Cinco coisas que o homem espera da mulher

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É fato que somos únicos… E complexos. Entretanto, talvez os homens sejam mais previsíveis que as mulheres. Por isso, é mais fácil listar suas expectativas básicas no relacionamento. Neste texto, tendo como referência estudos do especialista Willard F. Harley Jr., apresento cinco coisas que eles geralmente esperam das mulheres.

Satisfação sexual – Pois é… É mesmo o primeiro item da lista. Homens pensam em sexo quase o tempo todo. Fazem bem menos do que pensam, isso é certo. Também é certo que se acham muito melhores de cama do que de fato são (basta olhar as pesquisas e notar o quanto as mulheres estão insatisfeitas quando o assunto é a intimidade sexual, o prazer sexual). Mas ainda assim, eles esperam ter uma vida sexual intensa.

Companheirismo – Pode parecer contraditório, levando em consideração o item anterior, mas não é. Homens querem uma mulher companheira. Às vezes, isso pode se traduzir pelo desejo de uma parceira que os acompanhe aos jogos de futebol, nas horas em frente ao videogame… Sei que certas atividades, não agradam as mulheres. Ainda assim, é importante entender quais são as expectativas deles e como podem conseguir atendê-las.

Admiração – Embora pareçam durões e bem resolvidos, muitos homens são inseguros e carentes. Além disso, quem não gosta de elogios, né? Então, entenda: eles querem ser aplaudidos por suas parceiras. Todo homem precisa notar que sua companheira acha ele o máximo. Não estou dizendo aqui que a mulher deve mentir. Porém, é fundamental reconhecer o que ele faz de melhor.

Menos críticas e queixas – Entendo que, com o passar dos anos, a pessoa se torne menos tolerante a alguns erros e maus hábitos. Entretanto, é desgastante demais conviver com alguém que critica tudo… Desde o jeito que você se veste, a forma com que dirige o carro, o trato com os filhos… A sensação que passa é que nada em você é capaz de agradar o outro.

Uma mulher atrativa – E isso aqui não é papo sexista não. Da mesma maneira que é difícil para a mulher sentir-se encantada por um marido descuidado, que não se preocupa em usar um perfume agradável, que não se higieniza de forma adequada, um homem também não se sente atraído por uma parceira que esquece a importância de manter o peso, de estar cheirosa, bem cuidada… O homem, mais que a mulher, é atraído pelo que vê. Por isso, a estética é importante na dinâmica do relacionamento. Cuidar-se é uma forma de demonstrar que se importa com o outro.

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Homens que sabem amar

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Nós homens geralmente não percebemos como pequenas atitudes incomodam as mulheres. Coisas pequenas, comportamentos cotidianos, muitas vezes, comprometem o relacionamento. De igual maneira, pequenos gestos podem tornar a vida a dois muito mais feliz. Eu sempre digo que tudo seria bem mais fácil se cada um investisse o seu melhor, entendesse que relacionar-se implica numa série de compromissos e concessões.

Nunca atenderemos todas expectativas do outro. Ainda assim, algumas atitudes do homem em relação à mulher ajudam e muito a tornar muito melhor a convivência do casal.

Um princípio fundamental é aprender a ouvir a parceira. E ouvir demonstrando interesse, sem irritar-se. É importante deixá-la expressar suas frustrações, suas mágoas… Mulheres geralmente têm apego a coisas que para os homens não são importantes. É necessário entender essa diferença e respeitá-la.

A gente gosta de ter razão. Porém, mais importante que ter razão é viver em paz. Às vezes, é melhor ceder que transformar uma conversa numa briga. E, se a parceira tem razão, por que não admitir? Por que não se desculpar pelo equívoco?

Homens são mais fechados a respeito de suas coisas, enquanto as mulheres são mais abertas. Acontece que elas gostam dos detalhes. E precisam deles. Para elas, não basta dizer “está tudo bem, não fique preocupada”. A parceira geralmente conhece seu homem. Então, por mais que contrarie a nossa natureza, dar detalhes a respeito do dia de trabalho, dos estudos, das conversas e dos problemas enfrentados faz com que ela se sinta participante da vida do companheiro.

Gostamos de ser admirados, elogiados… E quando um homem fala bem de sua mulher para os outros, isso massageia o ego dela. Claro, é importante que ela escute, que saiba disso. Num relacionamento, queremos sentir que somos a prioridade do outro. Então quando ela sabe que o parceiro a elogia, admira, que não fica desejando outras mulheres, os sentimentos de estabilidade e segurança se fortalecem.

Nossa cultura, durante muitos anos, tratou a mulher como “a parte frágil”. E mulheres não gostam de ser vistas como frágeis. E, de fato, há um equívoco nessa forma de tratá-las. Mulheres querem ser honradas, tratadas com cuidado, com respeito. Querem se sentir importantes, e não inferiores ou fracas.

