Educar pelo exemplo

Não há nada mais poderoso no processo de educação que o exemplo – educar pelo exemplo.

As palavras são importantes. A disciplina é fundamental.

No entanto, é muito mais eficaz ensinar por meio das práticas de vida.

Quando orientamos uma criança, damos parâmetros sobre como agir. Mas o tempo todo somos observados por ela. Aquilo que fazemos molda de forma muito mais eficaz a conduta da criança.

Isto também acontece na escola.

O professor ensina os conteúdos dos livros, mas é por meio de seus exemplos que inspira a maneira da criança ver o mundo.

Qualquer um de nós terá dificuldade para lembrar de conteúdos específicos trabalhados em sala de aula. Mas certamente recordamos com facilidade de professores que tinham um jeito especial de falar, amor pelo que faziam, um cuidado natural com seus alunos.

Anos atrás, ao entrevistar um velho especialista em didática, ouvi dele uma frase que me fez compreender que a melhor pedagogia não é aquela ensinada nos livros; é aquela vivida nas práticas do professor em sala de aula e na relação com seus alunos.

Durante minha trajetória acadêmica, alguns professores foram fundamentais pra mim. Não pelo que falaram, mas pelo que demonstravam como seres humanos.

Por compreender isso, tenho defendido cada vez mais que tenhamos coerência entre aquilo que falamos e aquilo que fazemos. Afinal, aprende-se muito mais com o que é vivido do que com aquilo que é apenas falado.

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Todo educador é um aprendiz

Ensinar implica em aprender. Todo educador é, primeiro, um aprendiz.

Quem está numa posição de liderança, que tem um grupo de pessoas sob sua responsabilidade, deve compreender que sua principal tarefa não é comandar, é estudar constantemente para ter sempre algo novo a oferecer às pessoas.

Essa atitude é, na prática, um dever ético. Deveria fazer parte da rotina diária de quem se atreve a se expor, aceita uma função importante na empresa, assume o púlpito de uma igreja, concorre a um cargo público, ou mesmo publica conteúdos nas redes sociais.

Ah… Incluo na lista toda e qualquer pessoa que deseja ter um filho. Não há nada mais nobre que educar uma criança. Porém, essa tarefa também requer estudos, necessita de um preparo especial.

Paulo Freire afirmava que “ensinar inexiste sem aprender”. Não existe validade alguma no ensino sem a constante aprendizagem.

Volto a dizer, trata-se de uma postura ética. Quando falo, devo compreender a responsabilidade que tenho pelas minhas palavras, pois afeto outras pessoas. E, muitas vezes, as pessoas que me ouvem dão valor ao que eu digo. Portanto, se meu dizer não for devidamente experimentado, testado, refletido, quem me escuta terá informações equivocadas, opiniões enviesadas, vazias.

O mestre Paulo Freire também sustentava que “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. Ou seja, todo o ensino deve estar pautado em uma boa pesquisa. E, quando pesquiso, devo estar disposto a oferecer o saber que obtive para outras pessoas.

Deve fazer parte da nossa rotina diária a compreensão que se trata de um agir ético a busca por aprender para ensinar.

Quando eu publico nas redes sociais, falo na rádio ou dou uma aula, não posso falar do que acho; devo falar a partir das mais diversas leituras de mundo – da teologia, da filosofia, da sociologia e de outras ciências. Isso é oferecer às pessoas um saber crítico, reflexivo, aberto a novos saberes.

Quem despreza o aprendizado constante, despreza também a própria condição humana, de curiosidade critica, insatisfeita… Que nos permite a dúvida, a revisão, a retomada, a comparação, a contextualização.

O desastre do ensino no Brasil

O ministro da Educação, Rosseli Soares, declarou nessa quinta-feira que o Ensino Médio brasileiro está falido.

O ministro fez isso logo após a divulgação dos resultados do Saeb, o Sistema de Avaliação da Educação Básica.

