Desempregados perdem a esperança de uma nova oportunidade de trabalho

A gente fechou a última semana com alguns números preocupantes. Segundo dados do IBGE, o número de brasileiros que desistiu de procurar emprego bateu recorde. Mais de 4 milhões e 800 mil trabalhadores perderam a esperança de conseguir um emprego.

Esse é o número mais alto já registrado na série histórica iniciada em 2012.

Essas pessoas não acreditam mais na possibilidade de ter um trabalho, com carteira assinada, direitos… Simplesmente aceitaram a condição atual e estão tentando sobreviver por conta própria.

Não é difícil compreender o desalento dessas milhões de pessoas. O mercado segue retraído, sem expectativas de expansão. O varejo, por exemplo, que é fundamental na geração de empregos, cortou a estimativa de abertura de lojas em 75%.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o varejo deverá ganhar apenas 5 mil e 200 novos estabelecimentos em 2018. A estimativa para este ano era de pelo menos 20 mil e 700 novos estabelecimentos comerciais.

Os motivos desta retração são conhecidos: incerteza nos cenários político e econômico, fraco mercado de trabalho e a desvalorização do real.

São quadros como estes que devem nos motivar, como cidadãos, a pensar o futuro do Brasil para além das frases feitas e das obviedades sustentadas por alguns candidatos à presidência da República.

32,9% dos trabalhadores brasileiros são autônomos: estratégia de sobrevivência

O Brasil aparece no ranking mundial como o terceiro país com maior número de trabalhadores autônomos. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, cerca de 32,9% da força de trabalho do país atua de forma autônoma.

Em países desenvolvidos como os Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra… Esse modelo de ocupação pode significar coisas positivas – tipo: empreendedorismo, flexibilidade e qualidade de vida.

No caso do Brasil, significa “luta pela sobrevivência”.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o trabalho autônomo, no Brasil, representa a tentativa das pessoas de se manterem ativas. Geralmente são trabalhadores desempregados em busca de alguma renda ou de gente que tenta complementar a renda.

E, por aqui, vou repetir: são 32,9% de trabalhadores atuando de forma autônoma. É muita gente.

Não é difícil compreender o cenário. No final de 2017, economistas e o governo brasileiro apostavam que seriam abertos 1 milhão de postos de trabalho neste ano. Hoje, acredita-se que 80% das vagas previstas não serão abertas. Apenas 200 mil empregos poderão ser criados.

Também não há perspectivas futuras. Estimava-se que o crescimento econômico pudesse chegar a 3% neste ano. Várias revisões já foram feitas e, hoje, a projeção de crescimento do PIB não passa de 1,5%.

A greve dos caminhoneiros, apoiada pela população, também contribuiu – e muito – para ampliar a crise do país. O Brasil produziu muito menos em maio, a inflação subiu e os prejuízos são bilionários – atingindo toda a população, mas principalmente a massa trabalhadora.

Tenho insistido em falar sobre essas questões, pois este é o Brasil real. O Brasil que precisa de respostas urgentes. Não apenas de discursos de efeito – moralistas, militaristas, mas vazios de propostas concretas.

Podcast da Band News. 

Medo do desemprego é o maior em 22 anos

A CNI, Confederação Nacional da Indústria, apresenta, mensalmente, um indicador que mede o medo do desemprego no país. E esse indicador atingiu um índice recorde, o maior em 22 anos. O nível de insegurança do trabalhador subiu 4,2 pontos e atingiu 67,9 pontos – um recorde.

A insegurança aumentou principalmente entre os homens. Para eles, o medo de perder o emprego subiu 5,6 pontos, contra uma alta 2,8 para as mulheres.

O maior receio entre os homens é justificado. Num país em que a cultura ainda é de um homem-provedor, aquele que coloca comida na mesa, estar desempregado significa expor a família a riscos.

O medo do desemprego é maior entre os trabalhadores do Nordeste brasileiro, mas também atinge os jovens com idade de 16 e 24 anos e afeta mais aqueles que ganham até um salário mínimo.

