Espera-se que o eleitorado de Bolsonaro não o idolatre na presidência

Na política e em qualquer outra área, a idolatria é perigosa. É perigosa, porque cega.

Uma das minhas críticas a uma parcela do eleitorado do PT sempre foi a indisposição de vê-lo como responsável pelo desastre político e econômico em que se encontra o país.

As virtudes de seus governos e a proximidade com as classes mais pobres e com as minorias não justifica os erros do partido. Entretanto, muita gente inocenta suas lideranças e não consegue ter um olhar crítico, inclusive no que diz respeito à corrupção.

Esse tipo de atitude tem como raiz a idolatria.

E é o que também me preocupa na relação mantida pelo eleitorado de Jair Bolsonaro com o presidente eleito. Basta notar que durante boa parte da campanha ele foi chamado de mito.

Como eu disse, a idolatria cega. Ao cegar, impede que as falhas sejam observadas e as críticas sejam feitas. E se não há críticas, não existem questionamentos, tampouco a reavaliação de comportamentos, revisão de decisões…

Embora seja natural que o eleitorado de Bolsonaro ainda esteja em lua de mel com o presidente eleito, o brasileiro cometerá um erro grave se, nos próximos meses, não sair da condição de fã para reassumir o papel de cidadão.

Torcer para que o novo governo dê certo é algo bem diferente do que não querer ver possíveis erros. Ainda pior será se o eleitorado optar por criar um paredão de defesa do presidente atacando toda e qualquer pessoa que questione as decisões dele.

Meu mais sincero desejo é que isso não aconteça. O Brasil não merece!

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A esquerda se julga superior

Um dos momentos que ouvi de outra pessoa aquilo que gostaria de falar durante a campanha presidencial foi quando Mano Brown criticou o PT num comício no Rio de Janeiro. Foi na noite do dia 23, uma terça-feira. O rapper foi preciso quando sustentou que a esquerda deixou de dialogar com as ruas e já não entende o que o povo realmente quer.

É fato que a vitória de Jair Bolsonaro foi capitaneada pela elite econômica do país – principalmente pelos poderosos do agronegócio. Também com apoio de lideranças religiosas conservadoras. Entretanto, ninguém conquista a presidência sem o voto das massas populares. E a desconfiança do povo com o PT não tinha só a ver com o desastre da política econômica de Dilma Rousseff.

O que aconteceu, na prática, é que a esquerda, que comandou o país até 2016, como disse Mano Brown, deixou de entender o que o povo quer.

Mas o quadro é ainda pior quando a gente analisa as reações e movimentos da esquerda. Na prática, a esquerda acredita que sabe o que o povo e o país precisam. Também tem certeza que é a única que representa as classes e causas populares.

Essa presunção pode ser notada em muitos dos comentários que recebo em meus textos de gente ligada à esquerda e nas publicações feitas nos perfis inclusive de intelectuais dessa esquerda.

Ao longo dos anos, a esquerda se tornou agressiva com toda e qualquer pessoa que questione e que critique suas ações. E o que mais me incomoda é que, nitidamente, é possível observar que há um discurso de cima pra baixo – como se o fato de estar ao lado de um projeto progressista colocasse essas pessoas num patamar superior.

O discurso que emerge é este: “a gente sabe das coisas, vocês são burros, ignorantes; são dominados e querem continuar nessa condição”. Desculpa, mas isso é um bocado agressivo.

Uma das dificuldades da esquerda de convencer aqueles eleitores que estavam propensos a votar em Bolsonaro foi justamente esta: as pessoas se sentiram o tempo todo agredidas. Sentiram-se classificadas como fascistas, homofóbicas, preconceituosas… Foram taxadas como idiotas por simpatizarem com Bolsonaro.

Isso fechou as portas para o diálogo.

Esse tipo de atitude presunçosa, superior, não começou na campanha deste ano. Eu já tinha visto aqui em Maringá, em 2004, por ocasião da campanha para prefeito, quando o PT administrava o município.

A esquerda da cidade já se colocava como a única força política capaz de fazer o bem, de atender as pessoas mais pobres, de cuidar de Maringá… Ou seja, o tempo todo esteve em funcionamento o discurso de que a esquerda é superior, quem vota na esquerda é mais inteligente, sabe mais… É mais esperto. É o discurso do “nós e eles”. “Nós somos os bonzinhos; eles são os vilões”.

Entretanto, embora tenha uma história de relação com os movimentos populares e, efetivamente, defenda pautas que representam a grande massa da população, a esquerda parece ter perdido a autocrítica, a disposição para o diálogo e, principalmente, tem enorme dificuldade em dividir o poder.

Se não voltar a ouvir as pessoas, perderá de vez a relação com o povo.

Bolsonaro precisa compreender o papel do líder

As últimas declarações de Jair Bolsonaro começam a indicar que existe certa diferença entre a retórica usada para vencer as eleições e o que, de fato, o presidente eleito pensa.