O Saeb demonstrou que os estudantes brasileiros estão terminando o Ensino Médio sem ter domínio de português e matemática, que são essenciais para o aprendizado de todas as demais matérias e para lidar com as demandas práticas do dia a dia.

Sete de cada dez alunos não sabem o suficiente de português e matemática.

Os números são assustadores.

O Saeb estratifica o domínio desses conhecimentos. E aí, quando faz isso, o quadro fica ainda pior. Isso porque apenas 1,64% dos alunos têm domínio adequado, ou seja, são proficientes em português. Em matemática, esse índice é de 4,5%.

Após divulgar resultados tão desastrosos, o ministro sustentou que o Brasil precisa urgente implementar o novo modelo do Ensino Médio. Ele acredita que a proposta atual está levando a educação do país para o fundo do poço.

Eu não discordo totalmente do ministro. Mas, diferente do que o ministro diz, a falta de domínio de português e matemática não é culpa necessariamente do Ensino Médio. E nem será resolvido com o “novo ensino médio”.

O problema começa na base. Lá na educação infantil e nas primeiras séries do chamado Fundamental I. 

Em português, por exemplo, as práticas de ensino, que não valorizam o ensino das estruturas da linguagem, causam um desastre no aprendizado.

Já em matemática, a questão é ainda mais complexa. Quem ensina matemática às crianças nas primeiras séries? Uma pedagoga. Essa profissional pode ser muito preparada, porém, posso afirmar com convicção: poucas pedagogas têm domínio pleno da matemática – muito menos são apaixonadas pela matemática.

E como ensinar bem matemática se falta conhecimento pleno nessa matéria?

Claro, estou aqui mencionando dois pontos apenas. Eles não são os únicos responsáveis. Chega a ser simplista citar somente essas questões. Cito apenas como exemplos de que os problemas de domínio do português e da matemática no final do ensino médio não são culpa necessariamente do ensino médio.

O desastre começa muito mais cedo.

Isso quer dizer que o ensino médio não deve mudar? Claro que deve. É necessário! Contudo, não me parece que a reforma proposta, votada e sancionada pelo governo vai resolver o problema.

A base ainda não está sendo cuidada. A formação de professores também é muito falha.

E, para finalizar, o ensino médio, mesmo que seja renovado, ainda sofrerá os efeitos do sistema de acesso ao ensino superior.

Hoje, é inegável que os vestibulares são nefastos ao processo de ensino no nível médio. O ensino médio é conteudista – e muito disso em função do jeito que os vestibulares e o próprio ENEM são construídos.

Se as autoridades e os pesquisadores não conseguirem observar os problemas e propor mudanças em todos os níveis da educação, pouca coisa vai mudar nos próximos anos.

Aprendendo com as críticas

Quando a gente reconhece os próprios limites, abre-se para o tesouro mais preciso: o conhecimento
Quando reconhecemos nossos limites, nos abrimos para o tesouro mais preciso: o conhecimento

Minha orientadora no mestrado talvez seja a pessoa mais exigente que conheço. Todas as vezes que conversamos, sinto-me um nada. O processo é dolorido. Geralmente brinco um pouco pra aliviar a tensão. Mas, ao final das nossas conversas, estou tão desgastado que mal tenho forças pra interagir.

E aqui não estou reclamando das atitudes dela. Muito pelo contrário. Jovem doutora, bastante experiente na vida acadêmica, parecerista de revistas científicas, mais que educadora, ela é um ser humano “do bem”. É dura, criteriosa e grande conhecedora. Tem formação sólida. É muito capaz. Mas nunca vi uma única atitude dela de arrogância ou prepotência. Sabe muito, mas é humilde. Por isso, apesar de me fazer sentir tão pequeno, saio de cada orientação com espírito agradecido. Sei que, embora seja sofrido, estou tendo a chance de aprender. E aprender é crescer. Sempre.

