Deus, a dor e o sofrimento humano

Hoje, eu li o verso 14 do Salmo 10. O salmista diz: “Mas tu enxergas o sofrimento e a dor; observa-os para tomá-los em tuas mãos. A vítima deles entrega-se a ti; tu és o protetor do órfão”

Eu não sei se a simples leitura deste verso te impactou. Ainda assim, deixa eu tentar compartilhar um pouco da emoção que sinto ao ler esse verso… 

O sofrimento e a dor estão presentes em nossa vida. A gente sofre, a gente sente a dor. Em algumas ocasiões, eu gravo os vídeos também carregando as minhas dores, o meu sofrimento. Mas sabe o que diz o salmista? Que o Senhor observa o nosso sofrimento e nossa dor. E o que o Senhor faz? Ele observa para tomá-los nas mãos dEle. Consegue imaginar isso? Consegue imaginar Deus tomando o nosso sofrimento e nossa dor nas mãos dEle? Ele pega nas mãos o nosso sofrimento e nossa dor. Isso me emociona. Emociona imaginar que o Deus todo-poderoso toma minha dor, meu sofrimento nas mãos dEle. 

E o salmista diz mais… O salmista diz que a vítima desse sofrimento, a vítima da dor se entrega a Deus. Sim, meus amigos, mesmo em sofrimento e dor, só temos um lugar de segurança, só temos um lugar para o qual podemos nos voltar: para os braços de Deus. 

Guarde essa palavra no coração!
Abraços do prof. 

Foto: Canção Nova

Só Deus faz justiça!

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Hoje, a gente lê o primeiro verso do Salmo 4. Diz assim… “Responde-me quando clamo, ó Deus que me fazes justiça! Dá-me alívio da minha angústia; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração”

Aqui temos Davi mais uma vez diante de Deus. Para falar com Deus, Davi usa a música, a poesia… Ele se expressa a Deus por meio da arte. Já parou pra pensar nisso? Talvez você possa vivenciar essa mesma experiência. Davi era um homem talentoso, um artista. E com a sua arte, ele fala com Deus. Lindo isso, né?

Mas o que ele diz no primeiro verso deste Salmo?

Davi demonstra uma certa urgência. Ele pede: Deus, responde-me quando clamo! Davi reclama justiça. Davi sabe que só Deus pode fazer justiça. E aqui já temos duas lições preciosas. A primeira delas, nem sempre Deus nos responde no momento que desejamos. O pedido do salmista é para que Deus ouça sua oração; ele precisa de socorro. Mas, ao que parece, Deus ainda não havia dado o que ele precisava. Por isso, ele pede misericórdia. Ainda assim, Deus segue em silêncio.

A segunda lição desse verso é que toda justiça vem de Deus. Às vezes, ao sermos injustiçados, quando alguém nos faz mal, a gente se aborrece e quer achar formas de fazer justiça, de obrigar a outra pessoa a reparar o erro cometido.

Aqui nós aprendemos que é em Deus que buscamos justiça. Davi reconhece que a justiça vem do Senhor. É Ele, só Ele que pode fazer justiça. A justiça humana sempre falha. 

Porém, tem mais uma coisa importante neste verso. Os filhos de Deus também sofrem. Às vezes, a angústia não bate à porta; ela arromba a porta e se aloja em nosso coração, nos machucando, minando nossas forças. 

Portanto, se é assim que você se sente, ore comigo: Deus pai, a gente começa a semana, mas a gente quer paz. Ainda que nos falte a sua resposta, queremos buscar só em ti a justiça e o conforto para nossa angústia. Que possamos permanecer em paz, ainda que o Senhor esteja em silêncio. 
Em nome de Jesus, amém!!

Nem todo mundo aprende com o sofrimento

Frequentemente eu falo de dor, de sofrimento… Falo também que tenha verdadeira aversão a esse discurso de que é só querer estar feliz, que a gente pode sair por aí super bem, animado… Não gosto desse discurso! Isso não é verdade. Tem dias que estamos tristes…

Eu até provoco pra gente sorrir, porque acredito que precisamos lutar contra aquilo que nos machuca, que nos magoa… Mas tem dias que a gente tá mal. E pronto! É assim que funciona. Entretanto, o que eu descobri é algo que preciso compartilhar.

