Revolução digital vai fechar mais de 15 milhões de vagas de trabalho em 12 anos

Com certa frequência, falo sobre como as tecnologias podem fechar postos de trabalho. Embora o avanço da ciência seja um fato, e uma necessidade, é inegável que pouco a pouco as máquinas vão ocupando o lugar de trabalhadores.

Por sinal, o filósofo do comunismo, Karl Marx, ainda no século 19, vislumbrava que os operários deveriam se unir para resistir ao avanço das máquinas, pois isso lhes custaria o trabalho.

Cá com meus botões, entendo que não há razão para lutarmos contra as tecnologias. A realidade sempre se impõe. E o avanço das ciências significa também a automação industrial, a inteligência artificial.

Contudo, a sociedade precisa se preparar para isso. E num ano eleitoral é fundamental cobrar que este tema esteja presente no debate político.

Veja bem… Uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey sobre o futuro do mercado de trabalho mostrou que 14% dos empregos brasileiros podem desaparecer até 2030 – cerca de 15,7 milhões de vagas.

Gente, 2030 está logo ali. São apenas 12 anos. Se hoje já temos mais de 13 milhões de desempregados, se mais de 37 milhões de pessoas já estão em atividades com trabalho por conta própria e sem carteira assinada, este quadro deve se tornar ainda mais dramático se nada for feito.

A consultoria McKinsey também mostrou que o Brasil não está preparado para a extinção de várias profissões. Tampouco está preparado para as vagas que podem ser geradas pela economia cada vez mais digital.

O que deve ser feito? Não sei. Mas é necessário estudar alternativas, buscar soluções. Os centros de pesquisas, as universidades e as boas experiências internacionais estão aí para nos ajudar a encontrar formas de não vivermos o aprofundamento da desigualdade econômica e social – milhões e milhões de pessoas sem trabalho e algumas milhares ganhando muito dinheiro com suas empresas operadas por máquinas, softwares, aplicativos.

Desempregados perdem a esperança de uma nova oportunidade de trabalho

A gente fechou a última semana com alguns números preocupantes. Segundo dados do IBGE, o número de brasileiros que desistiu de procurar emprego bateu recorde. Mais de 4 milhões e 800 mil trabalhadores perderam a esperança de conseguir um emprego.

Esse é o número mais alto já registrado na série histórica iniciada em 2012.

Essas pessoas não acreditam mais na possibilidade de ter um trabalho, com carteira assinada, direitos… Simplesmente aceitaram a condição atual e estão tentando sobreviver por conta própria.

Não é difícil compreender o desalento dessas milhões de pessoas. O mercado segue retraído, sem expectativas de expansão. O varejo, por exemplo, que é fundamental na geração de empregos, cortou a estimativa de abertura de lojas em 75%.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o varejo deverá ganhar apenas 5 mil e 200 novos estabelecimentos em 2018. A estimativa para este ano era de pelo menos 20 mil e 700 novos estabelecimentos comerciais.

Os motivos desta retração são conhecidos: incerteza nos cenários político e econômico, fraco mercado de trabalho e a desvalorização do real.

São quadros como estes que devem nos motivar, como cidadãos, a pensar o futuro do Brasil para além das frases feitas e das obviedades sustentadas por alguns candidatos à presidência da República.

Sobreviveremos aos robôs?

Um estudo realizado pela Consultoria McKinsey apontou que pelo menos 50% dos postos de trabalho no Brasil poderiam ser automatizados. Em outras palavras, metade dos atuais trabalhadores brasileiros seriam substituídos por máquinas. Na prática, isso significa que quase 54 milhões de pessoas perderiam seus empregos.

Claro, esse volume todo não é pra amanhã. Mas é um processo que começou há bastante tempo, tem ocorrido de maneira significativa e vai ser cada vez mais sentido. O estudo projeta que a automatização vai acontecer de maneira mais acentuada entre os anos de 2036 e 2066. Metade dessas substituições deve ocorrer nesse intervalo de 30 anos.

O fenômeno não acontece apenas no Brasil. Trata-se de uma tendência mundial. Porém, em países em que a mão de obra é menos qualificada, a troca de trabalhadores por robôs é mais expressiva (China, Índia e Brasil, por exemplo). Países europeus, por exemplo, sofrerão (e sofrem) menos.

