O que as incoerências de Trump nos ensinam?

Quem acompanha o cenário político internacional deve ter visto o encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin no início da semana. É bem provável que tenha ouvido o presidente norte-americano cheio de elogios ao russo e, inclusive, uma declaração de confiança em Putin.

Trump chegou a dizer não que acreditava que a Rússia teria interferido no processo eleitoral norte-americano, contrariando as indicações das agências de inteligência dos Estados Unidos.

Depois do encontro à portas fechadas na Finlândia, Trump retornou aos Estados Unidos sob críticas, inclusive do partido dele. Os republicanos condenaram até mesmo o tempo em Trump e Putin ficaram em reunião fechada.

As críticas parece que mexerem com Trump. Ele voltou atrás do que disse. E agora acusa Putin de interferência nas eleições presidenciais de 2016.

O que o comportamento de Trump revela? Revela um presidente que age de acordo com o momento, que é totalmente influenciado pelas ocasiões. Isso é ruim para a economia, para as pessoas.

Gera insegurança, incerteza, medo. A nação mais poderosa do mundo está refém de um homem que fez e faz das palavras de efeito seu principal instrumento para mobilizar pessoas radicais, preconceituosas, xenófobas em seu entorno.

Aqui no Brasil corremos o mesmo risco. O líder das pesquisas na corrida eleitoral faz discursos de ocasião. Numa hora defende a ditadura; noutra, diz que, se eleito, vai respeitar a constituição. Num momento fala que o Brasil precisa de educação; noutro, afirma que deve acabar com o Ministério da Educação. E os exemplos de contradições dessa figura poderiam ser estendidos aqui.

Nos Estados Unidos, aqui no Brasil ou mesmo na casa da gente, precisamos de homens e mulheres coerentes. Ninguém é obrigado e nem deve ter opinião formada sobre tudo. Mudar de posição também não é crime. Mas não dá para dizer uma coisa agora e, no dia seguinte, afirmar que não foi isso que falou… Ou atribuir culpa aos outros, alegando ter sido mal compreendido.

Na política e na vida, é fundamental ter firmeza de propósitos, respeito aos bons princípios e, principalmente, responsabilidade em cada uma das ações.

Podcast da Band News. 

Agora querem a senha… O que vem depois?

Nos EUA, empregadores agora exigem que candidatos informem a senha do Facebook

Ainda não sei muito o que dizer… Ao ler esta notícia, pensei muitas coisas. Nada conclusivo, é verdade. Entretanto, fiquei incomodado.

Como assim? Fornecer a senha para não perder o emprego?

Será que é isso mesmo?

Gente, sei que a vida anda estranha. Tem horas que desconheço o mundo em que vivo. Entretanto, não me parece algo justificável pedir a senha do funcionário.

Não seria invasão de privacidade?

Ou já não existe privacidade? Quer dizer, a privacidade acaba quando o cidadão se coloca na condição de candidato a um emprego?

Tudo bem, sei que liberdade é um conceito relativo. Muito relativo. Ninguém é efetivamente livre. Talvez nem no mundo das ideias. Afinal, até temos liberdade para pensar, refletir. Porém, nem sempre para expressar o resultado de nossa introspecção.

Mas uma coisa é você ter de se policiar, cuidar da imagem, preservar-se e respeitar as regras para convivência social e outra bem diferente é ter que escancarar sua vida pessoal.

É direito da empresa não permitir o acesso às redes sociais dentro do ambiente de trabalho.

É direito da empresa rejeitar um profissional que tenha determinados hábitos e os verbalize através da internet.

É direito da empresa consultar o perfil – passado e presente – de um candidato a um emprego a fim de saber quem está contratando.

No entanto, parece-me um ato arbitrário condicionar o emprego ao fornecimento da senha da rede social. A justificativa até soa razoável: verificar se a pessoa tem ligação com gangues. Mas, espera aí… Existem outras formas de checar se o candidato representa algum risco à empresa. Além disso, quem garante que vasculhar o conteúdo privado de alguém na internet vai revelar todas as relações que a pessoa possui?