O escritor e pesquisador Augusto Cury afirma num de seus livros que nem todo mundo cresce com a dor. E esse ensino é precioso, gente. É meio senso comum, mas a gente sai por aí repetindo que o sofrimento nos torna pessoas melhores. Augusto Cury não concorda com essa ideia. E eu concordo com ele.

Segundo o escritor, a dor só se torna uma mestra quando nos tornamos seu mestre, quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos. Caso contrário, a dor produz zonas de conflito, portanto será inútil, algoz. Ou seja, a dor só tem valor pra quem sabe lidar com a dor. A dor só tem valor pra quem se torna mestre da dor… Pra quem tem consciência crítica, pra quem tem disposição pra tentar entender as razões da dor, pra entender quem é… pra se conhecer de fato. Nem todo mundo consegue fazer isso.

Muita gente reclama, lamenta… passa pelo sofrimento e sai do sofrimento uma pessoa igual ou até pior. 

Portanto, dica de hoje: sofrer todo mundo sofre. Ter dor… todo mundo tem. Mas nem todo mundo cresce com a dor. Invista em você. Em conhecer-se para aprender todo o tempo a respeito de você mesmo, a respeito da outras pessoas e do próprio mundo. 

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Só é feliz quem aceita a dor como parte da existência

​Ninguém é feliz sem aceitar o sofrimento como parte normal da existência. Embora nenhuma pessoa queira passar por momentos de dor, só não sofre quem nunca viveu.

A ideia de felicidade que permeia o imaginário social é de que quem é feliz está bem o tempo todo. E esse estar bem é viver sem dor.

Alimenta-se a ilusão de que, na condição de felicidade, maximizam-se a alegria e o prazer e minimizam-se a dor, o sofrimento, as lágrimas.

De certo modo, acredita-se que uma pessoa feliz sofre menos ou que a dor dela é menos intensa, é mais rápida.

Na verdade, quem é feliz possui a serenidade necessária para suportar os momentos difíceis. Esta é a grande diferença.

Vivemos num tempo em que chorar parece inaceitável. Fracassos são vistos de forma negativa e até silenciados. Cultuamos o sucesso, a vitória. Os momentos mais difíceis são colocados à margem da nossa história. Tentamos fingir que não existiram. É imperativo parecer que está tudo bem.

Essas ideias distorcidas a respeito da vida colocam um peso muito grande sobre nós. Fazem com que vivamos uma vida de fachada. E o que é pior: ao não aceitarmos a dor como parte da existência, nunca nos sentimos satisfeitos com a vida.

Ao fazermos isso, esquecemos que, mesmo aqueles que conquistaram sucesso, dinheiro, foram inovadores, conviveram com o sofrimento – basta lembrar do gênio bilionário Steve Jobs.

Portanto, minha dica de hoje: aceite a dor como parte da vida. Feliz não é quem não sofre; feliz é quem compreende a condição humana e se alegra com cada pequena conquista ou momento de prazer, pois sabe que chorar também é parte da vida.

Que dor você prefere suportar?

Quando vi esta pergunta pela primeira vez, meus pensamentos aceleraram. Eu falo de sofrimento com muita frequência aqui no blog. Jesus Cristo, há dois mil anos, também disse que no mundo teríamos aflições. Ou seja, sofreríamos. Mas poucas vezes tinha parado pra pensar que toda e qualquer escolha que fizermos será uma opção por viver algum tipo de dor.

Ninguém quer sofrer. E geralmente nossas escolhas são motivadas por expectativas de alegria, felicidade. A gente escolhe algo em função do que aquilo poderá nos proporcionar de bom. A gente nunca escolhe pensando nas dores que teremos que suportar. Acontece que nada que fizermos será sem dor.

Se você quiser casar, vai sofrer as dores de dividir a vida e sua rotina com alguém. Se quiser ficar solteiro, vai sofrer as dores de não ter com compromisso com outra pessoa.

Se quiser ter um filho, vai deixar de fazer passeios, vai ter menos dinheiro, vai doer quando ele estiver doente e ainda mais quando responder pra você. Mas, se não tiver, nunca saberá o que é sentir seu filho se aconchegando em seu colo.

