Tá difícil? Peça ajuda!

A ideia de que somos autossuficientes é uma das ideias mais mesquinhas que alimentamos. Para quase tudo, dependemos dos outros. Basta observar um dos processos mais básicos da sobrevivência, a alimentação. Os alimentos que necessitamos são produzidos por outras pessoas, em regiões distintas e passam pelas mãos de muita gente.

Ou seja, a vida se sustenta na coletividade.

Este mesmo princípio deve ser aplicado diante dos problemas que enfrentamos no trabalho, no relacionamento, na escola…

Conseguimos enfrentar e resolver muitas coisas sozinhos. Isso é importante para o desenvolvimento da autonomia. Porém, ter alguém com quem conversar, pedir um conselho ou mesmo a quem recorrer quando sentimos que não estamos dando conta, pode fazer uma enorme diferença.

Às vezes, o orgulho fala mais alto e sentimos que, se pedirmos ajuda, estaremos nos rebaixando. Ser humilde nada tem a ver com pequenez. Ser humilde é atitude dos grandes, de gente que reconhece que a vida é mais simples quando não se vive de aparências.

Por isso, se está difícil, fale com alguém. Procure uma pessoa experiente, alguém de confiança. Supere a vergonha e diga que você precisa de apoio.

E aqui ressalto um aspecto: tem gente que conta os problemas para os outros, desabafa, fala de seus problemas para todo mundo, mas esquece de um detalhe fundamental… Esquece de verbalizar de maneira explícita: “preciso de sua ajuda”.

Quando a gente pede ajuda, a gente escolhe um alvo, alguém que reúne as competências e os meios necessários para nos auxiliar.

E, pode ter certeza, por mais que todo mundo esteja ocupado, correndo, enfrentando seus próprios problemas, a maioria das pessoas se solidariza com um pedido sincero. Portanto, não se envergonhe. Se está difícil, peça ajuda.

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O verdadeiro caráter se revela quando a pessoa tem poder

Dizem por aí que a melhor maneira de conhecer uma pessoa é dar poder a ela. O verdadeiro caráter se revela quando a pessoa está no topo, quando faz sucesso.

Eu acredito nisso!

Quando ocupa uma posição importante, a pessoa ganha mais visibilidade. Isso a obriga a se posicionar, a agir. E quanto mais se expõe falando, resolvendo problemas, fazendo negócios, estabelecendo relacionamentos… Quanto mais expõe, mais mostra quem de fato é.

Isso acontece nas empresas, na família da gente, entre os amigos… E até na política.

Entretanto, nem todo mundo tem, como acontece na política, uma rede de apoio – e até de marketing – que oriente sobre o momento de se calar, de cancelar compromissos, de evitar entrevistas.

Pessoas reais, como nós, nem sempre notam a repercussão de seus atos. Por isso, não estabelecem filtros em suas práticas. Com isso, o pior de nós é demonstrado quando temos algum tipo de influência, algum cargo importante ou mesmo certo poder.

Nessas ocasiões, revela-se a dificuldade em receber críticas, a resistência às mudanças, o temperamento, arrogância, o isolamento… Também os desvios éticos e morais, as alianças com pessoas ruins.

Por outro lado, também são nessas oportunidades, que descobrimos pessoas que não se deixam corromper pelo poder, que seguem dignas, verdadeiras, humildes e comprometidas em fazer o bem.

Um pedido de desculpas cai bem

desculpa

Errar… todo mundo erra. Mas nem todo mundo tem disposição para pedir desculpas. E quando faz isso, nem sempre é de coração, com arrependimento.

Sabe, reconhecer o erro e verbalizá-lo deveria ser prática recorrente em todo relacionamento. Não somos perfeitos, magoamos – inclusive as pessoas que amamos. Na verdade, as pessoas que mais amamos são geralmente o alvo primeiro de nossas agressões, de palavras que ferem, de atitudes que decepcionam. Por isso, admitir que falhou faz parte da reconstrução diária do romance.

Não dá pra ir levando… Quer dizer, até dá, porém as mágoas vão se acumulando. Com o tempo, provocam a separação. Nem sempre de corpos, mas de coração.

Mas por que a gente não quer pedir desculpas?

Porque queremos nos sentir “no controle”. Pedir desculpas parece nos rebaixar. Reconhecer que erramos parece significar que estamos acima do outro… Que desculpar-se é admitir que não somos perfeitos. Ao não pedirmos desculpas minimizamos nosso erro. O discurso implícito é:

– Não foi nada demais. O outro é quem exagerou. É sensível demais!

Quem pensa assim não respeita o coração do outro. Desmerece os sentimentos. Às vezes chega a achar que  o parceiro é quem deveria mudar. Ele é quem tem que entender. Ser menos “fragilzinho”.

