Você gosta de sempre ter razão?

É bom ter razão, não é verdade? É bacana sentir-se dono da razão; achar que está certo faz bem para o ego. Mas quer saber de uma coisa? Se você deseja crescer como pessoa, se você deseja ser alguém que influencia pessoas, precisa deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas. 

Eu confesso a você que esse é um enorme desafio pra mim. Sempre fui uma pessoa incomodada, que olha tudo com a perspectiva de que pode ser melhor, pode ser aperfeiçoado… Observo prós e contras em tudo. Isso é maravilhoso, porque estou sempre aberto para aprender. Mas, por outro lado, às vezes sou teimoso em defender as minhas posições… E, por vezes, me posiciono de maneira convencida que as minhas sugestões são as melhores. E sabe o que isso faz? Cria barreiras!

Poucas coisas incomodam tanto as pessoas do que se sentirem colocadas numa posição inferior, como se fossem menores do que a gente.

Portanto, feche a semana com este pensamento: procure deixar de ser alguém que pensa ter as melhores ideias, as melhores soluções para os problemas e tenha a humildade de também aceitar as ideias dos outros. 

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Conhece gente deslumbrada

Você conhece gente que se acha? Deixa eu explicar melhor… Você conhece gente que tem uma visão distorcida de si mesmo? Que olha para as coisas que faz e acha tudo lindo? Eu conheço! Conheço um bocado de pessoas assim. São pessoas bacanas, que tem boas ideias… São pessoas criativas. Mas são pessoas que precisavam de um certo toque de realidade. Não significa que são toscas, que são burrinhas… Nada disso. Apenas são um tanto deslumbradas! Falta certa autocrítica! Falta autoconhecimento!!

Gente, quando eu defendo a importância de se conhecer, não é conversa de psicólogo, de filósofo… É uma necessidade! Quem se conhece não corre o risco de ter uma imagem distorcida a respeito de si mesmo. E qual a vantagem disso? A vantagem é que você pode tratar daquilo que falta em você e crescer como ser humano. Exemplo, você é uma pessoa que sempre deixa as coisas pra depois. Quando você percebe que isso é de fato um problema e para de ficar arrumando desculpas, você pode trabalhar isso em você e falhar menos.

Se você é uma pessoa que se acha inovadora, incrível, maravilhosa… Talvez você não tenha problema de autoestima. Mas certamente você perde a chance de fazer coisas ainda melhores. Porque deixa de reconhecer onde você poderia melhorar. E gente deslumbrada vive fora da realidade. Não presta não. 

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Não se compare!

Não tenha o outro como referência para medir sua felicidade. Frequentemente, observamos os movimentos aparentes das outras pessoas e, por nem sempre estarmos bem, afundamos de vez. Sentimos até uma dorzinha de cotovelo em função do sucesso e/ou da alegria alheia.

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Alimente sua mente com bons pensamentos

Ouça a versão em podcast!

Dias atrás, li essa frase: se espera fracassar, fracassará. Ela vinha acompanhada de outra, “se acredita no sucesso, alcançará”.

O pano de fundo dessas duas frases é a ideia de que aquilo que pensamos norteia nossas crenças, logo, nossas ações.

Uma mente ocupada por pensamento negativos vai resultar em ações pouco comprometidas com os propósitos.

É como um time de futebol que entra em campo achando que vai perder. A derrota já estará garantida antes mesmo do apito do juiz.

Por outro lado, a crença na possibilidade de vitória resulta numa entrega, num compromisso de disputar cada bola, de correr 90 minutos com toda intensidade para alcançar o resultado.

Quando isso acontece, mesmo que o time adversário seja tecnicamente melhor, o resultado se torna imprevisível. E o espetáculo está garantido para os torcedores.

Desde a filosofia antiga até as pesquisas da Psicologia Positiva desenvolvida na Universidade de Harvard, como também nos textos bíblicos, encontramos a ideia de que devemos cuidar dos nossos pensamentos e alimentar coisas boas, se desejamos uma vida feliz, uma vida bem-sucedida.

Isso não significa ser um otimista bobo, significa apenas olhar para si como um ser humano capaz de alcançar seus sonhos, dotado de inúmeras potencialidades que podem ser desenvolvidas resultando em relacionamentos melhores, criatividade, alegria, mais produtividade, animação… Quem não quer conviver com gente assim?

Ter alguém que diga “você está errado” é um privilégio

Defendo a importância de aceitarmos ser confrontados pelas outras pessoas quando estamos agindo de forma errada. Ter alguém que diga “você está errado” é um privilégio.

Quando alguém aponta nossas falhas, temos a chance de mudar as nossas práticas e tomar um outro caminho.

Por outro lado, também defendo a ideia de que é preciso saber criticar alguém. Saber falar. Se alguém vai apontar o erro do outro, a chance de incomodar é de 100%; então que pelo menos seja gentil.