Se escolher cursar uma faculdade, vai ter que aguentar as dores das noites sem dormir dedicadas aos estudos, nas aulas massantes, dos professores injustos… Se escolher não estudar, vai encarar as dores de ser visto como alguém acomodado, terá mais dificuldades no mercado profissional…

Para cada escolha, há inúmeras dores. E se quisermos evitá-las, nunca teremos uma vida plena; nunca concluiremos um único projeto. Nossa trajetória será marcada por desistências, fracassos e pela ausência de realizações que sejam motivos de orgulho.

Toda escolha poderá nos oferecer momentos de alegria e felicidade. Mas, para aproveitarmos as coisas boas das escolhas que fizermos, precisamos aprender a suportar as dores que farão parte do percurso de nossa caminhada.

Não existe remédio para as feridas do coração

dor

Tenho publicado vários textos sobre sofrimento. E quase sempre propondo pensar sobre o apego aos problemas. Sim, porque tem gente que parece gostar do sofrimento. Não é um gostar consciente, claro. Mas a pessoa não consegue aceitar que a vida tem dificuldades sim, situações de dor profunda e, em alguns momentos, não tem como mudar.

Quando alguém querido fica doente e não tem solução médica, a gente se sente impotente. Quando o marido abandona, a dor da perda é imensa… A pessoa se sente um lixo, o mais desprezível dos seres humanos. Quando o melhor amigo te trai e toma sua promoção, o coração fica em pedaços. Quando o chefe, pessoa em quem confiava, te assedia sexualmente, você sente suja, profundamente decepcionada e não sabe como vai voltar pro trabalho.

Eu poderia seguir listando situações difíceis aqui… Poderia apontar uma lista de perdas, decepções, traições… Ainda assim alguém poderia dizer que conhece um problema maior. E certamente seria maior, porque a dor que mais dói é a que dói na gente. A dor do vizinho, a gente não conhece.

Sabe, não existe remédio pra curar as feridas abertas no coração. Mas existem atitudes que nos ajudam a conviver com a dor. E a primeira e principal delas é a aceitação do sofrimento. Ainda ontem conversava com meu filho sobre um barulho no ouvido com o qual convive há mais de um ano. Não sabemos ao certo se foi pelo uso de fone de ouvido, mas apareceu e a medicina apontou que não tinha o que fazer. Eu lembro que ele se irritava demais, ficava furioso com o barulho. Com o tempo, aprendeu a conviver. Ele até brincou:

– Estou tão acostumado que, muitas vezes, esquece do barulhinho. Até tenho que procurar pra saber se ainda está aqui.

Na Bíblia, o apóstolo Paulo relata de um “espinho na carne”. A gente não sabe o que é. Ele diz que lutou com Deus pedindo para livrá-lo desse problema. Mas a resposta foi “não”. E o apóstolo diz que entendeu que a dor estava ali para lembrá-lo de suas fragilidades, da sua humanidade, para aperfeiçoar seu caráter, tornando-o mais humilde… Para lembra-lo da própria dependência do divino.

Eu costumo brincar que “aquilo que não tem solução, solucionado está”. Minha máxima de vida é: “não temos controle sobre tudo”. Tem problemas que a gente não resolve. Não tem o que fazer. E o que já passou, passou. Pode ter deixado sequelas, feridas… Pode ter tido o efeito de um tsunami na nossa vida. Mas não dá pra mudar. Não tem o que fazer. É aprender a conviver com o que restou. A gente tem que aceitar. Aceitar que a vida não é do jeito que se sonha, do que jeito que se idealiza… Não é do jeito que a gente quer. Quando aceitamos as dores, aprendemos a conviver com elas, seguimos em frente e temos mais chance de ser feliz.

Sofrer com dignidade

sofrimento

Problemas não batem à porta; problemas invadem a vida da gente. É verdade que muitas vezes são nossas atitudes que criam as condições ideais para as crises se instalarem. Entretanto, por mais que façamos coisas que podem causar sofrimento, ninguém, deliberadamente, procura pela dor. Ela simplesmente aparece e se instala em nossa alma.

E quando a gente sofre, sofre mesmo. Dói, faz tudo perder o sentido. O emprego fica chato, os amigos se tornam intoleráveis, a família vira um peso… A faculdade deixa de ser um sonho e vira um pesadelo, o relacionamento já não empolga mais… Por vezes, perde-se o desejo de viver.

