As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Segurança relata que festa na UEM teve droga e sexo
Relatório da Vigilância Patrimonial diz que em festa com cerca de mil pessoas, realizada dentro do câmpus, houve prática sexual, consumo de bebidas alcóolicas e drogas. A festa ocorreu no dia 10 de junho e foi organizada pelo Centro Acadêmico de Geografia. O reitor Décio Sperandio considera a denúncia gravíssima e busca responsáveis.

HOJE NOTÍCIAS: – Saúde confirma 16 mortos pela gripe A no PR
A Secretaria da Saúde do Paraná orienta os alunos de escolas públicas no estado a reforçar os cuidados com a prevenção da Influenza A (H1N1) durante as férias. O órgão lembra que nesta época aumenta o número de famílias que viajam e, como as temperaturas estão baixas, é maior o risco de contágio.

JORNAL DO POVO: – Almenara não aparesenta provas contra Viana
O empresário maringaense Devanir Almenara, que afirma ter denúncias de irregularidades que ocorrem na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, foi convidado a se apresentar ontem na prefeitura para apresentar fitas gravadas e documentos que comprometem a lisura dos procedimentos. Mas Almenara não compareceu, não mandou representante legal e nem mandou a documentação.

Ricos, pobres, desigualdade

O rico gasta em três dias o que o pobre gasta em um ano. Este é o retrato da desigualdade revelado nas primeiras análises feitas pelo Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com base nos dados do Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE.

Quando vi a notícia, republiquei no Twitter. Acrescentei um breve comentário. Apontei: é revoltante. Não, não fico revoltado com os gastos dos ricos. Reconheço que muitos esbanjam, jogam dinheiro fora. Entretanto, o que leva à indignação é a desigualdade. Enquanto alguns têm muito, outros têm tão pouco. E os que vivem com pouco são a maioria.

Esta semana conversei com um pós-doutor em Economia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Falávamos sobre a diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico. As duas coisas, conceitualmente, são diferentes. Historicamente, o Brasil é uma máquina de crescimento. Entretanto, segue patinando quando o assunto é desenvolvimento.

O crescimento implica na geração de riquezas. O tamanho do PIB, o Produto Interno Bruto. Mas, quando não disciplinado, planejado, não beneficia a todos.

Já desenvolvimento é algo mais complexo, amplo. Estamos falando do crescimento de riquezas que resulta na promoção humana, que dá garantia mínima de acesso de um povo aos bens e serviços gerados por uma nação. E isto efetivamente não ocorre no país.

Entre 1930 e 1980, o Brasil foi um dos campeões mundiais em crescimento econômico. Superamos até mesmo o Japão, uma das mais importantes economias do mundo. Mas quanto avançamos na distribuição de nossas riquezas?

Boa parte da população não tem trabalho digno. Não tem renda suficiente para atender as necessidades básicas do homem – alimento, moradia, saúde, educação. Aqui não relacionamos sequer o direito ao lazer, fundamental para que a vida não se torne um fardo.

O governo federal argumenta que gasta bilhões em políticas públicas de promoção humana. O Bolsa Família é uma dessas alternativas. É preciso reconhecer, as pessoas atendidas ao menos conseguem ter alimento na mesa. E há, teoricamente, a contrapartida da educação. Mas é suficiente? Não. Chega ser uma agressão ao ser humano acreditar que o Estado cumpre seu dever ao oferecer, em média, 50 dólares/mês às famílias em situação de risco.

O dever do Estado é reduzir a distância entre ricos e pobres. Isto não se faz acabando com os ricos, como se tentou fazer no passado nos chamados países comunistas. Faz-se como resultado de políticas públicas que garantam condições iguais a ricos e pobres, e de intervenção direta em questões fundamentais como, por exemplo, o acesso à moradia. A contradição chega ser intrigante. Quem pode pagar, tem casa; quem não pode, depende do aluguel – ou vive de favor ou ainda nas favelas.

E os tributos? Um estudo recente revelou: o pobre é quem, proporcionalmente, paga mais impostos. E a educação? Os menos favorecidos dependem da educação pública, que, lamentavelmente, tem pouca qualidade. Na saúde? Vai para o SUS. Quando precisa de tratamento especializado, fica meses até anos na fila de espera.

Superar tamanha desigualdade deve ser vista como prioridade. Não apenas pelo governo. Deveríamos nos sentir responsáveis. As consequências afetam a nação. E o maior exemplo é a escalada da violência.

Veja destaca crescimento da classe média

A revista Veja desta semana fez uma excelente reportagem sobre o crescimento da classe C no Brasil. A publicação mostra que pelo menos 86 milhões de brasileiros fazem parte dessa classe social. Conforme aponta a Veja, a classe C ganhou pelo menos 20 milhões de novos integrantes (deixando a zona de pobreza) só nos dois últimos anos. Isto significa que o Brasil caminha para consolidar seu desenvolvimento. E a melhor notícia é esta:

A boa notícia é que, desta vez, tudo leva a crer que não se trata de mais uma bolha como as do passado. Nem de um vôo de galinha. Um sinal disso é que, mesmo com a crise financeira nos Estados Unidos, o Brasil deverá registrar em 2008 mais um ano de crescimento econômico acelerado. Para o economista Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, um aspecto essencial que ajuda a entender essa ascensão social é o aumento no número de empregos formais. “Uma firma que contrata alguém formalmente não pensa em demiti-lo logo depois”, diz Neri. Isso é positivo porque, com carteira assinada e emprego estável, o trabalhador consegue planejar melhor seu futuro e investir em seu bem-estar.