Esse índice recorde no indicador medido pela CNI se deve à falta de confiança na retomada econômica. O Brasil está há cinco anos passando por momentos muito difíceis na economia. Neste período, foram três anos de recessão, um crescimento medíocre em 2017 e, 2018, deve repetir o cenário do ano passado.

Michel Temer assumiu a presidência com o discurso de que tinha a receita para colocar o Brasil na rota do crescimento. Promoveu reformas importantes, mas acabou engolido pela naturalização na corrupção no seu governo, incompetência na gestão de crises, como a recente paralisação dos caminhoneiros – características que, em síntese, tiram toda credibilidade, tão necessária para o bom funcionamento da gestão pública e confiança dos investidores.

Podcast da Band News. 

Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador: algo a comemorar?

Com cinco dados de estatísticas diferentes, mostro que não temos nada para celebrar. O Brasil é um país desigual, injusto e que sacrifica sua gente.

Temos mais de 13 milhões de desempregados, cerca de 34 milhões de pessoas na informalidade, pelo menos metade dos trabalhadores ganhando menos de um salário mínimo… É simplesmente assustador.

Na segunda, uma música

Os relacionamentos não sofrem apenas pelos desencontros surgidos da falta de diálogo, das emoções que se perdem em motivações incertas. Há fatores externos que roubam a paz e, por vezes, machucam demais. Os especialistas, por exemplo, dizem que falta de dinheiro, desemprego estão entre as principais causas das crises. E não são raras as histórias de amor que experimentam momentos difíceis em função da perda do emprego, problemas de saúde… Nessas horas, muita gente perde o chão e o amor sofre.

Ela precisa de mim agora mas não consigo achar tempo
Eu tenho um novo emprego na fila dos desempregados
E nós não sabemos como
Como entramos nessa confusão, é um teste de Deus
Alguém nos ajude porque estamos fazendo de tudo
Tentando fazer dar certo
Mas, cara, estes tempos estão difíceis

For The First Time, da banda irlandesa The Script, retrata esses momentos de conflito no amor motivados por situações que a gente nem sempre dá conta de controlar. Os problemas batem a nossa porta e o desespero consome, rouba a paz e tira o brilho dos olhos. O romance perde fôlego. E não é incomum tentar fugir da dor numa garrafa de bebida.

Ela está deitada na cama com o coração partido
Enquanto eu bebo uísque sozinho no bar da cidade
E nós não sabemos como
Como entramos nessa situação louca
Fazendo as coisas apenas por frustração

Entretanto, quando há amor de verdade, mesmo quando o relacionamento parece que vai afundar, há possibilidade do casal se reencontrar. Em algumas ocasiões, crises servem de oportunidade para o romance se renovar, desenvolver-se.

Depois de todos esses anos
Só agora temos a sensação de estarmos nos encontrando
Pela primeira vez

É bom demais quando isso acontece, né? Melhor ainda é ouvir:

Esses tempos estão difíceis
Eles acabam nos deixando malucos
Não desista de mim, amor

E então, vamos ouvir?

As revistas da semana

VEJA: – A liberdade sob ataque. A edição desta semana destaca que os reflexos da sucessão de escândalos que fizeram a lama subir até o gabinete mais próximo da Presidência da República e derrubaram até agora sete servidores fizeram-se sentir pela primeira vez nas pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada (…). A queda provocou uma violenta reação do governo. Não contra os acusados de malfeitorias e corrupção na Casa Civil, de onde emanaram os episódios mais cabeludos, mas contra quem os denunciou. Em uma série de comícios e entrevistas, o presidente Lula dedicou a semana a desferir ataques contra a imprensa com uma virulência inédita. Ainda na edição da Veja, uma reportagem especial sobre a química que comanda os sentimentos e a estréia no cinema de Comer Rezar Amar, com Julia Roberts.

ÉPOCA: – Tiririca. A cara do novo Congresso. Uma pesquisa inédita explica o sucesso de candidatos despreparados – como o comediante que, apesar do rumor de ser analfabeto, pode se tornar o deputado mais votado do país. Petrobras, o impacto da maior oferta de ações da história no futuro do Brasil. Um filme sobre a história do Facebook mostra episódios que seu fundador, Mark Zuckerberg, preferia que ninguém soubesse.

