julgamento e, por vezes, nem chegam a verbalizar o que inicialmente pensaram. Mas a maioria não tem esse tipo de filtro. Rapidamente, fala o que tem em mente. E, infelizmente, comete injustiças.

No mundo do trabalho, frequentemente vejo gente reclamando de decisões, questionando a decisão de um chefe ou mesmo mudanças no organograma da empresa. O julgamento é feito do lugar onde a pessoa está, partindo da visão dela e dos interesses dela. Ou seja, para avaliar a decisão da chefia, ela enxerga tendo como referência a maneira como foi afetada e o que vislumbrava que poderia ser feito.

Por mais que eu entenda as razões dessas coisas acontecerem, confesso que ainda me surpreendo com a falta de capacidade de algumas pessoas problematizarem o próprio julgamento. Parece haver alguma falha cognitiva.

Uma decisão no meio corporativo geralmente é tomada diante de uma visão do todo. Muitos problemas conhecidos pela alta gestão nunca chegam a todo o grupo de colaboradores. Às vezes, por falhas na comunicação interna; outras, por se tratar de situações estratégicas ou da necessidade de evitar fofocas.

Cito o ambiente corporativo como exemplo, mas isso acontece na igreja que a gente frequenta, no clube, na escola, na faculdade, na gestão pública… E até na nossa casa. Não raras vezes, os pais tomam decisões incompreendidas pelos filhos, pelos sogros ou parentes próximos. E fazem isso por terem ciência de quadros que nem sempre são conhecidos de todo mundo.

Portanto, ainda que seja clichê, vale repetir: antes de julgarmos, é sempre oportuno questionarmos se temos conhecimento de todos os processos envolvidos. Com frequência, nossas avaliações são parciais, porque geralmente desconhecemos todas as versões de um fato.

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Amor é diferente de paixão

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Os primeiros meses de um relacionamento são geralmente os melhores. Ou pelo menos parecem ser… Há um clima de total encantamento. E isso faz as pessoas perderem um pouco a razão. Muitas vezes, não conseguem ver o óbvio. Por isso tem muita verdade aquele ditado “o amor é cego”. Na verdade, não se trata de amor, trata-se da paixão. E a paixão cega.

E essa é uma das coisas que ainda confundem muita gente. Não dá para confundir amor com paixão. Na fase inicial (que pode demorar até uns dois ou três anos), existem emoções muito intensas que podem distorcer a realidade e levar as pessoas a idealizarem o “objeto” amado. Depois de algum tempo, porém, essa fase é superada; a paixão se abranda e há mais chance de prevalecer a razão. Por isso, é natural que os defeitos se tornem mais evidentes depois de meses de relacionamento.

Ainda tem gente que não consegue entender algo básico: pessoas têm defeitos. Ninguém é só virtude. E não existe uma única pessoa no planeta que se encaixe do modelo que desejamos. Por isso, as expectativas para o relacionamento devem ser realistas. Mais do que isso, deve haver uma predisposição em adaptar-se. Quem acha que o outro tem que mudar em função de seus desejos, de suas vontades, frustra-se. Além disso, é fundamental não alimentar tantas expectativas. Não há romance perfeito. A melhor dica é: espere o mínimo do outro e faça o seu máximo… Se o outro também pensar assim, a chance de terem um excelente relacionamento aumenta consideravelmente.

Eu sempre digo que romance bom é aquele que tem intimidade. E não apenas na cama. Intimidade é sentir-se à vontade com o outro, sentir-se em casa. Dentro do relacionamento, não pode haver medo, vergonha. É necessário que um consiga pedir ao outro aquilo que deseja. E não apenas para não deixar a toalha molhada em cima da cama. A pessoa tem que se sentir confortável para dizer o quer. E mais, também aceitar favor do outro. Relacionamento é parceria. É “trabalho em equipe”. Essa é uma habilidade fundamental e que ajuda a fazer dar certo a vida a dois.

Por fim, se há intimidade, também existe disposição para aceitar as críticas. Embora toda crítica incomode, o que o parceiro (ou a parceira) diz pode ter um fundo de verdade. O outro pode ter razão. Tanto na roupa que você está escolhendo pra sair quanto ao comportamento que tem adotado para com os vizinhos. Chega ser engraçado porque qualquer apontamento negativo que o parceiro faz sobre nossas atitudes é ouvido como algo ruim, como uma agressão… E a gente não apenas rejeita como se torna motivo para briga. Entretanto, se houver disposição para ouvir, pode-se crescer, corrigir o erro, melhorar como pessoa e tornar inclusive o romance muito melhor.

Viver em paz

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Tem comentários cotidianos cheios de verdade, mas que, por vezes, ignoramos. Um que gosto bastante é sobre nossa condição anatômica: temos dois ouvidos e apenas uma boca. Isso sugere que deveríamos ouvir mais e falar menos.

