Você gosta de sempre ter razão?

É bom ter razão, não é verdade? É bacana sentir-se dono da razão; achar que está certo faz bem para o ego. Mas quer saber de uma coisa? Se você deseja crescer como pessoa, se você deseja ser alguém que influencia pessoas, precisa deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas. 

Eu confesso a você que esse é um enorme desafio pra mim. Sempre fui uma pessoa incomodada, que olha tudo com a perspectiva de que pode ser melhor, pode ser aperfeiçoado… Observo prós e contras em tudo. Isso é maravilhoso, porque estou sempre aberto para aprender. Mas, por outro lado, às vezes sou teimoso em defender as minhas posições… E, por vezes, me posiciono de maneira convencida que as minhas sugestões são as melhores. E sabe o que isso faz? Cria barreiras!

Poucas coisas incomodam tanto as pessoas do que se sentirem colocadas numa posição inferior, como se fossem menores do que a gente.

Portanto, feche a semana com este pensamento: procure deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas e tenha a humildade de também aceitar as ideias dos outros. 

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Nem todo mundo aprende com o sofrimento

Frequentemente eu falo de dor, de sofrimento… Falo também que tenha verdadeira aversão a esse discurso de que é só querer estar feliz, que a gente pode sair por aí super bem, animado… Não gosto desse discurso! Isso não é verdade. Tem dias que estamos tristes…

Eu até provoco pra gente sorrir, porque acredito que precisamos lutar contra aquilo que nos machuca, que nos magoa… Mas tem dias que a gente tá mal. E pronto! É assim que funciona. Entretanto, o que eu descobri é algo que preciso compartilhar.

O escritor e pesquisador Augusto Cury afirma num de seus livros que nem todo mundo cresce com a dor. E esse ensino é precioso, gente. É meio senso comum, mas a gente sai por aí repetindo que o sofrimento nos torna pessoas melhores. Augusto Cury não concorda com essa ideia. E eu concordo com ele.

Segundo o escritor, a dor só se torna uma mestra quando nos tornamos seu mestre, quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos. Caso contrário, a dor produz zonas de conflito, portanto será inútil, algoz. Ou seja, a dor só tem valor pra quem sabe lidar com a dor. A dor só tem valor pra quem se torna mestre da dor… Pra quem tem consciência crítica, pra quem tem disposição pra tentar entender as razões da dor, pra entender quem é… pra se conhecer de fato. Nem todo mundo consegue fazer isso.

Muita gente reclama, lamenta… passa pelo sofrimento e sai do sofrimento uma pessoa igual ou até pior. 

Portanto, dica de hoje: sofrer todo mundo sofre. Ter dor… todo mundo tem. Mas nem todo mundo cresce com a dor. Invista em você. Em conhecer-se para aprender todo o tempo a respeito de você mesmo, a respeito da outras pessoas e do próprio mundo. 

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Termine o que começou

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Costumo repetir para meus alunos: termine o que começou. Alguns alegam: está muito complicado, tem muita coisa para fazer. Minha resposta é sempre a mesma: simplesmente faça; não fique olhando o volume, a quantidade, os prazos… Faça!

É incrível como essa ideia é poderosa. Eu apliquei isso em vários momentos da minha vida acadêmica. Escrever artigos científicos, dissertação, tese é desgastante. Principalmente porque a vida não para pra gente estudar, pesquisar.

Aí a gente olha tudo que tem pra fazer, os prazos acabando e bate o desespero. A sensação é justamente esta: não vou dar conta!

É preciso ter forças para agir.

E o sucesso está justamente na disposição de fazer/executar sem ficar olhando para a quantidade de tarefas, para os prazos e para todas as outras dificuldades.

Na prática, a coisa funciona assim: você senta diante do computador, abre um arquivo e escreve. Cada linha escrita te coloca mais perto do final.

Foi assim que, mesmo casado, com filhos, com trabalho e uma série de outras atividades, cursei a faculdade, especialização, mestrado e doutorado.

Pensei em desistir em alguns momentos. Tive que tomar uns remedinhos para aliviar a pressão emocional. Mas persisti e dei conta.

Quando começamos um projeto, precisamos entender que em alguns momentos teremos tantas demandas que desistir sempre será a opção mais simples.