E já pensou se a moda pega? Qual será a próxima justificativa? Descobrir se o sujeito é gay, tem amante, lê contos eróticos, é ateu???

Cá com meus botões, entendo que vivemos um momento de transformações. Em todos os aspectos. Mas há necessidade de se resgatar alguns valores. Entre eles, o de respeito ao outro, ao que é da intimidade alheia. É certo que nós mesmos estamos abrindo mão de uma vida mais reservada para exibi-la aos quatro cantos do mundo. Ainda assim, creio que carecemos não de uma nova ética, mas sim de experienciarmos a verdadeira relação entre o eu e o tu, o tu e o ele… o que é nosso e o que é do outro.

Bin Laden: sua morte não garante a vitória contra o terrorismo

Uma das primeiras notícias que ouvi nesta segunda-feira foi a respeito da morte de Bin Laden. Navegando pela net, vi comemorações em várias partes – principalmente nos Estados Unidos.

Não sei se a morte de alguém é algo a se comemorar. Reconheço que o terrorista era considerado uma espécie de inimigo número um dos americanos. Ainda assim, acho pequeno se alegrar na morte de alguém – por pior que essa pessoa seja.

Entendo que Bin Laden faça parte daquela lista de pessoas que acreditamos não ter conserto. Não dá para imaginar que, mantendo-o vivo (ainda que preso), o mundo estaria livre de suas ações. Mas matá-lo é a solução? Estaremos seguros, como sustenta o presidente Barack Obama?

Em alguns momentos parece-me a humanidade está impotente. Dá vontade de fazer justiça. Queremos justiça. Bin Laden e seus “discípulos” não devem permanecer impunes. Mas nossas fórmulas também estão longe de serem as mais apropriadas. A morte do terrorista silencia nosso desejo de vingança, mas não nos garante a vitória contra o terror.

As revistas da semana

VEJA: – Serra e o Brasil pós-Lula. ‘Me preparei a vida toda para ser presidente’. Depois de unificar o PSDB em torno da sua candidatura, José Serra começa a pavimentar o caminho rumo ao seu objetivo: liderar o Brasil na era pós-Lula. A Veja revela que Duda Mendonça, o marqueteiro do mensalão, voltou a ser cobiçado pelos políticos. E o Brasil caminha para se tornar líder mundial na exportação de bois – agora, vivos.

ÉPOCA: – Como salvar seu casamento. Em seu novo livro, a autora do best-seller Comer, rezar, amar, dá a sua receita para uma união feliz e duradoura. Elizabeth Gilbert, a autora, afirma que, apesar do enorme risco de separação, casar é uma aposta que vale a pena. A doce vida de cão. Eles têm plano de saúde, ofurô e até bufês para festas de aniversário. Além da roupa de grife… O novo problema do Vaticano. Uma frase infeliz de um cardeal associa a pedofilia à homossexualidade e piora o clima contra o papa, às vésperas de sua primeira viagem desde o escândalo.

ISTO É: – O novo fitness. Exercícios funcionais, abdominais completamente diferentes e treinos que alternam picos de intensidade com pausas de recuperação são os pilares da revolução do fitness. Longe do governo e perto de Dilma. O PT volta a pressionar e Lula já admite a possibilidade de deixar o Planalto para se dedicar à campanha de sua ex-ministra. Igrejas hi-tech. Velários eletrônicos, água-benta automática e oratórios digitais. Os católicos abrem as portas de seus templos para a tecnologia.

CARTA CAPITAL: – Começou! A última pesquisa Sensus provoca o racha irreparável entre os institutos e alimenta as costumeiras manipulações. Ainda na edição, Barack Obama quer a mesma hegemonia histórica americana, mas com menos bombas.

As revistas da semana

VEJA: – Condenados! Agora, Isabella pode descansar em paz. Três dias antes de a morte de Isabella completar dois anos, seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, são condenados pela Justiça como autores do homicídio. Pela celeridade, rigor técnico e sentenças rigorosas, o julgamento pode ser considerado um divisor de águas na Justiça brasileira. Sucessão presidencial: o rico sistema de apoio a Dilma Rouseff tem jatinho e mansão. E ainda, internet: um desafio para as grandes empresas. Uso de redes como Twitter e Facebook vai crescer.