No Brasil, o setor mais afetado é o da indústria. Sete de cada 10 empregos na indústria deverão deixar de existir. Mas a automatização também vai alcançar o comércio, cargos administrativos, a construção civil, agricultura, transporte, saúde etc. Provavelmente, vão se salvar legisladores, psiquiatras…

No mundo, a automatização deverá atingir 1 bilhão e 200 milhões de empregos. Isso significa metade de todos os postos de trabalho do planeta.

Substituir gente por robôs representa basicamente duas coisas: redução de custos de produção e aumento do volume de produção.

A gente pode espernear, reclamar, mas essa é uma situação inevitável.

E o que serão dos trabalhadores? Não sei! Estudiosos apontam que as tecnologias que fecham postos de trabalho abrem outros. Sinceramente, tenho dúvidas. Até acredito que novos empregos serão gerados – isso já tem acontecido. Porém, sei também que essas vagas não são suficientes para atender todo esse contingente de pessoas que ficarão sem emprego.

Tenho ainda outra dúvida: se as pessoas perderem seus empregos por causa das máquinas, como consumirão os produtos produzidos pelos robôs? Ou seja, de que adianta as máquinas produzirem mais se há risco de termos menos consumidores?

Duas coisas são certas: primeira, a desigualdade social tende a se acentuar (afinal, trabalhadores especializados, em setores estratégicos, dificilmente serão substituídos e, consequentemente, terão rendimentos maiores – enquanto isso, muita gente terá que sobreviver com trabalhos precários). Segunda, há urgente necessidade de os países mais pobres se preocuparem com a educação da população para fazer frente a automatização (só gente qualificada, preparada para o “novo mundo” dará conta de sobreviver às máquinas).

Camelôs revelam omissão do poder público e ignorância da população

Veio em boa hora a manchete de O Diário:

Invasão de informais

O jornal retrata um problema que tenho discutido no twitter com bastante frequência. Maringá está sendo tomado por ambulantes. A cidade até tempos atrás se orgulhava de ter controle sobre esse comércio informal. Porém, de uns tempos pra cá, não apenas os vendedores de CDs e DVDs piratas atuam livremente. Tem gente vendendo roupas, utensílios domésticos, brinquedos, panos de prato e mais uma série de itens.

E o poder público é omisso. Faz vistas grossas, principalmente por ser ano eleitoral. O problema é que, enquanto as eleições não passam, as ruas vão sendo tomadas pelos camelôs. O Diário aponta que, em poucas quadras, flagrou 20 informais na tarde dessa segunda-feira.

Se a prefeitura nada faz para tirá-los das ruas, a população também não se incomoda. Pelo contrário. Consome nesse comércio ilegal e ainda o aprova. Quase sempre com aquela justificativa bem senso comum:

– É melhor estar trabalhando do que não ter o que fazer e roubar.

Mais que ser senso comum, é uma visão simplista, rasa, tola, desprovida de razão. Revela ingenuidade, ignorância. 

Esse tipo de argumento não se sustenta. Primeiro, porque não dá para dizer “é melhor estar trabalhando”, pois há ofertas de emprego no mercado formal. Com carteira assinada, salário no fim do mês, benefícios trabalhistas… O sujeito está trabalhando nas ruas não é por falta de vagas, por vivermos uma escassez de oportunidades de emprego. Teve uma época que isso até se justificava. A pessoa se obrigava a assumir um jeito marginal de “ganhar a vida”. Hoje, porém, faz isso por opção, com a conivência do poder público e apoio dos ignorantes, por ser mais cômodo, mais fácil. O camarada prefere o dinheiro fácil e cria um problema social que muita gente parece ignorar.

O comércio ilegal não paga impostos, afeta o comércio legal, rouba empregos formais, alimenta o crime. Além disso, gente que trabalha na informalidade não tem assistência da Previdência Social, amparo em caso de acidentes, muito menos garantia de aposentadoria, gerando futuras demandas para o poder público. Ou seja, para mim e para você que, hoje, recolhe INSS, paga Imposto de Renda, ISSQN etc etc. Quem paga e sempre vai pagar essa conta é quem trabalha certinho, faz as coisas direito. Pena que alguns parecem não ver isso.

Criação de empregos é recorde no Brasil

O Brasil registra recorde de abertura de postos de trabalho com carteira assinada. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 16, pelo Ministério do Trabalho e têm como base informações do Caged, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Em agosto, o saldo foi de 299.415 – o melhor desde 1992, quando se iniciou a série histórica de estatísticas do Caged.