Entretanto, é fundamental ter em mente algumas coisas. Primeira, se você desistir, terá optado por um estilo de vida que nunca permitirá que conclua um projeto do qual poderá sentir orgulho.

Segunda coisa que precisa sempre recordar: a vida nunca é fácil. Nada acontece sem muito esforço ou luta. Para escrever a sua história, haverá lágrimas.

Terceira, o sucesso de ontem não garante o sucesso de hoje. Isso quer dizer que cada novo projeto requer novas estratégias, novas lutas.

E a quarta e última coisa, só os resilientes são vitoriosos. É preciso ser flexível, se adaptar as circunstâncias, ter disposição para mudar a rota algumas vezes, refazer os planos… A rigidez incapacita, engessa.

No final, sempre valerá a máxima “o melhor não é trabalho perfeito, é o trabalho feito”.

Escolha bem os seus amigos

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Acredito no princípio de que devemos amar todas as pessoas. Mas também entendo que posso escolher com quem vou conviver, com quais pessoas vou dividir minha vida.

Amar todas as pessoas significa desejar o bem a todas elas. E, em todas as oportunidades, tratá-las como minhas semelhantes. Amar o outro é incluí-lo e reconhecê-lo como parte da minha humanidade.

Entretanto, para a convivência diária, é necessário ser seletivo. Devemos escolher bem os nossos amigos. E, para isso, existem alguns critérios. Além da importância da simpatia mútua, devo lembrar que quem convive comigo influencia as minhas emoções, contribui para o meu desenvolvimento.

Quando você tem amizade e convive com gente que vive descontente, que reclama de tudo, sacrifica a sua estabilidade emocional. Pessoas que vivem zangadas, irritadas, falando mal das outras trazem toda essa energia pra nossa vida.

As interações com as pessoas não são apenas meros contatos. Há em cada interação uma troca de energias… Algumas podem trazer esperança, alegria, paciência, amor… Essas pessoas fazem emergir o que há de melhor em nós.

Por outro lado, tem gente que traz pessimismo, desconfiança, inveja, ansiedade e outros tantos sentimentos e emoções que nos esvaziam, que sugam tudo que existe de bom em nossa alma. Quando ficamos muito expostos a essas pessoas, nosso equilíbrio é comprometido.

Por isso, é fundamental escolher com cuidado quem faz parte de nossa vida. É fato que não convivemos apenas com quem escolhemos. Justamente por isso torna-se ainda mais importante fazer escolhas inteligentes. Afinal, se não podemos escolher todas as pessoas que passam pela nossa vida, que pelo menos as escolhidas possam ser boas influências, grandes fontes de inspiração.

Coloque seu cérebro para funcionar

As pesquisas a respeito do cérebro têm descoberto coisas incríveis. E uma das coisas lindas sobre o cérebro é a capacidade de continuar se expandindo durante toda a vida.

No passado, acreditava-se que, no início da fase adulta, o cérebro parava de se desenvolver. Hoje sabemos que, até o fim da vida, podemos continuar aprendendo coisas novas, podemos adquirir novas habilidades.

Entretanto, as pesquisas também descobriram que, as conexões neurais são como linhas de ônibus: “quando não há quantidade suficiente de tráfego e de passageiros, elas são suspensas” (J. B. CARVALHO). As chamadas sinapses são as pontes construídas entre os neurônios para transmitir informações. Se não estimulamos essas conexões, elas param. E pequenas áreas no nosso cérebro ficam inativas.

São os hábitos que cultivamos que mantêm essas linhas de conexão em funcionamento. E podem estimular inclusive outras conexões. Porque, ainda utilizando a metáfora das linhas de ônibus, novas demandas de tráfego podem estimular a criação de novas linhas de transporte de passageiros.

É assim com nosso cérebro. Quanto mais o estimulamos, mais se expande. Quanto menos estimulamos, mais se acomoda e envelhece.

E como estimular? Buscando aprender coisas novas sempre. Detalhe, o aprendizado deve causar certo incômodo inicial. Se fazemos algo com muita facilidade, significa que o caminho já é conhecido pelo cérebro. As novidades que tentamos assimilar geram estranhamento e colocam os neurônios para funcionar.

