Que horas você vai para cama com sua esposa?

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Esse assunto é bastante sério. Tem relação direta com o sexo no casamento, mas tem muito mais a ver com a intimidade do casal. 

Uma das coisas ruins que acontecem com o passar dos anos é que, aos poucos, os casais vão deixando para ir para a cama apenas quando já estão com sono, quando estão cansados.

Às vezes, um fica no computador, navega na internet… O outro assiste televisão, trabalha, estuda… E vão para cama quando o corpo reclama.

A situação se torna ainda pior para o relacionando se os horários são diferentes. Casal que não deita junto cria, dia após dia, um barreira entre eles.

Por isso, o ideal é que os dois deitem no mesmo horário e pelo menos uma hora antes do horário que dormiriam. E por quê? Porque ao fecharem a porta do quarto, poderão ter um tempo só pra eles. Um tempo pra conversar, um tempo pra trocar carinhos…

Esse tipo de atitude aperfeiçoa o relacionamento, aumenta a intimidade… E leva o casal a ter uma rotina sexual muito melhor. 

Tem gente que reclama da falta de sexo no casamento. Mas o sexo, num relacionamento que já tem alguns anos, é consequência do nível de intimidade, da capacidade do casal trocar carinhos, ter sintonia, diálogo… Por isso, se o casal não investe tempo na relação, a vida na cama certamente vai esfriar.

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O desinteresse sexual é uma realidade para muitos casais

Couple Lying on Chaise Longue ca. 2001

No início do relacionamento, é natural que as pessoas acreditem que estarão sempre “ardendo de desejo” pelo parceiro. Entretanto, não é preciso recorrer aos estudos científicos para saber que o desinteresse sexual é uma realidade para a maioria dos casais com vários anos de convivência. E isso não é falta de amor. Isso é ser humano. Com o tempo, é natural haver certa acomodação. Como eu já disse por aqui, o tempo parece fazer com que não exista mais novidade entre duas pessoas que se relacionam sexualmente há bastante tempo.

Embora esse seja um processo pelo qual muita gente vai passar ao longo da vida a dois, é também um dos motivos de traições, separações e muitos conflitos no relacionamento. O desinteresse sexual é sim um problema. Dos grandes. E que precisa ser enfrentado pelo casal.

Acontece que não é nada fácil pra pessoa admitir que não sente desejo pelo parceiro. As questões que envolvem a sexualidade são sempre cercadas por tabus. E de alguma maneira, para muita gente, reconhecer que não está legal no que diz respeito ao sexo parece ser o mesmo que ser “menos homem” ou “menos mulher”.

Porém, é justamente essa aceitação de que as coisas já não são como antes que permite que se encontre formas de melhorar a intimidade na cama. E, sendo muito específico, quando o assunto é sexo, qualquer cobrança inibe, coloca o outro na defensiva. É necessário apoiar, ajudar, estimular. Sim, porque uma frase como “você nem me quer mais” não tem nenhum efeito positivo; só ajuda a distanciar ainda mais o casal.

Sabe, sempre haverá espaço para encontrar novas maneiras de intimidade. Ler sobre o assunto, colocar uma roupa diferente, cuida do corpo, descobrir o que o outro gosta, provocar… Sexo é conquista. Mesmo entre duas pessoas que já se conhecem bastante. E volto a repetir, a iniciativa não deve ser apenas do homem. Quem pensa assim, é porque ainda alimenta uma visão machista. Homens querem ser surpreendidos. Gostam de se sentir desejados, inclusive através de gestos, palavras e muitos gemidos durante o ato sexual. Por isso, ambos devem investir em estratégias que possam “esquentar o clima” no relacionamento.

Amor é diferente de paixão

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Os primeiros meses de um relacionamento são geralmente os melhores. Ou pelo menos parecem ser… Há um clima de total encantamento. E isso faz as pessoas perderem um pouco a razão. Muitas vezes, não conseguem ver o óbvio. Por isso tem muita verdade aquele ditado “o amor é cego”. Na verdade, não se trata de amor, trata-se da paixão. E a paixão cega.

E essa é uma das coisas que ainda confundem muita gente. Não dá para confundir amor com paixão. Na fase inicial (que pode demorar até uns dois ou três anos), existem emoções muito intensas que podem distorcer a realidade e levar as pessoas a idealizarem o “objeto” amado. Depois de algum tempo, porém, essa fase é superada; a paixão se abranda e há mais chance de prevalecer a razão. Por isso, é natural que os defeitos se tornem mais evidentes depois de meses de relacionamento.