Com frequência, a gente faz justamente o contrário: fala mais e ouve menos. E mesmo quando silencia, não ouve. Tem uma passagem bíblica na carta de Tiago que é traz um conselho precioso.

– Lembrem disto, meus queridos irmãos: cada um esteja pronto para ouvir, mas demore para falar e ficar com raiva (Tiago 1:19).

Consegue perceber a dimensão da orientação? Primeiro, a gente deve ouvir mais que falar. Segundo, a gente deve ter disposição para ouvir. Terceiro, a gente deve refletir antes de falar. Por fim, a gente deve ter controle das emoções.

Quando eu era garoto, meu avô usava uma expressão que eu achava o máximo. Ele dizia “quem fala demais, dá bom dia a cavalo”. Bom, não sei bem o que significa dar bom dia a um cavalo, mas sei o que ele queria dizer. Seo Américo sustentava – e praticava – a tese que é mais prudente falar pouco. E, ao recordar dele, posso assegurar que a “regra” funciona. Meu avô era um homem que tinha autoridade e era respeitado. Justamente por falar pouco, geralmente não magoava as pessoas. O que ele verbaliza parecia ser estudado, resultado de uma reflexão. Por isso, quando abria a boca, a gente sabia que era algo importante; deveríamos ouvi-lo.

Na verdade, esse também é um dos problemas de falar demais: as palavras se tornam banais, vazias. Perdem força. Há pressa, ansiedade em falar, falar e falar.

Entretanto, mais que ter cuidado com o que se fala, é desafiador se manter disposto a ouvir. A gente tem fôlego pra falar, mas pouca paciência em ouvir. E estar pronto para ouvir é estar preparado para ser ofendido, inclusive. Ou para escutar coisas que desagradam, que não nos interessam. Num momento de intolerância e egoísmo, quem se prontifica a ouvir? E nem digo de ouvir num confronto; falo, por exemplo, do ato de ouvir alguém que precisa desabafar. Na verdade, as pessoas hoje parecem não se importar uma com as outras. No confronto, a situação tende a ser muito pior.

O que me parece ainda mais difícil é controlar as emoções. Como não ficar com raiva se aquilo que ouvi me ofende ou agride pessoas que amo? Como ter disposição para ouvir, demorar-se pra responder e pra ficar com raiva? Posso garantir que sou um sujeito bastante controlado. Contudo, estou distante demais de combinar essas “habilidades” do conselho do apóstolo Tiago. Parece quase uma utopia. Como viver dessa maneira? Sinceramente, não sei. Ainda assim, para além de uma crença religiosa ou de ser um ensino bíblico, sei que se trata do jeito certo de viver. Se praticássemos o que está nesse texto, viveríamos bem melhor, faríamos bem às pessoas com as quais nos relacionamos e certamente a convivência com os outros se tornaria mais prazerosa.

O que falam de você

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Provavelmente não seja algo bom. Pelo menos, se ficar sabendo, não vai te agradar. Pior, talvez quem esteja comentando a seu respeito seja sua melhor amiga. Sei… É decepcionante.

Na verdade, raramente escapamos dos comentários alheios. A gente gostaria que falassem apenas coisas boas da gente. Isso até acontece, mas menos que o desejado. A regra é: até seus amigos falam mal de você.

Dentro de nós alguma coisa incomoda, reclama carinho, afeto, aceitação. Queremos ser admirados. Queremos ser amados. Desejamos que as pessoas, mesmo quando estão longe de nós, falem palavras inspiradoras a nosso respeito.

Por isso nos decepcionamos quando uma pessoa próxima fala algo negativo a nosso respeito. Dói. Faz sofrer.

Algo em nós pulsa, reclama por aprovação. Não basta acharmos que somos pessoas boas. Queremos que os outros achem isso também. E quem falem sobre nossas qualidades.

Acontece que da mesma forma que carecemos de olhares e palavras elogiosas, o coração humano carrega certa dose de maldade. Esta é a razão para aquele amigo, quando está longe de você, dizer:

– Ah, o fulano é gente boa, muito querido. Pena que é desorganizado, um pouco acomodado. E você já notou como a mulher dele é feia?

Sei que faz mal saber que sua amiga mais querida falou pra uma colega:

– Eu adoro ela. Mas ela se veste mal demais. Você viu aquela saia que estava usando ontem? Gente do céu! É ridícula. E o grude com o namorado? Aquele cara é um imbecil. Só ela não enxerga.