Entretanto, há algo nocivo na retórica que foi usada: a agressividade verbal do então candidato – e, principalmente, do que ele disse em situações passadas durante o exercício de seus mandatos parlamentares – funcionou como uma espécie de despertar do que existe de mais cruel em algumas pessoas.

Não são muitos os casos, mas são visíveis os episódios de violência verbal e até física de seguidores de Bolsonaro.

Já tivemos o registro de pessoas agredidas e até mortas, gente mostrando armas na internet, declarações homofóbicas e até ameaças contra gays, inclusive dentro de escolas e universidades.

Não, eu não acredito que o presidente eleito aprovaria qualquer uma dessas práticas. Também rejeito a ideia de que os mais de 57 milhões de eleitores que votaram nele são fascistas, são preconceituosos, intolerantes, violentos.

Porém, existe sim uma parcela da sociedade – pequena, penso – que, ao ouvir Bolsonaro, sentiu-se autorizada a manifestar todo o tipo de sentimento ruim e vontade de agredir, violentar, matar.

Essas pessoas nunca foram boas, amáveis, pacientes, tolerantes… Na verdade, o ódio contra o diferente, o desejo de eliminar quem não se encaixa nos padrões delas, esses sentimentos ruins sempre existiram nelas.

No entanto, o discurso do respeito, o cuidado com as minorias, o peso da legislação funcionaram como instrumentos de vigilância. Essas pessoas eram como cães raivosos, presos e sob o cuidado de um adestrador forte que pune os excessos.

As falas de Bolsonaro, porém, mexeram com essas pessoas, que começaram a vislumbrar a chance de verbalizar e até praticar tudo que estava reprimido (os cães raivosos acreditaram que seriam libertados).

O que acontece agora? O presidente eleito terá que demonstrar que vai trabalhar para impedir toda e qualquer ação de violência verbal ou física contra os grupos que correm mais riscos.

Diferente do que fez no passado, Bolsonaro necessita compreender qual o papel do líder. O bom líder acalma, modera, inspira sentimentos positivos em seus seguidores. Todo líder traz consigo uma massa de pessoas que nem sempre pensa por elas mesmas. São influenciadas pelas atitudes de quem está à frente delas.

O presidente deve entender que, se deseja construir uma nação unida e fazer nossa gente feliz (como tem prometido), deverá ser o líder que o Brasil precisa, um homem capaz de dar exemplo, inspirando boas atitudes.

O povo quis derrotar o PT

A vitória de Jair Bolsonaro não foi a vitória de um projeto político, de um projeto de país. Foi a derrota de um projeto de poder, o do PT de Lula.

A eleição de 2018 é atípica em vários sentidos – e talvez o mais significativo seja justamente este: muita gente escolheu Bolsonaro por entender que ele representava um ponto final na presença do PT no comando do país.

Domingo, nas urnas, a maior derrota foi justamente do PT.

Há bastante tempo, o PT perdeu o contato com as ruas. Deixou de entender a alma do povo brasileiro. Em sua arrogância, o partido achava que sabia tudo que o país precisava. Não notou o descontentamento com várias medidas e, principalmente, apostou na política do medo. Foi essa política que venceu em 2010 e 2014. Porém, em 2014, o partido já havia perdido sua força e, com a crise econômica e o insucesso de Dilma na presidência, veio a derrocada.

Porém, o PT achou que o fracasso do que foi chamado de governo golpista de Michel Temer seria suficiente para levá-lo de volta ao Planalto. Lula e seu grupo não perceberam que o sentimento anti-PT era muito maior que a rejeição a tudo que Bolsonaro representava.

O partido também apostou que, no segundo turno, todas as forças democráticas abraçariam a candidatura de Fernando Haddad para “salvar o país do fascismo”. E que haveria uma grande aliança democrática nacional. Ledo engano.

Qualquer pessoa com o mínimo de percepção a respeito das estratégias do PT sabe que as lideranças da sigla são autoritárias, arrogantes, incapazes da autocrítica e, principalmente, não estão interessadas em abrir mão do poder. Muito menos estão abertas à alternância no poder. Basta notar que Lula, mesmo da prisão, costurou um acordo político que isolou Ciro Gomes no primeiro turno, quando este era o nome mais forte da esquerda na corrida presidencial. Teria sido mais fácil derrotar Bolsonaro apoiando Ciro. Mas o PT preferiu atropelar antigos aliados a abrir mão de uma candidatura própria.

A vitória de Bolsonaro no último domingo foi só mais um dos efeitos nocivos das práticas políticas do PT.

Com a vitória de Bolsonaro, o Brasil espera ter um novo começo

O Brasil começa a viver um novo momento político. Com a vitória de Jair Bolsonaro à presidência da República, há a expectativa da escrita de um capítulo distinto em nossa história.