ÉPOCA: – Culpados. Dois anos depois do assassinato da menina Isabella, o júri popular dá o veredicto aos acusados. As penas: 31 anos e 26 anos de prisão. Falta de dinheiro não é problema para eles. A campanha deste ano deverá ser a mais cara da história. E as restrições da lei eleitoral não vão impedir o caixa dois. De Yoani para Lula. A blogueira cubana impedida por Raúl e Fidel Castro de vir ao Brasil pede ao presidente que convença seus amigos a deixá-la viajar. Também na Época, o que Joseph Ratzinger sabia? O papa é acusado de acobertar casos de pedofilia quando cardeal. O Vaticano denuncia um complô.

ISTO É: Por que eles mataram. Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni ouviram a sentença de condenação à 00h29 do sábado 27. A reportagem da revista tenta explicar a mente dos assassinos. Especialistas sustentam: ninguém atira uma criança pela janela sem uma psicopatologia. Sexo X Religião. Os hormônios falam mais alto do que os preceitos religiosos entre os jovens, que se afastam das igrejas. Uma pesquisa revela: 65% deles discordam das determinações religiosas. Ainda na edição, pesquisadores conseguem criar a primeira capa da invisibilidade. Mas ainda falta muito para o surgimento de algo digno do cinema.

CARTA CAPITAL: – A máfia calabresa está aqui. A máfia mais poderosa da Itália, maior multinacional do crime no mundo, multiplica seus negócios no Brasil, comanda o tráfico e lava dinheiro sujo. Ainda na edição: os primeiros sinais de vida. Com a aprovação da reforma no sistema de saúde, após uma vitória suada no Congresso, o governo Barack Obama recupera-se da paralisia.

As revistas da semana

VEJA: – 12%. A conexão Bancoop/Mensalão. “Ele cobra 12% de comissão para o partido”. Uma testemunha-chave da Justiça revela como o tesoureiro João Vaccari Neto desviava dinheiro grosso para o mensalão. Ele seria o tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Ainda na edição, o que contam os pacientes que voltaram do estado de inconsciência profunda; e a vitória exemplar do Brasil contra os Estados Unidos na Organização Mundial de Comércio.

ÉPOCA: – Os bilhões de Eike. A vida, os negócios e os conselhos do brasileiro que entrou na lista dos dez mais ricos do mundo. Ele sustenta: o brasileiro precisa acabar com o complexo de vira-lata. No Japão, os robôs cozinheiros já são uma solução para servir – e entreter – uma clientela numerosa. Ex-preso político, o presidente Lula choca ao condenar protestos de dissidentes cubanos. Por que a leniência com a ditadura dos irmãos Castro enfraquece o Brasil.

ISTO É: Tudo sobre o julgamento dos Nardoni. A reportagem faz um mergulho na cabeça e no cotidiano do casal Nardoni, acusados de matar a menina Isabella, através da 600 correspondências trocadas por Anna Carolina e Alexandre no cárcere. Em causa própria: de olho nas eleições, o ministro Geddel Vieira Lima repassou quase 50% das verbas da Integração Nacional a prefeituras baianas. O furacão Joana Machado. Quem é e como se comporta a loira intempestiva que desestabiliza o artilheiro Adriano e pode afastar o Imperador da Copa da África do Sul.

CARTA CAPITAL: Um mundo de medos. Corrida armamentista, xenofobia galopante, terrorismo incólume, supressão de liberdades. É o planeta sem ideias e sem comando. Ainda na edição, a caça ao sexo feminino no Oriente. E a revista revela que o pré-candidato do PSDB, José Serra, é estranho no ninho tucano. Talvez desde sempre. Mas agora só lhe resta entrar na arena.

As revistas da semana

VEJA: – Por que chove tanto? Há um mês e meio, os 10 milhões de habitantes de São Paulo vivem um drama que parece não ter fim – e nem solução. Diariamente, a cidade é castigada por temporais intensos, que duram em torno de duas horas e instauram o caos. A pergunta que todos se fazem é porque chove tanto em um único lugar. Também na revista, Dilma Rousseff vai cozinhando o Tribunal Superior Eleitoral e subindo nas pesquisas. Melhores alunos desprezam o magistério. Ruim para o ensino: os bons não querem ensinar.