Ainda tem gente que não consegue entender algo básico: pessoas têm defeitos. Ninguém é só virtude. E não existe uma única pessoa no planeta que se encaixe do modelo que desejamos. Por isso, as expectativas para o relacionamento devem ser realistas. Mais do que isso, deve haver uma predisposição em adaptar-se. Quem acha que o outro tem que mudar em função de seus desejos, de suas vontades, frustra-se. Além disso, é fundamental não alimentar tantas expectativas. Não há romance perfeito. A melhor dica é: espere o mínimo do outro e faça o seu máximo… Se o outro também pensar assim, a chance de terem um excelente relacionamento aumenta consideravelmente.

Eu sempre digo que romance bom é aquele que tem intimidade. E não apenas na cama. Intimidade é sentir-se à vontade com o outro, sentir-se em casa. Dentro do relacionamento, não pode haver medo, vergonha. É necessário que um consiga pedir ao outro aquilo que deseja. E não apenas para não deixar a toalha molhada em cima da cama. A pessoa tem que se sentir confortável para dizer o quer. E mais, também aceitar favor do outro. Relacionamento é parceria. É “trabalho em equipe”. Essa é uma habilidade fundamental e que ajuda a fazer dar certo a vida a dois.

Por fim, se há intimidade, também existe disposição para aceitar as críticas. Embora toda crítica incomode, o que o parceiro (ou a parceira) diz pode ter um fundo de verdade. O outro pode ter razão. Tanto na roupa que você está escolhendo pra sair quanto ao comportamento que tem adotado para com os vizinhos. Chega ser engraçado porque qualquer apontamento negativo que o parceiro faz sobre nossas atitudes é ouvido como algo ruim, como uma agressão… E a gente não apenas rejeita como se torna motivo para briga. Entretanto, se houver disposição para ouvir, pode-se crescer, corrigir o erro, melhorar como pessoa e tornar inclusive o romance muito melhor.

Solidão no casamento

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A solidão é um dos males da modernidade. Estamos próximos, porém… distantes. Sabe o que é mais dolorido? Isso também acontece no relacionamento. Você divide a mesa, o sofá, a cama, mas não tem com quem dividir o coração. Não significa que a outra pessoa não esteja lá. Apenas não existe intimidade para isso.

Essa é uma das barreiras mais difíceis de transpor no relacionamento. Porque distancia as pessoas. E o que é mais assustador é que às vezes a companhia do outro faz bem, mas ainda assim a pessoa se sente sozinha.

Gente que está sozinha, mesmo tendo um casamento, não consegue ser plenamente feliz. Não dá. A pessoa olha do lado, sorri para o parceiro, escuta as conversas, participa delas, até fala sobre o dia de trabalho, faz planos para as férias… mas tem algo estranho lá dentro do coração. Há um vazio, uma carência…

Gente que se sente assim geralmente destina suas energias a inúmeras atividades e ocupa a mente com trabalho, com estudos, com diferentes projetos. O outro não participa, apenas assiste tudo. Talvez também tenha seus planos, seus sonhos… Muitas vezes até existe certa sintonia na cama, podem passar anos e anos juntos… Até envelhecem juntos. Porém, mesmo quando dão as mãos, a mente divaga por pensamentos, por sonhos que não parecem próprios para serem partilhados.

Teme-se ser censurado, teme-se não ser compreendido… Ou simplesmente, nota-se que o outro não vai se empolgar, participar, incentivar. Do outro lado, também há alguém triste porque a sua solidão afasta o parceiro, lhe parece impossível fazer parte de sua vida. O outro percebe, repara e, por vezes, sente-se inútil no relacionamento.

Quando alguém está solitário dentro do relacionamento é porque a intimidade foi embora. Ou nunca foi desenvolvida de fato. E intimidade não é apenas entre quatro paredes. É o ato de “sentir-se em casa” com o outro. Não ter vergonha de dizer “estou com medo”, “não gosto disso”, “você me magoou”… Ter intimidade é sonhar juntos, é ter no outro cumplicidade e incentivo em cada projeto. Ter intimidade é não ter receio de dizer algo, não ter vergonha de se expor…

Entretanto, nem sempre isso é possível. E por isso a solidão se instala. Vive-se junto, mas com a alma solitária. Como mudar? A resposta só pode ser encontrada por casais que querem preservar o relacionamento e que estão dispostos a redescobrir um ao outro. Sim, porque a redescoberta implica reconhecer, primeiro, que o seu parceiro pode não passar de um estranho.

Sexo e intimidade

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As publicações especializadas em sexo aumentam na mesma proporção que se revela a insatisfação de homens e mulheres. É verdade que existe uma projeção. Tem gente (principalmente, homens) que busca no parceiro o desempenho retratado no cinema e na televisão, inclusive nos filmes pornôs. Entretanto, mais que uma imagem deformada do que é e de como viver o sexo, qualquer pesquisa séria revela que quase a metade das pessoas está insatisfeita na cama.

Há vários motivos. Desde o egoísmo (ausência de preocupação com o prazer do outro), passando pela pouca habilidade, rotina até a falta das “preliminares”, queixa comum entre as mulheres.

