Se você está sofrendo, permita-se sofrer

A gente vive sob pressão para estar bem. E eu confesso a você que me incomodo demais com o discurso de que a gente tem que controlar as emoções e a gente precisa ficar bem.

Eu não gosto disso. E não gosto porque sei que isso é conversa fiada.
 
E também é conversa fiada essa história de você pode, você consegue… Esse tipo de discurso produz em nós uma culpa imensa quando não estamos bem. A gente não está bem e ainda se sente culpado por não estar bem.

A gente até diz… “eu não podia estar assim”.

Um dos mais importantes filósofos da contemporaneidade, o coreano Byung-Chul Han afirma que vivemos numa sociedade do desempenho. E nessa sociedade assimilamos como verdade que cada um de nós é responsável pelo seu sucesso.

Na sociedade do desempenho, vigiamos a nós mesmos. A gente passa o tempo todo se cobrando para estar bem, para fazer as coisas certas, para ter sucesso.

E sabe o que acontece quando não estamos bem? Quando estamos sofrendo? Nos sentimos um fracasso. Nos achamos as piores pessoas do mundo. Nos culpamos!
 
Na prática, a gente sofre duas vezes. A primeira por não estarmos bem, por estarmos sofrendo e a segunda porque não admitimos que temos direito de sofrer.

Então hoje eu quero te dar uma boa notícia!

A Bíblia nos ensina a viver o sofrimento.

Veja esse verso:
Sou pobre e necessitado e, no íntimo, o meu coração está abatido (Salmos 109:22).

E quem disse isso? Davi. Estamos falando do rei Davi!! Sim, ele estava abatido.

Portanto, amigo e amiga, se hoje você está sofrendo, permita-se sofrer. Leve seu sofrimento aos pés do Senhor e não se cobre se hoje você não está conseguindo fazer o que tinha planejado fazer. Não se culpe por não estar bem.

Apenas conte tudo ao Senhor. Aceite sua dor!

No tempo certo, Deus vai agir em seu coração e você vai voltar a sorrir. E se a dor está insuportável e já dura muito tempo, procure ajuda. Deus capacitou homens e mulheres com inteligência para produzirem conhecimentos que, hoje, nos auxiliam a viver bem. Não tenha medo! A ciência também pode ser bênção de Deus para cuidar, para curar.  

Amém?

Quem é feliz?

Gente, estou começando hoje com você um novo desafio… Sim, vai ser um mega desafio. Já parou para pensar no tamanho do livro dos salmos? Quantos versos incríveis? Tem muita inspiração no livro dos salmos. E eu resolvi compartilhar com você as minhas inspirações diárias em versos dos salmos. Vai ser uma jornada longa! Eu espero contar com você.

O primeiro texto/vídeo dessa super série é baseada num verso polêmico que está no primeiro salmo. Olha só o que diz o salmista… “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores”. Esse verso é demais! Traz várias lições preciosas pra gente. Mas eu quero me prender a quatro. 

A primeira delas, é a questão da identidade. Quem é feliz? Quem tem uma identidade bem definida, quem não vive pela cabeça dos outros… O salmista diz assim… “quem é feliz… feliz é quem faz a coisa certa e não fica se preocupando com o que as outras pessoas pensam ou dizem”. 

A segunda lição poderosa é que a gente deve escolher bem as pessoas que a gente ouve. Embora sejamos convidados pelo próprio Cristo a amar, acolher e respeitar todas as pessoas, nem todo mundo tem sabedoria para nos aconselhar. Nem todo mundo é boa influência! Guarde isso em seu coração. Tem muita gente que afunda, que faz bobagem, porque escuta conselhos das pessoas erradas. 

Terceira lição… Vive melhor quem não imita os pecadores. Não é porque todo mundo faz que você também tem que fazer. E a quarta lição: vive feliz quem não participa de fofocas, da roda de piadas maldosas, quem não faz comentários negativos sobre os outros. Os zombadores são pessoas que não respeitam os outros. E esse é um comportamento que não cabe na vida de quem quer viver em paz e feliz. 

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Não se compare!

Não tenha o outro como referência para medir sua felicidade. Frequentemente, observamos os movimentos aparentes das outras pessoas e, por nem sempre estarmos bem, afundamos de vez. Sentimos até uma dorzinha de cotovelo em função do sucesso e/ou da alegria alheia.

