Nossa eterna busca pela felicidade

Recebi hoje na CBN uma pessoa muito querida. Convidei-a para falar sobre a nossa eterna busca pela felicidade. Este será o tema do Questão de Classe da próxima quinta-feira. Isla Gonçalves, palestrante, psicóloga, economista, mestre em Psicologia Organizacional, foi a entrevistada.

Conheço Isla há alguns anos. Talvez uns 10. Já conversamos em muitas ocasiões, principalmente quando ainda comandava um programa chamado Opinião, na Novo Tempo FM. Foi lá que a entrevistei pela primeira vez e tive a chance de conhecer um pouco do que ela pensa a respeito de felicidade.

Dia desses reencontrei a Isla no colégio onde estudam meus filhos. Foi desse encontro que nasceu a agenda do papo que vai ao ar quinta-feira, às 19h.

Bem, mas e a felicidade? Ser feliz é algo que todos querem. Está na nossa natureza. Entretanto, como ser feliz? Eu tenho uma primeira hipótese: fazemos pouco esta pergunta. Se a repetíssemos para nós mesmos quem sabe começaríamos a caminhar em direção à resposta.

Acontece que temos uma ideia equivocada de felicidade. Olhamos ao nosso redor, encontramos modelos de uma suposta felicidade e focamos nossa vida em busca desse alvo. Passamos a correr atrás da felicidade. E quanto mais a buscamos, mais ela foge de nós. Por quê? Porque a felicidade não está em coisas que se pode conquistar. Ela é, primeiro, um estado de espírito.

São felizes aqueles que estão satisfeitos consigo mesmos. Não há felicidade no sucesso financeiro, no carro novo, na mansão construída num belo condomínio, na relação com uma mulher gostosona ou num homem bonitão e bem-sucedido. Claro, tudo isto proporciona prazer. Mas não é determinante para ser feliz.

No programa que gravei hoje à tarde, a Isla deu algumas dicas importantes: a felicidade se encontra quando a pessoa se sente produtiva, tem e valoriza a família, cuida de si mesmo (da saúde, por exemplo), mantém uma vida social (de qualidade). Outro detalhe fundamental, investe na espiritualidade.

PS- Já refleti noutras ocasiões sobre felicidade. Disponibilizo o link de três textos sobre o assunto. Aqui, aqui e aqui.

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