Infelizmente, amigos e até familiares falam de nós. E coisas ruins. E não falam para nós. Para nós, reservam os sorrisos, os elogios, os paparicos. Nossa síndrome de aprovação faz desejarmos os elogios e oferecermos apenas elogios. Trata-se de nossa máscara social. As relações humanas quase sempre funcionam assim. E quem geralmente procura ser sincero não é bem visto, nem é querido.

Chega ser contraditório. Ficamos decepcionamos com quem fala mal de nós. Mas não queremos por perto, muito menos ser amigo de quem tem disposição para nos criticar. No nosso íntimo, preferimos a bajulação. Bajulação que quase sempre carrega certa dose de falsidade.

Sabe, é assim que funciona a dinâmica dos relacionamentos humanos. O problema não está necessariamente na sua amiga que fala coisas negativas de você. Ela fala de você, você fala dela… E todo mundo tem uma justificativa para destilar um veneninho a respeito do outro quando está distante. O problema está na nossa própria natureza. Os humanos são assim. Por isso, sempre teremos pessoas que amamos que dirão coisas que nos desagradariam se soubéssemos.

Como resolver isso? Não tem o que fazer. É relaxar e viver. Ignorar e seguir adiante. Não vale a pena dramatizar, nem chorar por isso. Muito menos deixar de ter amigos. É só não confiar demais… A vida, quando isolados, geralmente não vale a pena.

A lista de Felipão

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Não importa quem são eles. Não importa o que fizeram ou o que estão fazendo. O que se espera deles é comprometimento, desejo de vencer. Queremos resultados. É claro que temos nossa própria lista. Por isso, nem sempre concordamos com os convocados que vão defender o Brasil na Copa. Também por isso, se o título não vier, Felipão é candidato a vilão. Hoje, é uma das figuras mais badaladas na imprensa. Inclusive no mercado publicitário. Vende de carros a bebidas. Mas tudo pode mudar após um único tropeço.

Sim, nós somos assim. Transformamos heróis em vilões. Não lembramos a história. Esquecemos o passado de glória. E vale pra tudo. Vale para o técnico de futebol. Vale para o cidadão comum que sempre foi exemplo de homem de bem, mas, num momento qualquer, errou; e ao errar, tornou-se a pior pessoa do mundo.

Temos esse hábito. Um mau hábito. Julgamos, avaliamos, classificamos, rotulamos. As pessoas devem corresponder às nossas expectativas. Não toleramos o fracasso, a queda. Não queremos saber os motivos. Importa o que entendemos que é certo, o que achamos que deveria ser feito… segundo os nossos critérios – critérios estes que mudam de acordo com nosso humor ou nossos pré-conceitos.

Hoje e pelos próximos dias, Felipão e seus convocados serão o foco de nossos comentários. Cada atitude deles será alvo de nossas críticas. Não conhecemos essas pessoas, suas motivações, seus interesses. Desconhecemos o caráter e o que vai na alma. Isso, porém, pouco significa. Pra nós, apenas os resultados fazem sentido. É isso que se espera deles. É isso que esperamos das pessoas. Nos concentramos naquilo que projetamos para o outro, para o que supomos que podem ou devem fazer. É pequeno demais da nossa parte, mas é assim que preferimos ser.

Aprendendo com as críticas

Quando a gente reconhece os próprios limites, abre-se para o tesouro mais preciso: o conhecimento
Quando reconhecemos nossos limites, nos abrimos para o tesouro mais preciso: o conhecimento

Minha orientadora no mestrado talvez seja a pessoa mais exigente que conheço. Todas as vezes que conversamos, sinto-me um nada. O processo é dolorido. Geralmente brinco um pouco pra aliviar a tensão. Mas, ao final das nossas conversas, estou tão desgastado que mal tenho forças pra interagir.

E aqui não estou reclamando das atitudes dela. Muito pelo contrário. Jovem doutora, bastante experiente na vida acadêmica, parecerista de revistas científicas, mais que educadora, ela é um ser humano “do bem”. É dura, criteriosa e grande conhecedora. Tem formação sólida. É muito capaz. Mas nunca vi uma única atitude dela de arrogância ou prepotência. Sabe muito, mas é humilde. Por isso, apesar de me fazer sentir tão pequeno, saio de cada orientação com espírito agradecido. Sei que, embora seja sofrido, estou tendo a chance de aprender. E aprender é crescer. Sempre.

Dias atrás, após um desses encontros “arrasadores”, desabafava com uma pessoa sobre me sentir incapaz, ignorante; alguém que mal sabe escrever. A conversa acabou indo para outro terreno: o processo de aprendizagem. Fazíamos uma avaliação sobre o comportamento humano. E, lembrávamos da dinâmica das escolas, colégios e universidades. Quem quer de fato aprender tem que estar aberto às críticas. A gente só cresce quando alguém aponta os nossos erros. Não dá pra ser diferente. E, infelizmente, vivemos um momento de intolerância aos questionamentos.