Neste sentido, há certa semelhança com o que ocorreu em 1985, 1989 e 2002.

Em 1985, tínhamos a reabertura democrática, com a eleição indireta de Tancredo Neves. Em 1989, depois de quase 30 anos sem escolhermos um presidente, os brasileiros elegeram Fernando Collor. Já em 2002, o país optava por Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro presidente operário, alguém que parecia efetivamente identificado com o povo.

Nesses três momentos históricos, havia muita expectativa. Tratava-se de uma espécie de ruptura com um modelo de governo que havia se esgotado. Tinha-se o sentimento de poderíamos começar tudo de novo. Havia também um gostinho de “agora vai!!”.

Não sei se esse “agora vai” está presente no sentimento do nosso povo após a eleição deste ano. Porém, é certo que a vitória de Bolsonaro foi construída em função de uma enorme insatisfação com tudo que o país vem vivendo nos últimos anos.

Quem observou atentamente as manifestações de 2013 percebeu que a paciência das pessoas já estava se esgotando. Mas a classe política parece ter achado que seria fácil acalmar as pessoas.

A aposta no impeachment de Dilma foi uma estratégia da elite política do país para retomar o controle do povo. Entretanto, estes pouco mais de dois anos de (des)governo Michel Temer ajudaram a confirmar que as práticas políticas eram as mesmas de sempre. E a população também não poderia acreditar nos partidos tradicionais, principais responsáveis pela queda do PT – entre eles, o PSDB, que durante anos foi o maior opositor de Lula e Dilma.

Bolsonaro, embora tenha feito carreira ao lado de muitos políticos conhecidos, mantendo-se filiado a partidos que transitam pelo poder há anos, como é o caso do PP, o agora presidente eleito nunca foi efetivamente do alto clero da Câmara Federal, tampouco teve prestígio e poder nas máquinas administrativas.

O novo presidente, com isso, conseguiu manter sua imagem descolada das tradições políticas e se firmou como personagem que se opõe a tudo que Brasília tem representado ao longo das últimas décadas.

Ele será, de fato, o que seus mais de 57 milhões de eleitores esperam? Talvez não. Mas, para muita gente, já terá sido significativa a vitória de Bolsonaro por ter impedido o retorno do PT.

O conforto das mentiras nas redes pessoais

Diariamente, recebo nas minhas redes pessoais inúmeros textos, vídeos, áudios com conteúdos políticos. Não abro nenhum. Quer dizer, em alguns casos, até espio pra ver a fonte, de onde veio, quem produziu… Se trata-se de um material informativo elaborado por empresas sérias, idôneas, e o tema me interessa, até dou uma espiada. Mas, como regra, descarto o material que vem pelo whatsapp, messenger, email, vídeos do Youtube…

E faço isso por uma razão: o conteúdo que circula inbox nas redes pessoais frequentemente sofreu algum tipo distorção. Pode até ser humorístico – um meme, por exemplo -, mas a chance de apresentar uma versão verossímil é quase nula.

Infelizmente, eu sou a exceção. A regra, hoje, é o consumo de conteúdos pelos aplicativos. Com isso, as pessoas pautam seus argumentos e decisões baseadas em conteúdos duvidosos. E é impressionante como algumas dessas pseudo-informações são capazes de fazer com que a gente duvide até do que assiste ou vê num canal sério.

Ainda ontem, tive que assistir de novo a sabatina feita pela equipe da Isto É com a então pré-candidata à presidência, Manuela D´Avila, em junho deste ano. O que ela falou na entrevista não repercutiu na época. Porém, há cerca de 30 dias, um trecho editado de uma fala da Manuela circula nas redes para sustentar a tese de que a agora candidata a vice na chapa do PT se declara não cristã.

Eu precisei assistir de novo porque até eu estava duvidando do que tinha entendido. Quase comprei a versão editada e mentirosa. Assisti duas vezes para ter a certeza que minhas conclusões não estavam erradas e a fala da candidata, de fato, havia sido distorcida.

Pois é… O fenômeno que vem sendo chamado de pós-verdade tem esse efeito: relativiza a verdade e banaliza a mentira. Esses conteúdos em vídeo, texto ou memes provocam uma desordem na opinião pública. A objetividade dos fatos se perde em meio ao discurso emocional, que nos pega em nossas fragilidades. O medo, o preconceito, a vitimização, a hostilidade são técnicas eficazes de persuasão.

Afetados por esse universo pseudo-informativo, perdemos o rigor, a capacidade de racionalizarmos, ficamos cegos. Chegamos ao ponto de, mesmo diante dos fatos, preferirmos acreditar na versão distorcida. Parece que ela é mais confortável, melhor que a própria verdade.

Lamentável que seja assim.

Quem é favorecido por uma notícia falsa?