Não dá pra viver bem assim. Ignorar a importância deste ato tão singelo é reforçar o egoísmo, o orgulho. Quem foi ferido, espera por um carinho.

Humilhar-se, desculpar-se e acrescentar ao pedido algumas palavras que reforcem o quanto o outro é importante para nós faz parte do investimento diário que se faz no romance. É colocar o amor em prática. 

Nobres são aqueles que reconhecem que nada são

O conhecimento não deveria nos separar, mas sim aproximar-nos
O conhecimento não deveria nos separar, mas sim aproximar-nos

Não sou muito otimista quando penso no ser humano. Não, não estou dizendo que não há espaço para pessoas boas, de coração verdadeiro. Também não me coloco numa posição superior. De jeito nenhum. Pelo contrário, provavelmente me enquadro em muitas das críticas que faço ao “bicho homem”.

Uma das coisas que me incomodam é a necessidade de ser mais… De buscar os aplausos, o respeito (ainda que pelo status ou posição social).

Sabe, a necessidade de nos sentirmos alguém, por vezes, nos faz pequenos demais. Atropelamos os outros. E os “atropelados” também encontram suas vítimas. Quase ninguém é inocente.

Tenho visto em diferentes ambientes que o homem sempre que pode aproveita-se na posição em que está para se dizer diferente, colocar-se superior. Até mesmo supostos atos de humildade são utilizados para orgulhar-se de pedir desculpas a um subordinado, por exemplo.

Alguns, detentores de certos conhecimentos ou títulos, entendem ser donos da verdade. Transformam hipóteses em pressupostos inquestionáveis. Não permitem a dúvida. Mesmo quando questionam teorias, fazem isso como se fosse ignorância acreditar em alguns valores. Desprezam o senso comum. Outras vezes se promovem diante dos pares por supostamente dominarem as teses mais modernas, contemporâneas… O conhecimento atualizado. E fazem disso degraus para subirem acima dos demais.

O sorrisinho no canto da boca se revela diante da multidão. E ele expressa uma só coisa:

– Como são ignorantes.

Eu não tenho medo do conhecimento. Mas temo as pessoas que pensam detê-lo. Porque o mesmo conhecimento que liberta, por vezes aprisiona. Aprisiona aqueles que não são sábios. E que transformam o conhecimento em ferramenta para se sentirem nobres.

Em um de seus livros, Augusto Cury escreveu:

O que define a nobreza de um ser humano é a sua capacidade de enxergar sua pequenez.

Esse parece, no entanto, ser um desafio histórico. Na Idade Média, nobres eram aqueles que detinham títulos, terras, trabalhadores sob seu poder. Eram aqueles que diziam ter “sangue azul”. As regalias pareciam um privilégio dado pelo próprio Deus. E, como nobres, não enxergavam ser iguais aos pobres camponeses.

Hoje, não é diferente. Não há títulos de duque, conde, marquês, barão… príncipe. Mas há o dinheiro, o poder econômico e tudo o que ele representa – carros, casas, iates, aviões, empresas etc. Há também outras formas de títulos expressas por meio de graduações em faculdades famosas… Há mestrados, doutorados, publicações em livros, jornais.

E um monte de gente se apega a essas criações do próprio homem para se sentir maior e melhor. São pobres coitados, na verdade. São miseráveis enclausurados pela própria insegurança que se esconde em posições vazias, mas ainda valorizadas por uma sociedade doente. 

Para estes, e para todos nós, resta lembrar de uma única coisa:

A sabedoria do ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência de que não sabe (Augusto Cury).

Nada sabemos, nada somos. Nos tornamos alguma coisa apenas quando servimos ao outro, quando reconhecemos nossa pobreza, ignorância e fazemos da gentileza, da humildade, do afeto e do amor nossos diferenciais de vida. 

Falabella agradece Grazi…

O post é mais para destacar algo fundamental, a humildade. Também para salientar a importância de se conhecer primeiro as pessoas antes de rotulá-las.

grazi_massafera2Na coluna de Patrícia Kogut, de O Globo, encontro a informação de que Miguel Falabella se rendeu ao esforço e talento de Grazi Massafera. O autor de Negócio da China era contrário a escalação da paranaense Grazi Massafera em sua novela.

Num bilhete à atriz, Falabella disse:

– você não sabe o bem que me fez, me ensinou a ouvir os outros. Fui contra o meu preconceito por você ser uma ex-‘BBB”. Eu estava errado, ainda bem!

Ao falar com a imprensa, ele também afirmou:

Essa moça me emocionou demais, é uma dama, elegante, simples, determinada. Ela não é a Juliette Binoche, é humilde, sabe que não sabe tudo e quer aprender. E a televisão está cheia de atrizes que se acham a Juliette Binoche. E, a Grazi, com a sua humildade, provou do que é capaz.