Queremos ser paparicados, dengados. O professor crítico é o professor chato. Muitos alunos gostam de professor que dá nota alta, que faz festinha na escola, que transforma a aula num show. Esse é o professor legal. Pouca gente quer em sala o educador que aponta os erros, que cobra leituras, que elabora provas difíceis, que desconstrói a produção do aluno. Ao final de um seminário, o aluno quer o elogio. Espera que alguém diga que ele é o máximo. Quando entrega um trabalho, espera boa nota – afinal, fez “até demais”. Em certas ocasiões, tenho a impressão que acreditam mesmo que já sabem tudo e não precisam melhorar em nada. A escola é só uma formalidade para, em algum momento, receberem o diploma.

Sabe, não dá pra aprender sem querer aprender. E esse processo passa pela aceitação da crítica alheia. Se alguém não aponta nossos erros, não crescemos. Não é bom ouvir que o que você faz é ruim. Não é divertido ser avaliado. Não é agradável ter expostas, apontadas as suas fragilidades.

Quando minha orientadora relaciona as limitações do meu texto científico, tenho duas escolhas: ignorá-la ou refletir a respeito das minhas limitações e tentar melhorar. Se eu melhoro, não é minha orientadora quem sai ganhando, sou eu. É isso que deveríamos entender. Quando o professor, um amigo, um colega de trabalho, um chefe… Quando alguém aponta nossas falhas, podemos nos ofender e ficar com raiva da pessoa, classificá-la como imbecil, arrogante etc ou podemos ser agradecidos, avaliar as atitudes, reconhecer as fragilidades e aprendermos.

O que você valoriza?

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Não são os grandes feitos que preservam ou destroem um relacionamento. São as pequenas atitudes. Não adianta o marido dar um carro de presente de Natal e ao longo de todo o ano ignorar a esposa ou tratá-la mal. O valor do presente não garante um crédito para os outros 12 meses.

Cada dia é um novo dia e a delicadeza, a gentileza, a palavra de incentivo são fundamentais para alimentar o romance.

Dias atrás, escutei uma história que mostra o quanto os detalhes, as pequenas coisas fazem diferença. O marido chegou do trabalho, cansado e apressado. Ainda tinha que voltar pra empresa. A esposa tinha dado uma saidinha. Na mesa, havia pão e suco. Estavam abertos – fora da embalagem e sem tampa. Alguém tinha comido e esquecido de cobrir… Ou indicava que a pessoa voltaria para a mesa. Afinal, o filho do casal estava em casa. Enquanto comia, o marido notou que a lâmpada da lavanderia estava com problemas. Mesmo apressado, resolveu dar um jeito de trocá-la. Queria fazer um “agrado” para a mulher. Entretanto, esqueceu de colocar pelo menos um guardanapo sobre os alimentos. Quando ela chegou, ele estava no banheiro. Ela foi até a porta para reclamar que aquilo era relaxo, que deixar o pão e o suco abertos, de “qualquer jeito” era uma forma desprezo pelos outros que ainda iam comer, que isso só se faz com cachorros… Ele ficou quieto. Não ouviu nenhum comentário da lâmpada trocada. Apenas insultos por conta do esquecimento.

Não estou aqui para defender o sujeito. O marido poderia ter guardado tudo certinho. Mas, distraído ou não, ele fez algo pensando nela: trocou a lâmpada sem ela sequer ter pedido. Ele observou o problema e procurou se antecipar a uma situação que causaria desconforto.

Sabe, às vezes somos assim. Deixamos de valorizar o positivo e desgastamos o romance com críticas, insultos, palavras agressivas. O que a gente valoriza no dia a dia e nas atitudes do outro pode ser determinante para ter – ou não – um relacionamento feliz.

BBB é garantia de sucesso

É impressionante como a Globo dá Ibope. Mesmo quando a programação da tevê não faz o sucesso esperado, a emissora rende audiência para os blogs, sites, revistas e jornais de plantão.

No ar desde a terça-feira passada, o Big Brother Brasil é campeão de audiência. Na tevê, o programa está muito abaixo do Ibope esperado. Entretanto, na net, revistas etc, as notícias sobre o BBB fazem sucesso – sejam elas falando do sucesso ou do insucesso do programa. Todo mundo fala sobre o programa (até nós, né?) e no ranking das notícias mais acessadas estão aquelas que abordam o BBB.

Outras notícias sobre o Big Brother que também têm rendido comentários são aquelas que dizem respeito exatamente a audiência do programa e o suposto incentivo ao consumo de álcool.

Diante do cenário, penso que de uma coisa os diretores da Globo não podem reclamar: são alvo das principais notícias dadas nesta época do ano sobre o mundo dos espetáculos midiáticos.