Para uma mulher, é importante sentir-se amada. E sentir-se amada não significa apenas sentir-se desejada sexualmente. Embora o sexo esteja extremamente valorizado nos dias atuais, nenhuma relação se sustenta sem que outras necessidades sejam atendidas. A mulher quer sentir-se contemplada pelo companheiro em suas carências emocionais e espirituais. E isso se demonstra em pequenos atos: segurar nas mãos dela, abraçá-la, rir juntos, saírem para passear…

No dia-a-dia, você também diz que ama ao abrir a porta do carro para ela, ao ensinar os filhos a respeitá-la, ao pedir que sua mãe (sogra dela) não interfira no relacionamento de vocês, ao apresentá-la de maneira elogiosa aos outros, ao demonstrar que se orgulha dela… São pequenas atitudes, mas que só são possíveis quando há comprometimento com o outro, quando o amor transcende o egoísmo, o individualismo e se transforma em prática cotidiana.

Homens que jogam: o que eles perdem?

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Eu não sei bem qual a emoção deles quando estão diante de um videogame ou no computador. Talvez eu não tenha tido infância… Sei lá o quê. Enfim, não é uma experiência pela qual tenho passado. Mas uma coisa sei: poucas mulheres gostam de ver seus homens apertando aceleradamente diferentes botões, olhos fixos numa tela e, vez ou outra, soltando palavrões. Ou expressões de pura vibração.

Controlando – ou controlados – por um console, homens viram meninos. No máximo, adolescentes. E não é raro encontrar maridos de 25, 30 anos viciados em jogos. E semelhante à molecadinha, são capazes de passar horas jogando. Não raramente, encontram amigos para dividirem momentos de diversão.

Existem namoradas ou esposas até curtem a brincadeira. Mas não são todas. Conheço algumas que sentem-se abandonadas, trocadas por um aparelho. E perdem o respeito pelo companheiro.

– Não consigo vê-lo como homem de verdade.

É o que diz uma amiga que conheço há algum tempo. Foi por ouvi-la lamentar do marido que surgiu a ideia do texto. Ele, além de ficar horas jogando, gasta com isso. O que, para ela, é um desperdício de dinheiro.

Às vezes, ele sai da empresa 15h dizendo que vai para casa estudar. Eu chego, ele está na sala… jogando. Entro e saio e ele nem me vê. Se vou tentar dar um beijo, ele parece incomodado – como se estivesse atrapalhando. Me sinto rejeitada.

Ela conta que muitas vezes foi dormir sem a companhia dele.

Lembrei de outra amiga que também reclamava das horas de jogo do marido. Perguntei o que ela sentia. O depoimento mostra que o sentimento não é muito diferente da minha primeira personagem.

Quando namorávamos, havia um desconforto. A casa ficava lotada, vários amigos. E por horas. Naqueles momentos, recebia nenhuma atenção. E olha que eu tinha uma paciência. Ficava ali, sentada, olhando, esperando… Foi assim por muito tempo. Depois, caiu na real. Melhorou.

Após casada, ele comprou um novo videogame. Dizia que seria uma distração. Por um lado, melhor do que ir para rua, beber ou procurar outras coisas. Mas quando isso se torna uma prioridade, e tornando-se um vício, interfere e muito. Você quer atenção, conversar, mas, nessa hora, esquece. Ele finge que te escuta. Você se chateia, se sente sozinha.

sozinhaAcho que sentir-se trocada por um jogo deve mesmo causar um sentimento muito ruim. Não vou dizer que é uma forma de traição. Claro que não. Nem que produz as mesmas sensações. Mas de alguma forma o outro está ali dizendo que, naquele momento, o game é mais importante que a parceira. Os momentos de intimidade são substituídos pela excitação oferecida pela combinação de tecnologias.

Na busca por superar mais uma fase, vencer… muitos desses maridos plantam o distanciamento, o sentimento de rejeição, de substituição. O relacionamento sai perdendo.

A gente perdia a oportunidade de aproveitar os momentos que estávamos juntos em casa. Pode parecer bobagem, mas, para mim, não era. Dormi muitas vezes sozinha, com raiva. Ele vinha deitar de madrugada, de manhã. E assim foi… Depois de um tempo, eu já agradecia por ele ficar no videogame.

Não é difícil concluir que este casamento acabou. E o da primeira amiga está por um fio.

Sabe, não estou aqui para condenar os jogos. Nem dizer que devem ser banidos. Porém, entendo que maridos devem ser, primeiro, homens de verdade. E isto não significa ser macho. Nem apenas homem na cama. Significa agir como alguém que pode até se divertir com os games, mas reconhece a importância da atenção à parceira. Significa ser alguém que é parceiro, amigo, protetor, carinhoso… Alguém que oferece atenção à mulher. Alguém que reconhece o quanto, para ela, é importante fazê-la participante da vida dele. E como gosta de sentir-se que é a prioridade dele.

Portanto, concluo dizendo que quem abre mão disso por horas e horas de jogos aceita viver um relacionamento pela metade. Perde a oportunidade de viver emoções reais, e bem mais complexas e surpreendentes que as diferentes fases do mais empolgante dos games.

O estresse das mulheres

Somos nós, homens. Nós somos os culpados.

Falando sério… As mulheres estão estressadas. Pelo 67% das brasileiras. É o que diz uma pesquisa internacional. O índice coloca nossas mulheres na quarta posição do ranking de estresse.