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Não espere as circunstâncias serem favoráveis para ser feliz!

Tempos atrás, estive conversando com uma aluna sobre as condições emocionais dela. É uma garota inteligente, bonita, tem um trabalho bacana, uma família linda, um namorado super legal… Mas ela não está bem emocionalmente. E por quê? Porque o momento que estamos vivendo não é nada favorável. Vivemos tempos de incerteza, de dúvida, de muita dor… Ainda que os problemas não tenham de fato batido a nossa porta, sentimos o clima ruim pelas notícias negativas na imprensa e na internet, a quantidade absurda de pessoas mortas, outras tantas sem emprego, passando necessidade… E tem ainda todos os impedimentos que nos machucam. Não temos a liberdade de ir e vir, as escolas estão fechadas, não temos com abraçar as pessoas e até um aperto de mão representa um risco. Tem como ignorar esse cenário? Não!

A impossibilidade de ignorar tantas coisas ruins ao nosso redor afeta as emoções. Recentemente, entrevistando uma psicóloga, ela comentou que quem não tem tido oscilações no humor – ou seja, não tem vez ou outra ficado triste – é uma pessoa que tem algum problema emocional. Afinal, gente saudável psicologicamente é gente que sente e é afetado pelo ambiente; portanto, as flutuações no humor são normais nesse período.

Talvez por isso tenho ouvido pessoas comentarem: “2020 deveria ser cancelado”; “é um ano que nunca deveria ter existido”. Também já ouvi pessoas dizerem: “este é um ano para esquecer”, ou ainda, “dá para pular direto para 2021?”.

Eu entendo todas essas reações. E, em alguns momentos, sinto-me muito mal com tudo que está acontecendo. Há dias em que pareço afundar. Na minha casa, graças a Deus, por enquanto, não chegou nenhum dos problemas concretos causados pela pandemia. Não tem faltado trabalho, estamos com saúde e nenhum familiar foi contaminado. Mas as incertezas também fazem parte dos meus dias. Alguns dos planos que tinha para 2020 foram interrompidos. Vou conseguir torná-los realidade em 2021? Não sei! Em 2022, talvez? Também não sei.

Isso significa que 2020 está perdido? Significa que 2020 deveria ser cancelado? É um ano para esquecer? Deveria pular direto para o próximo ano?

Desejar que o ano fosse diferente, eu posso. É um desejo natural – como também é querer esquecer 2020. Entretanto, tenho aprendido algo fundamental: a vida não pára para que eu possa resolver os meus problemas. Cada segundo que desejo cancelar (ou pular) de minha existência é um pedacinho da minha vida que estou tentando jogar fora. Ou seja, é vida que estou jogando fora. Isso quer dizer que 2020 só será um ano perdido se não aprender nada nele, se não crescer como pessoa, se não amar e não for amado pelas pessoas que estão comigo, se não souber aproveitar a oportunidade de vida que tenho.

Não podemos mudar a realidade. Por vezes, ela se impõe. 2020 é isso tudo que está aí. Contudo, é o ano que temos! Dá para escolher sair desse “bonde” e voltar só quando as coisas estiverem bem? Não! As circunstâncias não são favoráveis, mas são as únicas que temos. Portanto, não dá para esperar os problemas acabarem para ser feliz. O período de pandemia é terrível? Sim, mas, mesmo quando passar, outros problemas surgirão.

Sempre achamos inspirador quando uma pessoa que perdeu os dois braços consegue manter sua rotina e fazer coisas que são feitas por quem tem as mãos. Esquecemos, porém, de lembrar que se essa pessoa ficasse lamentando a perda e não buscasse se adaptar à nova realidade, ela perderia uma parte importante da vida – inclusive a autonomia. Já pensou naquela mãe que, após muitas tentativas para engravidar, conseguiu ter seu lindo bebezinho no colo, mas, cinco anos depois, uma doença levou sua criança? Dá para essa mãe esperar alguma coisa acontecer para recuperar a alegria de viver? Parece-me que só resta a ela uma opção: tentar ser feliz, apesar da dor.

Portanto, meu convite pra você hoje é um só: não espere as circunstâncias serem favoráveis para ser feliz! Encontre motivos para ser feliz, para motivar-se, para seguir em frente, apesar da ansiedade, do medo e até das perdas.

