Do caderno da vida, nada se apaga

É provável que quase todo mundo tenha alguma história passada que gostaria de apagar. Talvez seja um episódio bobo, tipo um “mico” que constrangeu muito. Mas pode ser uma experiência dolorosa ou mesmo um erro que gostaria de não ter cometido.

Eu costumo dizer que o passado é passado. A gente aceita, perdoa a si mesmo e segue em frente. O máximo que dá pra fazer é evitar viver situações semelhantes. Ou seja, aprende com o erro e tenta não fazer as mesmas bobagens.

Ainda assim, às vezes a gente olha para o retrovisor e observa que aquela curva na estrada foi uma das piores coisas que aconteceu. E você não gostaria que estivesse ali, não gostaria que fizesse parte de sua história. Se tivesse uma oportunidade de apagar aquele momento de sua vida, apagaria.

Sempre gostei de pensar nas páginas de um caderno como uma espécie de metáfora da vida. A cada dia temos a chance de escrever nossa história. Porém, dias atrás, enquanto apagava anotações que estavam num caderno e arrancava algumas de suas páginas, observei o quanto o caderno falha como metáfora da vida. Do caderno, posso apagar textos escritos. E até eliminar algumas páginas. Da vida, não tem como apagar, não tem como eliminar nada.

Sabe, não adianta nos culparmos pelas falhas que cometemos em momentos que achávamos que aquelas eram as melhores escolhas. As escolhas foram feitas com base em expectativas e desejos de um outro momento. Nosso conhecimento era outro. E foram justamente os erros que nos ajudaram a repensar, a rever… Então, por mais que erros marquem nossa existência, não há mais nada a fazer. Só seguir em frente.

Por outro lado, justamente pela impossibilidade de apagar as páginas que escrevemos de nossa vida, é fundamental viver com sabedoria. As escolhas precipitadas, as escolhas mais ousadas, aquelas que contrariam os conselhos de pessoas mais experientes… Essas escolhas têm sempre maior chance de afetar negativamente nossa vida. Para evitar essas dores, vale sempre ouvir mais, refletir mais, esperar mais. Afinal, do caderno da vida, nada se apaga, nenhuma página se elimina.

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Quer casar? Assuma o compromisso!

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Tempos atrás recebi uma ligação. Estranha, preciso reconhecer. Do outro lado, um homem falava sobre um texto que escrevi a respeito dos divórcios, separações. Ele parecia abatido. Era de São Paulo. Mas não consegui atendê-lo. A ligação no celular estava ruim. Não pude ouvi-lo, conversar sobre suas queixas.

Entretanto, entendi que ele queria que eu falasse mais sobre divórcio. Após desligar, fiquei imaginando… O que homem precisava? Estaria desesperado? Estaria pensando em se separar? Será que seu casamento já acabou? Não tenho as respostas. Mas sei que muitas famílias estão se desfazendo todos os dias. São homens e mulheres que sonharam ter uma vida feliz, mas encontraram desilusão.

Tenho uma visão conservadora a respeito dos casamentos. Defendo que a decisão de se casar seja um ato racional, responsável, consequente. Afinal, ninguém é obrigado a subir ao altar. Trata-se de uma escolha. E escolhas não se fazem de afogadilho.

Contudo, nem sempre é assim que acontece. Tem gente que namora dez anos. O casamento não dura seis meses. É um direito da pessoa, claro. A lei permite. Até mesmo Cristo reconheceu o direito ao divórcio. Mas o que me impressiona é a incapacidade de alguns de exercitar a paciência e pôr em prática o amor.

O casamento pode ser qualquer coisa, menos algo fácil. Homem e mulher são diferentes por natureza. Num relacionamento, outras diferenças aparecem. São aquelas originadas na formação de cada um. Coisas simples… Por exemplo, um tem o hábito de tomar café pela manhã; o outro não. Um costuma jantar – arroz, feijão, carne, salada etc. O outro prefere um lanchinho.

Tem aqueles que são organizados. Separam meias, camisas, blusas, cuecas, calcinhas por cor. Os sapatos ficam divididos entre os de uso para o trabalho, para ocasiões informais, para festas… Já o cônjuge é daqueles que não vê problema em deixar tudo misturado. Esquece a toalha molhada por sobre a cama, bebe água na boca da garrafa…

Sabe, geralmente são as pequenas coisas que destroem um casamento. As pequenas diferenças, com o tempo, tornam-se irreconciliáveis. Chega um ponto que um não tolera o outro. As brigas ficam cada vez mais frequentes e as separações, inevitáveis.

É a solução? Depende. Lamentavelmente, na maioria das vezes, os problemas que motivaram a separação acompanham os sujeitos.
 E se casar de novo, talvez a história não seja muito diferente da anterior.

Como viver quando faltam certezas?