Entretanto, o assunto aqui não são os problemas que ocorrem no sexo. Minha proposta é apenas fazer pensar sobre a origem das insatisfações e como resolvê-las.

Parece-me que a causa maior ainda é a falta de intimidade. As pessoas se amam, mas não se relacionam. Relacionamento implica em diálogo. Conhecer e se fazer conhecer.

É incrível como muitas mulheres reclamam dos parceiros, da falta de carinho na cama e fora dela, mas nunca dizem isso. Falam para as amigas, mas não conversam com eles. Algumas até dizem:

– Ah… eu tento falar, mas ele não me escuta.

Entretanto, será que sabe falar? Explicou diretinho? Chamou o sujeito num canto e disse com todas as palavras que o ama, mas que deseja que ele faça isso, mais isso e aquilo?

Tem mulher que acha que o camarada deve adivinhar o que ela quer.

Eu até concordo que haja certo mistério. Um pouco de brincadeira… Mas se está insatisfeita, por que não dizer? (Desculpem-me, se o sujeito ignora suas vontades, mande-o passear).

Vale o mesmo para homens. Os machões pensam que as mulheres estão ali apenas para atendê-los. Eles querem gozar e elas servem para isso. Convenhamos, né?

Por outro lado, existem homens capazes de romper com o egoísmo e olhar com carinho e respeito às parceiras. Contudo, até pela formação cultural de nosso país, nem sempre elas foram preparadas para se despirem de certos tabus, preconceitos. Por isso, é preciso dialogar. E dialogar não é cobrar.

Quem consegue falar sobre sexo? Quem tem intimidade. Intimidade é conhecer e respeitar o outro. Quem tem intimidade, não tem vergonha de se expor. Não sente inibição diante da pessoa que ama. Dá conta de revelar-se por inteiro. Consegue apontar onde sente prazer, onde deseja tocar e ser tocado.

Não é difícil. Intimidade se desenvolve numa relação em que há confiança, cumplicidade, amor. E muita disposição para aceitar o outro com suas virtudes e limitações.

Criança na cama: pais e filhos perdem

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A escolha é dos pais. Entretanto, manter o filho na cama faz um estrago. Estraga o filho; estraga o relacionamento. Vou ainda mais longe: a criança deve ter o próprio quarto. Desde o primeiro dia que chega em casa, quando a mãe deixa o hospital.

É provável que algumas mulheres digam:

– Você fala isso porque é homem. Não sabe o quanto a gente sofre.

Admito: não sou especialista em acordar de madrugada para cuidar de bebê. Também nunca amamentei. Sei que desconheço as dificuldades experimentadas pelas mães.

Entendo, porém, que não é nada divertido acordar às 3h da madrugada, deixar a cama para amamentar, trocar fraldas… Às vezes, o bebê com cólicas, chorando… E ainda não ter o conforto do próprio quarto.

Por isso, muitas mães preferem colocar o berço perto da cama do casal. E, para amamentar, trazem o bebê para o meio deles.

A criança vai crescendo e vai ficando ali. Chega ao ponto de só dormir se estiver perto da mãe. Quando os pais entendem que está na hora do filho dormir no próprio quarto, já é tarde demais. O baixinho não quer conversa. Chora, faz manha, birra… grita. E volta pra cama do casal.

A intimidade deixa de existir. E a criança passa a ocupar um lugar que não é dela, inclusive na dinâmica do relacionamento conjugal.

Há situações em que não existe outra forma: a criança precisa dormir no quarto dos pais (por falta de espaço físico mesmo). Entretanto, a molecadinha deve ter o próprio cantinho. E acostumar a dormir ali. Dá dó? Claro que sim, principalmente porque, quando a gente chega do hospital, estamos deslumbrados, encantados por aquele serzinho incrível que temos nos braços. Mas não dá para ficar morrendo de pena e fazer bobagem. O bebezinho tem que ir para sua própria caminha. Criança cresce. E se crescer no meio do casal, vai trazer problemas para o relacionamento. E terá seus próprios problemas.

É verdade que alguns casais se acomodam. Depois do nascimento de um filho, até perdem parte do interesse pelo parceiro. Sexo passa a ser cada vez mais raro. E nem sempre se preocupam com isso. Aceitam como consequência natural da própria dinâmica do casamento (embora não seja, é importante ressaltar). No entanto, a presença da criança ali na cama não atrapalha apenas o sexo. Interfere na intimidade, na chance daquela conversa mais tranquila no fim do dia, na oportunidade de um carinho… Ou no simples fato de ter o parceiro (a parceira) só pra você.