Por isso, quer ter seu cérebro sempre ativo e jovem? Aprenda coisas novas. Experimente fazer música, pintura, teatro, dança… Leia sempre – e sobre diferentes assuntos (se ama romances, não fique apenas neles; experimente outras leituras) -, faça exercícios físicos que te desafiem, atreva-se a criar pratos novos na cozinha, escolha caminhos alternativos para as mesmas rotas diárias do trânsito, faça cursos em áreas desconhecidas… Não se preocupe se as coisas serão úteis do ponto de vista profissional; invista em ter uma mente renovada, ativa e isso fará a diferença em todas as áreas da vida.

Não há colheita sem o plantio

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Observar o mundo da vida traz importantes aprendizados. A natureza, por exemplo, nos ensina lições preciosas. Uma delas vem da dinâmica da agricultura. A colheita nunca precede ao plantio. O plantio nunca vem antes do preparo da terra.

O homem do campo conhece muito bem esse processo: sabe que, para ter uma colheita farta, é necessário muito investimento – e não apenas de recursos. É preciso escolher bem a terra, limpá-la das pragas, prepará-la… Escolher boas sementes, usar os equipamentos certos e técnicas adequadas para semear… E tudo isso deve ser feito no tempo certo. Se plantar no inverno aquilo que deveria ter sido semeado no verão, o fracasso será total.

Todo esse cuidado ainda é pouco. Porque há o tempo de espera pela colheita. E enquanto espera, é necessário cuidar do desenvolvimento das plantas. Mas tem algo bem mais difícil. Apesar de fazer tudo certo, tudo na época certa e com a estratégia certa, não há garantia de colheita farta, porque o agricultor depende de coisas que ele não controla: as condições do tempo. A chuva, a seca, os ventos podem colocar tudo a perder.

Pois é, meu caro leitor… Com a vida da gente não é diferente! O sucesso de uma carreira, um relacionamento feliz, a conquista de um título universitário, a concretização de um projeto de vida nunca acontecerão antes de todo o trabalho de preparação. Há um tempo para plantar. E enquanto se planta, não há o que colher.

Depois de plantar, há um tempo de espera. E enquanto se espera, é preciso administrar a ansiedade, as incertezas, pois nem tudo está sob o nosso controle.

Porém, duas coisas são certas: sem todo o longo processo de preparação, plantio e espera, não há colheita alguma. E a outra certeza é: embora quem plante possa fracassar, se o agricultor tiver feito tudo certo, na terra certa, com a semente certa, no tempo certo… Tiver cuidado de sua plantação, investido tempo, dedicação… Ele tem uma enorme chance de ter uma colheita farta, maravilhosa.

Também é assim em todas as áreas da vida. Podemos não ter garantias de sucesso. Mas só há uma chance de conquistá-lo: dedicando-se ao sonho, investindo nele… Enquanto se planta, não haverá nada para colher, mas a expectativa futura é de experimentar a alegria de ser recompensado pelo esforço empenhado.

Se entra lixo, sai lixo!

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O escritor Austin Kleon, autor de alguns best-sellers, lembra que “você não pode escolher sua família, mas pode selecionar seus professores e amigos, a música que escuta e os livros que lê e os filmes aos quais quer assistir”.

A afirmação vai ao encontro de um temas mais recorrentes em minhas aulas e meus textos: as pessoas com as quais a gente convive, as coisas que a gente lê, ouve e vê formam o que somos.

Não temos controle de uma série de coisas. Inclusive não podemos escolher a nossa família. Você não escolhe quem será o seu pai, sua mãe, o tio, o irmão… Não dá nem pra escolher o cunhado.

Mas podemos escolher nossos amigos, nossos mentores intelectuais… E principalmente podemos controlar os conteúdos que consumimos.

Gente, não existe milagre: nós somos o conjunto de relações que estabelecemos com o mundo, com as pessoas e com as ideias que assimilamos em livros, filmes, séries, reportagens no rádio, televisão… Vídeos no YouTube, posts no Facebook, Instagram… Até as mensagens que consumimos no Whatsapp formam a base das nossas ideias.

Eu brinco com meus alunos que “a gente só tira do saco aquilo que tem no saco”. A provocação é pra lembrar que se queremos ter ideias interessantes, criativas… Se queremos ter um repertório admirável, precisamos consumir bons livros, bons filmes, seguir gente inteligente na internet e tirar todo o lixo que se apresenta diante de nós.

Se entra lixo, sai lixo.

Devemos sempre lembrar que nós seremos tão bons quanto as coisas que consumimos e das quais nos cercamos.