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Há momentos em que tudo que temos são dúvidas. O que fazer? Como fazer? O que decidir? Como decidir?

A vida é incrível. E também por isso. Não há rumos certos, definidos e definitivos. Mas judia do coração não saber o que fazer. Ou por onde começar.

Muitas vezes, até temos noção do que nos faz bem. Porém, temos medo, insegurança. E o que parece nos fazer bem também traz perigos. Olhamos para um lado, olhamos para o outro e nada se apresenta como concreto, como seguro.

E segurança é uma das coisas que mais carecemos. Faz parte de nossa natureza. Por isso, flutuar por um universo que não nos oferece nada muito firme, sólido, causa um enorme vazio.

É bom quando as coisas parecem conspirar a nosso favor e tudo se mostra de maneira clara: este é o caminho, é o certo a fazer. Entretanto, a vida não é simples assim.

Às vezes, estamos insatisfeitos com a carreira, mas há tantas coisas envolvidas que não sabemos como agir. Outras vezes, sentimos a necessidade de mudar alguma coisa no ambiente familiar, mas não temos ideia de como resolver. Há situações que envolvem o relacionamento, mexem com as emoções, desestabilizam, porém, faltam iniciativas. E todas supostas soluções que aparecem se mostram ruins, inclusive deixar como está.

Quando faltam certezas, resta-nos esperar. É ruim. Cansa, desgasta, faz sofrer. A ansiedade incomoda. E com a ansiedade se mistura a insegurança. Ficamos atordoados. Afundamos na ausência de boas expectativas. No entanto, ter calma, paciência é a única atitude sensata. Quando faltam certezas, decisões geralmente são precipitadas e bastante arriscadas. Ter fé e esperança ajudam a esperar.

Como viver sem culpa?

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Não temos controle de tudo, mas é possível ter paz de espírito, viver livre das mágoas. A vida pode ser mais simples ou mais difícil, dependendo das nossas escolhas. A maneira como olhamos os desafios que temos vai determinar nossas ações e, principalmente, nosso estado de espírito. Ou seja, a angústia e o sofrimento podem ser menores ou maiores. A decisão é nossa.

Parece racional demais. Ou até auto-ajuda. Afinal, como já escrevi noutras ocasiões, a razão parece não comandar o coração. Entretanto, podemos conversar com nossos sentimentos. Esse diálogo interior ajuda a reorganizar os sentimentos.

Há coisas que acontecem conosco que não procuramos entender. Não questionamos os motivos, as razões. Acontece que, sem procurar resposta para as dores da alma, abrimos mão de viver melhor.

Às vezes nos pegamos tristes. Pode ser por causa de um relacionamento mal resolvido, de uma amizade desfeita, uma desavença com um professor… Ficamos recordando tudo que houve ou ainda existe de ruim, alimentando a dor interior. Sofremos durante dias – alguns, até por anos – por algo que poderia ser trabalhado, sublimado.

Mas como?

Em qualquer dessas situações, a primeira pergunta a responder é: “por que estou triste?”. Se o problema for identificado, a segunda pergunta é: “posso resolver?”. Se posso, “de que maneira?”.

Temos condições plenas de avaliar perdas e ganhos diante de qualquer situação. Se o caso for de um relacionamento, é preciso concluir: “vale a pena mantê-lo como está?”, “devo romper?”, ou ainda “invisto na reconstrução?”. Afinal, quais as consequências? Que consequências posso assumir? O que eu consigo fazer? Tem algo que posso fazer?

Precisamos compreender que a solução perfeita não existe. Nenhuma opção é livre de consequências. Todas terão graus variados de perdas e ganhos. Por isso, conformar-se é uma capacidade que deve ser desenvolvida.

Para alcançar novos sonhos, talvez alguns antigos terão de ser abandonados. Ninguém vive feliz se não compreender esse princípio da vida. O mundo nunca será perfeito. E nem a vida, cor-de-rosa.

Por fim, os erros de ontem nos servem de aprendizado. Não podem ser lembrados para alimentar a culpa. Ninguém volta atrás. Insistir na culpa é investir no passado e ignorar o futuro. Só reconhecemos que certas escolhas foram desastrosas porque as experimentamos. Do contrário, poderíamos nos arrepender por não tê-las vivido.

Escolher é perder

escolhas
E não escolher, também. Lembro de um ditado antigo que dizia:

– Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come.

Nele, valia a tese: não tem saída. Pra onde for, há riscos. A vida é bem assim: por vezes, se impõe. Até parece injusta. Mas temos que escolher. Tomar uma decisão. Se decisões são difíceis por natureza, tornam-se ainda mais dolorosas porque geralmente significam abrir mão de alguma coisa.