Dias atrás, após um desses encontros “arrasadores”, desabafava com uma pessoa sobre me sentir incapaz, ignorante; alguém que mal sabe escrever. A conversa acabou indo para outro terreno: o processo de aprendizagem. Fazíamos uma avaliação sobre o comportamento humano. E, lembrávamos da dinâmica das escolas, colégios e universidades. Quem quer de fato aprender tem que estar aberto às críticas. A gente só cresce quando alguém aponta os nossos erros. Não dá pra ser diferente. E, infelizmente, vivemos um momento de intolerância aos questionamentos.

Queremos ser paparicados, dengados. O professor crítico é o professor chato. Muitos alunos gostam de professor que dá nota alta, que faz festinha na escola, que transforma a aula num show. Esse é o professor legal. Pouca gente quer em sala o educador que aponta os erros, que cobra leituras, que elabora provas difíceis, que desconstrói a produção do aluno. Ao final de um seminário, o aluno quer o elogio. Espera que alguém diga que ele é o máximo. Quando entrega um trabalho, espera boa nota – afinal, fez “até demais”. Em certas ocasiões, tenho a impressão que acreditam mesmo que já sabem tudo e não precisam melhorar em nada. A escola é só uma formalidade para, em algum momento, receberem o diploma.

Sabe, não dá pra aprender sem querer aprender. E esse processo passa pela aceitação da crítica alheia. Se alguém não aponta nossos erros, não crescemos. Não é bom ouvir que o que você faz é ruim. Não é divertido ser avaliado. Não é agradável ter expostas, apontadas as suas fragilidades.

Quando minha orientadora relaciona as limitações do meu texto científico, tenho duas escolhas: ignorá-la ou refletir a respeito das minhas limitações e tentar melhorar. Se eu melhoro, não é minha orientadora quem sai ganhando, sou eu. É isso que deveríamos entender. Quando o professor, um amigo, um colega de trabalho, um chefe… Quando alguém aponta nossas falhas, podemos nos ofender e ficar com raiva da pessoa, classificá-la como imbecil, arrogante etc ou podemos ser agradecidos, avaliar as atitudes, reconhecer as fragilidades e aprendermos.

O professor e as tecnologias

O domínio do saber deixou de ser da escola, do professor
O domínio do saber deixou de ser da escola, do professor

Alguns críticos da educação apontam que, se um professor de história medieval do Século XVIII, deixasse o túmulo e aparecesse numa de nossas escolas, não teria nenhuma dificuldade em dar aulas sobre esse tema. Ele dominaria o conteúdo. E a dinâmica de uma sala de aula não é muito diferente do que se fazia 200 ou 300 anos atrás.

Como educador que sou, entendo que o processo de aprendizagem está longe de ser um ato prazeroso. Aprender dá trabalho. Entretanto, embora também reproduza parcialmente em minhas aulas esse modelo histórico de ensinar, entendo que o mundo mudou. E algumas coisas a gente precisaria repensar.

Não dá para achar que o aluno de hoje é igual ao do passado. Nem precisa ir tão longe. Há 30 anos, a gente não apenas ouvia silenciosamente o professor como também levantava quando ele entrava em sala. Era um ato de respeito. Os livros e enciclopédias eram tudo que tínhamos como fontes de pesquisa. E quase sempre estavam restritos às bibliotecas. E hoje? Hoje, todo conhecimento está a um clique. Com um pouco de habilidade, a gente usa o Google e o mundo se abre diante de nós.

O aluno sabe disso. Ele pode não pesquisar, não ter interesse por descobrir. Porém, sabe que na rede existe mais informação do que em sala de aula. E, ao mesmo tempo que isso o acomoda diante do saber (ele acha que, no momento que precisar da informação, pode buscá-la no Google), também motiva o desrespeito pelo professor, pela escola. O aluno olha a estrutura educacional como arcaica, o professor como um bobo. Nada ali o estimula.