O estresse das mulheres não é novidade. Novidade seria não estarem estressadas. Elas estão. Nós, homens, estamos.

Vive-se um momento novo. As mulheres são exigidas dentro e fora de casa. Desdobram-se em funções distintas. São esposas, mães, estudantes, profissionais etc etc. Se optam por cuidar da casa e dos filhos, são cobradas por não terem um profissão. E ainda que saibam bem lidar com isso, sofrem outras cobranças. Precisam estar belas, bonitas, gostosas.

Se fazem a opção por trabalhar, mas não vivenciam o dia a dia dos filhos, são taxadas como mães que abandonam a educação das crianças; e culpadas por tudo que acontece de errado com os pequenos. Se abrem mão da maternidade, são vistas como mulheres pela metade, pois não viveram a experiência maior da concepção.

Loucura, não?

Com o homem não é muito diferente. Ele já não é o provedor. É mais que isso. E também precisa saber se vestir, cuidar de casa, dos filhos, ser gentil e preocupar-se não apenas com seu prazer. Para uma sociedade machista, pode apostar: poucos sabem lidar com o seu papel. E ainda concorrem com elas no mercado de trabalho – sendo que as mulheres ampliam seus espaços porque ganham menos e têm habilidades que eles não têm.

Cá com meus botões, entendo que vamos conviver com o estresse. Não há volta. As exigências são e serão cada vez maiores. É necessário saber lidar com a pressão e divertir-se com essa rotina que nos consome. Quem é responsável, organizado, mas ao mesmo tempo consegue admitir os erros, pede desculpas, ri de si mesmo, é tolerante consigo e com os outros, é capaz de dar conta desse novo momento – sem ficar doente e sem deixar os outros doentes.

Por que os homens mentem?

Será que dou conta de responder? Acho difícil, é complexo demais. Mas, reconheço, o tema é desafiador. Sinceramente, e não estou mentindo, não tentaria sequer levantar hipóteses a respeito do assunto. Afinal, as razões podem ser as mais variadas. Entretanto, vou me atrever e listar aqui algumas considerações em respeito a uma amiga repórter que sugeriu que escrevesse sobre os motivos que levam um homem a mentir.

Até para defender minha “espécie”, diria que homens e mulheres mentem. E não venham me dizer que mentem mais que elas. Talvez poderíamos afirmar que as mulheres são mais competentes que nós. Fingem melhor. Por isso, conseguem sustentar uma mentira e até convencer-nos que se trata de uma verdade.

Mas, vamos em frente… Não faremos aqui uma “guerra dos sexos”.

Do ponto de vista bíblico, estamos tratando de um pecado. Além de condenado nos escritos sagrados, a Bíblia sustenta que os adeptos desse comportamento não entrarão no reino dos Céus.

Embora relevante, não vou discutir o assunto sob essa perspectiva.

Entendo que tal hábito, além de nocivo para o próprio indivíduo, pode resultar em mágoas, tristezas, decepções. Contudo, acredito que ninguém pode sustentar que nunca faltou com a verdade. Por motivos humanamente justificáveis – ou não – todos nós já mentimos.

Mente-se para explicar um atraso, para se dar bem nos negócios, evitar confronto ou agradar alguém e até para conquistar uma pessoa. Podem ser repetidas para não magoar a mãe que errou na hora de botar o sal na comida ou para explicar o encontro com a amante. “Inocentes” ou não estão sempre ali, prontas para serem ditas.

Numa relação, homens podem mentir para parecem mais másculos, competentes ou até carinhosos. Ainda são capazes de fazer isso para atraírem uma mulher ou sustentarem a infidelidade. Afinal, querem parecer ativos, competem entre si e, numa cultura machista como a nossa, levá-las para a cama é motivo de orgulho.

A sedução muitas vezes não é um jogo sincero. Máscaras são usadas para ocultar a face real com suas contradições, defeitos, inseguranças, medos. Elogios e gentilezas acabam sendo feitos motivados por segundas intenções. A disposição para se esperar pelo outro nem sempre é paciência ou compreensão. Não há garantias de que o abraço carinhoso é amigo. O sorriso ou a voz suave escondem a verdade. A verdade oculta, mascarada pode ser única e exclusivamente o desejo por sexo – e não necessariamente o compromisso. A mulher torna-se apenas objeto de conquista, um prêmio.

Não há remédio para tais mentiras. Elas sempre serão estratégia repetida por muitos homens. Classificá-los todos como iguais – ou acreditar que nunca haverá gestos sinceros – também é cometer um erro. Por isso, sempre haverá oportunidade para se encontrar a pessoa certa, o homem certo.

Para essa minha amiga – e para outras mulheres que possam se interessar por este breve ensaio -, diria apenas que sejam menos inocentes, mais pacientes, prudentes e sábias. Nem sempre uma melodia faz uma canção. Nem todos os elogios, sorrisos e palavras são sinceros. A observação atenta, e não precipitada, pode resultar em boas escolhas e no encontro do parceiro ideal.