Dias atrás conversava com uma pessoa que está sofrendo com o relacionamento. Está casada há 10 anos. Ama o parceiro. Entretanto, o casamento está por um fio. Depois de semanas tentando descobrir o que motivou o desgaste, chegou a uma conclusão: cometeu muitos erros. O maior deles: enganou-se. Achou que era possível levar pro relacionamento a mesma vida, os mesmos hábitos que tinha quando solteira. Esqueceu um princípio básico: a renúncia.

É… Não tem jeito. Quer casar? Perfeito. Mas tem que saber que algumas coisas vão mudar. Liberdades deixarão de existir. Decisões que se tomava sozinha passarão a ser divididas, compartilhadas. Novas atitudes serão requeridas.

Desculpem-me frustrá-los, mas não dá pra juntar as duas coisas: vida de solteiro com vida de casado. Nem mesmo vida de solteiro, com vida de quem tem um parceiro – que pode ser simplesmente um namorado/a.

A escolha de uma nova vida implica exatamente isto: experimentar e viver coisas novas; renunciar coisas “antigas”.

E talvez seja este um dos problemas dos relacionamentos. As pessoas querem coisas, mas não entendem que, para tê-las, terão de abandonar outras. Renunciar dói. Somos apegados a certos hábitos, comportamentos… e até mesmo a objetos. Queremos manter tudo.

Mas não é assim que funciona.

Vale até para aspectos mais simples. Emprego novo? Ok, mas tem que dar tchau para os colegas de trabalho, para o chefe, clientes… Roupas novas? Tem que abrir espaço no guarda-roupas… Talvez aquela blusinha que ganhou na mamãe há 10 anos vai ter que ir pro lixo.

O princípio básico de uma escolha é justamente este: tenho diante de mim duas ou mais opções. Optar por uma significa renunciar a outra – ou, as demais.

O problema é que muita gente não entende isso. Não admite perder. E pior… Tem quem escolhe agora, dá uma experimentadinha, se arrepende e quer pegar de volta o que deixou para trás. Às vezes, até dá certo. Porém, quando a gente escolhe tem que ter em mente que, ao se fazer uma opção, algo foi deixado, negado, rejeitado. Não dá para escolher e viver se lamentando pelo que perdeu. Isso não é viver. É sofrer constantemente pelo retorno ao vazio… ao nada.

Viver implica em saber viver. Quem escolhe, perde… Mas, se estiver bem resolvido com suas escolhas (mesmo que não tenham sido as melhores), segue em frente e acredita que também há beleza nos erros, pois nos permitem crescer.

A graça ou desgraça nossa de cada dia

Ser feliz é uma escolha. A frase parece título de livro de auto-ajuda, mas traduz uma grande verdade. Não é a vida que a gente tem que determina se somos ou não felizes; é a maneira como a gente lida com os problemas que nos faz felizes ou infelizes.

É a forma como a gente vê as coisas que diz se a vida está a nos oferecer graças ou desgraças a cada dia.

Todo mundo tem problemas. Não dá pra escapar deles. E podem ser emocionais, físicos, espirituais… E outros tantos provocados por acontecimentos externos – um acidente com um filho, a perda do emprego, um assalto etc.

Ninguém passa pela vida sem enfrentar situações que nos tiram daquilo que entendemos ser a normalidade.

Não procuramos (alguns sim, mas este é assunto pra outro texto), porém os problemas fazem parte do cotidiano de todos.

Acontece que tem gente que alimenta a falsa ideia de que os problemas só acontecem na sua casa. O vizinho não tem problemas. Ele vê o vizinho sorrindo, feliz… E acha que o sujeito é o mais sortudo do planeta. E pior, começa a se incomodar porque a vida do vizinho é boa e a dele é uma droga.

Aí, quando olha pra dentro da própria casa, acha que o universo não lhe foi generoso. Deu tudo de bom pro vizinho e, as coisas ruins, sobraram pra ele. Quanta injustiça, né?

Esse tipo de gente acredita que o problema é a vida dele. O universo lhe teria reservado só desgraças. É como se fosse um carma. A pessoa estaria no mundo pra “pagar os pecados” de uma outra vida, de seus antepassados… enfim.

Sabe, não é assim que funciona. Se fosse, por que algumas pessoas, que vivem em condições miseráveis, consideram-se felizes?

Qualquer pesquisa sobre felicidade revela que não é a classe social, não é o nível de conhecimento, nem são as condições de saúde física que determinam o índice de satisfação da pessoa com a vida.

Conheci um senhorzinho de 92 anos, quase cego, com parte dos músculos atrofiados, vítima de derrame. Ele vivia melhor que muita gente jovem, saudável, sexualmente ativa. Esse vovô tinha um humor maravilhoso, conhecia as melhores piadas, divertia-se e, onde estivesse, tornava o ambiente muitíssimo agradável.

