Tudo tem um custo…

Quando queremos muito alguma coisa, precisamos nos dedicar para conquistá-la. Isso vale para todas as áreas da nossa vida. Uma carreira, por exemplo, não é construída por acaso.

A frase é clichê, mas é um fato: nada cai do céu. Nada é de graça. É necessário empenho para que nos tornemos excelentes naquilo que desejamos ser ou fazer.

Claro, desenvolvemos certas habilidades e algumas atividades podem parecer mais simples de realizar. Mas ainda assim, a excelência se conquista no investimento diário, na busca de conhecimento, no treinamento…

O que somos, temos ou fazemos bem é resultado de muito trabalho – por vezes, até suor e lágrimas.

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Quem pouco luta, pouco conquista

A gente vive numa sociedade em que a tese da meritocracia geralmente não passa disso: ser uma tese. Não há nenhuma garantia de que nossos esforços serão recompensados. Ainda assim, quem pouco luta, tem ainda menos chances de conquistar seus objetivos.

Talvez a tese da meritocracia tenha apenas uma verdade: se você fizer pouco, as suas chances serão ainda menores.

Eu me preocupo com nossos jovens e adolescentes. Noto que fazem parte de uma geração bastante acomodada. Facilmente, desistem. Outras tantas vezes, sequer chegam a lutar. Falta gana!

O esforço parece ser custoso demais. Querem tudo do modo mais fácil.

Isso tem muito a ver com a maneira como foram criados. Os pais são parcialmente responsáveis. Mas também é fato que as tecnologias contribuem produzindo a sensação que os objetivos estão à distância de um único clique na tela. Cria-se a ideia de que “quando eu realmente precisar, basta eu apertar aqui e vou conseguir”.

Acontece que as coisas não funcionam desse jeito. É preciso trabalhar duro para, com o tempo, obter os resultados. A lógica da vida é a da semeadura: “eu planto agora para colher depois”.

E semelhante ao que acontece na agricultura, o plantio é trabalhoso. Ainda mais difícil é o período de espera pela colheita. É necessário regar, cuidar e ainda torcer para que o tempo ajude e não coloque tudo a perder.

Se tudo funcionar muito bem, a colheita pode ser um sucesso. E se não funcionar, semelhante ao lavrador, na vida, a gente não pode desistir. A gente começa tudo de novo, planta tudo de novo e espera que, na próxima safra, tenha melhor sorte.

Algumas pessoas preferem ter uma vida pequena

Algumas pessoas escolhem ter uma vida pequena. Poderiam ser maiores do que são, fazer muito mais… Porém, optam por uma condição menor.

Não há problema em fazer esse tipo de escolha – desde que seja consciente. Talvez você tenha talento, capacidade, habilidades para ser um profissional de uma grande multinacional, trabalhando em Nova Iorque. Mas escolheu ficar numa cidade do interior, viver perto da família, criar os filhos com tranquilidade. Isso é digno! Afinal, ser bem sucedido não significa ter dinheiro, fama, poder.

Entretanto, algumas pessoas até gostariam de fazer coisas grandes. Mas parecem ter medo de ousar, de tentar, de experimentar…

Na vida, tudo tem um custo. Se eu quero passar no vestibular de Medicina numa instituição pública, tenho que dedicar 12 a 14 horas do meu dia estudando. E estudando um monte de coisas que não fará nenhuma diferença nos meus dias. Estudando matérias pelas quais não tenho a menor simpatia. Terei que encarar aulas com professores de todo tipo, inclusive não vou gostar de muitos deles.

Gente que escolhe ter uma vida pequena é gente que foge dos desconfortos diários, dos enfrentamentos cotidianos. Na escola, será pequeno aquele que escolhe as matérias que vai estudar e aquelas que vai deixar pra depois. Prefere o papo no whatsapp as horas debruçado sobre os livros.

No trabalho, será pequeno aquele que escolhe a alegria do happy hour do que ficar mais horas trabalhando no planejamento dos próximos meses.