ISTO É: – O avanço da onda vermelha. De cima a baixo no País, o eleitor apoia a continuidade e tende a garantir uma quase inédita maioria governista no Congresso. A vida debaixo da terra. Os mineiros presos no Chile estão lidando de forma serena e cooperativa com a longa espera pelo resgate. É a prova de que tragédias são capazes de fazer seres humanos ultrapassarem os próprios limites. Bons de bola, ruins de escola. Levantamento mostra que clubes são omissos em relação à educação de atletas mirins.

CARTA CAPITAL: – Eles ainda sonham com a marcha. Em desespero, a oposição tenta evocar fantasmas do passado, alimentada pela mídia. IBGE registra menor taxa de desemprego em oito anos. Renda média mensal também bate recorde. O STF e a Ficha Limpa: em caso de empate, vale o voto pró-sociedade. Terminou empatada a votação no STF. O que fazer? A sociedade desempata, simples assim.

Economia cresce, cai número de desempregados

O crescimento da economia segue trazendo bons resultados. Pesquisa divulgada hoje revela que a taxa de desemprego caiu. Em julho de 2009, cerca de 14,8% dos trabalhadores estavam desempregados. Neste ano, no mesmo mês, o índice foi bem menor: 12,7%. Com a expectativa de aumento do PIB deste ano acima dos 7%, acredita-se que o número de desempregados no país deve diminuir ainda mais até dezembro.

Talvez isso ajude a explicar parte do sucesso da campanha da petista Dilma Rousseff.

As revistas da semana…

Veja: – Pedofilia. Quando o inimigo é da família. A Veja desta semana trata dos casos de pedofilia. Segundo a reportagem, a maioria dos molestadores sexuais de crianças tem a confiança das vítimas: são seus pais, padrastos ou parentes. Na edição desta semana, a Veja traz uma inédita entrevista com o deputado Clodovil Hernandes, que morreu na semana passada. Na entrevista, Clodovil falou da falta de ética dos brasileiros. Disse que a Câmara é reflexo da sociedade brasileira, um país onde as pessoas têm propensão à corrupção. Ainda na Veja, uma reportagem sobre a crise no Senado e a interferência do presidente Lula que pede aos principais líderes daquela Casa que cessem com as críticas e denúncias.

Época: – A fé que faz bem à saúde. Novos estudos revelam que nosso cérebro nasceu programado para acreditar em Deus – e isso nos ajuda a viver mais e melhor. Segundo os pesquisadores, o cérebro do ateu é diferente. Mas ainda não se sabe se, nessas pessoas, veio primeiro a mudança cerebral ou a falta de fé. Ainda na Época, quem é o brasileiro que traz esperança para a cura do Mal de Parkinson e é candidato ao Nobel. Também na revista, o software que ensina até cachorro a cantar.

Isto É: – O poder das emoções. Estudos comprovam que expressar sentimentos como raiva, alegria e afeto podem ajudar no trabalho e na família. As pesquisas apontam que as pessoas que guardam as emoções têm três vezes mais chances de ter problemas no trabalho, além de prejudicar a saúde. Na Isto É desta semana, uma reportagem revela que, mesmo sem direitos políticos até 2016, José Dirceu volta a ser o homem forte do PT e articula alianças para a campanha de Dilma. Ainda, o paraíso dos divórcios. A República Dominacana é o lugar onde casais se divorciam em cinco minutos.

Carta Capital: – Desemprego, a nova fase da crise. Desde 1957, uma recessão não provocava o fechamento de tantos postos de trabalho pelo mundo. O Brasil perdeu 730 mil vagas em cinco meses. Ainda na edição, o chefão da PF é acusado de tortura. O delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição, foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz. E os blogs viram ferramenta para a circulação ilegal de músicas na internet e a indústria fonográfica abre fogo para combatê-los.