Aparentemente, não tinha motivos pra isso. Sempre teve uma vida difícil. Na juventude, foi lenhador. Parte dos problemas de saúde surgiu justamente pelo trabalho pesado. Entretanto, quem o conhecia dizia que nunca ouvira da boca desse senhor um único lamento. E quando falava de sua vida sempre sustentava ser um homem feliz.

Histórias como essa existem. E não são poucas. Acontece que os infelizes são barulhentos, reclamam mais e conseguem contagiar negativamente os espaços que ocupam. Também é verdade que é mais fácil lamentar do que ver a vida com olhar positivo, de gratidão.

Sabe, olhar positivamente a vida não é negar os problemas. É reconhecer que existem, admiti-los e enfrentá-los, mas sem se ver como coitadinho.

Rir dos próprios tropeços é coisa de poucos. Daqueles que sabem dar significado à existência. E são essas pessoas que conhecem a felicidade.

Quem espera uma vida sem problemas para ser feliz passará pela vida sem provar o seu sabor.

Decisões adiadas

Por que sabemos o que é preciso fazer e não fazemos? Por que adiamos algumas decisões? Por que demoramos para colocá-las em prática?

Não é fácil decidir. Grandes decisões exigem esforço. Por vezes, nos desgastam. Entretanto, em alguns momentos, concluímos sobre o que fazer. Depois de avaliar prós e contras, de muitas noites mal dormidas, “resolvemos” o problema. Pelo menos, do ponto de vista subjetivo. Porém, segue-se um novo drama: colocar em prática. Sim, porque toda decisão implica numa ação. Não adiantar sua cabeça decidir se suas ações seguem as mesmas.

Você sabe que precisa dar um novo rumo pra sua vida, mas não dá. Sabe inclusive o que tem que ser feito, como tem que ser feito, mas não faz. E não faz por quê? Porque toda decisão tem um custo. Um preço a pagar. E temos a impressão que, adiando, as coisas vão se resolver por si mesmas e não precisaremos nos envolver.

É uma opção covarde, perigosa. E, lá dentro de nós, sabemos disso. Porém, preferimos a ilusão de ir levando, tocando a vida, imaginando que aquilo que já decidimos em nossa mente vai acontecer – como num passe de mágica – sem que tenhamos que enfrentar realmente o problema, encará-lo e aceitar a perda.

Decisões doem. Doem enquanto estamos no processo de reflexão, de elaboração; e talvez causem ainda mais dor quando as colocarmos em prática. Entretanto, não agir é conviver com os problemas. É aceitar como normal a sobrevivência. É aceitar como normal o não viver. E não dá pra abdicar da vida. Vida é pra ser vivida. Temos uma só. E é passageira. Rápida, curta demais pra perdermos tempo.

Transformar uma decisão em ação tem custo, como eu disse. Talvez muitas lágrimas. Perdas importantes. Mas, se já avaliamos e concluímos que é o melhor a fazer, não dá pra adiar. Como escrevi dias atrás, dor se deixa doer. Não podemos fugir. Entretanto, depois de agir, algo novo nos espera. E ainda trará consigo o prazer de voltar a viver.

A escolha nem sempre é nossa

Alimentamos a ilusão de que somos donos de nossos destinos. Não, não somos. É verdade que fazemos escolhas. E podemos optar por qual caminho seguir. Entretanto, nem sempre decidimos por nós mesmos. Por vezes, outros escolhem por nós. Nem todos os caminhos são os nossos caminhos.

O que dizer daquele trabalho pelo qual é apaixonado, mas que, por uma dessas coisas que ninguém consegue entender, você é demitido?

E quando a mulher que você ama, por quem faria qualquer coisa, simplesmente te descarta?

Situações comuns, mas que revelam que nem sempre temos o controle de nossa vida. Podemos não aceitar que seja assim, mas nem todas decisões cabem a nós.

No caso de um emprego ou de um relacionamento, você pode investir todas suas energias. Ainda assim, não há garantias de que a sua vontade irá prevalecer.

Nessas horas percebemos o quanto é ruim ter a vida, o destino nas mãos de outra pessoa. É frustrante ver que seus sonhos podem se tornar pesadelos.

Entretanto, não há o que fazer. Faz parte da lógica da vida. Dependemos do outro. Não somos ilhas. Não dá para simplesmente dizer: “ninguém vai decidir por mim”.

Podemos até ter certo grau de independência, mas haverá situações que nos escapam. Alguém vai achar que não somos suficientemente bons; outros vão nos rejeitar, virar as costas e deixar-nos… Sempre existirá um amor não correspondido.

E por mais que saibamos que isso acontece com todo mundo, vai doer. Doer demais. Restará, porém, o consolo do tempo. E a esperança de um novo sonho… De um sonho e de um futuro bom.