No relacionamento, será pequeno aquele que escolhe ter razão do que engolir alguns sapos, silenciar certas palavras e abrir mão de certos desejos pessoais.

Pessoas que preferem ter uma vida pequena não querem o desconforto do suor, das feridas… Não querem sangrar na caminhada.

Sim, volto a afirmar, não há problema em escolher se pequeno. Mas é preciso saber aceitar essa condição, não viver se culpando, entender que a responsabilidade de uma vida pequena é sua e não dos outros.

O preço dos sonhos

Nenhum sonho se constrói sem sacrifícios. Por vezes, é preciso abrir mão de coisas que a gente gosta muito para poder alcançar um objetivo. Às vezes é necessário atropelar vontades, gostos, fazer até o que não gosta… Esta, porém, é a trajetória de todos que aceitam que para cada sonho de existe um preço a pagar.

Cinco atitudes para ter um bom casamento

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A minha lista não é definitiva. Não é única. Eu poderia apresentar uma série de outros comportamentos que podem ajudar a ter um bom relacionamento. Porém, quando estamos falando de casamento, principalmente, creio que esses cinco aspectos fazem toda diferença.

Compromisso – Não dá para construir um casamento sem compromisso. E não estou falando de cobrar compromisso do outro. Estou falando da atitude individual. É preciso estar envolvido com o relacionamento, estar comprometido em fazer dar certo.

Motivação – A gente muito essa palavra no mundo dos negócios, porém, quando o assunto é casamento, ela é bastante apropriada. Estar motivado é estar disposto a agir. Sei que existem momento em que o desânimo bate à porta e dá vontade de “deixar a vida me levar”. Porém, no casamento, não dá para ser assim.

Perseverança e constância – A motivação é fundamental justamente para que a gente não desista. A gente investe hoje no casamento, investe amanhã, depois e depois. É assim que funciona. Tem que perseverar e ser constante. Não adianta agradar o parceiro um mês, pular o outro, voltar a cuidar no seguinte… Tem que ser perseverante e constante no compromisso de fazer dar certo.

Esforço – Nada que é bom se conquista sem esforço. Uma carreira de sucesso é resultado de muito trabalho. Um casamento feliz é resultado de muito esforço. Sem esforço, o relacionamento fracassa. Dá trabalho, mas vale a pena.

Amor – O amor é que garante disposição para tudo isso. Sem amor não tem compromisso, não tem motivação, não tem perseverança e nem esforço. O amor é que alimenta a disposição diária para apostar nossa vida num casamento. O amor possibilita o perdão, a tolerância, a paciência, a compreensão… E faz com que a cada dia a gente acredite que vale a pena investir no casamento.

O preço da vitória

É verdade que algumas pessoas conseguem as coisas quase de graça. Com facilidade. Sem esforço algum. Entretanto, a maioria dos casos de sucesso, em diferentes empreendimentos, é resultado de muita dedicação, empenho.

Pensava nisto depois de ouvir o relato de uma conhecida que, durante três ou quatro meses, fez um tratamento para emagrecer. Ela gastou uma pequena fortuna. Ele não, o marido. Os primeiros resultados foram ótimos, impressionantes. Ela estava feliz da vida. Entretanto, todo o procedimento era a base de medicamento. Quando parou de usar o remédio, voltou a engordar. E ganhou ainda mais peso.

Outro dia ouvi um atleta dizer que as dores fazem parte do dia a dia de quem pratica esportes. A dor é companheira do atleta. Se for evitada, o desempenho cai. Ele deixa de ser competitivo, pois o sofrimento físico é consequência da repetição de exercícios, de atividades necessárias para seu aperfeiçoamento.

Na verdade, seja para perder peso, vencer uma competição ou ser feliz num relacionamento, sempre será necessário esforçar-se. Ninguém chega ao topo sem vencer as barreiras que existem no caminho. Não há vencedor sem suor, lágrimas e dor. A diferença entre alguém que conquista um sonho e outro que nunca o alcança muitas vezes está no grau de dedicação, na disposição que há de se pagar o preço.