Entretanto, por mais que existam momentos que nada faz sentido e tudo que o coração reclama seja “sumir do mundo”, “desaparecer”, é preciso sofrer com dignidade. Sim, porque ficar se lamentando de tudo, vendo a vida apenas por um prisma fúnebre, não ajuda a tirar ninguém do fundo do poço.

Eu costumo dizer que, na dor, a gente tem que chorar mesmo. Não há razão para silenciar as lágrimas. Porém, existe uma diferença entre viver o luto e se portar como vítima da vida. Tem gente que, no sofrimento, parece desejar todos os holofotes para sua dor. Sente necessidade de ser mimado. Parece ter prazer em ser tratado como coitadinho. E, muitas vezes, ainda se incomoda com a felicidade alheia; precisa que todo mundo compartilhe de suas lágrimas.

Essas pessoas não aceitam a dor. E ela é condição da própria existência. Chorar e sorrir, viver e morrer são faces da vida. Quando a gente não aceita essa dinâmica, corre o risco de assumir o complexo de vítima. Isso torna a vida insuportável. E também a dos outros, porque gente que age como vítima incomoda os outros, vive reclamando, lamentando… Não se move, e não aceita se mover.

Portanto, volto a dizer: nos momentos de dor, não há porque fugir dela. O que faz a diferença é aceitá-la. Aceitar o inevitável. Compreender que nem sempre tudo funciona como gostaríamos, que parte dos nossos planos não se concretizarão, que perderemos pessoas que amamos… A vida é assim. A gente cai, se machuca, sofre… Mas só nos resta seguir adiante.

Como viver sem culpa?

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Não temos controle de tudo, mas é possível ter paz de espírito, viver livre das mágoas. A vida pode ser mais simples ou mais difícil, dependendo das nossas escolhas. A maneira como olhamos os desafios que temos vai determinar nossas ações e, principalmente, nosso estado de espírito. Ou seja, a angústia e o sofrimento podem ser menores ou maiores. A decisão é nossa.

Parece racional demais. Ou até auto-ajuda. Afinal, como já escrevi noutras ocasiões, a razão parece não comandar o coração. Entretanto, podemos conversar com nossos sentimentos. Esse diálogo interior ajuda a reorganizar os sentimentos.

Há coisas que acontecem conosco que não procuramos entender. Não questionamos os motivos, as razões. Acontece que, sem procurar resposta para as dores da alma, abrimos mão de viver melhor.

Às vezes nos pegamos tristes. Pode ser por causa de um relacionamento mal resolvido, de uma amizade desfeita, uma desavença com um professor… Ficamos recordando tudo que houve ou ainda existe de ruim, alimentando a dor interior. Sofremos durante dias – alguns, até por anos – por algo que poderia ser trabalhado, sublimado.

Mas como?

Em qualquer dessas situações, a primeira pergunta a responder é: “por que estou triste?”. Se o problema for identificado, a segunda pergunta é: “posso resolver?”. Se posso, “de que maneira?”.

Temos condições plenas de avaliar perdas e ganhos diante de qualquer situação. Se o caso for de um relacionamento, é preciso concluir: “vale a pena mantê-lo como está?”, “devo romper?”, ou ainda “invisto na reconstrução?”. Afinal, quais as consequências? Que consequências posso assumir? O que eu consigo fazer? Tem algo que posso fazer?

Precisamos compreender que a solução perfeita não existe. Nenhuma opção é livre de consequências. Todas terão graus variados de perdas e ganhos. Por isso, conformar-se é uma capacidade que deve ser desenvolvida.

Para alcançar novos sonhos, talvez alguns antigos terão de ser abandonados. Ninguém vive feliz se não compreender esse princípio da vida. O mundo nunca será perfeito. E nem a vida, cor-de-rosa.

Por fim, os erros de ontem nos servem de aprendizado. Não podem ser lembrados para alimentar a culpa. Ninguém volta atrás. Insistir na culpa é investir no passado e ignorar o futuro. Só reconhecemos que certas escolhas foram desastrosas porque as experimentamos. Do contrário, poderíamos nos arrepender por não tê-las vivido.