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Seis comportamentos que sabotam a felicidade

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Embora não faltem motivos externos para atrapalhar a vida da gente, com freqüência nossos comportamentos colocam tudo a perder. Ou, pelo menos, têm potencial de se transformarem num problema. É como se sabotássemos a nós mesmos.

Não temos controle de tudo. É impossível. Algumas coisas acontecem, alteram nossas rotinas e até nosso futuro. Pode ser uma demissão num momento delicado da vida, a morte de uma pessoa querida ou uma pandemia. São situações que não dependem de nossas escolhas.

Porém, mesmo não sendo possível fazer a vida seguir num cronograma perfeito, podemos evitar certos desacertos e, principalmente, garantir o prazer de viver ao abandonarmos certos hábitos.

Preparei para você uma lista de seis comportamentos que precisam ser evitados:

Primeiro, adiar as mudanças. Ter um pouco de medo, sentir-se inseguro diante do desconhecido é natural. Porém, não dá para deixar que o medo do desconhecido nos impeça de mudar. É fundamental investirmos no autoconhecimento, descobrirmos nossas habilidades e, com base nisso, acreditar em nosso potencial e ousar mudar aquilo que precisa ser mudado.

Segundo, conformar-se com um emprego que não gosta. É fato que às vezes é necessário tolerar… Porém, existe uma diferença entre permanecer um tempo num trabalho que não te dá prazer… E ficar anos e anos exercendo uma atividade que te consome, te entristece. Quem se obriga a trabalhar no que não gosta, produz menos do que poderia produzir e vive infeliz.

Terceiro, construir falsas expectativas. Sonhar faz bem, mas tem gente que perde a noção do real. Idealiza demais e deixa de viver a vida. A pessoa passa a vida achando que Harvard é a universidade da vida dela, mas tudo que pode fazer é um curso técnico do Senac. Precisamos aprender a lidar com nossas realidades e construir a vida a partir delas.

Quarto, tentar agradar a todos. Pois é… não dá. Quem vive a vida para agradar os outros, não vive. Não faz o outros felizes e nem é feliz. Não estou sugerindo que você atropele os sentimentos das pessoas, mas é necessário entender que nunca seremos capazes de agradar todo mundo.

Quinto, viver lamentando o que não fez. O princípio é básico, simples: o que passou, passou – coisas boas e coisas ruins. Oportunidades aproveitadas e oportunidades desperdiçadas. Quem fica lamentando o que deixou de fazer, vive apegado às perdas, abre mão do presente e deixa de construir o futuro.

Sexto, manter relacionamento com alguém que não te valoriza. Acho que não tem nada que machuque mais do que ser rejeitado. Tem gente que nos despreza, agride… Nesses casos, se não tiver como consertar essa relação, a solução é afastar-se, romper e seguir adiante. Não se trata de ser egoísta, mas de conectar-se apenas com quem você pode contar, com quem luta contigo, com quem sonha os seus sonhos.

E são apenas esses comportamentos que fazem mal? Claro que não! Talvez o que te prejudica não esteja nesta lista, mas se você é capaz de identificar, esta na hora de abandonar e seguir adiante. Certamente sua vida sera mais leve.

Que mundo novo estamos construindo?

Ouça a versão em podcast!

Nos últimos dias, tenho escutado algumas pessoas falando que a pandemia de coronavírus fez morrer o mundo que tínhamos e está fazendo nascer um mundo novo.

O mundo como o conhecíamos até semanas atrás teria deixado de existir. Noutras palavras, após a crise, nada mais será como antes.

Os valores que tínhamos, as coisas que possuíamos… tudo será ressignificado. Sem contar que perderemos muitas coisas, inclusive, pessoas.

Eu concordo que acontecimentos dessa proporção criam rupturas. E dão origem a uma nova história. Entretanto, ainda tenho dúvidas se o mundo que irá nascer será melhor que o que tínhamos.

O sofrimento tem um efeito poderoso sobre nós. Ninguém sai do sofrimento igual. Porém, os efeitos nem sempre são positivos. O sofrimento pode tornar alguém melhor ou pior do que era.

Justamente por saber disso, tenho dúvidas sobre o quê iremos construir quando sairmos dessa pandemia. Na verdade, depende inclusive de como estamos administrando nossas dores e perdas hoje.