O setor de serviços foi o que mais abriu vagas. Das contratações realizadas em agosto, foi responsável por 42% de todo o volume. Foram 128.232 postos formais de trabalho. Outro segmento que registrou forte crescimento foi o da construção civil. Os dados do Ministério do Trabalho apontam que 40 mil empregos foram gerados nesse mesmo período.

Ainda conforme os números apresentados hoje, a região Nordeste teve o maior crescimento de emprego formal neste ano – crescimento de 488% em relação ao mesmo período (janeiro-agosto) de 2009. A região Sul teve aumento de 227% na comparação com o ano passado.

Cá com meus botões, entendo que são dados como esses que ajudam a manter a popularidade do presidente Lula e, pelo menos por enquanto, garantem o sucesso de sua estratégia em eleger Dilma Rousseff.

Economia cresce, cai número de desempregados

O crescimento da economia segue trazendo bons resultados. Pesquisa divulgada hoje revela que a taxa de desemprego caiu. Em julho de 2009, cerca de 14,8% dos trabalhadores estavam desempregados. Neste ano, no mesmo mês, o índice foi bem menor: 12,7%. Com a expectativa de aumento do PIB deste ano acima dos 7%, acredita-se que o número de desempregados no país deve diminuir ainda mais até dezembro.

Talvez isso ajude a explicar parte do sucesso da campanha da petista Dilma Rousseff.

As manchetes dos jornais de Maringá

O DIÁRIO: – Região lidera em gripe e é vice na dengue
Com 330 casos confirmados desde o início do ano, a região é a campeã estadual em casos da gripe A. Na dengue, só Foz do Iguaçu está à frente de Maringá em quantidade registros. Em Maringá já são 998 casos confirmados de dengue.

HOJE NOTÍCIAS: – Maringá e região possuem mais de 1/3 dos casos de Gripe A do PR
O jornal também trata dos casos de gripe A. Segundo dados da Regional de Saúde, os 30 municípios registram 330 ocorrências da doença, superando Londrina, que liderava o ranking. O salto da doença aconteceu nos últimos 15 dias.

JORNAL DO POVO: – Cidade terá Feira de Empregos e Estágios
A PUC Paraná, campus Maringá, realizará entre os dias 30 de abril e 3 de maio, a I Feira de Empregos e Estágios. O objetivo é apoiar os acadêmicos da instituição na procura por estágio e emprego, estreitar a relação da universidade com a comunidade externa, em especial a empregadora. O evento também será aberto aos interessados que queiram entregar currículo ou se cadastrar em alguma das empresas participantes.

As manchetes do dia

– Comércio abre às 9h e dispensa gestantes
O jornal O Diário destaca que transplantados estão dispensados até o dia 21. Aulas na rede municipal seguem, mas comparecimento é baixo. Locais de grande aglomeração podem ser interditados. Autoridades locais anunciam medidas mais duras para evitar o contágio e recomendam maior participação da comunidade no combate à doença.

– Comércio muda horários e bancos terão limite de clientes
A manchete do Hoje Notícias trata das diversas medidas tomadas ontem por empresas, sindicatos, faculdades e igrejas a fim de conter os avanços da nova gripe. A Acim anunciou mudanças nos horários de funcionamento do comércio e da indústria. Enquanto o comércio vai abrir às 9h, a indústria começará a funcionar às 7. Os bancários pediram intervenção do Ministério Público para reduzir a quantidade de pessoas dentro das agências.

– Nova gripe altera horário de funcionamento do comércio
O Jornal do Povo também fala das medidas tomadas ontem para reduzir os riscos de contaminação pela nova gripe.

Umuarama Ilustrado
Limitado o número de clientes em agências

Diário do Noroeste de Paranavaí
15 pessoas suspeitas de contrair a gripe A estão internadas na Santa Casa

Folha de Londrina
Igreja inicia campanha contra drogas

Gazeta do Povo
Aposentados. Reajuste real só vale para 2010

Jornal do Brasil
Indústria volta a fazer contratações

Valor Econômico
Setor automotivo já vive 3ª onda de investimentos

O Globo
Líderes não condenam acordo da Colômbia e isolam Chávez

O Estado de S.Paulo
Indústria já prevê alta de exportação no 2º semestre

Folha de S.Paulo
Universal é acusada de lavar dinheiro