Para mim, esse é um dos principais desafios da educação: reconhecer que o modelo está ultrapassado. E que o público da escola é formado por alunos nascidos num meio tecnológico que produziu um outro tipo de ser humano. Esses meninos e meninas necessitam de outros estímulos para aprender. O professor não perdeu o seu papel. Porém, é necessário repensar o jeito de ensinar. Como diz um autor que li recentemente:

O professor se torna essencial como facilitador, animador ou mediador de processos. Seu papel de provedor unilateral de informação vai perdendo espaço.

Ou seja, é ilusão achar que, em sala, o professor segue tendo o mesmo papel histórico de detentor do saber. Hoje, cabe a ele novos papeis. Ainda tem importância. Porém, muito mais como um mediador, um estimulador da busca pelo saber. E contar com as tecnologias da informação e comunicação pode ser uma boa estratégia para levar conhecimento ao público estudantil.

Quem quer aprender?

Quem quer aprender? A gente quer mesmo é se divertir. Aprender é chato, cansa; as diferentes formas de diversão geram prazer, sensação de bem-estar.

Uma das razões da crise na educação não está no professor, no diretor, na escola. Muito menos na didática. E nem nos políticos. Está em nós mesmos, em nossa busca desenfreada pelo prazer.

As aulas sempre foram chatas. Ninguém vai me convencer que um dia já foi agradável ouvir o professor falando ou copiar o que ele escreve no quadro. Muito menos que ler teorias é prazeroso.

O prazer que se tem ao estudar está na conquista do conhecimento. É bom saber. Tem gente que não se importa porque ignora a própria ignorância. E estamos num momento em que todo mundo acha que sabe. Acha que o saber está a um clique; basta acessar o Google.

Muita gente valoriza a educação, mas uma educação que sequer conhecem. Não é a ofertada pela escola. Pensam na educação como algo diferente, que possa significar um conhecimento específico, para situações específicas – como se a escola fosse um ambiente de ensino técnico. Por isso, acham que está tudo errado e dizem que os professores não evoluíram. Mas o que esperam? Esperam que os educadores façam shows em sala? Produzam espetáculo?

Desculpem-me, mas ainda não existe outra forma de aprender que não seja pela leitura, pela repetição de exercícios, exposição e debates dos conteúdos. Existem sim aspectos que podem ser aprimorados, inclusive com investimentos tecnológicos, na formação dos professores e até revisão dos conteúdos obrigatórios (do que ensinar). Entretanto, o processo de aquisição de conhecimento seguirá complexo. A gente não aprende por osmose. Sem disposição e valorização do ensino, sem respeito ao professor e ao conhecimento que ele leva para compartilhar em sala de aula, a educação seguirá em crise.

Pedagogia da reclamação

O aluno não é autodidata, carece do mediador
O aluno não é autodidata, carece do mediador

Vida de professor não é fácil. Na sala de aula ou fora dela. Entretanto, embora exista muita reclamação com a burocracia, o que mais escuto são lamentos pelo que acontece em sala de aula. O profissional reclama do aluno. Reclama da conversa, reclama do desrespeito, reclama do desinteresse, reclama da ausência de leitura, reclama do não cumprimento de atividades.

Do outro lado, a rotina do estudante não é nada divertida. As aulas seguem a lógica “giz e quadro negro” ou, no máximo, datashow com textos resumidos. Se o professor não escreve e/ou lê o tempo todo, fala o tempo todo. É maçante. E inúmeras atividades são solicitadas. O aluno tem dez disciplinas? Terá, no mínimo, dez trabalhos para fazer – além das aulas. Ele acha tudo chato, quer mudanças, deseja ser respeitado. Sem ser ouvido, prefere ficar trocando mensagens no celular ou navegando nas redes sociais.

O professor reclama; o estudante também. Embora ambos estejam insatisfeitos, não chegam a um acordo. Nem a insatisfação gera mudança.

Cá com meus botões, entendo que as duas partes têm falhado em seus deveres. Por ser professor, prefiro, neste momento, a autocrítica. Sinceramente, não gosto de ver colegas reclamando de alunos. Fico pensando: por que não muda de profissão? Entendo que enfrentamos problemas. E não são poucos. Mas aprendi que, quando o estudante percebe que o professor se importa com ele, a gente recebe de volta pelo menos um pouco de respeito.