ÉPOCA: – Corpo biônico. As novas tecnologias que são capazes de substituir – e às vezes até melhorar – braços, pernas, olhos, ouvidos, coração… A tecnologia já é capaz de reabilitar nosso corpo. Até onde irá nossa união com a máquina. Ainda na Época, o general e os gays. Um militar indicado para o Superior Tribunal Militar diz que gays não conseguem comandar tropas e reacende o debate sobre a homossexualidade no Exército. Beyoncé – Ela está no comando. A atriz, cantora e compositora americana se tornou o maior fenômeno da música pop atual com uma fórmula inusitada: feminismo, sensualidade e bom comportamento.

ISTO É: – Santo Daime liberado. O governo legaliza o uso religioso do chá alucinógeno, mas peca ao deixar que mortes ocorram e ao abrir uma brecha jurídica que pode estimular o tráfico. Racha tucano, antigos aliados, Beto Richa e Álvaro Dias disputam quem será o candidato do PSDB ao governo do Paraná. Guarulhos: o maior aeroporto da América do Sul completa 25 anos obsoleto, desconfortável e cheio de problemas. Passar por ali é um inferno.

CARTA CAPITAL: Vai ou não vai? José Serra diz esperar o momento “certo” para se candidatar, Dilma cresce e Ciro está cada vez mais disposto a ficar no páreo. Ainda na edição: no Serviço Secreto dos EUA, os Trapalhões não fariam melhor. Lula convoca Luiz Paulo Barreto para suceder Tarso Genro no ministério da Justiça.

As revistas da semana…

Veja: – A candidata e o câncer. O impacto da revelação nas chances de Dilma Rousseff suceder a Lula na Presidência. A vergonhosa politização do drama pessoal da ministra. O diagnóstico precoce e os remédios modernos curam 90% dos pacientes. Tratamento: como a ministra reagiu à primeira sessão de quimioterapia. A revista Veja considera que o governo Lula está transformando a doença de Dilma num trunfo eleitoral. Ainda na edição, por que a gripe suína assusta tanto o mundo. E a China pós-crise. A potência asiática prepara seu bote. Se os Estados Unidos não se cuidarem pode ser que a China saia da crise ainda mais forte e faça o G-1 sozinha.

Época: – Perigo! Gripe suína. O novo vírus que ameaça milhões de pessoas. Como a doença surgiu. Como se proteger. Como o Brasil deve enfrentá-la. Na Época, o escândalo da babá. O ex-diretor do Senado falou à reportagem sobre o esquema. Acuados pela revelação do esquema da babá, João Carlos e Denise Zoghbi falaram sobre a corrupção que controla os gastos do Senado e é comandada por Agaciel Maia. O casal aponta que existe um enorme esquema de corrupção nos contratos do Senado.E o drama da violência sexual na guerra. Jornalista descreve a experiência das militares americanas que são violentadas pelos próprios companheiros no front. Cerca de 30% são estupradas durante o serviço militar.

Isto É: – As viagens do juiz. Documentos do STJ mostram como o ministro do Supremo Tribunal Carlos Alberto Direito solicitava à Receita Federal e as companhias aéreas privilégios para mulher, filhos, nora e amigos. Ao tratar do câncer da ministra Dilma Rousseff, a Isto É destaca que é difícil os políticos assumirem a doença, muito menos em público e durante uma campanha eleitoral. Também na edição, uma reportagem mostra que, contrariando as estatísticas, algumas mulheres têm um filho atrás do outro e se realizam com a casa cheia.

Carta Capital: – Dilma e sua luta. A matéria principal da Carta Capital trata da luta contra o câncer da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Também na edição, a governadora do Pará, Ana Júlia, denuncia as pressões de Luiz Eduardo Greenhalgh e Gilmar Mendes a favor de Daniel Dantas. E os reais riscos da epidemia de gripe suína.