O tempo de distanciamento e/ou isolamento social pode nos tornar mais generosos, mais solidários, mais altruístas, mais amorosos, menos apegados ao dinheiro…

Mas também pode produzir pessoas mais egoístas, gananciosas, invejosas, mesquinhas, individualistas…

Sinceramente, não sei que tipo de mundo teremos após a pandemia. Entretanto, espero que esse período tão difícil possa ter um efeito bom sobre mim, sobre as pessoas que estão comigo e também sobre você. Se nos tornarmos pessoas melhores com essa crise, já teremos boas mudanças. Afinal, se a nossa casa, empresa, sala de aula se tornarem um ambiente mais amável, afetuoso, caridoso, solidário, generoso… O nosso mundinho já será melhor.

Conviver com as tristezas

Ouça a versão em podcast!

Desejamos as alegrias. Elas nos trazem sensações boas, fazem a vida mais leve. Mas a tristeza também faz parte da existência.

Precisamos aprender a conviver com a tristeza. Alguns acontecimentos passados e até situações com as quais convivemos diariamente nos causam tristeza. Por mais que queiramos afastá-la, seguirá atravessando nossa alma, tornando nossos sorrisos mais frágeis.

Uma mãe que perdeu um filho ainda criança convive com essa dor. Mesmo que a ferida aberta pela perda tenha cicatrizado, sempre haverá um grande vazio no peito. Esse vazio causa tristeza, por vezes, lágrimas.

Uma esposa que foi traída por um homem que ela amava muito, precisa seguir em frente. Mas a dor da decepção talvez nunca abandone o peito. Será só mais um dentre outros acontecimentos que provocam tristeza.

Mas não são apenas as grandes perdas e decepções que provocam sofrimento. Às vezes, sua filha adolescente tem atitudes que te entristecem, comporta-se de uma maneira que você considera inadequada. Você fala, orienta… Porém, não dá para mudar o outro. A pessoa só muda quando reconhece que precisa mudar. Por isso, ainda que sua filha tenha se tornado alguém que te causa tristeza, não há nada que possa fazer. Resta conviver com o que entristece.

E este é um dos segredos da felicidade: aprender a conviver com nossas tristezas. Não se trata de deixar pra lá, de ignorar, de fingir que não dói. Trata-se de aceitar que algumas coisas que nos machucam ficarão para sempre conosco.

Teremos dias mais difíceis. Noutros, estaremos mais leves. Mas o que importa é não permitir que as tristezas sejam a única coisa para a qual olhamos.

Se conseguirmos fixar nossos olhos nas coisas boas que acontecem em cada um desses dias, encontraremos razões para nos alegrarmos. Embora carreguemos nossas tristezas, a vida também oferece muitas oportunidades para sorrirmos.

Só é feliz quem aceita a dor como parte da existência

​Ninguém é feliz sem aceitar o sofrimento como parte normal da existência. Embora nenhuma pessoa queira passar por momentos de dor, só não sofre quem nunca viveu.

A ideia de felicidade que permeia o imaginário social é de que quem é feliz está bem o tempo todo. E esse estar bem é viver sem dor.

Alimenta-se a ilusão de que, na condição de felicidade, maximizam-se a alegria e o prazer e minimizam-se a dor, o sofrimento, as lágrimas.

De certo modo, acredita-se que uma pessoa feliz sofre menos ou que a dor dela é menos intensa, é mais rápida.

Na verdade, quem é feliz possui a serenidade necessária para suportar os momentos difíceis. Esta é a grande diferença.

Vivemos num tempo em que chorar parece inaceitável. Fracassos são vistos de forma negativa e até silenciados. Cultuamos o sucesso, a vitória. Os momentos mais difíceis são colocados à margem da nossa história. Tentamos fingir que não existiram. É imperativo parecer que está tudo bem.

Essas ideias distorcidas a respeito da vida colocam um peso muito grande sobre nós. Fazem com que vivamos uma vida de fachada. E o que é pior: ao não aceitarmos a dor como parte da existência, nunca nos sentimos satisfeitos com a vida.

Ao fazermos isso, esquecemos que, mesmo aqueles que conquistaram sucesso, dinheiro, foram inovadores, conviveram com o sofrimento – basta lembrar do gênio bilionário Steve Jobs.

Portanto, minha dica de hoje: aceite a dor como parte da vida. Feliz não é quem não sofre; feliz é quem compreende a condição humana e se alegra com cada pequena conquista ou momento de prazer, pois sabe que chorar também é parte da vida.