Eles falam da gente pelas costas? Claro. Criticam? Certamente. Não são santos. Porém, acredito que é possível assegurar um ambiente mínimo para promoção do conhecimento. Além disso, não é nada produtivo ter esse conflito, essa espécie de “queda de braços” entre professores e alunos. Como haver aprendizado num ambiente como esse? Como produzir conhecimento se é transferido para o outro a obrigação de interessar-se pelo saber? O aluno deve querer aprender. Mas o educador carece de generosidade, deve ter vontade de partilhar, de estimular o desejo pelo saber.

Embora não acredite ser adequada a comparação, penso que, em alguns aspectos, o professor é como um pai. O filho (aluno) nem sempre quer fazer determinadas coisas. Também é birrento, briguento, arruma confusão, é desinteressado. O pai não desiste. Insiste, corrige quando necessário, alerta… Porém, não abandona o filho, não o deixa largado. O professor deveria ser assim. Não muda nada ficar reclamando, se lamentando, argumentando que “eles são todos iguais: um bando de desinteressados”.

Educar é persistir. É reconhecer que o saber se constrói por meio da interação. E interação acontece quando a gente se interessa pelo outro. Reclamar e abandonar o aluno a própria mercê só desgasta as relações e amplia as distâncias entre professor e aluno.

Prazer em aprender

aprenderOuvi de uma acadêmica um comentário que me incomodou um pouco. Ao iniciar uma de minhas aulas, ela soltou:

– Poxa, estudar isso de novo? É muito chato.

Como é uma pessoa geralmente participativa, e procuro permitir a crítica, ela continuou:

– Não é com você, professor. É o assunto. Na verdade, este ano está tudo muito chato. Todas as matérias.

Eu entendi o comentário. E não a censuro. O tema é mesmo difícil. E carece de boa de paixão por conhecer para assimilá-lo. Apenas fiquei refletindo sobre o tema. Lembrei de meus filhos na escola, das reclamações deles quanto aos assuntos tratados em sala. Lembrei de um colega de mestrado, uma pessoa que admiro bastante. Dias atrás, ele falou:

– Quando passei no mestrado, vim decidido: abandonaria qualquer preconceito. Aproveitaria o melhor de cada disciplina.

E ele é mesmo assim: um sujeito super interessado. Não importa a discussão, o autor. Busca compreender, debater. Não bloqueia nenhum tema.

– Antes de entrar na sala, procuro me libertar dos meus gostos, preferências. Estou aqui para aprender.

Sabe, eu sinto nele algo raro no sistema de ensino: prazer em aprender.

Sempre gostei disso: aprender. Aprender por aprender. Foi assim que fiz jornalismo e me tornei jornalista. Foi assim que fiz psicopedagogia por dois anos e meio e, mesmo não exercendo a profissão, não me arrependo de ter frequentado uma única aula. Tenho convicção que me tornei uma pessoa melhor, mais tolerante como fruto do que aprendi com cada professor, cada teoria.

Infelizmente, vivemos um momento em que buscamos o saber sem nos despir das motivações que norteiam as demais escolhas. Queremos que o conteúdo nos garanta as mesmas emoções de um espetáculo de música, de um filme ou programa de TV. O conhecimento deve divertir. Se aparenta função prática, até toleramos, porque nos referenciamos por sua aplicabilidade; no entanto, se trata-se de um conhecimento histórico, filosófico, que parece não servir para o trabalho, descartamos, bloqueamos.

É uma pena.

Aprender dá trabalho sim, mas é uma escolha racional. Mesmo quando o sono vem, é preciso insistir. É necessário treinar o cérebro até para o que parece monótono, pois o conhecimento é nosso maior patrimônio. Nada pode tirá-lo. O saber transforma, muda a gente. Só não dá para pedir que sacie nossos desejos mais instintivos de prazer.