Mas aí vem a grande questão: a maioria das pessoas não têm a polidez, a empatia e nem o amor necessário ao outro para confrontar da maneira adequada. Isso nos coloca num impasse: se a crítica for agressiva, exagerada, maldosa devemos ignorá-la?

Entendo que algumas vezes é necessário deixar pra lá. Mas isso não significa deixar de ouvir. Tem que ter estômago? Sim. Mas sempre devemos ouvir e filtrar.

Como fazer isso? Respondo: a pessoa fala um monte de coisas… Você ouve tudo e avalia: eu faço isso? O que estou fazendo poderia ser interpretado da maneira como a pessoa está vendo?

Se você não faz e nem há chance de suas atitudes serem interpretadas de um modo equivocado, você ignora e segue em frente. Talvez a pessoa falou o que falou, te agrediu, por ser mal resolvida, mal amada e estar com inveja de você. Porém, se algo te incomodou ou sobrou um pontinho de interrogação, pergunte a alguém que você confia; de preferência, para uma pessoa mais madura, experiente: ei, eu tenho feito tal coisa? Você acha que estou errado?

Não precisa nem citar que foi criticado. Muito menos falar o nome da pessoa que te confrontou. Apenas pergunte, como se estivesse pedindo ajuda, pedindo uma opinião.
Em algumas ocasiões, se não estamos errando em nossas ações, podemos estar nos comunicando de forma inadequada com quem convive conosco.

A abertura para ouvir as críticas é um passo transformador. O nosso desenvolvimento pessoal passa pelo reconhecimento e abandono de determinados hábitos e atitudes que, por vezes, se tornaram naturais para nós.

Você se conhece?

Ouça a versão do texto em podcast.

A jornada para o conhecimento de si é desafiadora. É necessário empenhar tempo em contemplar a si mesmo na busca por compreender quem sou.

Nesse fim de semana, participei de um seminário para casais. O especialista responsável pelas palestras propôs algumas atividades. Entre elas, perguntas aparentemente simples, mas que fizeram todos se demorarem na busca por respostas.

E quais perguntas eram essas? As perguntas mais difíceis eram aquelas que diziam respeito a quem somos – o que realmente gostamos, queremos, sonhamos, nossas virtudes e fraquezas.

Pouco nos conhecemos.

Na antiguidade, os gregos davam muito valor ao autoconhecimento. O filósofo Sócrates se tornou conhecido pela frase “conhece-te a ti mesmo”. Platão ia além…Ressaltava que um homem não poderia governar uma cidade enquanto não fosse capaz de governar a si mesmo. Por isso, sustentava que ninguém antes dos 50 anos estaria pronto para ser o governante de um povo.

Nós, em nossa cultura superficial, não apenas desconhecemos o mundo; pouco sabemos sobre nós mesmos. E por não sabermos quem de fato somos, vivemos uma vida vazia; falta-nos um propósito. Muitos de nós estamos doentes, doentes emocionais. Sofremos com angústia, ansiedade, medo, pânico…
Investir em conhecer a si mesmo é o primeiro e mais importante passo para o cuidado de si. Nenhuma conquista é mais importante que saber quem sou, o que me realiza, o que me faz feliz.

Como avaliamos nossos problemas?

Algumas entrevistas são surpreendentes. Anos atrás, uma conversa com um psiquiatra trouxe algumas reflexões que ainda hoje reproduzo para leitores e amigos. Detalhe, recordo da entrevista, mas não lembro do profissional.

Em primeiro lugar, confesso que, naquela ocasião, o papo me surpreendeu, porque, geralmente, temos uma imagem estereotipada do psiquiatra: trata-se de um profissional que, embora cuide das emoções, faz parte de um grupo seleto da medicina que tem um olhar para a mente humana sob uma perspectiva muito mais de cura por meio de medicamentos do que movido pela crença de que o ser humano se constrói e reconstrói por suas atitudes e escolhas, dentro do contexto em que está inserido.

Nosso diálogo, porém, foi noutra direção… Falamos sobre qualidade de vida. O psiquiatra foi taxativo: a vida pode ser mais simples ou mais difícil, dependendo da escolha de cada indivíduo. Parece conversa de autoajuda, mas não é. Na prática, a maneira como olhamos os desafios que temos vai determinar nossas ações e, principalmente, nosso estado de espírito. Ou seja, a angústia e o sofrimento podem ser menores ou maiores. A decisão é nossa.

Parece racional demais. Afinal, como já escrevi noutras ocasiões, a razão parece não comandar o coração. Entretanto, podemos conversar com nossos sentimentos. Esse diálogo interior ajuda a reorganizar os sentimentos.

Há coisas que acontecem conosco que não procuramos entender. Não questionamos o por quê. Acontece que, sem procurar resposta para as dores da alma, abrimos mão de viver melhor.