As notícias falsas geralmente atendem dois objetivos básicos: prejudicar uma pessoa ou grupo e, por outro lado, favorecer uma pessoa ou grupo.

A distorção dos fatos, para disseminação principalmente nas redes sociais e whatsapp, ocorre para atender esses dois objetivos primários.

Não existem notícias falsas inocentes. As chamadas fake news estão em circulação para prejudicar pessoas e beneficiar pessoas.

Por isso, quando um conteúdo dessa natureza chega até você é preciso se perguntar: quem perde com essa informação? E ainda: quem ganha com essa notícia?

Na campanha eleitoral deste ano, as fake news transcendem o mero conteúdo informativo midiático. Elas estão presentes em áudios manipulados, capas de revistas falsas, cartilhas falsas, fotos falsas…

Ainda ontem recebi duas capas de revistas, uma da Veja e outra da Exame, com uma suposta denúncia envolvendo um partido político e tratando de fraude em urnas eletrônicas.

Apesar das imagens parecerem perfeitas, minha capacidade de pensar ainda não foi afetada pelas bobagens que circulam na rede. Entrei rapidamente no site das revistas, consultei as capas dos últimos anos e comprovei: Veja e Exame nunca publicaram nada a respeito do assunto. Muito menos fizeram capas de revista com um suposto personagem denunciando um partido por supostas fraudes em urnas.

As capas que estão circulando no whatsapp são fakes.

Em todos esses casos, uma pessoa ou candidato é alvo do conteúdo falso. E, quando isso acontece, outra pessoa ou candidato é, direta ou indiretamente favorecido.

Os dois candidatos que lideram a corrida presidencial têm sido constantemente alvo de fake news. Quase sempre, um é atacado por mentiras e o outro, obviamente, tenta ser favorecido.

Como muitos eleitores são ingênuos – ou agem de má fé -, contribuem para disseminação desses conteúdos em suas redes pessoais. Não há um dia sequer que a gente não esbarre com esse tipo de material. E o que é pior: as pessoas estão pautando suas escolhas eleitorais – e até mesmo sua rejeição a determinadas candidaturas – em virtude das fake news.

Falta de planejamento compromete o futuro do Brasil

Nenhum país muda sem ter um planejamento de futuro. Trocar deputados, senadores, governadores e presidente da República pode até ajudar na reformulação de determinadas práticas, inclusive com novas políticas públicas. Mas não ocorrerão avanços significativos.

Fazer planejamento tem a ver com a cultura de um povo. Não é da cultura do brasileiro planejar. A gente não faz isso na casa da gente. Não faz na empresabasta notar a quantidade de empresas que fecham por não ter pensado todas as estratégias de curto, médio e longo prazos. E a gente não faz planejamento na política.

A Coreia do Sul há pouco mais de 60 anos era um território arrasado pela guerra. Um país pobre.

Muita gente atribui o sucesso econômico e científico da Coreia ao investimento na educação. É verdade que a educação fez e ainda faz a diferença por lá. Porém, a educação não foi a chave do sucesso. O segredo da Coreia do Sul foi planejamento. A educação fez parte das estratégias utilizadas para colocar o país na rota do desenvolvimento econômico e científico.

No Brasil, não damos valor a isso. A ausência de uma cultura de planejamento faz com que as ações iniciadas num governo sejam interrompidas no outro. Cada político pensa no seu mandato e em medidas que possam lhe render capital político, votos. Um governo inicia um programa de incentivo ao ensino superior, financiando bolsas de estudo… Um novo governo reduz a verba para o programa e dá início a outra ideia.

Um prefeito começa uma obra, não consegue concluí-la e, quando outro é eleito, entende que existem coisas mais urgentes e a obra fica parada.

Políticas precisam ser pensadas não para estancar um problema agora, mas para criar uma condição de vida melhor para as pessoas daqui a 20, 30… 50 anos.

Com uma mentalidade de planejamento, as pessoas compreenderiam que não existem soluções mágicas. É preciso muito trabalho, esforço, disciplina e tempo para dar conta de demandas históricas.

A Coreia do Sul não se tornou uma potência tecnológica, uma força na indústria automobilística mundial de um dia para o outro. Os resultados começaram a aparecer depois de quase 40 anos.

Mas veja só… O Brasil nunca foi arrasado por uma guerra, nunca sofreu com grandes catástrofes naturais, mas não sai do lugar. Nossos problemas de hoje não são diferentes dos problemas que tínhamos no passado. A gente sonha com o Brasil do futuro, mas o futuro nunca chega… E não chega porque a gente não planeja o futuro.

Isso só reforça o que estou dizendo: não existe um messias político para colocar o país nos trilhos. Se não houver uma mudança de mentalidade, a criação de uma nova cultura, a gente pode ter uma certeza: tudo vai continuar dando errado.