Silas Malafaia e os homossexuais: ele tem direito de falar o que pensa?

Bom seria se as pessoas  aceitassem que a vida pode ser simples
Bom seria se as pessoas aceitassem que a vida pode ser simples

Ele é um chato. Um chato típico. Enquadra-se perfeitamente no perfil que retratei no blog. Muitas vezes, fala bobagem. Há muito, deixou de ser essencialmente um pastor. Virou celebridade. Mas ainda assim, ele tem direito de dizer o que pensa.

No país do “politicamente correto”, tem gente pedindo a cassação do registro de psicólogo de Silas Malafaia. Até uma campanha foi criada na internet. Tudo por que o líder da Igreja Assembléia de Deus diz que pode “reorientar” homossexuais e ajudá-los a se tornarem heterossexuais.

A briga do pastor com os gays é antiga. Malafaia é tido como homofóbico.

Cá com meus botões, não gosto do enfrentamento feito pelo pastor. Acho que ele só produz espetáculo. A postura de Malafaia não ajuda os evangélicos (cria ainda mais preconceito), não esclarece o público cristão sobre as questões de gênero e muito menos aproxima homossexuais da fé cristã.

Entretanto, por mais questionáveis que sejam as atitudes desse líder religioso, ninguém pode negar a ele o direito de dizer o que pensa. Um dos princípios democráticos é a liberdade de expressão. Por mais agressivo que seja, Malafaia não incita à violência. Sua agressividade é verbal. É focada no comportamento e na religião. Ele defende seus princípios e crenças. Faz isso, na minha opinião, de maneira torta, até discriminatória. Entretanto, tem direito de expressar-se. Como tem o dever de responder judicialmente caso extrapole os limites do respeito ao outro.