Às vezes nos pegamos tristes. Pode ser por causa de um relacionamento mal resolvido, de uma amizade desfeita, uma desavença com um colega de trabalho ou um professor… Ficamos recordando tudo que houve ou ainda existe de ruim, alimentando a dor interior. Sofremos durante dias – algumas pessoas sofrem por anos – por algo que poderia ser trabalhado interiormente, sublimado.

Mas como?

Em qualquer dessas situações, a primeira pergunta a responder é: “por que estou triste?”. Se o problema for identificado, a segunda pergunta é: “posso resolver?”. Se posso, “de que maneira?”.

Temos condições plenas de avaliar perdas e ganhos diante de qualquer situação. Se o caso for de um relacionamento, é preciso concluir: “vale a pena mantê-lo como está?”, “devo romper?”, ou ainda “invisto na reconstrução?”. Afinal, quais as consequências? Que consequências posso assumir? O que eu consigo fazer? Que escolha vai me deixar mais feliz?

A solução perfeita não existe. Nenhuma opção é livre de consequências. Todas terão graus variados de perdas e ganhos. Por isso, conformar-se é uma capacidade que deve ser desenvolvida.

Para alcançar novos sonhos, talvez alguns antigos terão de ser abandonados. Ninguém vive feliz se não compreender esse princípio da vida. O mundo nunca será perfeito. E nem a vida, cor-de-rosa.

Por fim, os erros de ontem nos servem de aprendizado. Não podem ser lembrados para alimentar a culpa. Ninguém volta atrás. Insistir na culpa é investir no passado e ignorar o futuro. Só reconhecemos que certas escolhas foram desastrosas porque as experimentamos. Do contrário, poderíamos nos arrepender por não tê-las vivido.

Quem é sábio edifica o relacionamento

Muitos relacionamentos fracassam por infidelidade, problemas financeiros, carência de amor, agressividade verbal e até física… Entretanto, parece-me que a principal razão é a falta de sabedoria. Sim, porque quem é sábio edifica o relacionamento. Gente sábia entende a importância do diálogo, reconhece o momento certo de falar ou calar, evita a exposição pessoal e do parceiro…

Ter sabedoria, ou inteligência emocional, é a capacidade de entender e trabalhar com as próprias emoções e também com as do parceiro. Gente sábia não age por impulso, mede as consequências de suas atitudes, dá conta de controlar-se mesmo quando se sente ofendido, não age de maneira arbitrária, não aceita ser manipulado e nem manipula o outro.

Essa capacidade pode ser desenvolvida. Porém, é necessário ter disposição em aprender, compreender, aceitar, acolher.

O caminho da sabedoria é construído sobre algumas bases. Entre elas, está o desenvolvimento da maturidade. E a maturidade emocional se adquire com a idade. As experiências de vida nos ajudam a crescer. É fato que alguns se tornam maduros muito cedo. Outros, são e serão eternos adolescentes. No entanto, maturidade também se adquire. Adquire-se com a autocrítica, com a busca por se conhecer… E se adquire ouvindo e observando pessoas sábias, gente de mais idade, gente equilibrada… Embora não existe fórmula pronta, aprende-se com bons exemplos.

Essa trajetória também passa por libertar-se do egoísmo. É natural que nosso olhar para o mundo seja baseado nas nossas próprias experiências. Lemos os movimentos da vida do lugar onde estamos. Ninguém sente o que o outro sente. Ninguém vê nada com os olhos do outro. Ainda assim, é necessário procurar entender as motivações do parceiro, o que o faz pensar como pensa, agir como age… E, por vezes, abrir mão de nossos próprios interesses em favor dos interesses da pessoa amada.

Sabedoria também se revela na capacidade de controlar o que a gente pensa. Não significa que é possível expulsar por completo pensamentos ruins, negativos, pessimistas. Porém, é possível sim questionar a razão e os fundamentos desses pensamentos. Quando a gente não fica alimentando coisas ruins na cabeça, as atitudes diante da vida se tornam diferentes. E o relacionamento ganha com isso, porque quando nossa mente é tomada por sentimentos negativos, afastamos a pessoa amada, culpamos o outro, cobramos… Quase sempre de maneira injusta.

O caminho da inteligência emocional também é construído com o perdão. Ninguém dá conta de viver bem guardando mágoa, rancor. A gente tem que aprender a perdoar para libertar-se do ódio, da raiva e até da inveja. Também é fundamental saber pedir perdão. Às vezes, somos orgulhosos demais. Temos a impressão que, se pedirmos perdão, nos rebaixamos, nos tornamos inferiores. Mas não é assim que funciona… Quando perdoamos, estamos investindo no relacionamento. E investir no relacionamento também requer o exercício da humildade, que nos aperfeiçoa como humanos, e um passo de confiança que vale a pena ter uma família pra chamar de sua. 

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