Quanto à criança, perde a chance de crescer. Filho que dorme com o casal, ao mesmo tempo que estabelece uma relação de poder e controle dos pais, torna-se frágil. Não conquista autonomia, não amadurece. Se for garoto, desenvolve uma proximidade viciosa e pouco saudável com a mãe; se for menina, a situação pode ser parecida, mas tendo como foco o pai. O filho torna-se adolescente, jovem, mas vai seguir um bebezão.

Desde muito cedo, filhos devem ser preparados para o mundo. Os pais têm de oferecer a eles oportunidade para serem autônomos. A molecadinha tem que ser exposta à realidade. Aprender a ter liberdade e a exercê-la. Saber lidar com a frustração, com a solidão, com a perda. E isso começa com a primeira separação, a de corpos.

Homens que jogam: o que eles perdem?

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Eu não sei bem qual a emoção deles quando estão diante de um videogame ou no computador. Talvez eu não tenha tido infância… Sei lá o quê. Enfim, não é uma experiência pela qual tenho passado. Mas uma coisa sei: poucas mulheres gostam de ver seus homens apertando aceleradamente diferentes botões, olhos fixos numa tela e, vez ou outra, soltando palavrões. Ou expressões de pura vibração.

Controlando – ou controlados – por um console, homens viram meninos. No máximo, adolescentes. E não é raro encontrar maridos de 25, 30 anos viciados em jogos. E semelhante à molecadinha, são capazes de passar horas jogando. Não raramente, encontram amigos para dividirem momentos de diversão.

Existem namoradas ou esposas até curtem a brincadeira. Mas não são todas. Conheço algumas que sentem-se abandonadas, trocadas por um aparelho. E perdem o respeito pelo companheiro.

– Não consigo vê-lo como homem de verdade.

É o que diz uma amiga que conheço há algum tempo. Foi por ouvi-la lamentar do marido que surgiu a ideia do texto. Ele, além de ficar horas jogando, gasta com isso. O que, para ela, é um desperdício de dinheiro.

Às vezes, ele sai da empresa 15h dizendo que vai para casa estudar. Eu chego, ele está na sala… jogando. Entro e saio e ele nem me vê. Se vou tentar dar um beijo, ele parece incomodado – como se estivesse atrapalhando. Me sinto rejeitada.

Ela conta que muitas vezes foi dormir sem a companhia dele.

Lembrei de outra amiga que também reclamava das horas de jogo do marido. Perguntei o que ela sentia. O depoimento mostra que o sentimento não é muito diferente da minha primeira personagem.

Quando namorávamos, havia um desconforto. A casa ficava lotada, vários amigos. E por horas. Naqueles momentos, recebia nenhuma atenção. E olha que eu tinha uma paciência. Ficava ali, sentada, olhando, esperando… Foi assim por muito tempo. Depois, caiu na real. Melhorou.

Após casada, ele comprou um novo videogame. Dizia que seria uma distração. Por um lado, melhor do que ir para rua, beber ou procurar outras coisas. Mas quando isso se torna uma prioridade, e tornando-se um vício, interfere e muito. Você quer atenção, conversar, mas, nessa hora, esquece. Ele finge que te escuta. Você se chateia, se sente sozinha.

sozinhaAcho que sentir-se trocada por um jogo deve mesmo causar um sentimento muito ruim. Não vou dizer que é uma forma de traição. Claro que não. Nem que produz as mesmas sensações. Mas de alguma forma o outro está ali dizendo que, naquele momento, o game é mais importante que a parceira. Os momentos de intimidade são substituídos pela excitação oferecida pela combinação de tecnologias.

Na busca por superar mais uma fase, vencer… muitos desses maridos plantam o distanciamento, o sentimento de rejeição, de substituição. O relacionamento sai perdendo.

A gente perdia a oportunidade de aproveitar os momentos que estávamos juntos em casa. Pode parecer bobagem, mas, para mim, não era. Dormi muitas vezes sozinha, com raiva. Ele vinha deitar de madrugada, de manhã. E assim foi… Depois de um tempo, eu já agradecia por ele ficar no videogame.

Não é difícil concluir que este casamento acabou. E o da primeira amiga está por um fio.

Sabe, não estou aqui para condenar os jogos. Nem dizer que devem ser banidos. Porém, entendo que maridos devem ser, primeiro, homens de verdade. E isto não significa ser macho. Nem apenas homem na cama. Significa agir como alguém que pode até se divertir com os games, mas reconhece a importância da atenção à parceira. Significa ser alguém que é parceiro, amigo, protetor, carinhoso… Alguém que oferece atenção à mulher. Alguém que reconhece o quanto, para ela, é importante fazê-la participante da vida dele. E como gosta de sentir-se que é a prioridade dele.

Portanto, concluo dizendo que quem abre mão disso por horas e horas de jogos aceita viver um relacionamento pela metade. Perde a oportunidade de viver emoções reais, e bem mais complexas e surpreendentes que as diferentes fases do mais empolgante dos games.